School Killers
13 Cadeia
Notas iniciais
Um estrondo alto na porta de baixo fez com que todos na casa pulassem em sobressalto, as portas começaram a ser abertas e passos de um exército começou a ser escutado. A farda policial nas pessoas que arrombavam a casa fazia com que todos ficassem sem desespero e incrédulos, enquanto eram puxados pelos braços de suas camas e seus sonos.
Algemados, aluno por aluno foi levado para fora, e a imagem dos professores e todos daquela escola secreta sendo levada presa, era aterrorizante. Camburões estavam postos, aonde pessoas eram entulhadas para serem transportadas para sabe se lá onde.
Aquilo parecia ser inútil, podia se ver alguns alunos tentarem inutilmente fugir, alguns começavam a se desesperar e a chorar, pensando no fato de que tinham aguentado tudo que aquela escola tinha oferecido por tanto tempo e agora essa escola novamente estava puxando cada um para o fundo do poço.
Os alunos foram postos em celas, aonde cada um aos poucos seriam interrogados.
Na sala um, Annabeth estava sentada, analisando detalhadamente o local. A porta foi aberta e um homem musculoso e grande entrou, ele tinha uma pasta em mãos, na qual ele tacou em cima da mesa.
— Annabeth Chase. – O homem falou se sentando na cadeira de frente para loira, que desceu o olhar até os do homem. – Você está bem encrencada, então é melhor começar a se explica...
— Pelo que exatamente? – Perguntou calma, como se realmente não tivesse nada a esconder.
— Pelo que? A senhorita está em uma escola para assassinos. – O policial disse irritado, como se a resposta fosse óbvia.
— Escola para assassinos? O que eu faria em uma escola para assassinos? E se tem tanta convicção que eu estava em uma escola dessa, porque estou sendo interrogada?
— Porque é assim que funciona...
— Não, não é. – Disse convicta. – Você precisa de alguma informação para sustentar uma teoria impossível. Pense bem, um ambiente sem coordenação aonde pessoas, psicopatas, sociopata, insanos, são comandados por extintos e nada além disse, como tal coisa se sustentaria? Seria um massacre tão grandioso que não teria como ser escondido, nem como se sustentar. Um ambiente de psicopatas é tendencioso ao desastre, nunca que funcionaria, seria como cada um assinar sua sentença de morte, aonde depois de cada um matar o outro, apenas o mais forte sobreviveria e isso levaria o suicídio por questões racionais do cérebro humano que entraria em colapso pela falta de saber o que fazer, o desespero faria com que situações drásticas fossem tomadas, levando a própria morte. Acha mesmo que eu, uma garota com dinheiro, família bem-sucedida com um empreendimento montado perderia meu tempo com uma futilidade como matança e claro algo que levaria a minha própria morte, porque meu cérebro eu garanto que ninguém me ganha, mas na força bruta não sou a melhor o que me faria estar no intermediário no meio de morte, ou a que cometeria suicídio, o que claro é burrice....
— Entendi. – O policial disse pasmo com a quantidade de informação que tinha sido jogada em cima dele. – Espere aqui, daqui a pouco um policial vai vir te buscar.
A loira piscou assentindo dando de ombros vendo o homem ir para outra sala. O policial seguiu até aonde estava Percy, que olhava para um lado e para o outro expressando a clara confusão.
— Perseu Jackson, temos muitas perguntas para fazer ao senhor. – O rapaz disse olhando o adolescente que piscou confuso.
— Mas o que aconteceu? Porque eu fui preso? – Jackson questionou vendo o que iria lhe interrogar se sentar a sua frente.
— Vai me dizer que não sabia que estava em uma escola de assassinos? – Questionou vendo o moreno ficar boquiaberto.
— O QUE? COMO ASSIM AI MEU DEUS? SENHOR ME PROTEJA. – Percy disse fazendo o sinal da cruz repetidas vezes vendo o cara olhar confuso para o moreno.
— Realmente vai fingir que não sabia? – O investigador questionou olhando nos olhos do moreno.
— COMO EU IRIA SABER DISSO? MEU DEUS! EU PODERIA TER MORRIDO, SÓ DE PENSAR NISSO. – Perseu disse respirando fundo algumas vezes tentando se acalmar. – Tudo bem, tudo bem, agora estou na delegacia, estou em segurança, não vou morrer. – Ele disse baixo para si mesmo, fazendo o homem franzir o cenho. – Precisa achar o culpado se isso é real.
— Sabe o que eu acho? Você é o culpado, afinal uma arma foi encontrada debaixo da sua cama...
— UMA ARMA, AI SENHO AMADO, EU PODERIA MORRER. – Jackson disse em desespero respirando fundo. – Eu sou muito jovem para morrer, queria apenas seguir minha vida, mas como assim? Essas acusações, estão me incriminado, queriam me matar, querem me matar, ai meu Deus por favor peguem o culpado, eu preciso me sentir seguro, preciso acreditar que eu posso andar na rua sem levar um tiro na cabeça e cair como um saco de bosta no chão, tendo minha vida finalizada e depois sendo arrastado até um beco escuro e sujo, aonde mendigos vivem para ser desmembrado e ser espalhado por esse mundo que eu tão pouco vi, para assim ter...
— Isso é algum tipo de piada para você? – O policial perguntou, irritado com a dramatização exagerada do cara.
— ISSO É MUITO SÉRIO! – Ele disse conseguindo até deixar que algumas lágrimas caíssem pelo seu rosto. – MINHA VIDA CORRE PERIGO E EU PRECISO SER SALVO... eu quero ter um filho, uma casa para chamar de minha, um trabalho digno, por isso estou fazendo faculdade, para ter um futuro decente em minha pobre e destruída vida, preciso crescer, preciso mudar, preciso sobreviver para ir longe, além de tudo isso.
O cara assustado com o desespero do garoto, assentiu, se levantando.
— Vou trazer uma água com açúcar aqui, vamos cuidar de tudo, você vai ser liberado em breve.
— Muito obrigado senhor, sinto-me mais seguro sabendo que está zelando por minha vida. – o Jackson disse segurando a mão do cara de forma dramática, que assentiu, puxando a mão e o deixando sozinho novamente.
Enquanto isso, em outra sala, um cara entrava para interrogar Piper, que estava brincando com a barra de sua blusa, distraída e muito calma.
— Senhorita McLean. – O homem disse, de forma intimidante, demostrando que sabia o nome da morena, que levantou o rosto curiosa pelo que se seguiria. – Vamos ser rápidos. – Disse jogando uma pasta em cima da mesa, se sentando para encara-la de frente. – Qual vai ser a desculpa que a senhorita vai tentar usar para assassinato?
— Assassinato? – Piper questionou pasma, endireitando a postura em sua cadeira, olhando o homem a sua frente. – Assassinato é uma coisa horrível e sem sentido, que desculpa alguém deveria usar para assassinato, isso é inaceitável, completamente absurdo, assassinos são monstros que merecem a prisão perpetua, passar a vida atrás de uma grade é o mínimo que deve acontecer com alguém que tem a coragem de arrancar a felicidade do corpo de alguém, porque quando se arranca a vida, não se destrói apenas uma, se destrói tudo a sua volta, todos os amigos, familiares, colegas, eles sofrem com isso.
— Não pensaria em assassinato nem por dez milhões senhorita McLean? – Questionou, e ela pareceu gravemente ofendida com a pergunta.
— Óbvio que não, em que mundo é esse, aonde colocamos um preço na vida de alguém? As pessoas são seres vivos, seres que nenhum preço pode valer a pena se matar por tal, sem falar que o que podemos fazer com dez milhões de dólares atrás das grades? Porque é crime assassinato, além de completamente imoral e estupido, é crime, o que adiantaria ela ter todo o dinheiro do mundo e passar a vida atrás de uma cela de prisão, sem poder usufruir do dinheiro que conquistou arruinando o tudo de alguém? – Ela perguntou para o policial que piscou algumas vezes, confuso, antes de prosseguir.
— Para isso existe a escola, para que assassinos não sejam pegos, a escola no qual você estava estudando e foi encontrada.
Com tal frase, a morena caiu em uma risada profunda, como se a ideia fosse a coisa mais absurda do mundo.
— Uma escola? De assassinos? No mundo capitalista que vivemos hoje? Não sou contra o capitalismo, mas em um mundo aonde assassinato seria meio de conseguir dinheiro e fortuna e um bando de inescrupulosos, gananciosos sedentos por fortuna convivessem juntos, não seria levada a diante, seria um massacre em massa de pessoas sem conceito moral algum. – Dito isso o policial assentiu se levantando, deixando a garota sozinha novamente.
Um pouco perto dali, Thalia também estava sendo interrogada, ela relaxada, com a melhor cara de confusa que conseguia exibir, encarava o homem a sua frente, que analisava uma pasta a sua frente, como se ali tivesse um roteiro no qual seguir.
— Thalia Grace. – Ele disse pela segunda vez desde que entrara. – Eu devo estar te deixando bastante agoniada, sentada ai, comigo com uma pasta sobre você, em uma delegacia.
— Agoniada? Não. Confusa? Sim. – Corrigiu a morena, vendo o rapaz assentir.
— Vamos começar então. Você tem plena noção que sua faculdade era uma escola para assassinos? Aonde claro eles aprendem técnicas e tudo que eles julgam necessário para que alguém cometa assassinato e sair inocente.
— Tudo bem? Aonde estão as câmeras? – Thalia perguntou achando graça, deixando claro que aquilo era impossível.
— Nos quatro cantos da sala, senhorita Grace, mas isso não é uma piada ou um show que você veio para se divertir, a senhorita está muito encrencada. – O policial disse raivoso, tinha sido instruído que ela era muito espertinha.
— Olha, eu não sei o que está acontecendo aqui, eu só estou naquele lugar porque preciso estar qualificada para assumir a impressa do meu pai, então apenas estou me focando na matemática, que pessoalmente não é muito minha praia, mas meu pai fica me enchendo dizendo que se eu não estiver pronta para isso eu não vou assumir seu cargo e quem vai fazer isso é meu irmão e toda essa lenga-lenga que pais fazem. – A morena falou como se fosse óbvio, se recostando da cadeira.
— Está muito calma, senhorita Grace. – Comentou olhando a pasta para ver qual cartada usaria agora.
— Claro, não fiz nada para não estar calma, então você vai perceber isso em breve e vai me liberar, porque bom, eu só quero passar na prova de amanhã. – Ela respondeu, como se fosse óbvio.
— Então está me dizendo que nunca cometeu assassinato. – O policial musculoso afirmou e ela assentiu.
— Claro, que tipo de pessoa você acha que eu sou? – A Grace perguntou rindo leve, achando graça da ideia.
— Nem por dez mil dólares? – Indagou e ela revirou os olhos.
— Eu tenho dez mil dólares e adivinha, nunca precisei matar para isso, é por isso que eu estudo, para ganhar dinheiro sem precisar fazer nada ilegal. – Ela disse como se falasse com uma criança e mesmo assim sem parecer desrespeitosa.
— A senhorita fala como se fosse fácil conseguir esse dinheiro. – O homem disse indagando mais ela falar.
Respirando fundo, Thalia cruzou as pernas.
— Olha, eu tenho esse dinheiro e bem mais, meu pai é rico, eu ganho mais do que isso de mesada, dinheiro não é a parte mais difícil da vida, você trabalha e ganha ele, simples, pratico e sempre tem como correr atrás, a parte difícil da vida é os crushes, sério, esse é o grande problema na vida, é a parte mais complicada dela, porque apesar do que dizem, você acha outra em qualquer lugar, você não se fabrica relacionamento, você não fabrica boy, é todo um lance de conhecer, desenvolver algo, sentir uma atração física e pessoal, é complicado, sério, deixa eu te contar minha história, eu to interessada em um carinha, é né? Fazer o que? Essas coisas acontecem, mas sabe meu pai não curte muito ele, ai eu fico tipo, tá ele vamos seguir em frente, mesmo achando que deveria mandar meu pai tomar no cú, ele ainda é meu pai e tal e ainda me banca, afinal, estou estudando para ganhar dinheiro, mas ainda não ganho meu próprio dinheiro, então eu não posso simplesmente ignorar ele e tal, mas mesmo assim eu quero. Você me entende? – A morena questionou olhando o policial que suspirou assentindo.
— Entendo, senhorita Grace, como entendo. – Respondeu, apoiando os braços na mesa.
— Nossa... o que houve? – Perguntou, sentindo que ele realmente entendia, segurando na mão dele.
— Não é nada. – O policial disse olhando a morena, que tinha uma carinha muito amigável. – Na verdade... eu estava saindo com uma garota, ela era maravilhosa sabe, mas do nada ela começou a agir de forma diferente, como se eu fosse um monstro, em partes acho que ela está certa, mas não posso deixar que ela esteja certa.
— Você não é um monstro. – Thalia disse olhando no fundo dos olhos do homem. – Apesar de ser complicado, você vai achar alguém que te mereça, não achamos assim na esquina, porque não podemos fazer ninguém perfeito, mas você vai achar alguém para você. — A Grace afirmou fazendo o homem assentir e se levantar.
— Vou arrumar as coisas para a senhorita sair, boa sorte na prova amanhã. – Ele disse e ela assentiu ficando sozinha novamente.
***
Todos foram levados até uma sala, aonde Nico estava encostado em uma parede, usando uma calça jeans preta e uma blusa da mesma cor, assim como um tênis. Ele observava todos entrarem aos poucos, se encarando.
— Os nomes que eu falar, podem entrar nessa porta, o resto fica. – Nico disse, abrindo a porta ao seu lado. – Dare, Solace, Grace, McLean, Abel, Mason, Chase, Rowling, Matharu, Jackson, Leviny...
Ele falou mais alguns nomes, vendo cada um citado entrando na sala referida, fechando a porta, ficando com os que ele não havia chamado, revirando os olhos, dando de ombros e puxando a arma do cos de sua calça a destravando em um movimento rápido, atirando em cada um que havia sobrado ali, alguns inutilmente tentando fugir, mas eles estavam trancos ali com um assassino.
Com todos mortos, guardou novamente a arma, e entrou na sala que tinha mandado alguns alunos entrarem, vendo que eles se olhavam confusos, curiosos.
— Parabéns, vocês passaram em mais um teste, cada um de alguma forma conseguiu convencer minimamente assassinos treinados de que a escola de assassinos não existia, outros conseguiram fazer eles até repensarem se assassinato é algo bom, outros fizeram o nosso falso policial confiar em vocês e sensibilizar-se por qualquer motivos e outros que como esperávamos no mínimos apenas negaram tudo ou não falaram nada. – O Di Ângelo disse, novamente circundando os alunos como um gavião vigiando uma preza do céu. – Independente do que fizeram, foi o suficiente para continuarem na escola, os outros, morreram, vocês agora são oficialmente a turma do primeiro, testamos força física, lógica, confiança e coragem, itens básicos para se ser um assassino, agora realmente as aulas vão começar e vocês vão ser tratados como merecem, agora a brincadeira de criança acabou e vamos começar a realmente as aulas.
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