School Killers
28 A professora de veneno
Notas iniciais
Nico adentrou a sala fazendo com que todos os alunos se calassem de imediato. Eles estavam em uma nova sala, aparentava mais ser uma sala de química do que algo realmente interessante para a maioria ali.
— Alguns de vocês devem estar confusos com o que fazemos em um laboratório químico, alguém tem uma ideia? — o Di Ângelo questionou vendo algumas pessoas levantar a mão. — Senhorita Dare.
— Venenos? — indagou, fazendo-o assentir.
— Existe uma variedade de venenos letais ao corpo humano e vamos aprender alguns deles aqui agora, mas essa aula eu não vou a fazer sozinho, teremos uma professora convidada, a senhorita Madeleine Stuart.
Uma mulher alta entrou, ela era incrivelmente bonita e fez com que alguns alunos começassem a babar nela. O cabelo castanho estava preso em um rabo de cavalo alto e mesmo assim batia em sua cintura, o corpo escultural na pele bronzeada, os olhos verdes se destacando em detalhe na pele.
— Bom dia! Como Nico disse eu vou ajudar ele em algumas aulas de veneno — sua mão foi delicadamente para o braço do moreno, enquanto ela se apoiava na mesa ficando de frente para a turma — Primeiro tentaremos a reprodução de venenos já criados, mas que não são de maneira tão fácil comprados por aí, mas para frente tentaremos criar alguns venenos novos, o que é uma maneira incrível de matar alguém, pois é muito difícil de ser rastreado, diria que quase impossível, ninguém sabe quem criou um vírus, muito menos um veneno.
— Antes de começarmos, tem um papel embaixo da mesa de cada um de vocês, aula extra de química e biologia, é de premissa que vocês saibam o que é cada coisa que vocês estão fazendo para não termos problemas com explosões — o Di Ângelo comunicou vendo alguns alunos assentirem e começarem a preencher — lembrem-se que qualquer decisão nessa escola é sua conta em risco, dependendo da escolhas que vocês fazem podem acarretar na morte de vocês.
— Sejam espertos crianças, vejam o exemplo de Nico, ele me chamou para dar aula e acreditem o comentário da explosão é verídico — Madeleine comentou com um sorriso travesso de canto recebendo um olhar negativo do homem que estava ao seu lado.
— Eu tinha onze anos, nunca tinha visto química na minha vida, não enche — retorquiu, revirando os olhos e caminhando para o seu lugar indicando que ela começasse a aula.
— Então crianças, como não queremos nenhuma explosão, morte acidental ou coisas do tipo vamos a uma explicação do motivo do veneno, além claro dele causar uma morte eficaz, podendo ou não ser dolorosa, rápida ou lenta, e facilmente pode ser confundido com colesterol, diabete, ataque cardíaco entre outras mortes naturais que temos por aí, ele não faz bagunça, eu odeio bagunça, por isso escolhi o veneno, ele não suja suas mãos, é claro que você tem que ser extremamente cuidadoso com o que faz e ter uma memória excepcional.
Percy mal pode evitar olhar para Annabeth que sorriu e abaixou a cabeça decidida a abrir seu caderno para anotar algo, mesmo não precisando, ela gostava de o fazer, a sensação de passar para o papel fazia a sentir como se outras pessoas pudessem entender o que ela fazia.
— Supondo que pelo olhar do menino de olhos verde-mar, lindos olhos a propósito, você deve ser a menina com memória fotográfica — a professora parou ao lado de Annabeth que endireitou a postura a encarando, fazendo Thalia que estava ao lado se mexer desconfortável, ela não estava gostando nada daquela mulher e como ela era bonita e conhecia Nico.
— Eu mesma — Anne comentou, sorrindo.
— É boa em química? — questionou simpática.
— Não só nisso — a Chase deu de ombros, passando a mão pela folha lisa de seu caderno.
— Ok, e você? — Madeleine olhou para Thalia, parceira de Annabeth, o que a fez arquear a sobrancelha surpresa.
— Eu passei de ano na escola sem recuperação, sem suborno e sem dormir com ninguém — a Grace sorriu forçado, a fazendo estreitar o nariz não gostando muito da resposta.
— Eu imagino que vá gostar, você aparentar ser uma pequena princesa — comentou, dando as costas e voltando para a frente.
Thalia abriu a boca indignada, arqueando a sobrancelha e mandando um olhar para Nico que dizia claramente: Como é que é?
O Di Ângelo molhou os lábios evitando rir e focando em olhar sua amiga e na aula que ela dava.
Aquela aula, como prometido não passou de uma breve explicação do que eles fariam no que Thalia descobriu serem ao total dez aulas com a nova professora e ela só pode agradecer por Annabeth ser fantástica em química e se disponibilizado a ajuda-la a não causar nenhuma explosão.
Ela liberou os alunos, fazendo com que alguns fossem até a mesa do Di Ângelo e deixasse o papel da aula extra em cima da mesa, quando todos os alunos saíram, os dois professores caminharam juntos para fora das aulas.
— Eu vou pegar um café, quer? — questionou para a mulher ao seu lado que sorriu.
— Claro, obrigada!
Nico assentiu e caminhou até a cafeteira, um tempo depois vendo Thalia parar ao seu lado e começar a pegar um copo de café.
— Então...estudaram juntos? — perguntou sem olha-lo, o fazendo dar de ombros.
— Quando eu entrei ela era do segundo ano, mas a turma dela estava enfrentando alguns problemas com o professor deles então tínhamos algumas aulas juntos — o Di Ângelo fez pouco caso. — Por quê?
— Nada, só achei estranho ela te chamar pelo primeiro nome na sala de aula e todo aquele contato público — comentou, dando de ombros, fazendo pouco caso.
O moreno molhou os lábios segurando a risada, suspirando um pouco depois com um sorriso nos lábios.
— Você está com ciúmes, Thalia? — questionou um pouco mais baixo, começando a fazer o outro café, o que atraiu a atenção dos olhos azuis elétricos da morena.
— Não..., eu tenho motivos para ficar? — perguntou, dessa vez levantando a cabeça.
— Não!
— Então não...vai demorar aí? — perguntou se referindo ao uso da cafeteira.
O Di Ângelo aumentou mais o sorriso ao sentir o tom de irritação que ela tinha na voz, fechando os dois copos e colocando no porta copos, dando espaço para ela usar.
— Todo seu — deu de ombros, saindo sem pressa dali, perdendo o revirar de olhos dela que decidiu se concentrar em fazer o seu café.
***
A Grace adentrou a cozinha estranhando a maioria dos alunos estarem localizados ali, fazendo-a suspirar e ceder a curiosidade.
— O que houve? — questionou, vendo Rachel levantar a cabeça e a segurar o braço da morena de leve e puxar para a visualização completa.
— Eles estão ali a horas — a E. Dare respondeu, fazendo Thalia se mover desconfortável e puxar o braço os cruzando abaixo do seio.
— Estamos achando que eles têm algo, ou pelo menos ela tem interesse em ter — um garoto comentou levando um pedaço de bolo a boca, sorrindo para a Grace.
— Sabem que se ele pegar vocês fofocando sobre a vida dele provavelmente ele vai mata-los, né? — a morena perguntou, indo até a geladeira e abrindo em busca de algo para beber tentando não ficar olhando aquilo que estava se passando.
Na verdade, não parecia uma cena muito complexa, os dois estavam sentados, ele na extremidade da mesa, ela no lado dele, anotando coisas do que provavelmente seria a próxima aula de venenos ou quem sabe as aulas extras de química. Entretanto, todo o problema estava na necessidade constante de Madeleine se esfregar em Nico, passando a mão em seu braço, sorrindo, exibindo tanto aquele corpo maravilhoso que ela tinha, como também esbanjando o fato que ela podia, sem problemas, sair com ele se ela quisesse, não tinha que ter um relacionamento exclusivo ao quarto do professor e a momentos em que eles conseguissem ficar sozinhos.
Thalia pegou uma garrafa d’água e saiu do prédio do primeiro ano, caminhando até estar sentada em um banco debaixo de uma árvore olhando seus pés, tentando não pensar muito no que estava acontecendo, considerando que ela não tinha certeza do que tinha com o Di Ângelo ela não tinha motivos para ter ciúmes.
— O que foi? — uma voz a arrancou dos seus pensamentos e logo ela viu Ares se sentando ao seu lado. — Brigou com seu namoradinho?
— Não... — deu de ombros.
— Mas definitivamente o problema é com ele — ele riu, vendo-a revirar os olhos.
— É só o jeito que ele fica com aquela professora de venenos, qual a necessidade de um ficar encostando no outro daquele modo? — não conseguiu segurar o ciúme que estava sentindo em sua garganta, arrancando uma risada do homem.
— Nico nunca deu bola para a Bennet, além do mais já tem muito em jogo ele está arriscando sair com você, acredita mesmo que ele seria estupido o suficiente de colocar mais em jogo ainda com uma traição? — Ares questionou a vendo suspirar e negar, se jogando contra o banco e olhando o céu que começava a escurecer.
Ela estava definitivamente sentindo algo pelo Di Ângelo e isso não facilitava nada as coisas.
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