School Killers
14 Nos unirmos
Notas iniciais
Nico deu a aula por finalizada, indicando que os alunos podiam sair, mas antes que qualquer um fosse seguir seu caminho, Thalia saltitou rapidamente até o responsável pela sala.
— Professor, nós poderíamos usar a sala por alguns minutos? – A Grace perguntou indiferente ao Di Ângelo, que apesar de achar o pedido estranho, assentiu.
Levantando a chave para ela, encarou no fundo dos olhos azuis elétricos.
— A sala está sobre sua responsabilidade, se algo acontecer com ela ou com qualquer material dentro dela, você sofrerá as consequências por isso, entendido Grace? – Questionou antes de entregar a chave a ela.
— Claro. – Dito isso, Nico se retirou pegando suas coisas.
Percy, que sabia do discurso, fechou a porta, deixando os alunos lá dentro e Thalia tomou a frente.
— Imagino que queiram fazer suas coisas e pode deixar que não tomarei muito tempo de vocês. – A morena disse sorrindo. – Mas, como podem notar, estamos em menos da metade da turma e isso aconteceu em tão pouco tempo, estamos aqui a poucos meses, mas sofremos as consequências como se tivéssemos a anos, sendo abatidos como pedaços de carne, sei que todos aqui têm objetivos, afinal porque alguém escolheria estudar aqui se não tivesse? – Ela perguntou olhando os alunos, que a encaravam em silêncio. – Mas, temos pontos fracos e fortes, daremos um exemplo. Annabeth, um gênio, porém tem dificuldade na parte física da coisa, já Percy, é o oposto, não é burro, mas também não raciocina tão rápido quanto podia.
— Aonde quer chegar? – Rachel cortou a menina, cansada daquele discurso que era a clara tentativa de manipulação para que eles topassem algo.
— Tudo bem, Dare, vamos ao que interessa, podemos ser a melhor turma do colégio, sei dá história da academia basicamente desde que nasci, nunca escolheram uma turma tão grande e sei que poucos alunos marcam a história na escola, mas sei que os que marcaram estão tão bem sucedidos que nem se sonha que eles fazem isso de modo ilegal. – A de azul elétrico disse andando pela sala. – Mas como disse temos fraquezas, mas contra posto, temos pessoas nessa mesma sala que tem facilidade de fazer o que não temos, mas se nos unirmos, podemos sim acabar com esse déficit e ser tanto a melhor turma como os melhores assassinos que já se viram.
— Não estamos aqui para trabalhar juntos, estamos aqui competindo um contra os outros, afinal apenas o melhor ganha os estágios. – Victor Abel disse no final da sala para a morena.
— Não, quem sobrevive ganha o direito de fazer estágio, eu conheço pessoas dos outros anos, e já dei uma olhada nos pôsteres espalhados pela escola, tem tantos alvos que daria para suprir todos nós, mas para isso precisamos chegar no momento em que somos tão fodas que as aulas se tornaram ridículas e não teremos medo de sair morto dela. – A que discursava rebateu fazendo com que ele revirasse os olhos.
— Eu ainda acho que somos um contra o outro, não viemos aqui para fazer amizades, pois não poderia hesitar em matar ninguém aqui. – Abel insistiu se levantando e decidido a sair.
Aos poucos, as pessoas começaram a sair, ficando apenas o grupo de sempre.
— Foi uma boa tentativa. – Anne disse, sabendo que aquele menino estava estupidamente errado.
— É, mas não deu certo e agora temos que seguir em frente. – Thalia disse, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo alto. – Temos que nos dedicar ao máximo se quisermos chegar ao fim do terceiro ano vivos.
***
Já era tarde, a maioria estavam nos quartos, tentando dormir, ou fazendo suas coisas. Suspirou, já tinha posto o pijama e agora caminhava por entre os corredores com a chave da sala na mão, sabia que a sala não seria usada no dia seguinte e que poderia não ter evitado o Nico o dia inteiro, mas ela tinha mais assunto com ele do que apenas a chave para entregar.
Parou na frente do quarto já conhecido, mas que não frequentava a um certo tempo, para seu desgosto. Batendo suavemente na porta, que como esperava estava destrancada, mas mesmo assim só adentrou o cômodo, quando o Di Ângelo, abriu, a encarando confuso.
Em silêncio, foi até a mesinha aonde o professor deixava suas coisas, colocando a chave ali, voltando em direção a porta, pegando a maçaneta indicando que sairia e fecharia, sendo o suficiente para Nico se afastar da porta e ela conseguir a fechar, ficando do lado de dentro do quarto, recebendo um revirar de olhos, enquanto recostava seu corpo na porta.
— Thalia vai para seu quarto, não tem nada a fazer aqui. – O moreno disse, e ela riu leve.
— Tenho muito a fazer aqui, Di Ângelo. – Falou inclinando a cabeça levemente de lado.
Novamente revirando os olhos, ele suspira.
— Vai embora, Grace, já tivemos essa conversa e pensei que você havia entendido bem. – O homem da sala falou, olhando ela naquela micro roupa que a garota chamava de pijama.
Dessa vez Thalia que revirou os olhos, tirando a blusa, jogando a peça no chão, um pouco longe da porta, ficando apenas com o sutiã preto de renda e o short curto de moletom que usava, dando um passo lento na direção dele.
— Eu estou cansando disso, Grace, já deixei claro que não quero nada com você. – Afirmou, evitando descer o olhar pelo corpo da garota que era maravilhoso.
— Di Ângelo, eu sei que é mentira, se fosse verdade acredite eu não estaria aqui, mas não vou aceitar que meu pai decida com quem eu vou transar ou não. – Dito isso, Nico se irritou, por ser verdade e por ele querer parar aquele louca.
Colocou uma faca no pescoço da Grace, que tinha dado um passo mais à frente.
— Acho que precisa reestabelecer seus conceitos de limites e do que deve temer. – O professor disse irritado, olhando a garota.
— E o que vai fazer? Me matar? E quando meu pai achar meu corpo só de sutiã e short em seu quarto? O que acha que ele vai fazer? Já que você parece se importar muito com isso. – Ela disse com um sorriso de canto, levantando uma sobrancelha, o provocando.
— Eu sou um assassino profissional, Grace, eu posso te matar e ninguém nunca descobrir que você morreu. – Ele disse encarando a menina.
— Ele também é uma assassino profissional.
— Mas ele me ensinou tudo que ele sabe, mas ele não foi o único que me ensinou e ainda não viram nem um terço do que eu sou capaz e acredite, eu sei cada passo que seu pai pode fazer e vou fazer ele fazer exatamente quais passos eu quiser. – Rebateu e ela sorriu, dando um passo à frente, fazendo a faca encravar no seu pescoço e o sangue escorrer pelo seu corpo.
Nico segue com o olhar o caminho do sangue pelo seu pescoço, Thalia segurou a mão que o professor tinha a faca, a abaixando, enquanto ele retornava o olhar ao azul elétrico da morena. Di Ângelo a puxou pela cintura, envolvendo-a em um beijo, deixando que a faca fosse ao chão.
A Grace envolveu a mão no cabelo negro do professor, que a tirou do chão com facilidade, passando o braço pelo corpo já conhecido dela, parando com a mão em sua bunda.
Logo os dois estavam na cama, fazendo aquilo que foi rotina deles por um bom tempo, matando a saudade que cada um estava do contato do outro, do corpo do outro, deixando que os gemidos se misturassem de acordo com que o desejo crescia, assim como o prazer. Tornando aquela noite, mais uma de várias que se seguiram e das muitas que se seguirão.
A morena saiu de cima do Nico, respirando ofegante, enquanto ele olhava o corpo perfeito dela. Ela era uma mistura interessante em sua mente, de sexy e fofa ao mesmo tempo, ele sabia que ela era uma tremenda psicopata, mas conseguia ver mais do que isso, algo que a puxava para a realidade e claro que dava aquele ar misterioso, principalmente em seus olhos, que sempre aparentavam mostrar apenas alguns sentimentos, mas que as vezes ele conseguia perceber que ela sentia mais do que ódio, raiva e prazer, mas parecia já ter construído a máscara que muitos demoravam anos, mesmo depois da escola para aprender.
— Porque entrou na escola? – Perguntou a Grace, cansada de ser observada, apoiando-se no corpo dele, que a abraçou de volta.
— Não importa. – Disse dando de ombros.
— Nunca vai me contar? – A morena questionou, curiosa.
— Quem sabe um dia..., mas hoje, apenas durma. – Disse o professor, vendo ela dar de ombros e assentir.
Aos poucos ambos adormeceram, deixando apenas aquela pergunta silenciosa no ar e na mente da aluna.
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