School Killers
5 Jogo de Xadrez
Notas iniciais
Todos caminharam até o grande refeitório que a escola possuía, assim que os novatos entraram notaram que até eles terem o respeito conquistado as coisas seriam complicadas. Tinham pessoas de diversas idades sentadas em mesas, algumas pessoas grandes demais para ser realidade, sem falar que quase todo mundo ali estava armado.
Thalia foi a primeira a sair em direção a fila para pegar sua refeição, os novatos podiam anotar até começarem a ganhar seu próprio dinheiro, já que ninguém ali podia levar cartão de crédito para a escola.
Depois que todos pegaram suas comidas os novatos se sentaram em pequenos grupos, Thalia se sentou ao lado da sua parceira de quarto que reclamava com uma garota.
— Acho um absurdo como eles podem ter pregado trote na gente...- Annabeth começou, mas a morena de olhos azuis elétricos rebateu.
— Era obvio que era um trote. — A garota levou uma garfada a boca depois da frase.
— Eu senti que a arma estava descarregada, mas não sabia o que fazer. – O Jackson disse bebendo um gole de seu suco. – Mas já acabou, estamos aqui para nos divertir...
— Não, estamos aqui para aprender, se veio para se divertir veio para o lugar errado. – A loira rebateu e o moreno de olhos verdes mar levantou os braços em rendição rindo.
— Tá bom estressadinha, mas com esse humor você não vai a lugar nenhum. – Disse ele comendo mais uma garfada de sua comida.
— Vou mais longe do que você imagina. – A loira disse colocando o cabelo para trás da orelha e pegando uma garfada da comida.
— Mas porque reconheceu que era um trote? – Piper perguntou querendo acabar com a pequena discursão dos dois alunos.
— Primeiro: Novatos não recebem missões.- Thalia disse levantando o dedo de acordo que ela numerava os motivos. – Segundo: Nosso professor é o Nico ele passaria a missão para gente. Terceiro: Missões normalmente são individuais ou no máximo com três pessoas, não com todos os novatos, mais a turma do segundo ano. Quarto: A arma estava descarregada. Quinto: Reconheci meu irmão como um dos que estava dando as armas para a gente.
— Faz sentido, queria ter percebido. – Piper comentou sorrindo leve.
Infelizmente nenhum deles pode conversar por muito tempo, pois logo tiveram que voltar para a sala de aula, mas bom em uma sala em que o professor tem autorização para te matar é melhor não se arriscar conversando com o colega.
Essa nova sala era diferente, era uma sala de xadrez, diversas mesas do jogo estavam postas espalhadas pela sala em fila. E o Nico já estava em sala, ele não se incomodou em levantar o olhar do seu livro enquanto os alunos adentravam a sala.
— Sentem-se com suas duplas. – Foram essas as únicas palavras que ele falou para os alunos que agora faziam o que ele mandou o mais rápido possível.
Depois que todos estavam sentados de frente para a sua dupla com a mesa de madeira antiga e o jogo de xadrez em cima o moreno colocou o livro sobre a mesa e se levantou tirando a jaqueta de couro a colocando sobre a cadeira acolchoada preta que anteriormente ele estava sentado.
É claro que o moreno chamava atenção para si, ele era simplesmente lindo, sem falar que era o tipo de homem que toda mulher sonhava internamente, ele vagou os olhos pelos alunos a sua frente que agora olhavam para ele em expectativa, ou até tirando uma casquinha discreta do homem.
— Raciocínio lógico é algo importantíssimo quando tratamos de falar de assassinato, afinal não é apenas força física, um bom equipamento, uma boa equipe, temos diversos outros fatores, como saber convencer a todos que vocês são inocentes, garantir que nenhuma prova te ligue a um assassinato, saber pensar rápido.
Um menino moreno de olhos mel levantou a mão e Nico assentiu para que ele perguntasse.
— E vamos aprender a pensar rápido com xadrez? – Ele questionou e Nico assentiu.
— Xadrez é lógica, é não demostrar emoções sobre o que você pretende fazer e saber que vai ter que se virar independente dos movimentos dos seus inimigos. – Ele disse sério. – O jogo é simples, cada um de vocês terão apenas trinta segundos para mover uma peça, podem usar menos tempo, mas nada mais que trinta segundos, será um jogo normal, anotem no placar quem ganhar cada partida e assim que terminarem uma podem começar outra.
Ele indicou que os alunos começassem a jogar e foi o que fizeram.
Poucos minutos e a Thalia já estava irritada perdendo sua quarta partida, ela era boa jogadora, mas como competir com uma garota que tem memória instantânea fotográfica? A morena se apoiou na cadeira frustrada pronta para fazer mais um movimento quando sentiu os braços do moreno de olhos negros com um sotaque incrivelmente sexy em sua cadeira.
— Está olhando o jogo de modo errado, tenta parar de querer prever que movimento ela vai fazer, veja qualquer possibilidade sua, dela e restrinja todas as saídas, mesmo que para isso precise sacrificar um peão. – Nico disse no ouvido da morena e pegou um peão da garota o movendo.
Annabeth comeu o tal peão e logo Nico moveu novamente outra peça derrotando a loira rapidamente.
— Sacrifícios são necessários, mas saiba faze-los. – Ele disse e se desencostou da morena voltando a circular pela sala para ver como os outros alunos estavam se saindo.
A morena começou a reposicionar suas peças enquanto pensava no que o seu professor tinha lhe dito, não deveria ser tão difícil assim fazer o que ele disse.
O jogo começou e a morena tentou fazer o que o garoto tinha dito, vendo Annabeth vacilar um pouco por não conseguir ganhar de cara e isso era tudo que a garota precisava, que a loira vacilasse, que ela ficasse nervosa.
Logo Thalia conseguiu virar a maratona de derrotas contra a loira, mudando a cada partida o modo de agir já que sabia que ela gravaria qualquer movimento que ela fizesse então nunca poderia começar do mesmo jeito.
— Deixem os placares na minha mesa e podem sair, o horário em que devem estar na cede do dormitório é as oito, qualquer atraso gerara uma punição, estão liberados.- Nico disse e os alunos começaram a se levantar e pegar as fichas e deixar na mesa do professor.
— São cinco horas, podemos conhecer um pouco mais do campus antes de ir para a cede. – Annabeth sugeriu enquanto saiam da sala.
— Pode ser. – Thalia deu de ombros, ela já tinha escutado tanto seu pai falar sobre o campus que ela não tinha a mínima curiosidade, sem falar que ela tinha um mapa 3D de toda a faculdade em casa que seu pai tinha mandado fazer.
— O que as meninas estão tramando? – Percy passou o braço pelos ombros de Thalia e Annabeth, fazendo a loira olhar torto.
— Nada demais e você? – A morena de olhos elétricos perguntou e ele sorriu.
— Estava conversando com algumas pessoas da nossa turma e até agora todos concordaram em fazer uma festa para comemorar nossa sobrevivência ao primeiro dia de aula. – Ele falou sorrindo e a loira tirou o braço dele de volta do seu ombro.
— Parece legal. — A loira disse dando de ombros.
— Sim, mas temos que falar com o Nico. Se fizermos uma festa sem ele nos autorizar estamos mortos literalmente. – A morena disse tirando o esmalte da unha ainda com o garoto com os braços em seu ombro.
— Verdade tinha esquecido desse detalhe. – O moreno disse pensativo. – Vai comigo falar com ele?
— Porque eu? – Thalia perguntou surpresa, não que ela se incomodasse, mas porque justo ela.
— Sei lá, eu to aqui, tu também, podemos falar com ele. – Percy disse dando de ombros.
— Sem falar que você tem intimidade para chama-lo pelo primeiro nome. – Annabeth concordou, principalmente sabendo que se não fosse a morena acabaria sobrando para ela.
— Tá que seja. – Thalia deu de ombros e o garoto sorriu.
— Vou arrumar as coisas para a festa, vejo vocês as oito. – O moreno disse se despedindo das duas e saindo correndo até outros alunos novos.
As garotas negaram e continuaram a andar com a missão de conhecer mais o campus.
Fale com o autor