School of Hunters

6 De volta dos mortos (parte 1)


Notas iniciais
Provavelmente não tem nenhum erro, mas se tiver, desculpem-me por ele

ANTES

“Não como.”, disse se justificando, com o semblante fechado. “Mesmo assim...”, começou. “Não foi por essa razão que te procurei...”

AGORA

Roma, Itália (duas semanas antes)

“Eu sei e também sei o real razão desse encontro.”, comentou. “Você quer trazer o Sam de volta, mas tem outro motivo por trás dessa história toda...”, disse pretensioso e Angel concordou com lágrimas escorrendo por suas bochechas e os olhos azuis vibrantes sem brilho algum. “Tudo bem vou trazer o Sam de volta!”, disse por fim. “Mas, terá que fazer algo para conseguir o que quer...”

“O que tenho que fazer?”, falou decidida, enxugando as lágrimas do rosto e controlando-as para não chorar mais.

Conversaram pelo resto da tarde e no final, chegaram a um acordo.

1ª EC (tempo atual)

Dean dava aula tranquilamente, quando, de repente, a híbrida aparece no meio da sala, toda machucada. Cortes fundos marcavam sua pele. Suas roupas estavam rasgadas. Tentou ficar em pé, mas seus joelhos vacilaram e ela caiu. Bateria o rosto no chão se não fosse o Winchester, que a segurou bem a tempo, embrulhando-a em seus braços. Seu olhar estava vazio e o caçador estava com medo dela já estar morta.

“Angie! Angie!”, gritou desesperado enquanto os olhos da garota fechavam lentamente.

“Dean-o...”, disse com a voz falhando e com um sorriso amarelo. “consegui...”

Apagou imediatamente após dizer essas palavras. Dean ficou se perguntando: “Conseguiu o que?”. Ficou assim até entender o que a híbrida dissera antes de desmaiar.

“Sammy!”, murmurou com lágrimas de emoção escorregando sobre suas bochechas.

Dormitório de Angel e Klara

Quando acordou, a luminosidade do quarto a incomodou. Piscou várias vezes para se acostumar com o ambiente. Percebeu que seus ferimentos estavam curados, como sempre acontecia.

“Bom dia, demônio do dia!”, exclamou uma voz masculina vinda do seu lado. Ao se virar, viu um homem da sua idade sentado na cama de Klara. Tinha cabelo negro e rebelde; e olhos azuis bem marcantes. Sua pele era levemente bronzeada. Usava uma camisa simples branca por baixo de uma jaqueta de couro preta; uma calça jeans; e tênis de cano alto preto.

“Quem é você?!”, perguntou desconfiada para o garoto, analisando-o.

“Não me reconhece, priminha?!”, falou em um tom sarcástico. Seus olhos passaram de um azul marcante para um azul bebê, depois voltaram ao normal.

“Kaleb?!”, exclamou.

“Ao seu dispor, ma chéri.”, levantou-se e fez uma reverência.

Angel tentou não dar um sorrisinho, mas falhou na missão.

“Você é um palhaço!”, soltou rindo e Kaleb fez o mesmo.

De repente, o garoto ficou sério.

“Eu... Eu soube o que aconteceu com a Brenda... Meus pêsames...”, comentou sentado onde estivera anteriormente, olhando para o piso cinza, em um tom profundo e suave.

“Eu... Eu a vi...”, disse com a voz engasgada. “Quando estava com a Morte nessas últimas semanas, eu a vi... Estava prestes a tocar na pessoa que ia morrer no momento em que ela entrou no quarto do hospital. Ela perguntou quem eu era e... e o que estava fazendo com a ‘irmã’ dela... Ouvir isto me doeu tanto o coração...”, Angel começou a chorar.

“Não fique assim, Angie...”, Kaleb tentou consolá-la, deitando ao seu lado e aconchegando-a em seus braços. “Brenda não fez por mal... Eu garanto a você...”.

Um silêncio melancólico permaneceu até um dos dois quebrá-lo.

“Chega de tristeza!”, o garoto deu um pulo e ficou em pé ao lado da cama. “Vamos erguer nossas cabeças e seguir em frente! Como a minha amiga Dory disse: ‘Continue a nadar, continue a nadar!’. Vamos! Levante-se!”, insistiu puxando-a.

Angel não conseguiu conter outro sorriso.

“Só você mesmo para me fazer rir!”, deu uma gargalhada longa.

“Meu Deus! Como eu pude me esquecer!”, repreendeu-se. “Seu pai quer vê-la em seu escritório.”

“Tudo bem, K.”, disse a híbrida enxugando as lágrimas remanescentes.

Deste modo, seguiram para o prédio principal.

Dormitório de Angel e Klara (na mesma hora)

Klara esperou todos os alunos saírem da sala para fazer o mesmo. Era a hora do recreio e aproveitou para passar no seu quarto. Tinha esquecido um caderno no armário dos livros. Chegando a porta de seu dormitório, ouviu uma voz masculina lá dentro. “Quem é que está aí dentro com a Angie?!”, indagou em pensamento.

Por isso, encostou o ouvido na porta para escutar melhor o que era dito.

“Chega de tristeza!”, ele falou. “Vamos erguer nossas cabeças e seguir em frente! Como a minha amiga Dori disse: ‘Continue a nadar, continue a nadar!’. Vamos! Levante-se!”.

“Só você mesmo para me fazer rir!”, respondeu Angel dando gargalhadas.

“Ela sorri?!”, questionou-se.

“Meu Deus! Como eu pude me esquecer!”, repreendeu-se o menino. “Seu pai quer vê-la em seu escritório.”

“Pai?! Como assim, ‘pai’?”, pensou.

“Tudo bem, K.”, replicou a amiga novamente.

“K?! K sou eu!”, brigou com Angel em sua cabeça.

Depois, ouviu passos e eles ficavam cada vez mais altos. Resolveu, então, esconder-se e quando os dois passassem, iria segui-los. Tinha que descobrir tudo sobre aquilo. Viu mais a frente um garoto da sua idade, parecido com ela. Só a cor do cabelo que mudava, pois o dela era ruivo e o dele era preto; e a cor da pele, já que o menino era mais bronzeado.

Caminhou a uma distância segura dos dois e parou ao perceber que estavam indo em direção a sala do diretor.

Sala do diretor

Chegaram a sala de Castiel pouco tempo depois. Ele estava acompanhado de Dean e Bobby. Quando viu a filha, voou até ela e deu um abraço bem forte na garota. Kaleb ria descaradamente do semblante da prima, que estava sério. Angel não gostava de contatos físicos, quaisquer fossem. Só em alguns momentos a híbrida se permitia apreciar tal ato.

“Que bom que está bem...”, murmurou em seu ouvido. “Não aguentaria perder outra filha...”.

Soltou a menina e foi cumprimentar o sobrinho, dando-lhe um abraço e dirigindo-lhe um sorrisinho após largá-lo.

“Vamos, minha filha!”, falou entusiasmado. “Conte-nos onde esteve e tudo o que aconteceu nesse tempo em que esteve fora!”

“Bem...”, Angel começou a lacrimejar.

Notas finais
O que acharam do novo personagem??? O que acharam do capítulo??? O que eu preciso melhorar???