School Killers
27 Eu preciso de ajuda
Notas iniciais
Annabeth fechou os olhos tentando procurar por ar, e em um movimento rápido pegou uma faca que Thalia tinha a dado para debaixo de seu travesseiro encravando no pescoço do cara. Ela retirou a faca fazendo com que a hemorragia começasse, o sangue em grandes quantidades saindo em um jato, a sujando inteiramente, enquanto ele tentava inutilmente tampar o ferimento que o matava lentamente.
Ele levantou, tentando se afastar em direção a porta, pedir alguma ajuda, mas antes que conseguisse seu corpo caiu no chão sem forças e dando os últimos sinais de vida.
A Chase se sentou na cama, sentindo sua garganta arder devido a falta de ar, sua respiração e coração acelerados, após o choque de que aquele cara que a tinha observado treinar com Jason naquele dia a tinha tentando estuprar passou, ela respirou pesado.
— Merda! — fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, suspirando.
Levantou e caminhou até o banheiro, tirou toda a sua roupa e entrou debaixo do chuveiro determinada a tirar todo o sangue do seu corpo, mas nada mais do que isso, ela tinha um corpo para se livrar e considerando que matar aula era castigado com pena de morte o melhor horário era enquanto todos estavam dormindo.
Enquanto tomava um banho rápido ela tentava pensar nos detalhes da limpeza, afinal ninguém puniria se alguém fosse morto, mas como toda essa escola é com o critério de que se você matou não pode ter provas, não queria descobrir o que acontecia com quem falhava.
Respirou fundo e colocou uma roupa qualquer, mas que escondesse as marcas que aquele cara tinha deixado. O primeiro detalhe que ela pensou era, o cara era duas vezes maior do que ela e pessoas pesam mais quando estão mortas do que viva, logo, ela nunca conseguiria carregar aquele corpo sozinha.
Assentiu, pegando a chave do seu quarto e saindo, trancando a porta e caminhando não muito longe. Parou em frente a uma porta igual as outras com a numeração 12 escrita na madeira, batendo ali.
Ficou o que ela calculou exatos 40 segundos batendo sem parar na porta até que um menino ruivo abriu a porta, eles nunca haviam se falado.
— O que quer? — questionou com a voz de sono.
— Percy — anunciou, fazendo com que o moreno que levantava da cama sonolento olhasse a porta.
— O que foi? — o Jackson questionou se levantando e vendo o seu parceiro de quarto voltar da cama.
— Vem comigo — pediu puxando a mão dele.
— Annabeth o que houve? — questionou parando, puxando a porta para fechar.
— Eu explico no meu quarto, preciso da sua ajuda, ok? — ela respondeu nervosa, vendo-o assentir contragosto e a acompanhar.
O Jackson arregalou os olhos e se apressou a fechar a porta atrás de si e olhou a loira confuso.
— O que aconteceu? — questionou calmo, vendo-a se mexer desconfortável.
— Bom, ele entrou aqui e tentou fazer coisas, eu o matei e preciso me livrar do corpo, mas ele é pesado demais para eu fazer isso sozinha — deu uma explicação breve, fazendo Percy arregalar os olhos e logo depois a olhar triste.
— Você tá bem? — perguntou calmo, não sabia direito como agir com a noticia que ela deu.
— Claro, apenas algumas marcas, nada demais — deu de ombros, olhando o cadáver — eu pensei na caldeira, o problema é como levaríamos ele lá para baixo sem fazer barulho e ainda ninguém ver.
— Ok — ela não quer falar sobre isso, não vamos insistir, pensou Percy avaliando — você tem algo para desmembra-lo?
Anne levantou a cabeça pensativa, analisando a parede de facas da Thalia, negando logo em seguida.
— Ok — Percy assentiu suspirando — e se a gente o enrolar em algo.
— Muito suspeito — Anne comentou olhando o corpo.
— Acredite não mais do que sair com ele no ombro como se nada tivesse acontecido — Percy suspirou, olhando o cara.
— Sabia que o Di Ângelo tem fichas separadas individuais para cada um de nós? — comentou, fazendo o traficante a olhar confuso.
— Imaginei.
— Ele me descreveu como um ponto colorido indefeso — Comentou, fazendo Percy concordar com a cabeça.
— É, realmente você aparenta ser um — defendeu o professor —, mas considerando que você me chamou no meio da noite para te ajudar a se livrar de um corpo, deixaremos apenas nas aparências.
— Um quarto vazio — Anne comentou fazendo Percy a olhar pedindo por mais explicações. — Colocamos ele em um quarto vazio, nos livramos das provas que podem ter e um dia o corpo dele vai começar a feder e logo vão achar ele e fazer o processo, só temos que garantir que não nos ligue a ele.
— Ok, tem um quarto vazio não muito longe daqui os dois morreram em provas, logo podemos colocar lá, vou verificar — Percy comentou, saindo do quarto, enquanto Annabeth correu para o andar inferior em busca de produtos de limpeza e outras coisas que precisaria.
Um tempo depois o Jackson voltou para o quarto.
— Já destranquei a porta — comentou, olhando-a queimando a última digital dele.
O rosto dele estava deformado, aparentemente por fogo e diversas facadas diferentes e pela quantidade de faca no chão, de várias facas diferentes também.
— Ok — arrumou a toca que ela havia posto no cabelo — Já desinfetei ele, tirei qualquer pelo que poderia ter em sua roupa, tirei digitais, destrocei o rosto para não ficar facilmente reconhecível, apaguei tudo do celular e o quebrei, quebrei também o maxilar e arranquei os dentes para não ser reconhecível pela arcada dentaria, suponho que já podemos nos livrar do corpo, tome, luvas — esticou as luvas pra ele que assentiu e as colocou.
Os dois levaram o cara para o quarto o colocando sobre a cama, cobrindo-o como se estivesse dormindo, trancaram a porta e voltaram para o quarto começando a limpar tudo que pudesse ter de prova ali.
— Você poderia ter dito — Percy comentou, vendo-a levantar a cabeça confusa — sobre sua mãe, o diretor, tudo, não precisava ter mentido pra gente, nem nos usado.
— Se eu te pedisse para ajudar a matar o diretor da escola, me ajudaria? — Anne questionou arqueando a sobrancelha descrente.
— Eu te ajudei a se livrar de um corpo agora, não ajudei? — o Jackson questionou e ela deu de ombros.
— É diferente...
— Como é diferente, Anne? — perguntou irritado a olhando.
— Era um cara idiota, que já estava morto, que tentou me atacar e que não vai ter nenhuma ligação com você e ele nem ao menos era importante — ela respondeu — como eu disse, diferente, diferentes pessoas, diferentes casos, diferentes trabalhos.
— Poderia ter explicado a situação da escola, eu te ajudaria, tenho certeza que todos nós teríamos — contrapôs e ela suspirou.
— Eu não sabia em quem eu podia confiar, ok? Você não sai oferecendo a pessoas que elas matem outras sem ter completa certeza de que ela vai topar, pois é idiotice e eu não tinha essa certeza, por isso não pedi, ok? Podemos mudar de assunto?
— Então agora você confia em mim? — o Jackson questionou esfregando mais o chão sujo de sangue.
— Eu te chamei para se livrar de um corpo, não chamei? — murmurou se levantando e tirando os lençóis da cama e levando para o banheiro e jogando na banheira, tinha que pensar o que faria com aquilo.
Percy suspirou sorrindo de leve e decidido a terminar aquilo quanto antes possível para pelo menos tirar algumas horas de sono daquela noite.
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