School Killers
4 Primeira aula
Notas iniciais
Thalia piscou algumas vezes deixando que seus olhos se acostumassem, logo ela viu Nico terminando de colocar a blusa preta de costas para ela. O homem se virou e encarou os olhos azuis elétricos da morena.
— Levanta, tem que ir se arrumar para a primeira aula. – Nico disse e a morena assentiu.
A garota ficou de quatro na cama para ir até a beirada e isso fez com que o garoto desse uma bela olhada no corpo escultural da morena. Ela se levantou e saiu do quarto dando um tchauzinho para ele.
Thalia caminhou pelo corredor desértico até seu quarto e torceu para que a porta estivesse destrancada ou a loira estivesse ali, já que não tinha levado a chave ontem quando saíra. A garota tinha sorte. Abriu a porta sem dificuldade e entrou no quarto vendo Annabeth se endireitar na cama com uma expressão de quem acabou de acordar.
E a loira realmente tinha acabado de acordar.
— Aonde estava? – Annabeth questionou se sentado na cama e se espreguiçando.
— Fugi do trote e dormi fora. – Explicou Thalia sem muitos detalhes.
— Como sabia que era um trote? – Anne questionou se levantando da cama e indo até seu armário.
— Novatos não participam de missões e a arma estava descarregada. – A garota explicou também começando a procurar uma roupa para si.
— Esperto. – Annabeth comentou e entrou no banheiro.
Por sorte o quarto tinha dois banheiros assim como dois closets e duas mesas de computador, duas camas. Thalia entrou no banheiro do seu lado do quarto e tomou um banho rápido para poder descer na mesma velocidade e comer algo.
Assim que a morena saiu do banheiro viu Annabeth com uma toalha na cabeça e lendo uma carta, Thalia também notou que tinha uma em sua cama. Assim que ela tirou o envelope da cama viu rabiscado em uma letra corrida. “não deveria deixar a porta destrancada em uma escola cheia de assassinos, pode ser perigoso.” A morena riu de leve e abriu o envelope encontrando um mapa limitado da escola junto com seus horários.
— Temos meia hora até nossa primeira aula. – Annabeth disse tirando a toalha da cabeça.
— Nossa aula parece ser longe, vamos comer algo que de para comer andando até lá. – Thalia sugeriu e a loira assentiu começando a pentear seus cabelos.
***
Thalia e Annabeth entraram na sala junto com mais quatro pessoas, o resto dos alunos já estavam ali, provavelmente todos temiam em descobrir o que aconteceria se alguém se atrasasse. A sala tinha uma parede enorme de armas tanto de fogo quanto brancas, tinha um quadro branco, uma mesa que aparentava ser do professor que tinha uns livros, duas pastas, uma arma e uma xícara de café.
Não tinham mesas para os alunos sentarem, haviam alguns bancos brancos de plásticos empilhados em uma parede que tinha uma janela, a única do local e no final da sala haviam vários alvos na parede. Todos os alunos se amontoaram em pé esperando Nico chegar para que ele desse início a aula.
— Como acha que vai ser? – Uma garota perguntou para o tal Jackson que tinha ganhado a chave dourada também.
— Espero não morrer no primeiro dia, mas acho que vai ser pancada. – Ele disse sorrindo e parecendo se divertir com a possibilidade de poder morrer hoje.
Nico abriu a porta e a bateu com força, ele tirou a arma que tinha no cos da sua calça e a jogou em cima da mesa se apoiando nela de frente para nós, cruzando os braços irritado.
— Sentem-se com seus parceiros. – Ele disse sério.
Antes que ele pudesse falar mais alguma coisa todos os alunos caminharam, ou correram, até os bancos e se sentando com seus parceiros de quarto em uma distância razoável das outras duplas. Todos sentados em seus devidos lugares o moreno respirou fundo e começou a falar.
— Como pessoas que entraram nessa escola podem ser tão estupidas? – Ele questionou se desencostando da mesa. – Vocês são idiotas ou o que? São novatos em um colégio de assassinos, não passaram por nenhuma merda de aula e já acham que vão ser convocados para uma missão por outro professor? As pessoas dessa escola não se importam se vocês seus idiotas vão sair vivos ou não, se vocês vão se machucar, ninguém aqui dá a mínima para vocês, eu tenho a função de ensina-los, apenas isso, mas estupidos animais que vão por ai correndo de pijama com armas descarregadas sem autorização e ainda são levados para um banho de tinta só pode ser sacanagem. – Nico disse circulando pelos alunos, como que para deixar todos com mais medo do que já estavam, ou pelo menos que eles se sentissem mal. – Vocês são os brinquedinhos dos mais velhos, apenas EU posso dar ordens ou missões a vocês e se eu souber de mais alguma babaquice feita por algum de vocês eu acabo com a raça de quem se envolver nisso. Entendido?
— Sim. – Um coro foi escutado na sala e Nico assentiu voltando para a mesa se recostando nela novamente.
— Alguém aqui já tinha manuseado armas antes do teste? – O moreno perguntou sério.
Algumas pessoas levantaram a mão e ele indicou para que a abaixasse.
— Qual o instrumento mais mortífero e silencioso que alguém pode usar? – Ele questionou e esperou que alguém levantasse a mão, como ninguém o fez ele suspirou.
— Jackson. – Nico pediu.
— Veneno. – O moreno respondeu meio tenso.
— Errado, alguém? – Nico tentou e Annabeth levantou a mão.
— Chase. – O garoto disse olhando para ela.
— Seringa. – A loira disse e ele assentiu.
— Uma seringa apenas com ar pode ser incrivelmente mortífera, não deixa rastro nem na pele nem alguma substancia que possa ser rastreada. – Nico disse e aquilo fazia sentido.
— Como? – Uma garota perguntou e ele revirou os olhos.
— Primeiro: Só fale quando tiver autorização para isso. Segundo: O ar inserido em uma veia impede que o sangue circule e isso pode causar um entupimento, uma hemorragia interna que mata a pessoa imediatamente e faz parecer que foi algo natural, mesmo que não possa ser explicado facilmente como isso pode acontecer não deixa rastros do que realmente aconteceu.
A garota assentiu e abaixou a cabeça, ele analisou todos os alunos.
— Grace, qual era a arma que vocês usaram no teste? – Nico perguntou olhando em direção a morena que rabiscava um desenho em seu caderno.
— Colt 1911 calibre vinte e dois. – Ela disse sem tirar os olhos do desenho.
— E o que isso significa? – Ele questionou e ela suspirou levantando o olhar.
— Significa se por algum motivo eu for barrada com está arma eu posso falsificar uma legalização já que o calibre é permitido para a compra. – Thalia respondeu e ele assentiu.
— Custo dessa arma? – Ele questionou.
— Em média de seis mil.
— E no mercado negro? – Nico perguntou tão rápido quanto ela respondeu.
— É uma arma legalizada, no mercado negro compraríamos algo mais potente. – Ela disse e ele assentiu.
— Exatamente, o mercado negro é arriscado então é bom se arriscarem por algo que não seja legalizado. – Ele disse olhando para os alunos.
Mais perguntas foram feitas e mais debates, Nico explicou mais algumas coisas em relação as armas e depois liberou os alunos para o almoço.
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