Notas iniciais
Oi gente, quem está aqui hoje é a Melany, é isso ai, este é o último capítulo. Mais sério, não precisam ficar tristes. Motivos? Tem lemon, não tem despedida melhor que essa. Boa leitura

Peter Povs:

E de novo chuva. Daqui a pouco vou começar a odia-la. Pelo menos os sons dessas pequenas gotas chocando contra o chão abafam o choro da mãe de Gwen.

Ela e sua família foram os primeiros a chegarem ao enterro. Quando a vi senti vontade de correr, mais fiquei parado vendo o que ela faria. Ela me abraçou e disse que Gwen me amava, segurei o choro. Vocês não tem ideia da vontade que tive de pedir desculpas a ela, mais não pude.

Eu me sentei na ultima cadeira ao fundo, vendo um dos irmãos de Gwen falar suas palavras diante de todos, sinceramente, não quero ouvir.

– Você tá legal? – Harry me pergunta sentando-se ao meu lado.

– Não. – não tem motivos pra eu mentir.

– Eu sinto muito, nem imagino o que você deve estar passando.

– Tudo bem, sei que foi difícil pra você perder seu pai.

Harry me olha buscando achar as palavras certas.

– Fui informado que eles vão enterrar o corpo, devemos ir.

Meu coração se aperta ainda mais, sei que Harry está tentando ser legal comigo, mais sei que se não fosse por ele ter libertado o Electro, Gwen, e todas aquelas outras pessoas não teriam morrido.

Apenas aceno afirmativamente e sigo o caminho junto com ele.

Todas as pessoas ficam em volta de um buraco, onde ao lado, depositam o corpo de Gwen. Sinto ânsia só de vê-la assim, ainda mais porque sei que isso é culpa minha.

Pego uma rosa branca que estava no bolso do meu terno e coloco entre as mãos de Gwen, depositando um beijo em sua testa.

Desculpa...

E saio melancólico de perto dela.

– Oh Peter – a mãe de Gwen me abraça – Nada disso está sendo fácil pra nós.

– Eu sei...

Afasto-me dela indo para um lugar mais afastado, não quero ver Gwen ser enterrada.

Fico andando pelo cemitério sem saber qual caminho seguir, mais no final fui ver meu tio Bem.

– Tem tantas coisas que queria falar a você – digo para meu tio – Mais não consigo, só posso dizer que no final não consegui salvar os que eu amava.

Começo a chorar, vendo a chuva se misturar as minhas lágrimas.

– Por que está aqui? – pergunto, vendo meu sentido aranha despertar.

– Queria saber como você está. – Deadpool fica ao meu lado, imaginei que ele estaria com o uniforme vermelho e preto, mais está de terno e um sobretudo cinza-escuro.

– Pra que? Você vai me matar mesmo – digo debochado, soltando um riso sem vida.

– É eu vou, mais... Não hoje.

Acho que nem me importo se ele me matar, acho que até mesmo eu mereço.

– Deadpool.

– Oi?

– Por que você não me matou aquele dia? – perguntei o fitando.

– Não senti vontade.

Ele olhou pra mim, dando um sorriso gentil.

– O-Obrigado pelo abraço – digo baixinho corando um pouco – Você me ajudou aquele dia.

– Tudo bem, não precisa agradecer.

Às vezes eu queria ser como ele, não louco e psicótico, mais nunca ter a consciência pesada, talvez ninguém tivesse morrido por minha causa.

– Como você consegue? Um garoto morreu nos seus braços e você está calmo, não sente remorso?

– Já passei dessa fase há muito tempo – Deadpool dá um longo suspiro – Quer sair daqui? – me pergunta olhando para o céu.

– Sim.

Não dizemos mais nada e andamos por ai.

– Atchim! – espirro, sentindo minha cabeça arder um pouco – Acho que vou pegar gripe.

– Toma. – Deadpool tira seu sobretudo e coloca em mim, sorrindo.

– Obrigado – digo confuso por essa ação repentina, sentindo um estranho frio na barriga.

oOo

– Que lugar é esse? – pergunto vendo a quantidade de pessoas estranhas passarem sobre nós.

– Eu venho aqui com meus amigos – fala Deadpool sentando-se em um lugar mais afastado – Aqui tem ótimos tacos.

– Mas por que me trouxe aqui?

– É um ótimo lugar pra dar risadas e se embebedar.

– Não tenho idade.

– Mais ninguém sabe disso aqui – Deadpool vai ao balcão e pega duas cervejas e volta – Aqui – ele me estende a cerveja, mais olho duvidoso pra ele – Uma só não vai te deixar bêbado.

– Tem certeza que isso melhora? – pergunto incerto.

– Não melhora, mais te faz esquecer por um tempo.

Pego a cerveja e tomo um gole, tusso um pouco pela ardência mais continuo bebendo. Tudo para esquecer da morte da Gwen.

No final acabei dando algumas risadas, mais ainda sim não o suficiente pra esquecer tudo, mas de algum jeito foi bom.

– Nós vamos fechar – diz uma das garçonetes limpando o lugar.

– Então vamos – diz Deadpool.

Quando saímos já está de noite, nem vi o tempo passar.

– Acho melhor você ir pra casa, vai acabar resfriado – Deadpool me fala vendo a pequena neblina que se formará – Tchau Petey.

– Espera! – digo um pouco alto agarrando na manga do terno do Deadpool. Ele para de andar de imediato e me fita confuso. Sinto minha respiração falhar por alguns segundos junto a uma dor no peito. Sem saber o porque abraço Deadpool com todas as minhas forças não querendo soltá-lo jamais.

Ele fica um pouco extático mais corresponde, passando uma das mãos nos meus cabelos.

– D-Desculpa – digo com minhas bochechas coradas – Não sei porque fiz isso.

Empurro minhas mãos sobre seu peito e me afasto dele, prestes a me virar, Deadpool segura meu pulso e me puxa para si. Em poucos segundos, as únicas coisas que vi foi o olhar de desejo do Deadpool, seus lábios se entreabrindo e indo direto aos meus, iniciando um beijo.

Fiquei paralisado por essa ação, mais acabei correspondendo. Envolvi meus braços no ombro de Deadpool e comecei a brincar com seus fios loiros.

Deadpool apertou minha cintura buscando juntar o máximo de nossos corpos, por seu terno estar molhado, podia sentir um pouco de seus músculos. Ele pediu passagem com a língua que correspondi de imediato, deixando-o explorar cada canto da minha boca.

Enquanto eu suspirava por falta de ar Deadpool não parecia nem um pouco sem ar. Fator de cura tem suas vantagens. Ele se separa de mim, dando-me vários selinhos.

Ofegante, olho para ele que sorria um pouco malicioso.

Não entendo porque fiz isso, mais posso dizer que me deixou feliz.

~Pov DeadPool~

[Ponto pra gente.]

(Ainda não, idiota. Vai que o carinha foge. Ele tá magoado com a vida, pode ter retribuído o beijo por estar pensando na namoradinha defunta.)

[Ele tá corado.]

(isso não diz nada)

— Calem a boca. — falei irritado.

— O que? — perguntou Petey me olhando com as bochechas coradas.

— Não foi com você.... É... Foi mal ter te beijado, mas rolou um clima... — estava me enrolando.

— Não, tudo bem. — falou abaixando a cabeça.

— Que foi? — perguntei vendo uma lágrimas escorrer pelo rosto dele, que logo a limpa.

(Ele odeia a gente, vamos matar logo ele.)

[Ele não deve odiar, deixa ele responder.]

— Nada é que... Por tá fazendo isso? — perguntou me deixando confuso.

— Tá falando do beijo?

— De tudo. Você está sendo legal comigo, para com isso. — disse com raiva na voz e lágrimas nos olhos. — Acha que me engana? Sei que esta fazendo isso só para me fazer confiar em você e me matar quando estiver desprevenido, ainda mais agora que estou nesse momento de.... de....

— Fragilidade...?

—... De fragilidade. Não me importo que tente me matar, mas que seja e forma honesta. — falou me fazendo rir.

(Ele é mais louco que a gente)

[Tem forma honesta de matar?]

— Oh meu Deus, você descobriu meu plano. Oooh. — falei com sarcasmo. — Vai pra casa Baby Boy, tá ficando frio.

— Por que se importa? — falou secando as lágrimas e continuando com a voz no tom de raiva.

[Ele é bipolar? Agora a pouco ele estava abraçando a gente. Nós beijando ele...]

(Ele bebeu tanto a ponto de ficar doidão assim?)

— Que se foda então. — falei saindo andando deixando pra trás. — Amanhã já volto pra tentar te matar.

— Por que não faz isso agora?

(É, ele ta louco!)

Apenas o ignorei, continuando a andar, e o Petey não me seguiu.

Entrei em meu apartamento e me joguei na cama, estava meio pensativo, tipo, não parava de pensar no Baby Boy.

(Ele continua tendo um bela bunda)

[Devia ter apertado elas enquanto beijava ele.]

— Vão se foder. — falei rindo. — Mas é, ele tem um bela bunda.

[Realmente.]

(Acho que gosto dele.)

[O QUE?]

(Me deixa. A Bunda dele me atrai)

— Também gosto dele, ele é legal, enquanto conversamos e bebíamos eu me senti feliz. — assumi.

[Estão loucos?]

(Não é você que estava falado que ele não nos odiava?!)

[Ok, mas isso é algo diferente, temos que matar ele. Ele gostar de nós é uma coisa, a gente gostar dele é outra.]

— To no foda-se, vou matar ele de qualquer forma.

[Isso.]

(Ah, mas e a bund...)

— Chega de falar da bunda dele. — falei o interrompendo.

[Mas todos sabemos que ele nos beijou por que estávamos com holograma, se tivesse nos visto como realmente somos...]

Apenas fechei os olhos deprimido, realmente era aquilo, se ele tivesse me visto sem o holograma com certeza ele vomitaria.

oOo

Lancei um a granada na direção do Spider, que desviou no mesmo momento, sendo que ela atingiu uma lata de lixo a explodindo.

— Aqueta o cu, Baby Boy. Fica difícil te matar assim. — falei rindo.

Ele não disse nada, apenas veio na minha direção dando um chute nas minhas costelas, depois pulando por cima de mim e chutando minha cabeça.

— Vou levar isso como um não. — falei vendo ele se locomovendo com as teias pelos prédios.

Peguei minhas armas e comecei a atirar na direção dele, nenhuma a acertava.

—Maldito Spider-man.—falei sorrindo.

Depois de quase uma hora eu cansei, estava se tornando entediante, deixei o garoto aranha brincando de Tarzan e sentei no para-peito de um prédio pegando um de meus tacos começando a come-lo.

— Ei Petey, ta afim de tacos. — falei e ele me olhou de forma suspeita.

— Que? — falou se aproximando um pouco.

— To cansado, juro que não vou tentar te matar por enquanto.—falei mostrando os dedos para ele ver que não estava os cruzando.

Ele se sentou ao meu lado e logo estendi para ele um taco.

— Da onde você tirou esses tacos? — perguntou.

— De um lugar aí.

Ele deu de ombros, tirando a mascara e dando a primeira mordida no mesmo.

(Chega mais perto dele.)

[Não, atira nele agora.]

— Por que vocês sempre se contradizem?

— O que? — perguntou.

— Não é contigo. — falei.

— Você sempre faz isso. Com que você fica falando? — mordeu novamente o taco.

— Com umas vozes na minha cabeça. — falei simplesmente.

— E o que ela dizem?

(Que você tem uma bela bunda.)

[Isso. Principalmente com esse uniforme]

(Ué.)

[Que foi?]

(concordamos em algo.)

[Sim. Ain que lindo]

Dei risada.

— Estão falando que você tem uma bela bunda. — falei e vi Petey fazer cara de espanto.

— Serio? — falou corando um pouco.

— Sim. — falei rindo.

(Pergunta se ele quer ser o you do meu I Love.)

Comecei a rir como louco.

— Serio isso? — perguntei.

(É. fala aí.)

— Que foi? —perguntou-me.

— Mandaram eu perguntar se você quer ser o you do meu I Love. — falei rindo e logo ele também começou a rir.

Só você pra me fazer rir. — falou.

— Isso é uma qualidade em mim. — falei.

Ele voltou a ficar calado, e um silencio se pôs entre nós.

[Mata logo ele.]

(Cala a boca. Mata ele não.)

[E o dinheiro.]

(Mata outro cara e coloca a mascara do aranha, pegamos a grana, saímos de fininho, e quando o Osborn descobrir que o Baby Boy ta vivo, não vai poder fazer nada.)

[Bolou tudo isso agora?]

(Sim. Agora quebra o maldito silencio.)

— O que quer que eu faça? — perguntei baixinho para o Petey não ouvir, esse termina o taco.

(Faz um clima, pega na mão dele, beija o rosto dele, da logo um pega louco nele.)

[Viramos gay do nada? É isso mesmo?]

(Petey é diferente, ele faz nossa barrida formigar.)

[Nem peitos ele tem]

(A bunda ele já faz tudo valer a pena.]

[Isso é, viramos gays por causa de uma bunda]

(Cala a boca. Vai Wade, faz alguma coisa antes que ele vá embora)

Engoli em seco, minhas vozes estavam realmente agitadas. De pouquinho em pouquinho fui me aproximando do Spider até conseguir tocar na sua mão, ele olhou para as mesma e logo olhou para mim.

— DeadPoool... — antes que ele terminasse de falar juntei nossos lábios num beijo calmo, ele ficou meio atônito, mas logo cedeu deixando eu invadir sua boca com a língua, levando a sua mão livre à minha nuca, enquanto eu entrelaçava nossos dedos com a outra mão.

Comecei e passar minha mão por seu corpo, escorrendo ela pela suas costas, voltando para seu rosto, descendo pelas costa de novo e me controlando para não ter a mão boba e apertar a bunda dele.

(Sem graça.)

Logo ele começa a sustar pequenos suspiros o que entendi por ele precisar de ar. Separei nossos lábios e continuei com a mão em seu rosto e a outra segurando a sua mão. Ele estava com um sorriso meio bobo e bem corado, mas logo assume um olhar de raiva.

— Para com isso. — tive quase certeza que ele quis chorar na hora, mas antes disso ele sai de perto de mim indo embora pelos presos.

— O que eu fiz? —perguntei a mim mesmo.

(Ele é complicado.)

[Menino metido.]

Peter Povs:

Acho que minha vida não pode piorar. A primeira pessoa que eu amei morre, um mercenário maluco que tem vozes na cabeça, que só pensam em minha bunda diz que gosta de mim, mais pelo que parece ainda quer me matar, e acho que estou gostando dele. Que merda!

Nem dá pra acreditar em tudo que aconteceu em apenas três dias, daqui a pouco vou enlouquecer.

– Baby Boy? Você está ai? – Deadpool pergunta olhando para os lados.

Desço do prédio em que estou ficando grudado em sua lateral. Não quero falar com o Deadpool.

– Petey... Sei que está por perto. Eu quero falar com você.

Droga, vai embora logo! Sinto uma imensa vontade de chorar, mordo meu lábio pra segurar o choro.

– Petey? – repete Deadpool de um jeito melancólico. Fica um tempo em silêncio e no final ouço passos se distanciando. Espero alguns segundos e subo de novo no prédio. Um pouco longe vejo Deadpool andando meu encurvado, parece triste.

Estendo minha mão na direção dele como se pudesse alcança-lo.

– Dea – paro de falar no mesmo momento, parecendo que a frase morreu em meus lábios. eu quero chama-lo, e muito, mas de algum jeito não consigo.

E finalmente as lagrimas vieram à tona. Com minhas pernas trêmulas desabo no chão sentindo como se meu coração estivesse se quebrando. Dói muito!

Será mesmo que eu deveria ter corrido atrás dele?

Não faz nem uma semana que Gwen e eu terminamos e gosto de outra pessoa. Isso não é meio frio? E sem falar que Deadpool é um homem. Como um homem fica com outro? O máximo que ouvi foi com o Daken, só que não foi muita coisa. Teria que haver um passivo, e duvido que Deadpool queira desempenhar esse papel. E do jeito que ele fala na minha bunda. Não sei se teria coragem.

Será que simplesmente eu não poderia esquecê-lo? Não, claro que não.

Apenas quero que essa dor pare.

oOo

Depois de tudo resolvi ir pra casa. Não consigo fazer nada hoje.

– Oi querido – tia May me saúda assim que entro pela porta – Eu fiz bolo, quer que eu pegue um pedaço?

– Quero. – Senti vontade de recusar, mas faz um tempo que não venho me alimentando bem e sei que tia May já está ficando preocupada.

– Aqui – ela sai da cozinha com um bolo de chocolate com cobertura de chocolate e brigadeiro. Sem pensar duas vezes pego o prato e abocanho o bolo, uma delicia como sempre.

Nós sentamos no sofá ficando um silêncio na sala.

– Tia – eu começo sem muita certeza – Eu queria te perguntar uma coisa.

– Pode falar Peter.

– Ela é hipotética. Vou usar como exemplo eu. Se eu gostasse de uma pessoa até muito pouco tempo atrás e de repente gostasse de outra, mais por isso estaria fazendo algo errado, deveria ir atrás ou não dessa pessoa?

Ela não responde de imediato olhando para o chão, pensativa.

– O quão você gosta dessa pessoa? – ela pergunta parecendo meio confusa.

– Acho que muito.

– Sofreria se ficasse longe dela?

– Sim...

– Bom... Acho que deveria correr atrás dela, se esse amor valer a pena não há porque não arriscar.

Sorrio para ele e a beijo na testa, deixo o prato vazio e me dirijo para porta.

– Peter – tia May me chama – Ela é bonita? – indaga sorrindo de canto.

– Ele – somente digo isso, vendo minha tia abrir a boca espantada e saio de casa, não pude evitar de dar risada, mais acho que ela vai ter que se acostumar.

Corro o mais rápido que posso chegando há uma rua sem ninguém, tiro minhas roupas e grudo com minhas teias em cima do prédio. Coloco minha mascará a saio pulado de prédio em prédio. Finalmente essa dor no peito parou.

Encontro Deadpool sentado na beira do prédio onde estava chorando mais cedo, e pelo que parece ainda está me procurando.

Ando devagar até ele ficando atrás de si.

– Eu estou aqui. – digo de um jeito brincalhão. De imediato Deadpool se vira e sorri largamente.

– Baby Boy – ele me ergue do chão e me abraça.

– Eu ainda preciso dos meus ossos. – Falo sem ar.

– Desculpa – ele me coloca no chão.

Olho para ele sentindo um frio na barriga.

– Você gosta mesmo de mim? – pergunto um pouco corado.

– Sim.

– De mim ou da minha bunda?

Deadpool dá algumas risadas e fica quieto, parece estar tendo uma discussão com as vozes.

– Eu gosto de você, mais as vozes a sua bunda – ele fala me olhando de cima a baixo.

Dou risada com um pouco de vergonha.

– Então não vai mais me matar?

– Acho que não.

Antes que dissesse mais alguma coisa Deadpool me puxa pela cintura e ergue minha mascara.

Ele me beija de um jeito voraz mordiscando e chupando meu lábio inferior. Envolvo meus braços em seu pescoço soltando leves suspiros.

Deadpool passa suas mãos por minhas costas indo a meu peito, passando somente os dedos quando vai descendo por minhas coxas.

– Ah! – solto um gemido quando ele aperta minhas coxas e me ergue, Deadpool me leva até a porta de entrada e me apoia minhas costas nela, garantindo que não vou cair, voltando a me beijar.

Ele pede passagem com a língua que concedo vendo todo o meu ar se esvair nesse beijo sedento.

Deadpool começa a movimentar seu quadril e do nada sinto algo duro bater em meu órgão, fazendo ficar ereto.

– A gente vai fazer aqui? – indago muito corado.

– Admita, você está achando isso muito excitante – Deadpool se aproxima de meu ouvido com a voz rouca – Senão não estaria duro – sussurra fazendo-me arrepiar.

~Pov DeadPool~

Dou uma pequena lambida no lóbulo dele o fazendo soltar um pequeno suspiro, quase um gemido.

— Por favor, vamos pelo menos pra outro lugar. — falou ele.

(Ah não, quem disse que vou agüentar até chegar no nosso apartamento?)

[Oh retardado, já estamos num prédio, entrar aí por alguma janela.]

Afim fiz, peguei o Petey no colo descendo pela escada de incêndio e arrobando uma das portas de qualquer apartamento, por sorte, sendo um que nem comprado devia ter sido, pois estava sem mobília e meio empoeirado. Mas também pouco me fodi pra isso.

Deitei ele no chão subindo por cima dele, apoiando minhas mãos ao lado de sua cabeça e voltei a beijar ele tirando a sua mascara, parando o beijo apenas para tirar sua parte de cima do uniforme e começar a beijá-lo novamente, mas logicamente, antes, dando uma boa olhada no seu corpo.

(Ele tem cicatrizes, que fofo.)

Abaixei meu rosto começando a distribuir beijos por seu abdômen, enquanto esse passava sua mão por dentro da mascara a fim de tira-la.

[Você ta sem holograma, idiota.]

Parei no mesmo momento o beijo e fiquei olhando para dele de forma preocupada, ele iria fugir se me visse daquela forma.

— Que foi? — perguntou confuso. — Fiz algo errado?

— N-não, você não fez nada errado. — falei colocando a mascara por completo e me afastando um pouco dele.

— Dead... O que foi? — perguntou aproximando-se novamente de mim.

(Transa com ele com a mascara.)

[Conta a verdade de uma vez.]

— É... Sabe, quando você me viu sem a mascara daquela vez eu... estava com um treco lá chamado holograma.

— E daí?

— “E daí” que ele me deixa daquela maneira que você viu, por que sem ele, do jeito que realmente sou, eu... — abaixei a cabeça em frustração.

— Posso ver? — perguntou.

— Você vai sentir nojo, quem sabe vomitar.

— DeadPool...

— É Wade. — falei e ele me olhou confuso.

— Wade? Esse é seu nome?

— Sim, Wade Wilson. — falei de forma complementar.

Ele deu um risinho tímido e depositou suas mãos em meu rosto, fazendo olhar para ele.

— Eu tinha percebido as cicatrizes, achei até que era algo de alguma luta que teve. — falou dando de ombros. — Também tenho muitas cicatrizes.

— Não queira comparar as suas cicatrizes sexy com minha cara... e corpo... — falei bufando irritado.

— Wade, deixe-me ver. — ao ouvir me nome sair de sua boca daquela maneira doce, quase derreti.

Não fiz nada, apenas deixei ele puxa a mascara e melhor de maneira assustada. Escondi o rosto com as mãos, ele ia sair correndo, com certeza.

[Perdemos tempo]

(Ele ainda não foi embora, não ouvimos passos. Olha pra ele, imbecil.)

Abri os dedos que estavam na frente dos meus olhos vendo Petey ainda me olhando, só que agora de maneira amena. Ele retirou as minhas mãos de meu rosto e olhou diretamente para meus olhos, meus azuis encarando os seus castanhos.

— Você é lindo, Wade Wilson. — falou dando ênfase no meu nome.

— Hã... — olhei para ele de maneira quase chorosa. — Ninguém nunca... — Não terminei a frase sendo interrompido por um sorriso tão grande e necessário.

Deitei novamente o Baby Boy no chão, abocanhando o seu pescoço dando ali naquela área beijos, chupões e mordidas.

[Ok, também gosto do Baby Boy!]

(Viuuuu. Ele é perfeito.)

Desci meus beijos indo até seus mamilos, onde comecei a lambei e chupar o direito enquanto brincava com o outro com a mão, alternado esses. Ouso ele gemer ainda de maneira muito baixa para mim, se contorcendo um pouco.

— Petey, quer que eu... — apertei sua ereção por cima da calça fazendo ele finalmente gemer auto, arqueando as costas.

— DeadPool Aah. — falou de maneira gemida o que só me excitou.

— Hum? — continuei massageando seu membro enquanto ele só gemia mais.

Logo desço indo para perto da calça do seu Petey vendo o volume ali. Desço as calças dele lembrando que ele não usa cueca quando esta com o uniforme o que fez-me morder os lábios dando de cara com o membro quase completamente ereto dele. Olho pra ele com um sorriso malicioso dando uma pequena lambida na ponta da cabeça fazendo ele arfar.

— Posso?

— Vai logo. — sem mais delongas coloquei todo o membro dele dentro da boca começando os movimentos de sucção e vai e vez, enquanto ele dava longos e altos gemidos, o que só me excitava mais, fazendo com que eu fosse cada ver mais rápido, envolvendo minha língua ponto todo o membro o rodeando.

(A Bunda, A BUNDAAA.)

Levei minhas mão a nadegas dele, as apertando com um tanto de força o empurrando pra cima fazendo com que ele fosse mais fundo na minha boa.

[Ae garoto.]

Depois de alguns minutos ele goza na minha boca, fazendo eu parar os movimentos e olhar, assim engolindo o sêmen e o dar um sorriso.

— Você é delicioso Baby Boy. — falei o fazendo corar mais que já estava, se é que era possível.

— Não fala essa essas coisas constrangedoras. — disse escondendo o rosto com as mãos.

Apenas ri, lambendo os lábios e o vendo se encolher um pouco.

— Eu que vou ser o passivo, né? — perguntou.

— Eu não me importo tanto por isso. — falei.

(Ta loco? E a bunda.)

[Passivo o caralho, somos ativos licença.]

— Vocês só sabem falar de bunda? — perguntei.

— Eles querem ser ativos, né?

— Sim. — falei sincero.

Ele respirou fundo e me olhou com convicção.

— Ta, pode vir.

(MEU DEUS, COME ELE, VAAII)

[CONVICÇÃO]

Tirei meu uniforme, do qual ainda usava por completo indo até ele meio desesperado, colocando dois dedos na sua boca, do qual ele entendeu que era para chupar, e, porra, ele fez de maneira tão sexy que minha vontade foi entrar dele sem cuidado algum e fazer o que eu quisesse até ele dizer chega, ou eu dizer chega, o que iria demorar. Assim que achei que já estava bom o suficiente, tirei os dedos da boca dele colocando os dois de uma vês em sua entrada, estava com tesão de mais pra colocar um, esperar ele se acostumar e blá, blá, blá. Comecei a fazer movimentos de tesoura para acostumar ele, vendo que esse gemia um pouco, mas parecia ainda sentir certo incomodo. Em menos de dois minutos, já tirei os dedos e me posicionei a frente da entrada dele, colocando suas pernas em cima dos meus ombros e minhas mãos ao lado de sua cabeça (a de cima).

— Fala quando eu devo ir. — falei.

Ele respiros fundo novamente e me olhou de maneira corajosa.

— Pode ir. — falou com um sorriso fraco.

— Se dor fala que eu paro.

— Duvido. — falou me fazendo rir.

— Também.

Assim comecei a entrar devagar vendo que apenas com a cabeçinha ele já se incômodo o suficiente para soltar um gemido de dor. Continuei indo de forma devagar, enquanto ele gemia de forma sofrida, mas não pedia para parar ou fala que estava doendo, dava até dó.

— Calma que já estou quase todo dentro. — falei e ele apenas assentiu controlando lagrimas.

Logo assim, finalmente estava todo dentro, parando para ele se acostumar com o volume, e como ele era apertado, devia ainda ser virgem.

[É claro que ele é virgem, oh anta, ou não estaria com medo naquela hora e tudo mais.]

(Não xinga ele, ele tem que dar detalhes paras os leitores, você mesmo disse isso, ele tem que ser claro ou ninguém entende.)

[Mas todo mundo já tinha entendido isso.]

— Pode se mover. — falou Petey e assim obedeço, começando os movimentos de vai e vem de maneira lenta vendo o que ele ainda dava gemidos de dor.

Assim que vejo que ele já soltava gemidos mais prazerosos e rebolava um pouco junto das estocadas, comecei a estocar com mais força, indo mais fundo, não sabia mais o que estava acontecendo, quem eu era, só sabia que aquilo era a melhor coisa da minha vida. Apertava com força as coxas do Petey, enquanto escorria as vezes a mão para sua bund a apertando. Ele gemia de maneira descontrolada, aumentando o tom a cada estocada.

Sentia suas paredes internas se contraírem contra mim, sentia suas unhas arranharem meus braços, e o som delas arranhando o chão. Até que ele dá um gemido que até me assustou.

— Achei sua próstata. — falei com um sorriso malicioso acertando daquele momento em diante apenas aquele lugar fazendo ele delirar.

— Wade aaah. — gemia auto, de forma gostosa para meus ouvidos o que só fazia com que eu quisesse cada vez mais aquele corpo.

Abaixei começando a lambe seus mamilos sem parar as estocadas, e ele gritava pelo prazer, arranhando assim minhas costas e eu mordendo os seus mamilos.

— Wade eu vou... — antes dele terminar a frase goza, sujando nós dois, e alguma estocadas depois eu me desfaço dentro dele.

Espero alguns segundos até sair de dentro dele e me deitar no chão ao seu lado.

— Foi bom. — falei sorrindo o abraçando. — gostou?

— S-sim. — falou tímido.

Fico olhando para ele até ele olhar para mim e sorrir, assim deposito um selinho em seus lábios.

— Obrigada por gostar de mim, mesmo que um pouquinho. — falei.

— Acho que é mais que isso. — disse retribuindo o abraço. — E eu to todo doido, e sujo, a agora que vi que estamos num apartamento, do qual você arrombou a porta, e se ágüem vir aqui?

— Calma Baby Boy. Eu dou um jeito. — falei selando nossos lábios num beijo calmo. — Eu sempre dou.

[Dá?]

(Deixa ele quieto, porra)

[Ta, aí qui raiva, vai tomar suco de maracujá. Eu hem]

(Amei a bund..)

[Cala a boca, cansei de você falando de bunda, porra.]

(depois o nervoso sou eu.)

— Quieto os dois. — falei e Petey nem se importou sabendo o motivo de ter falado aquilo.

— Eu to todo doido. — falou ele.

— Faz parte.

Peter Povs:

Eu e Deadpool ficamos um tempo ali, conversando sobre coisas monótonas. Em nenhum momento eu parei de sorrir, finalmente estou feliz.

– Dead... Wade, o que vai acontecer com o Harry agora? – pergunto fitando-o.

– Não sei – ele responde pensativo – Acho que vou me demitir. Seria o certo a se fazer.

– Você tem razão, mais duvido que o Harry não vá mandar mais caras pra me matar.

– Ele pode mandar, eu acabarei com todos.

Dou uma risada leve.

– Acho que mostrei muito bem que sei me cuidar – digo debochado.

– Mas eu quase te peguei algumas vezes – ele diz no mesmo tom de voz.

– Falou bem, quase.

Nós ficamos um tempo nos encaramos e caímos na risada.

– Cara, estou com uma fome – fala Deadpool passando a mão na barriga – Que tal comermos uns tacos? Sei de uma barraquinha aqui perto que vende.

– Séria um ótimo jantar – falo lentamente em meio há um suspiro – Jantar? Que horas são?!

– Devem ser mais de sete horas.

– Merda, a minha tia vai me matar – exclamo entrando em desespero – Eu tenho que ir.

Saio do abraço do Deadpool – contra a minha vontade – e busco o meu traje.

Pego a calça e a coloco, que gruda no meio da perna e não quer subir. Ótimo, só para piorar meu desespero.

– Quer que eu te ajude? – indaga Deadpool de um jeito cafajeste.

– N-Não.

Viro-me para seu lado oposto e coloco a calça, depois me agacho para pegar a blusa.

– Ah como eu amo essa bunda – suspira Deadpool fitando-me com malícia.

Termino de me trocar indo em direção à janela.

– Você esqueceu-se de uma coisa, vem cá. – Deadpool me chama sentando no chão.

Ando até ele que me puxa pela mão beijando-me, eu praticamente caio em seu colo, que ele encaixa-me entre suas pernas. Deadpool aperta minha cintura mordiscando meu lábio inferior, dou vários selinhos nele que aos poucos vou levantando-me.

– Agora sim – fala Deadpool sorrindo largamente – A gente se vê amanha?

– Claro.

Dito isso pulo a janela a vou correndo para minha casa.

Ao chegar a mesa do jantar já estava pronta e minha tia estava me esperando com um olhar de poucos amigos.

– Desculpa. – Somente digo com um frio na espinha.

– Tudo bem. Achou a pessoa?

– Sim.

– E valeu a pena?

– Muito – olho para May que sorria contente – Obrigado tia.

– Apenas quero que você seja feliz querido, só isso.

Dou um pequeno sorriso e encho meu prato de comida, encerrando a conversa.

oOo

Fico um pouco feliz que essa chuva finalmente tenha acabado, odiaria ver essas rosas que acabei de comprar murcharem.

Cada vez que chegava a meu objetivo meu coração se apertava e parecia que não conseguia respirar. Quando cheguei senti vontade chorar, a lápide da Gwen, sempre que olho para essas datas acho injusto ela ter morrido tão jovem.

Lentamente deposito as rosas sobre a terra, onde se podiam ver pequenas gramas nascendo, triste na verdade.

Meus olhos já estavam se enchendo de lagrimas quando alguém tocou meu ombro e me acalmou.

– Petey, você tá legal? – Wade pergunta, preocupado.

– Sim – eu seguro em sua mão e me levanto sorrindo para ele.

– Sério?

– Sim.

– Você já quer ir embora?

– Quero. – Deadpool segura mais forte em minha mão e começamos a andar. No meio do caminho olho para trás. – Tchau Gwen. – Eu nunca vou esquecê-la admito, mais finalmente estou amando de novo.

Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!