Scars
1 Break the promises
Notas iniciais
Quem vai cuidar de vocês, lindos, maravilhosos, especiais e gostosos leitores nesse cap sera eu e, no segundo cap sera a bela Melany. Isso é, nesse cap quem responderá vocês sera uma pessoas linda e divertida, EU, então comentem, tipo, muito, BOOOM.
Essa fic vai ter dois caps.
Espero que gostem da fic.
Ps:não tem nada a ver com a fic, mas vocês já ouviram uma musica chamada Pokazhi? É bizarra.
~Pov DeadPool~
Sentado aquela poltrona luxuosa podia dizer que sentia-me um rei. Rodeado de cervos, mordomos, empregados (sei lá), que perguntavam a cada segundo se eu queria algo para beber ou se estava me sentindo confortável. Sinceramente, adorei.
— DeadPool, certo? — falo o loiro surgido pela grade porta daquela sala tão exageradamente grande.
(Corrigido: daquela sala tão exageradamente nossa cara.)
[Realmente, por que ainda não compramos uma casa assim?]
Calado, quem ta contando a Historia sou eu, não vocês.
Bom... prosseguindo.
— Sim. — falei sem nem me mover da poltrona.
— Pelo visto, já acomodou-se. — disse esse sentando-se uma poltrona a minha frente.
— Sim, ficar aqui me fez lembra da vez em que roubei um jatinho do Tony, ele ficou muito puto, mas os acentos daquela porra eram tão bons..... — Ele me olhou com cara de desinteresse. — Então... O que fez um “Osborn” chamar um mercenário a sua belíssima mansão? Quem quer que eu mate? — perguntei fazendo uma voz engraçada para me enturmar ao vocabulário dele.
— Spider-man. — falou esse, e no mesmo momento dois de seus mordomos/criados/foda-se, colocaram sobre mesinha de centro duas maletas, as abrindo dando a bela visão aos montinhos de dinheiro organizados dentro dessa.
— Agora falou minha língua. — falei me levantando, mantendo os olhos fixos nas maletas que logo foram fechadas e levadas embora.
— Ali tem dinheiro o suficiente para comprar um jatinho particular tão avançado quando de Tony Stark. — falou dando um sorriso maroto.
— Com bancos confortáveis? — perguntei já imaginando.
— Sim.
— E tem como levar sorvete pra dentro do jatinho?
— Sim.
— E....
— DeadPool, logicamente dá pra fazer tudo que você quiser com a merda do jatinho, tudo que precisa é matar o Spider. Acha que consegue? — perguntou ele, parecia sem paciência, não sabia o motivo.
— Não só consigo, como também vou trazer a cabeça dele pra prova. — falei convencido.
— Ótimo. — falou com um sorriso um tanto sádico. — Pode ir agora. Quanto antes matá-lo, mais feliz me deixará, quem sabe, até adicionarei algumas centenas no pagamento.
— Pode deixar, senhor Harry Osborn. — falei saindo pela janela na sala onde estávamos.
oOo
Tudo que precisava fazer era seguir o garoto enquanto estivesse pulando por aí, e descobrir sua identidade, para que assim o pegasse num momento onde ele não pudesse reagir.
(O problema é que o cabeça-de-teia não aparece)
Realmente, onde raios ele estaria?
Passou quase uma semana, quando, finalmente (gloria a Deus), vi o herói pulando entre os prédios. Segui esse de maneira que ele não me percebesse e fiquei o observando. Ele bateu em alguns caras que estavam quase estuprando uma garota, e a luta dele com os caras se tornou tão demorada e chata que fui obrigado a jogar uma granada neles, coisa que como era esperado por mim, não matou o vermelhinho.
— Oh Spidey, seria tão fácil se tivesse morrido apenas com isso. — falei num tom baixo.
Logicamente o herói levou os caras pra um hospital, logo após contatando a policia, tão boninho que chega a dar nojo!
Continuei o seguindo pelo resto do dia, quando finalmente ele aquietou o cu e resolveu ir embora. Tive que ser rápido e ainda mais cauteloso, pois ele ficava a cada momento olhando pros lados, acho que o tal “sentido aranha” dele me denunciava em certos momentos, ou talvez fosse o fato de que eu tropeçava quase toda hora por falta de concentração no meu caminho, prestando atenção no Spidey. Então esse entrou pela janela de uma casa bem classe media, aproximei-me olhando de fininho pela janela o garoto. Primeiro ele tirou a mascara e... nossa... ele era bonito.
(Que isso? É de um homem que esta falando. Um homem e ainda que você tem que matar.)
Eu sei, não me enche o saco.
[Você que esta aí suspirando pelo Spider-man, que ainda é um garoto, pelo o que assemelha.]
Só achei ele bonito.
Logo o garoto tira a camiseta e então a calça putamente colada, e que surpresa, ele não usava cueca quando estava com o uniforme. Que ótimo (~ Sarcasmo). Com a cena do garoto nu, eu acabo me atrapalhando e caindo do telhado da casa desse, dando de costas no chão, o que sinceramente não foi nada bom, controlei para não soltar um gemido de dor, logo me levantando para me esconder em algum lugar, já que minha queda tinha feito muito barulho e que ele rapidamente correu para abrir a janela e ver do que o barulho se tratava.
oOo
Olhando ele falando com a “Tia May”, descobri que esse se chama Petey... Peter Parker e que trabalha num jornal lá do qual não me preocupei em lembrar o nome.
— Peter, você não vai jantar. — perguntou a mulher batendo na porta do quarto do garoto.
— Não estou com fome. — falou ele que estava deitado na cama com as luzes do quarto apagadas. Era bem difícil olhar por dentro do quarto pela janela e ainda com as luzes apagadas.
— Mas você não comeu nada. — falou novamente a tia.
— Não se preocupe, só me deixe aqui. Se depois sentir fome, eu desço. — falou e assim a mulher desistiu.
Vi Petey se mover na cama, levantando-se e pegando um porta-retrato sobre seu criado-mudo, olhou para o mesmo de maneira tão melancólica que podia jurar que ele iria chorar a qualquer momento, assim, lançando o porta-retrato na parede com força, pegando um travesseiro e colocando na frente do seu rosto escondendo as lagrimas. Fiquei meio triste ao ver a cena, deu vontade de abraçá-lo, e pude ver pela luz que entrava pela janela, que o objeto que fora lançado portava a foto de uma garota loira, bem bonita por acaso.
Cansei de ficar olhando ele, já sabia quem ele era, tudo ficaria mais simples. Só queria saber o que o deixou triste daquela maneira. Ah, foda-se, só vou matar logo ele e pegar minha grana.
(Dá dó de matar alguém com uma bunda tão bela.)
— Cala a boca. — disse rindo.
Peter Povs:
Hoje assim que acordei recebi uma mensagem de Gwen, pedindo para encontrá-la no parque daqui à uma hora, achei meio inusitado mais aceitei. Por ser longe coloquei a primeira roupa que vi e fui ao seu encontro.
Tudo estava normal, até ouvir gritos ao longe. Juro que queria seguir meu caminho e esquecer os gritos atrás de mim, mais parece impossível. Fui ao primeiro beco que vi e retirei minha roupa ficando de Spider.
Corri o mais rápido que pude e encontrei Rhyno. Espera ai, eu estou atrasado pro meu encontro por causa desse idiota? Ele tá ferrado! Nem disse nada e joguei bolas de teias em seu rosto. Rhyno rosnou e as rasgou, mais assim que voltou a olhar onde eu estava já havia pulado e estava pronto para chutá-lo na cara, ele recuou um pouco, mais não o suficiente para diminuir o impacto e ele cair no chão. Grudei suas mãos e pés com minhas teias.
— Seu cretino! — ele esbraveja se debatendo — Isso não irá me deter...
— Ah cala boca! — grito sem paciência jogando um bolo de teia em sua boca.
Saio correndo procurando as minhas roupas. Droga! Vinte minutos atrasado.
Quando chego ao parque estou ofegante e cansado. Ao longe vejo Gwen me encarando com um olhar de poucos amigos.
Vou até ela.
— Juro que posso explicar — digo apressado — O Rhyno estava atacando umas pessoas e...
— Peter eu não quero saber – Gwen me interrompeu. Ela respira um pouco ficando seria — Eu só te chamei aqui por um motivo e quero que você me ouça.
Sorrio para ela buscando acabar com essa tensão no ar.
— Pode falar.
— Eu to terminando com você. —Gwen fala de uma vez me deixando atônito.
— O quê? – digo sentindo um aperto no peito.
— Você me ouviu. Eu não quero mais estar nesse relacionamento. Não dá. A gente nunca se vê, e quando isso acontece você desaparece do nada e volta horas depois todo machucado. Desculpa Peter, só que eu não quero mais isso.
Sinto meus olhos lacrimejarem.
— Por favor, vamos conversar — praticamente imploro — Eu posso ficar mais tempo com você, sério, amanhã a gente pode sair, juro que não vou sair de Spider.
— Chega Peter – Gwen fala segurando o choro – Não faça promessas que não pode cumprir. Até mais.
Seguro em sua mão olhando em seus olhos.
— Por favor Gwen, só mais uma chance.
— Você já me disse isso uma vez, e não deu certo – ela solta minha mão – Não vamos piorar as coisas. – E assim ela se vira andando apressada.
E eu fiquei ali, olhando-a até ela sumir no horizonte.
Andei até em casa nem prestando atenção as coisas a minha volta. Nada mais importa.
— Peter, você está bem querido? – tia May me pergunta vendo meus olhos um pouco inchados.
— Sim...
— Você quer me contar o que aconteceu?
— Não, agora não. – Ela sorri ainda um pouco preocupada e me abraça até eu chegar ao meu quarto.
Eu fecho a porta com força jogando-me em minha cama onde choro até cair no sono.
oOo
— Peter, Jameson ligou – tia May entra em meu quarto – Ele quer saber se pode tirar umas fotos do Aranha hoje.
Já faz uma semana que não me visto de Spider, na verdade, não estou com vontade, mais é melhor isso do que ser demitido.
— Diga à ele que sim.
Ela confirma voltando a fechar a porta.
Visto-me de Spider sem muito entusiasmo e saio pela janela.
A única coisa que achei foi uns caras que tentavam violentar uma garota. Não podia acabar esse briga logo, pois estou devendo muitas fotos ao Jameson. Tudo estava indo bem até Deadpool me atacar, se não fosse o meu sentido aranha estaria em pedaços agora. O que esse cara tem na cabeça?
Pego minha câmera correndo e fujo dele, mais sempre o meu sentido aranha me alertava de algo. Ótimo, agora estou sendo seguido.
Depois de sei lá quantas horas não sinto mais nada. Resolvo ir para casa, porque a essa hora o Clarim Diario já deve ter fechado e sem falar que daqui a pouco vai chover, é horrível ter que bater em bandidos quando se está com gripe.
Entro em casa pela janela do meu quarto e tiro minha roupa.
Ouço um barulho não muito ao longe e corro ver o que é. Será que aquele doido do Deadpool está atrás de mim? Só faltava!
— Peter, você não vai jantar? – tia May me pergunta batendo na porta.
— Não estou com fome. – Falo apagando as luzes do quarto.
Tia May insisti, mas no final convenço ela, ultimamente não tenho sentido muito fome.
Pego um retrato de Gwen e fico olhando. Sei que deveria tê-lo jogado fora, mais não consigo! Lembro-me do dia em que ela terminou comigo e atiro o retrato contra a parede, mais não por raiva e sim magoa.
Sem conseguir aguentar atiro-me na cama chorando em meu travesseiro.
Poucos minutos depois meu sentido aranha começa a me alentar. Visto-me de Spider correndo e me grudo no teto, em uma parte escura.
Alguém abre a janela. Apenas vejo o brilho de uma katana.
— Cadê ele? – indaga Deadpool olhando pros lados.
Furioso, pego suas katanas e chuto sua cara. Saio pra fora de casa vendo se Deadpool está atrás de mim. Segurança da tia May em primeiro lugar.
Começa a chover ficando difícil de correr. Grudo as katanas em um poste e subo um prédio.
— Nem ouse fugir! – Grita Deadpool atirando uma bala em mim que desvio de imediato.
— Como se você mandasse em mim!
Já estava pronto para pular o outro prédio quando sinto algo prender as minhas pernas. Eu caio no chão protegendo meu rosto com minhas mãos.
Antes que pudesse me desamarrar Deadpool prende minhas mãos também.
— Eu disse pra não fugir – ele com um sorriso debochado.
~ Pov Deadpool ~
Subo sobre esse pra certificar que ele não fizesse qualquer graçinha e aponto a arma pra sua cabeça.
— Por que esta fazendo isso? — pergunta ele rangendo os dentes e raiva.
— Nada pessoal com você, mas estão me pagando para te matar. Entende como é, né, Petey? — falei e ele pareceu estático.
— Petey?
— É, Petey Parker, seu nome. — falei e ele riu de deboche.
— Meu nome não é “Petey”.
— Eu sei, mas não consigo falar com o “R” do final, Petey ficou bonitinho, combina com sua cara de bebê. — falei pronto para puxar o gatilho da arma. — Ultimas palavras?
Antes que ele pudesse falar qualquer coisa, vimos ao longe uma explosão e logo após gritos.
— Deixe-me ir. — falou começando a se debater, até que consegue se soltar das cordas que tinha o prendido e me tirar de cima de si.
— Não vai fugir. — falei pegando em seu braço o puxando para perto de mim, mas então esse me abraça. Por algum motivo meu coração pulou algumas batidas por conta da ação do aranha.
— Eu Vou salvar aquelas pessoas. — falou ele e assim da um impulso com força que faz nós dois cairmos de cima do prédio.
Antes que atingíssemos o chão, ele lança uma de suas teias em outro prédio e vai se locomovendo assim, indo até onde ouvimos os gritos e mais explosões, sendo que pelo caminho ele tentava fazer-me soltar da cintura dele, pra assim cair, e quase conseguiu.
Quando chegamos ao centro, vimos que era um cara azul que estava atacando todos.
— Que porra é essa, um Smurf tamanho família? — perguntei rindo.
— É o Electro, tenho que detê-lo. — falou dando um passo a frente, para pular de cima da cobertura onde tínhamos parado.
Peguei no braço do Spider vendo esse virar para mim e encarar bem meus olhos.
[Nossa mascara, né?]
(Foi maneira de se dizer, deixa ele contar a historia)
[Ele tem que explicar melhor ou os leitores não vão entender...]
— Calem a boca. — falei.
— O que?
— Não foi contigo. — disse encarando esse. — Você não vai lutar com o azulzinho dos raio nem ferrando, quero te matar logo pra pegar minha grana. — falei apertado com mais força seu braço.
— Me solta. — falou com a voz carregada de raiva.
— Não. — falei com o mesmo tom.
Ele levanta a mascara até o nariz, e me olha com os dentes cerrados.
— Vou falar mais uma vez. Me solta.
— E eu repito o meu NÃO. — gritei.
Antes que pudesse fazer qualquer outra coisa ele segura meu braço e me morte com bastante força, o que me faz o soltar e logo ele pula do prédio indo em direção do “Electro”.
— Quantos anos você tem? Uns cinco? Só pode, pra me morder. — gritei o vendo me mostrar o dedo. — Merda.
(Melhor sentar e espera ele)
— Sim. — Olhei para o céu, nem havia percebido que tinha parado de chover.
Quando estava preste a me sentar, o desgraçado do Electro lança uma correte elétrica no intuito de acertar o Spider, mas ele desvia e acaba acertando o maldito prédio onde eu estava o que faz o mesmo começar a cair. As pessoas desesperadas começam a correr para escaparem do prédio, mas um garotinho cai no meio do caminho, sendo separado da mãe, que estava sendo levada pela multidão.
— Caralho. — grito, pulando em direção ao chão que não estava tão longe, indo em direção do garoto, não tinha mais como sair dali sem ser pego pelos destroços da construção, então apenas abracei o garoto com muita força esperando a pancada nas costas.
— Quem é você? — perguntou o garoto, que eu chutaria ter em meia de 9, 8 anos.
— Sou DeadPool. — falei.
— Você é amigo do Spider-man? — estava apavorado vendo a aproximidade dos destroços de nós.
— É.... tente ficar o mais escondido em baixo de mim possível. — falei me acolhendo mais sobre o pequeno o cobrindo por completo. — Espero que você não morra...
Assim sinto o peso e dor nas costas.
Peter Povs:
A luta estava cerrada, com uma fraca garoa que havia começado, o Electro estava mais fraco.
— Desista, não tem como você ganha. — falei laçado teias em direção desse, prendendo seus braços e pernas na parede de uma das construções.
— Como é ingênuo! — falou num tom sombrio.
Assim abaixou-se o chão passando toda sua energia para o mesmo, fazendo o solo por completo numa grande escala de metros ficar electrocutada. Tudo que puder fazer foi pular na hora e me pendurar na parede de um dos prédios, vendo todas as pessoas, que ainda fugiam, caírem ao chão contorcendo-se pelo choque que levavam. Até que vejo, Gwen estava lá, ela se debatia caída ao chão, enquanto seus olhos ganhavam a cor do sangue, assim como esse saia de sua boca e narinas, como todas as outras pessoas que estavam na escala de onde a eletricidade do chão os pegou. Meu coração falhou no momento, senti raiva, queria chorar.
Minha visão ficou turva, mas mesmo assim vi ao longe um hidrante perto do Electro. Avancei no hidrante e quebrando em um chute, sem tocar no chão, indo para outro prédio, lançando uma teia em Electro e o puxando para a direção do hidrante, e assim que esse entrou em contato com a água, entrou em curto.
Finalmente os policiais puderam se aproximar e levá-lo, enquanto eu apenas me aproximei do corpo da Gwen, pegando-a no colo e sentindo sua pele fervendo.
— Gwen. — falei numa esperança nula dela abrir os olhos e dizer que estava bem. — Gwen. — falei novamente com voz de choro, sentindo as lagrimas molharem minha mascara.
Olhava em volta, os corpos sendo recolhidos, enquanto o choro de outras pessoas eram audíveis.
— Sabe por que seus vilões tiram o que é importante pra você...? — Olhei pra trás vendo DeadPool, com um garotinho que parecia dormir no seu colo. — Porque você os deixa vivos. — assim deixou o corpo do garotinho cair ao chão, só assim percebi que percebi que o garoto estava morto.
Olhei atônito para o corpo do garotinho, olhando para o Pool e vendo o uniforme dele completamente rasgada.
— O que aconteceu com o garoto? — perguntei com lagrimas nos olhos, apertando com mais força o corpo da Gwen.
— Não consegui salva-lo. — seu tom era frio. — Mesmo tendo o protegido dos destroços, o peso do meu corpo sobre o dele deve ter o feito quebrar alguns ossos, e esse devem ter perfurado algum órgão dele, porque ele morreu tossindo sangue. — deitei o corpo da Gwen indo até o garoto e me abaixando, chorando sobre seu peito. — A ultima frase dele foi “O Spider-man vai nos salvar”. — meu coração parou por um momento. — Tudo isso por que você não mata seus vilões, sabendo que eles vão voltar e matar mais pessoas.
Ele apontou as suas armas pra minha cabeça dando um sorriso sádico.
— Mas olhei pelo lado bom, se matarem toda população de Nova York você vai poder tirar férias, que tal. — sorriu de maneira divertida.
— Cala a boca. — gritei. — Isso machuca, sabia? Eu não tenho coragem de matar. Eu não quero matar! E eu sinto culpa, passo noites sem dormir, mas eu não tenho como evitar mortes.
— Claro que tem, é apenas pensar, ou eles... — apontou para os policiais levando o Electro. — ... Ou eles. — abriu os braços girando, fazendo-me olhar em volta para os corpos.
— Me deixa em paz. — gritei pegando Gwen no colo e lançando minhas teias, indo para qualquer lugar onde pudesse despistar o mercenário, mas ele me seguia.
Parei no terraço de um prédio perto de casa, pronto para lutar cansado daquele infeliz, logo esse para à minha frente e ri de maneira convencida vendo-me em posição de luta. DeadPool pega as katanas.
— Vai querer Lutar, Petey? — olhei para Gwen, da qual havia a deitado no chão atrás de mim, e assim avanço pra cima do Dead.
Começo lançando bolas de teia nesse, mas ele simplesmente as corta, vindo na minha direção tentando me acertar com as katanas, mas eu pulei por cima de sua cabeça dando um chute em suas costelas o fazendo cair ficando de joelhos, mas esse me deu uma rasteira me fazendo cair também de joelho, e antes que pudesse fazer qualquer coisa, DeadPool já estava de pé apontando a arma para minha cabeça.
— Você é fácil de vencer. — falou me fazendo sentir raiva. — Tem ultimas palavras? — perguntou e eu apenas o olhei com ódio, e ao tentar me mover ele dispara a arma quase me acertando, minha sorte foi que desviei. — Se tentar fugir eu estraçalho seu crânio de bala. — falou com uma voz “doce”.
— Deixe-me em paz. Já não acha que sofri o bastante? Acabei de ver a pessoa que amo ser eletrocutada e morta sem que pudesse fazer nada. — Comecei a chorar novamente. — Sinto a culpa me corroendo por não ter conseguido salvar a todos e ainda tenho que te aturar. Quer saber? Mata-me logo, vai. Doera menos do que a dor que sinto agora. — falei abaixando a cabeça esperando o tiro que não veio.
Olho pra o mercenário, mesmo com a mascara dava para ver que esse tinha um semblante serio, e então largou as armas ao chão se abaixando na altura que eu estava e me abraçando. Nessa hora a chuva engrossou. Não entendia o que estava acontecendo o porque de um cara que queria me matar estar me abraçando, mas por algum motivo eu retribui o abraço, deixando mais lagrimas descerem pelo meu rosto, não aguentava mais segura-las. Ele num impulso que me assustou um pouco tirou minha mascara e começou a fazer carinho na nos meus fios.
— Eu já sei quem você é, pode ficar calmo que você ficar sem mascara não é grande coisa. — falou continuando a caricia na minha cabeça.
— Por que ta fazendo isso?—perguntei afundando minha cabeça no seu pescoço.
— Porque acho que você precisa. Falou apertando o abraço.
Eu apenas olhei para o corpo da Gwen por cima do ombro de DeadPool, ela deitada um pouco mais afastada de nós, meu coração apertou e forcei mais o corpo do mercenário contra o meu chorando como uma criança. Não me importava se estava abraçando alguém que parcialmente odiava, ou se estava mostrando minha fragilidade, naquele momento eu só queria me esquecer da dor.
Notas finais
Kissus de Luz.
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