School of Hunters
5 Perdas
Notas iniciais
Castiel estava cabisbaixo em seu gabinete, quando notou uma perturbação nos ares da festa que ocorria no Campus. Correu para a janela e viu o tumulto lá em baixo. Tele transportou-se e apareceu em um campo de batalha, onde Dean e Bobby lutavam, tentando proteger algo ou alguém. Esse alguém eram sua filha e um Sam desacordado em seu colo.
“Sammy! Não!”, dizia a híbrida chorando, agarrada ao corpo do Winchester. “Sammy, fique comigo, por favor! Fique comigo! Fique comigo!”
Seus olhos estavam verdes, não mais azuis como os do pai. De repente, o chão começou a tremer e os invasores caíram mortos. Os três, Dean, Bobby e Castiel, se espantaram com o acontecido.
“O que diabos aconteceu aqui?!”, perguntou o Winchester mais velho. Lembrou-se de seu irmão e se agachou, ao lado de Angel, acariciando o longo e castanho cabelo de Sam. “Não, Sammy! Você não!”, falou aos prantos com lágrimas saindo dos olhos. “Você não!”
Os alunos e professores começavam a sair pela porta de entrada do prédio e ver aquela cena: Angel e Dean agarrados ao corpo; e Bobby e Castiel sofrendo de longe.
“Angie...”, Klara começou a dizer correndo para consolar a amiga (só ela achava isso), mas o anjo a impediu de avançar.
Angel, com lágrimas nos olhos, agora normais, azuis, lembrava-se do momento em que se machucou e Sam a ajudou.
***
“Está doendo, Sammy!”, reclamou a híbrida, enquanto o Winchester mais novo fazia uma bandagem em seu ralado no joelho.
“Não reclame, Angie, porque daqui a alguns dias vai estar bom, ou até horas, no seu caso.”, disse com um sorriso no rosto.
Brenda que observava tudo começou a rir.
“Deixe para lá, Sammy! Minha irmã é assim mesmo!”, comentou.
“Sua chata!”, Angel xingou a mais velha rindo, tacando-lhe o que tinha nas mãos.
***
Quando se deu conta, estava de pé, por entre os braços de Dean, sendo amparada pelo mesmo e Sam não estava mais lá.
Local desconhecido
“Senhor, nossos agentes falharam, todos estão mortos.”, avisou.
O Mestre deu um soco no braço de seu trono, bufando.
Fundos da 1ª EC
No dia seguinte, todos se reuniram para dar um funeral digno de um caçador para Sam. Dean e Bobby haviam feito uma cama de galhos e o corpo do Winchester mais novo estava enrolado em um pano e em cima dela.
Era meio-dia e o sol estava de rachar sobre as cabeças dos alunos e dos professores. Os estudantes dos quatro anos estavam mais afastados do que os seus mestres. Angel se encontrava na primeira fila dos seus semelhantes. A híbrida estava de cabeça baixa chorando discretamente. A sua dor era tão grande que não dava para segurar. Ela havia perdido a única pessoa que ela amava sem ser fraternamente.
Antes de jogar o fósforo acesso na cama de galhos, Dean se virou para Angel e ela fez um “não” com a cabeça. O Winchester abaixou o olhar de tristeza. Ele assoprou o palito em sua mão, apagando fogo que tinha. Entregou o palito apagado ao professor que estava ao seu lado. Afastou-se um pouco da multidão chamando a híbrida.
“Eu tenho que fazer isso, Angie...”, tentava convencê-la, mas, na verdade, era ele que tentava se convencer. “O Sam está morto! Acabou!”
“Nunca pensei que ouviria essas palavras saindo de sua boca. Você, o cara que fez um pacto com um demônio; matou a Morte; e fez tudo a sua disposição para trazer o seu irmão de volta a vida por não sei quantas vezes; agora, está consentindo que Sam se foi?!”, exclamou. “Não estou crendo nisso!”
“Eu sei, mas não tem mais vias nas quais posso recorrer! Todas... se extinguiram!”, falou.
Angel se aproximou mais dele.
“Não queime-o! Vou achar uma forma de trazê-lo de volta! Eu prometo!”, sussurrou.
Dean hesitou por um momento, porém, no final, aceitou a proposta. A garota voltou para o seu lugar e o Winchester foi dizer a Castiel o que os dois haviam combinado. O diretor da 1ªEC trocou olhares com a filha e fez um “tudo bem” com a cabeça, dando um breve sorriso.
{...}
O dia se passou e todos estavam reunidos no auditório da manhã do dia seguinte. Cas iria explicar que Sam não iria ser cremado e sim, enterrado. Os alunos e professores se perguntavam o porquê de não cremar, mas nem abriram essa questão para o diretor.
As aulas voltaram ao normal, no entanto estava um clima tão pesado, que estava difícil para os estudantes entenderem e os professores darem a aula. Os dias e as semanas iam se passando e ninguém mais tinha visto ou ouvido algo sobre Angel após o enterro de Sam. A híbrida havia sumido do mapa, literalmente. Bobby e Dean até pediram ajuda a outros caçadores espalhados pelo globo, mas não receberam nenhuma notícia deles. O mesmo aconteceu com Castiel, que foi atrás de ajuda através dos irmãos.
“Acho melhor darmos um tempo para ela...”, comentou Singer cabisbaixo.
“É.”, Dean deu de ombros. “Tomara que Angie esteja bem...”, falou quase sussurrando.
“Que meu pai o ouça...”, murmurou o anjo.
Roma, Itália (duas semanas antes)
Enquanto todos estavam a sua procura, Angel rodou o planeta inteiro para encontrar a Morte e trazer Sam de volta. Em todo lugar que tinha ido, achou um ou outro ceifador, todavia nada da famosa Morte. Tudo mudou, quando, em Roma, encontrou um aglomerado deles em volta de uma pizzaria. E voilà, lá estava ela!
“Como não me lembrei disso, que a Morte ama pizza!”, repreendeu-se em pensamento antes de entrar no estabelecimento.
No momento em que irrompeu no recinto, a procurada virou-se em sua direção, convidando-lhe a se sentar com ela. E assim o fez. Ficaram em um silêncio mortífero por um longo tempo, com Angel fitando a Morte comendo uma bonita pizza de calabresa.
“Quer um pedaço?”, a Morte quebrou o silêncio, oferecendo sua comida a híbrida e a mesma negou com a cabeça. “Tudo bem não querer, mas garanto que está perdendo uma deliciosa pizza.”
“Não como.”, disse se justificando, com o semblante fechado. “Mesmo assim...”, começou. “Não foi por essa razão que te procurei...”
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