Scarlet Dynasty - Klaroline

20 We're Burning Slowly


Notas iniciais
IMPORTANTE Tentei trazer um capítulo menor como sugestão do próprio site. É recomendado que os capítulos tenham no máximo 4 mil palavras para não enfadar o leitor. Eu, que adoro um capítulo de 10 mil palavras pra cima, ignorei totalmente a recomendação do site até agora. Mas, para postar com mais frequência, tentarei ao máximo trazer capítulos menos densos. Isso não quer dizer que serão curtos hahaha, apenas que estarão um pouco fora dos meus padrões. Para vocês terem uma ideia, esse capítulo de hoje teria 16 mil palavras e não “””somente””” 9 mil hahaha, que ainda é mais que o dobro do máximo recomendado. Moral da história, não se assustem ao virem os capítulos diminuírem um pouco. E não se preocupem, não farei cortes e nem enxugadas na história apenas para cumprir padrões. Só irei dividir os capítulos para publicar mais espaçadamente. Então, nos próximos dias, a outra parte deve estar disponível para vocês. Espero que gostem desse também. Qualquer dúvida, estou apenas a uma mensagem de distância. Boa leitura!

Caroline

Esther me olhava como se eu fosse louca. Me metendo nessa família do jeito que eu estava, a loucura era a única explicação. Rebeka me encarava preocupada, mas havia um certo brilho esperançoso em seus olhos azuis. Às vezes ela parecia uma moleca planejando artimanhas.

— Você quer minha ajuda, não? Não podemos fazer nada com o Klaus preso em outro buraco.

— Caroline, tirá-lo de lá vai ser mais complicado do que parece. Se fosse um feitiço apenas simples, não seria capaz de prender um Original numa cidade inteira.

— Não sou estúpida. Eu sei que tudo tem o seu preço. E ele sair de lá também terá. Mas, que escolha você tem a não ser testar a sorte? Em breve seu marido vai estar na soleira dessa porta pronto para te matar também. Melhor você e Klaus se juntarem e acabarem com ele de uma vez. E não existe mais nada que possa fazer você ganhar a confiança de Klaus a não ser libertá-lo.

— Ah, meu irmão vai adorar te ver, mãe — Rebeka começou a rir sozinha — Pena que não vou estar lá para presenciar o fatídico e emocionante encontro. Talvez ele te mate de vez — A esperança era visível no tom da caçula. Eu revirei os olhos e inspirei fundo. Nem Freud seria capaz de entender essa família.

— Esse é seu maior desejo, não? — Esther tentava manter a classe.

— Maior eu não diria, mas top 5 com certeza.

Seriously, chega. Temos problemas maiores. Depois vocês façam terapia familiar, please. Vão precisar — Sorri abertamente para a querida Esther — E Você, Original Mother, comece a trabalhar na sua feitiçaria da pesada para conseguir o que precisamos: Klaus aqui derrotando todo o quartel general de assassinos que ele trouxe do além. Quando você conseguir isso, eu verei em como posso ser útil para você — Olhando para Rebeka, terminei — Preciso ir embora. Acho que meu dever aqui já foi cumprido. Katherine não vai colocar os pés em Mystic Falls tão cedo.

— Mas, você não pode simplesmente sair pela porta da frente, não é.

— Quer que eu saia por onde, então? — Falei com sarcasmo.

— Não seja idiota, estou falando de você sair sozinha.

— Não tem como eu contratar um segurança particular, Rebeka. E para as circunstâncias atuais, eu precisaria de um baita segurança, com poderes dos Deuses da Grécia — Ela revirou os olhos.

— Ou talvez você só precise de um Original com você — Ela fez cara de sapeca.

Seriously, Rebeka. Te conheço bem o suficiente pra saber que a última coisa que você quer fazer é bancar a minha babá. Qual seu interesse por trás desse ato de bondade? Não precisa fazer amizade comigo pra chegar no Matt — Seus olhos azuis atingiram tons de frieza, mas ela contornou o assunto.

— Verdade, não quero. Mas, vai ser interessante enfrentar o crime ao lado de alguém que gosta de uma confusão. Essa cidade já estava chata demais para o meu gosto. Nunca ficamos tanto tempo assim na paz. Meus irmãos e eu sempre temos algum entretenimento aonde vamos — Revirei os olhos.

— Na paz? Você chama de paz o que tem acontecido aqui nos últimos meses? Especialmente se tratando da chegada da sua preciosa e famigerada família. Vocês foram os causadores de todo esse suposto entretenimento — Olhei de esguelha para Esther — E quem disse que eu gosto de confusão? — Falei indignada — Além do mais, Kol vai ser perfeito para isso.

— Não sei onde ele está — Ela cruzou os braços emburrada.

— Mas, daqui a pouco esse lunático dá as caras.

— Até parece que você não adorou o que fizemos com a vadia Petrova agora pouco. Eu estou ansiosa para enfrentar o meu ex no mesmo estilo.

— Ex? Do que você tá falando?

— Fraternidade The Five, não lembra? Eu era noiva de Alexander, o líder, mas Nik matou ele quando soube que ele não estava interessado em mim, mas sim nos nossos segredos. Alexander era um caçador de vampiros de elite. Seu ideal era erradicar os vampiros da face da Terra. Nada mal começar pelos Originais, certo? Nos matando ele estaria eliminando todos os vampiros que existem. Mais cedo ou mais tarde ele vai me enfrentar de novo. Ele fez isso semanas atrás.

— Nossa…- Qual parte era a pior eu não saberia dizer. Klaus matando os namorados da Rebeka ou o noivo querendo extirpar a família inteira.

— Então, já que não tenho mais nada para fazer, vou caçar uns inimigos. O que acha? Vou me promover a guardiã oficial de Mystic Falls — Coitados de nós, prensei olhando pra ela com choque visível. Rebeka sorriu abertamente, como se estivesse sugerindo algo banal.

— Eu vou primeiro tirar minha mãe daqui. Você pode me ajudar nisso, se quiser.

— Vai leva-la pra onde? — Rebeka falava verdadeiramente preocupada

— Não sei. Mas, talvez essa seja a nossa chance de dar um passeio fora de Mystic Falls.

— Tem a nossa casa de campo, onde estava Elena. Fica bem longe do centro da cidade — Ponderei alguns segundos. Isso era mesmo uma boa ideia? O desespero me venceu.

— Eu aceito, se eu conseguir convencê-la. Quase impossível fazê-la concordar comigo.

— Só precisamos desmaiá-la.

— Você não vai nocautear a minha mãe, Rebeka — Falei apontando o indicador pra ela.

— Só um pouco de clorofórmio já está bom, querida. Regra número 1 de ser um sequestrador, já que não podemos quebrar o pescoço de humanos.

— Argh, Seriously? Por que eu ainda te escuto — Falei dando as costas a ela. Esther apenas disse:

— Já que está tudo decidido, vou me preparar para sair — Ela se aproximou da filha — Espero que na próxima vez que nos virmos seja em circunstâncias melhores. Quem sabe você já tenha me perdoado.

— Vai sonhando, querida mãe. Podemos ir logo? — Rebeka olhou pra mim indicando o corredor.

— Só um minuto. Preciso falar com ela — acenei em direção a Esther. Rebeka levantou as sobrancelhas em surpresa, mas não me indagou. Agradeci mentalmente, pois nem eu era capaz de explicar minhas impulsividades.

— Te encontro na entrada, então, Caroline — Rebeka saiu da sala a passos firmes sem olhar para a cara da mãe.

Olhei para Esther, que mantinha um semblante anuviado, quase desgostoso. Seria possível que ela realmente se incomodasse com o desprezo dos filhos? Quando encontrou meu olhar, ela apenas sorriu sem humor e adentrou pelos corredores. Eu a segui imediatamente. Por algum motivo, eu precisava saber mais do que estava me mostrando. Talvez a curiosidade de saber detalhes ocultos de Klaus, detalhes aqueles que só a mãe sabe, era o que me guiava até ela como um ímã. Através de outras pessoas queria conhecer mais do interior de Klaus. Ele era como uma cebola, que precisava ficar descascando camada por camada até chegar no núcleo. Mas, eu era muito impaciente pra esperar. Mesmo na ausência dele, eu queria me conectar com ele de alguma forma. Conversar sobre ele diretamente com Rebeka era algo que eu precisava ainda digerir bem e me preparar psicologicamente para o embate com a irmã geniosa e ciumenta. Mas, a mãe parecia bem suscetível ao nosso surpreendente entrosamento, se é que posso chamar assim.

Esther entrou em um dos quartos no segundo andar. Ela me olhou com educada curiosidade.

— Alguma coisa te aflige, Caroline? Da para sentir a quilômetros a sua ansiedade.

— Só quero saber se não está jogando conosco. Se você trair Klaus de novo, a vingança dele vai ser pior que da outra vez. Não quero fazer parte dos seus jogos — comecei pela tangente, desviando um pouco dos meus reais interesses.

— O que sabe da outra vez?

— Que você falhou na sua missão tosca de eliminar a sua família inteira. Que eu me lembre, Alaric te matou.

— Sabe, eu quase realizei o meu feito graças a você. Você quase me ajudou a matar meus filhos.

— Como disse? — Me aproximei dela com a pele do meu rosto formigando.

— Lembra do baile dos anos 20?

— Aquele tal em que você tentou matar seus filhos? Claro que lembro. Muito maternal, a propósito — Sorri com cinismo.

— Naquele dia, Caroline, Niklaus só foi até à festa porque eu disse que você estaria lá. Antes disso, ele simplesmente havia ignorado o meu pedido.

— Nem amigos nós éramos naquela época, por que ele iria?

— Não se faça de boba, minha querida. Você sabe muito bem que meu filho já estava atrás de você. E eu não sou idiota. Já tinha notado o interesse dele.

— Você usou o meu nome para atraí-lo para a morte?

— Eu usaria todas as cartas necessárias para cumprir meus objetivos. E nesse caso, nem precisei me esforçar muito para fazê-lo ir. Foi apenas preciso dizer que você iria também — A repulsa que eu sentia por essa mulher só aumentava — Sem perder tempo com cinismo, a verdade é essa, usei isso ao meu favor, só isso. Eu precisava dele naquele baile a qualquer custo. Precisava dele preso para matá-lo de vez. Eu usaria qualquer artifício para isso. Se eu tivesse sido bem sucedida, indiretamente você teria contribuído para a morte dele — Ela terminou sorrindo amigavelmente — Então, é um tanto irônico como você diz que não quer fazer parte de nenhum complô contra ele, mas já fez.

— Eu não sabia de nada. E depois eu descobri que não adiantaria matá-lo. Eu teria morrido no processo. Assim como alguns amigos meus.

— Ócios do ofício. Vale a pena sacrificar alguns para salvar a maioria. Atitudes pelo bem maior. Vocês teriam morrido, mas teriam salvado a humanidade da praga que são meus filhos — Ela pegou algumas coisas da gaveta e jogou na mala — De qualquer forma, acho tudo muito impressionate. Só com a menção do seu nome Niklaus sai correndo sem olhar para trás. Ele nem cogitou que eu estivesse planejando contra ele só porque se distraiu dançando com você. Tão preso naquela bolha, foi fácil pegá-lo de surpresa.

Eu lembrava de cada detalhe daquele dia. Da nossa dança passivo-agressiva. Por que você sempre precisa mostrar que é o macho alfa? Eu disse. E Principalmente lembrava das suas palavras icônicas, que me impactaram e me causavam arrepio na espinha até hoje…”Talvez em um dia, em um ano ou mesmo em um século você apareça na minha porta e me deixe te mostrar o que o mundo tem a oferecer”. Quanto mais tempo eu passava com ele, mais isso fazia sentido para mim, mais eu queria conhecer esse mundo…

Esther arrumou seus pertences do além, com uma calma irritante demais para o meu gosto enquanto eu viajava no tempo, me desligando dela por alguns segundos.

— Sabe, seria bem mais fácil se você viesse comigo — Sua voz estridente e chata me assustou me trazendo de volta ao presente.

— Não posso simplesmente abandonar minha família numa missão suicida — Esther levantou as sobrancelhas com indagação — Já entendi que você quer que eu coopere para fazer Klaus confiar em você, mas nao sei nem se devo confiar em você em primeiro lugar.

— Verdade. Não tem nada que te faça confiar em mim. Mas, sabe aquela história de inimigo do meu amigo é meu inimigo também? É o que temos para agora.

— Mas, ainda não sei exatamente o que você espera de mim. Só fica repetindo que quer a me ajuda, mas simplesmente não vejo como me encaixo nisso.

— Niklaus te ouve, confia no seu julgamento. No momento, é a opção mais viável que eu tenho de convencê-lo a me dar a estaca — Revirei os olhos, a maldita da estaca de novo.

— Se isso fosse verdade, muita coisa que aconteceu teria sido diferente — Falei mais para mim mesma do que para ela. Esther fechou a mala e me olhou cruzando os braços, parecia me analisar. Isso me incomodava ao extremo

— Você realmente não entende o impacto que tem sobre Niklaus ou só está sendo dissimulada?

— Não sei como vim parar tão dentro das tretas da sua família. Eu não tenho essa influência toda que você acha. Com todos os seus recursos, pode conseguir estratégia melhor — Bufei cruzando os braços.

— No fundo você sabe que eu tenho razão. Claro que eu observava atentamente todos os passos dos meus filhos, além de conhecê-los muito bem. Desde aquele período em que voltei, eu já havia notado a forte inclinação de Niklaus pela vampira recém criada. Mas, no dia do baile, isso apenas se confirmou para mim. Meu filho dificilmente aceita sugestões ou conselhos dos próprios irmãos, muito menos de estranhos. E com você ele era suscetível demais. Então, Caroline, você subestima muito o poder que tem sobre ele, se estiver sendo sincera. E é esse poder que você deve usar para conseguir a estaca pra mim — Era fácil perceber a origem das tramoias dessa família. Vinha do berço. Esther era igual ou pior que os filhos. Mas, essa observação dela sobre mim era detalhada demais para meu gosto, praticamente confirmava que nos vigiou esse tempo todo.

— Por que você simplesmente não deixa Klaus matar o pai sem precisar interferir? Vai ser mais fácil pra todo mundo — Falei com falsa animação, tentando desviar o foco de volta para os problemas familiares.

— Niklaus parece um assassino frio, e às vezes ele é mesmo, mas quando se trata de algumas pessoas, a morte é traumatizante pra ele. Pode parecer um absurdo, mas ele não ficaria totalmente em paz sendo o assassino do pai adotivo, por pior que Mikael fosse. Estou aqui para garantir que parte dos demônios interiores do meu filho parem de persegui-lo de uma vez por todas. O assassinato de Mikael vai assombrar Niklaus por toda a eternidade. Vai se sentir orgulhoso em alguns momentos, mas um lixo, uma escória em outros. Ele não prendeu o pai ao invés de matar por acaso. — Essa declaração me pegou totalmente de surpresa. Ela realmente estava tentando protegê-lo das suas próprias atitudes impensadas? Klaus nunca foi de medir as consequências dos seus atos, isso era óbvio. O Outro Lado destruído estava aí para provar. Mas, se colocar na frente das balas e se sacrificar por alguém que até recentemente ela tinha tentado matar era uma mudança extrema demais para ser engolida facilmente.

— Mas, há alguns meses, Klaus matou o pai, sem nenhum arrependimento. Você realmente acredita que ele não apreciou isso? — Me aproximei dela, explanando a falta de lógica no seu argumento.

— Eu não disse que ele não era capaz de matar um familiar. Eu disse que isso vai afetá-lo pra sempre. Me diga, Caroline, você realmente viu felicidade no comportamento de Niklaus após aquele dia?

— Não passei muito tempo com seu filho naquela época para saber disso ou não — Olhei em volta, tentando não encará-la.

— Mas, e hoje, o que você vê? Consegue ver meus filhos tendo uma vida relativamente saudável em torno um do outro? — Era uma pergunta retórica, claro. Todos sabiam da relação conturbada daquela família. Com a minha falta de resposta, ela continuou — É isso que quero dizer. Quero quebrar esse ciclo de terror, tirar um pouco do peso das costas já bem pesadas dos meus filhos. E, sejamos sinceros, quanto mais cedo Niklaus puder se livrar dos seus demônios interiores, mais vidas nós poderemos poupar. Não é só por ele que faço isso, mas por um bem maior. Niklaus em paz vai representar um alívio para muitas pessoas, sobretudo para os irmãos.

— Vai demorar muito para chegar nesse ponto. E Ainda que você consiga livra-lo de tormentas futuras, os mil anos de inferno em que ele ficou sempre vão assombrá-lo. Está disposta a arriscar, a ficar sentada esperando o milagre acontecer?

— Não vou ficar sentada. Vou trabalhar forte para que o melhor aconteça. Você não acha que seria um desperdício e até uma pena meus filhos terem vivido mil anos e nunca terem nem uma sombra de felicidade? Ao menos os próximos mil anos deveriam ser diferentes, se chegarem a tê-los. Se Niklaus continuar atormentado, ele não vai parar de atormentar os outros. E se quando chegar o momento de ele se livrar de vez de todo o ódio que o consome e mesmo assim escolher viver de forma miserável, será problema dele. Teremos feito o possível para ele ter paz. Não vai poder acusar os irmãos de abandono e de traição e nem mesmo ter mais poder de azucrina-los com isso como ele tem feito. Não vai mais poder sugar as energias deles e manipula-los. Eles estarão livres de vez, de consciência limpa. E poderão escolher livremente seus caminhos sem as chantagens de Niklaus — Ela esperou eu me manifestar, mas só o que eu fazia era raciocinar pesarosamente sobre suas palavras. Era uma aposta longa e arriscada, mas ela parecia desesperada, tal como Elijah, se agarrando às ínfimas possibilidades de redenção e de paz — E você, Caroline, se não for me ajudar por seus sentimentos por Niklaus, que ao menos seja pelo bom senso. Os moradores de New Orleans, de Mystic Falls e de qualquer outro próximo buraco em que Niklaus vai cismar de se intrometer irão agradecer bastante.

— E se esse seu planinho não der certo, vai fazer o que? Você está jogando com muitas variáveis. Se tratando dos seus filhos, tem muitas chances de dar errado. Cada hora eles inventam uma forma nova de serem infelizes.

— Niklaus nunca estará totalmente satisfeito com nada. Ele logo vai se entediar, se cansar de New Orleans e buscar novos horizontes para infernizar. O que eu quero é acabar com esse ciclo de tragédia. Ou isso, ou eu o mato de vez, sem erros. Confesso que a primeira opção é mais demorada. Mas, vou ser paciente, dar tempo ao tempo.

— Você enlouqueceu? Não vai ter meu apoio para matar Klaus. Se eu perceber que essa é a sua verdadeira intenção, eu reúno seus filhos contra você. Se acha que eu tenho toda essa influência, basta eu dar um empurrãozinho e Klaus arranca a sua cabeça. Eu sou uma boa vampira, não mato ou mando matar de graça. Mas, se precisar, posso abrir exceções.

— Eu sei, minha querida. Isso já está bem claro pra mim.

— Mas, com Klaus em outra cidade, o natural é que Mikael deixe Mystic Falls em breve e vá atrás dele, não? Mais um motivo para você ir até New Orleans, já que você quer matar o seu ex — A ideia de não ter Klaus de volta me atormentava mais do que eu podia admitir. Era o principal motivo de eu estar rondando Esther para saber suas verdadeiras motivações. Não se tratava apenas de querer que ele controlasse a merda que fez, de um motivo nobre. Eu queria que ela fizesse o trabalho direito e trouxesse Klaus para Mystic Falls, para me perseguir de novo, trazendo de volta às origens o Status Quo. Essa cidade sem ele me rodeando que nem gavião seria entediante demais.

— É isso o que você espera, que sua cidadezinha se livre de um grande mal às custas da desgraça de outras pessoas, como Niklaus e os cidadãos de New Orleans? A boa vampira que permite mortes quando necessário.

— Não foi isso o que eu disse. Não sou um monstro. Não quero salvar a minha cidade em detrimento de outras. Muito menos quero a morte de pessoas inocentes. Não seria nada necessário.

— Nem mesmo deseja a morte para Niklaus,depois de tudo o que ele fez às suas pessoas queridas? — Fiquei calada. Eu deveria querer que ele se ferrasse. Mas, não. Eu queria protegê-lo. Talvez até protegê-lo de si mesmo. Não tinha resposta para isso. Ela simplesmente não parava de me analisar. Que mulher irritante.

— Você me entendeu bem. Se Klaus não está mais aqui, o que está segurando Mikael?

— A estaca está em Mystic Falls, Caroline. Sem ela, Mikael não pode matar Niklaus — Ela respondeu quase que sem paciência para a minha lerdeza no raciocínio.

— Então, nosso trabalho aqui é segurar o seu marido o máximo possível para ele não consegui-la, pelo menos até Klaus voltar.

— Por isso Rebeka nem Kol devem em hipótese alguma deixar a cidade. A ausência de Elijah já representa um desfalque muito grande. Meu filho mais velho mantém um certo equilíbrio na casa. Mas, nenhum deles sabe onde Niklaus escondeu a arma, pelo menos é o que eles dizem. E duvido mesmo que ele diga aos irmãos, com medo de ser traído. Aposto que ele está esperando impacientemente poder sair de New Orleans para colocar as mãos na estaca de novo e escondê-la em outro lugar bem longe do pai. A Estaca só verá a luz do dia quando Niklaus decidir matar Mikael ou quando cismar com a cara dos irmãos e resolver ameaçar um deles. Mas, eu não quero que isso aconteça.

— Como você pretende eliminar Mikael, então? Se está pretendendo tomar o lugar no assassinato é por que está se garantindo em algo.

— Irei aprimorar o potencial da Estaca, até mesmo tentarei fabricar outras com poder semelhante através do seu molde original. Não existem mais as árvores de Carvalho Branco, não que eu saiba. Mas, o que mais aprendi sobre magia é que sempre existe uma brecha. Quem sabe seja possível outra pessoa no lugar de Niklaus acabar com Mikael? Além disso, entendo sua hesitação em não causar mal a Niklaus, nem mesmo em se vingar. Nossos sentimentos tendem a anuviar nosso julgamento.

— Você está delirando. Desde o começo. Só porque seu filho demonstrou um mísero interesse em mim não significa que eu retribua. Acho que nas várias vezes em que você ficou de butuca xeretando o que não deve, você percebeu minha aversão às atitudes do seu queridinho.

— Por que você ainda está aqui, Caroline? Por que está tendo essa conversa comigo? Ou por que se meteu no assunto dele com Katerina Petrova? — Ela olhou em volta chegando a sua conclusão óbvia — Você se importa com ele mais do que acredita que deveria, mas as coisas são assim e pronto. Você foge, mas seu seu caminho é sempre desviado na direção de Niklaus. É como o destino. Eu posso afirmar, pois já vi muita coisa. Só espero que seja um destino virtuoso, não sanguinário — a Olhei incrédula. Era absurdo o nível de delírio dessa família. Ela soava como as loucuras de Elijah.

— Klaus está preso na droga de outra cidade em parte por culpa minha. Eu só queria compensar o favor, demonstrar mais gratidão.

— Minha querida, não tente me enganar. Pelo menos retribua na mesma moeda a sinceridade que estou tendo com você. Na verdade, prefiro acreditar que você só não quer se abrir comigo ou está fugindo desesperadamente de você mesma, não te culpo. Mas, não acredito nem por um momento no que você diz — Eu olhava pra ela abismada. Essa louca era abusada demais. Minha vontade era de tacar um troço na cara dela para calar a boca de vez — Assim como alguns de nós, você tem esperança que ele tenha um futuro promissor. Não se sinta culpada por isso. Niklaus tem esse poder sobre nós, especialmente sobre aqueles que adoram um cão ferido, um caso perdido. Mas, ele nunca será capaz de seguir em frente sem obter alguns fechamentos importantes com o passado. O principal deles é Mikael. A raiz dessa ferida é tão profunda que ele carrega esse fardo há mil anos. Então, eu quero garantir a ele e aos meus outros filhos que essa história acabe de uma vez por todas e para isso eu preciso que ele me entregue a estaca — E voltamos à merda da estaca. Era um disco arranhado sem fim — Ele não vai cooperar comigo em hipótese alguma, por isso Niklaus precisa ouvir alguém em quem ele confia. Como você já deve ter notado, ele não escuta nada do que os irmãos falam, muito menos a mim. Ele precisa de alguém fora do seu círculo de traições e de traumas para guia-lo rumo a novos horizontes. E não veja isso como fardo. Veja como uma jornada que foge ao tédio que uma vida pacata em Mystic Falls te proporcionaria — Como ela tinha audácia de falar isso? Mas, só o que soava na minha mente era “Garoto de cidade pequena, vida de cidade pequena. Isso não será o suficiente para você”. Mais outras das palavras icônicas de Klaus para mim naquele dia no baile.

— E por que somente agora voce estaria tão interessada em ver seus filhos felizes? Parece repentino. New flesh, original mother, você está atrasada mil anos. Deixou seus filhos chegarem num nível que talvez não tenha retorno.

— Eu estava morta, dentro de um caixão que Niklaus carregou por dez séculos. E todo mundo comete erros… Já tenho uma lista enorme para me redimir. Em algum momento recente eu fui uma bruxa traidora, que queria matar os próprios filhos, mas eu não fui apenas isso. Nossa trajetória vai muito além da minha fase obscura. Eu também fui a mãe deles, que sofreu ao dar à luz numa era onde nem havia medicina, nem a magia era capaz de aliviar a dor. Num período onde as mulheres eram subjugadas e desvalorizadas, tendo como única função as tarefas do lar. Devendo apenas a obrigação de parideiras e de esposas submissas. Mas, apesar de tudo, vê-los crescer foi a coisa mais incrível que já me aconteceu. Nunca vou esquecer, não importa quantas vidas se passem. E analisando em retrospecto, não faz mais sentido ficar repetindo os erros, pois nenhum deles trouxe a paz que eu esperava para os meus filhos. Isso significa que é hora de mudar o rumo das ações para mudar os resultados. *Loucura é sempre fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes*. Por isso, o plano A não é matar Niklaus, mas sim fazê-lo se redimir pelos seus pecados.

— Se você cumprir a sua parte, Esther, eu vou cooperar para conseguir a estaca para você. Apenas no caso de você realmente estar buscando a redenção para os seus filhos, sem armações para matar Klaus. Você deve defendê-los de todas as ameaças que surgirem, sem truques, sem traições. Vai estar com eles por todo o caminho a partir de agora, por mais longo e tortuoso que seja. Senão, eu serei a primeira a mandar Klaus te matar — Ela sorriu amorosamente. Quem não a conhecesse, tomaria esse sorriso como se fosse da pessoa mais doce e gentil do mundo — E, principalmente, só te ajudarei se fizer Klaus retornar em breve são e salvo para Mystic Falls.

— Para alguém que o queria bem longe daqui, é um grande avanço saber que você está se esforçando para trazê-lo de volta.

— Querendo ele aqui ou não, é obrigação dele nos ajudar. Mystic Falls está à beira do colapso por causa dele.

— Eu já sei disso, Caroline. O que estou dizendo é que é uma situação perfeita que mescla o útil com o agradável. Agora devo me apressar. Tenho um dia cheio pela frente. Nos vemos em breve — E dando mais um dos seus sorrisos odiosos, Esther saiu do quarto me deixando sozinha olhando para a parede que nem uma idiota.

Saí do quarto gritando pelo nome de Rebeka. Ela não respondia. Se não aparecesse, eu teria que buscar minha mãe sozinha. Não ficaria esperando pela boa vontade da vaca Original. Para o meu agrado, ela apareceu na sala sorrindo com petulância enquanto batia os saltos no assoalho de madeira escura.

— Eu não mandei você me encontrar na porta?

— Me distraí.

— Uma conversa com a minha mãe é quase a morte. Entendo. Onde será nossa próxima aventura?

— Como já disse, levar minha mãe para a sua casa do lago. Onde é mesmo?

— Lake Barcroft. Também tem uma pessoa que eu gostaria de levar pra lá. Vou mandar Kol nos ajudar. Não está fazendo nada, aquele emprestáveil filho de uma onça. Só tenho que achá-lo primeiro — Ela falou enquanto sacava o celular do bolso da calça jeans cinza.

— Quem você quer levar, Matt?

— Lógico. Quem mais seria nessa miséria de cidade? O resto pode afundar com ela.

— Até mesmo Stefan? — Dei um olhar sugestivo

— Ele é doido para me destruir, aquele rippah traidor. Se não tem a ver com a Doppelganger, ele não se importa.

— Stefan não é assim. E Klaus se importa com ele, mesmo do seu jeito estranho.

— Não se engane, Caroline. Meu Nik arrancaria a cabeça de Stefan sem piscar. Além disso, pensei que a ideia era levar só os humanos, não? Os sobrenaturais que se virem. Eles já devem ter notado a merda que está rolando.

— Eu contei a Damon — Eu disse enquanto cruzava o corredor principal junto de Rebeka — Mesmo que você não se preocupe com eles, eu vou ao menos oferecer o abrigo para meus amigos, se você não se importar — Olhei de esguelha pra ela.

— Me importo, mas fazer o que — Ela sorriu debochada enquanto abria a porta da frente.

— Ótimo. Então, eu busco minha mãe. Você, o Matt. Nos encontramos na saída da cidade.

— Devemos permanecer juntas. Vai ser melhor

— Por que você insiste em me seguir? E vai ser mais rápido e seguro se apenas nos encontrarmos no caminho.

— Como você é teimosa. Por isso que se ferra. Mas, que assim seja, então.

Seriously? Só acho mais prático desse jeito — Rebeka revirou os olhos, mas não argumentou mais. Fui em direção ao meu carro enquanto ela entrava no dela. De lá, falou:

— Não esqueça, Lake Barcroft. Me encontre no cruzamento da estrada S. Washington com a E. Broad. Me avisa quando estiver indo pra lá. Tudo bem? Se notar qualquer movimento estranho, deve me chamar imediatamente — Acenei positivamente e entrei no meu carro. Contagem regressiva a partir de agora. Se o universo cooperasse dessa vez, estaríamos são e salvos no meio do mato em breve.

Saí daquela mansão em pavorosa. A adrenalina correndo solta pelo meu sangue com a expectativa de meu plano infantil dar certo. Se funcionasse, Klaus poderia estar de volta logo. E eu teria que enfrentar o demônio e os meus demônios internos. Sorri com essa perspectiva, estaria saindo totalmente da minha zona de conforto. Talvez fosse disso que eu precisasse, mesmo, no fim das contas. E eu queria isso. Eu gostava de desafios, de projetos que explorassem meu potencial. Klaus era o meio perfeito para isso. Pensei nas palavras de Esther, um projeto que me tiraria do tédio e me levaria à glória… Sacudi a cabeça. Minha ambição ainda me colocaria em encrenca.

Pensando nos meus amigos, resolvi ligar para Stefan. Vi que ele já tinha me ligado várias vezes e eu não percebi. Se aquelas antas fossem espertas e menos orgulhosas, aceitariam a oferta. Aceitar a mão ajudante dos Originais era sempre motivo para desconfiança. Mas, na atual conjuntura, o cardápio não estava com múltiplas ofertas.

— Caroline — Stefan atendeu bem rápido — Pode me explicar o que Damon insiste em me dizer? — Ele nem me deixou dar uma olá primeiro.

— Não viu nenhum morto vivo ainda?

— Lexi está aqui bem do meu lado.

— Pelo menos foi só ela. Damon está aí com você?

— Não. Ele saiu apressado, não me explicou nada direito. Acha que foi algo errado com o feitiço de Qetsiyah porque Elena acordou?

— Não foi — respondi resignada.

— Como tem certeza?

— Não posso dar detalhes agora. Mas, só acho que devemos meter o pé daqui por enquanto. Você está convidado a tirar umas férias na caso do lago dos Originais. O que acha? — Usei tom zombateiro para a amenizar a situação.

— Fugir? Para a casa daqueles psicopatas? Duas ideias completamente fora de cogitação.

— Me dê outra alternativa razoável. Aceito de bom grado — Ele hesitou antes de responder.

— Os outros não vão gostar.

— Não temos escolha. Eu vou tirar a minha mãe. Vou levá-la até lá. Mesmo que pareça absurdo para vocês.

— E desde quando você foge dos problemas? Há muito tempo que você deixou de ser uma covarde.

— Eu nunca fui uma cobarde. E faço pela minha mãe, já disse. Ela é a minha prioridade. O meu tá na reta e o dela vai ficar de novo por causa de mim. Um tiro no ombro foi um aviso. E você sabe que eu não aceitaria nada daquela família se não fosse por extremo desespero — Ele inspirou fundo.

— Não vá sozinha com esses doidos, ainda mais com Klaus por perto. Apesar de que você tem Klaus em seus dedos, sabe disso. Até hoje não descobri se isso é bom ou ruim — Ele deu uma risadinha abafada. Revirei os olhos, mas não retruque — Lexi vai com você enquanto eu falo com os outros — Eu quis dizer que encontraria Rebeka no caminho, mas Elena chegou gritando do outro lado — Lexi te encontra na sua casa daqui a pouco. Já te ligo — Antes de eu responder, a voz dele sumiu. Como eu explicaria a ausência de Klaus? Talvez eles ficassem tão surtados de alegria que nem questionariam muito. Mas, mesmo assim causaria estranheza. Eu suspirei pesada e preocupadamente. O que estaria acontecendo lá? Dividida entre mudar o caminho para a casa dos Salvatore e acabar logo com isso deslocando minha mãe, apenas decidi ir para a minha casa, acelerando mais meu carro. Os minutos dirigindo foram uma tortura. Sempre com um olho na estrada e outro no retrovisor, alerta ao sinal de qualquer ameaça. Mas, o caminho foi livre e pacato como sempre em Mystic Falls.

Ao chegar lá, encontrei Damon na sala conversando com a minha mãe, os dois sentados no sofá. Franzi a cara em desgosto. Nunca seria capaz de suportar Damon completamente. Mas, pelo menos ele havia feito o que eu mandei.

— Ah, finalmente voltou. Não precisava desse desespero de mandar Damon pra cá pra me vigiar, Caroline. Não vou mais a lugar nenhum.

— Quando eu saí daqui, você disse que iria trabalhar.

— Eu ia. Mas, ele não deixou.

— Na verdade, eu te encontrei no caminho, tá esquecendo, Liz? Ela saiu, sim. Tava dirigindo meio doida — Damon apontou pra minha mãe acusadoramente. Olhei aterrorizada pra ela.

— Só estava fazendo o que você me mandou, ora, ir para a casa dos Salvatore.

— E não foram por quê?

— Estávamos mais perto daqui do que de lá. Mas, tá tudo bem, Caroline. Eu preferi voltar para a minha casa do que ser um incômodo para os outros. Com Damon aqui, não tinha problema, certo? — Ela se enrolava cada vez mais nas justificativas. Algo não fazia sentido, meus instintos me diziam.

— Não nos incomoda, você sabe, Liz. Temos espaço de sobra — O babaca mais velho falou.

— Mesmo assim. Nada é melhor que o nosso espaço — Notei certo nervosismo na sua voz. Ela até tentava, mas não era uma boa mentirosa. Eu fui criada por uma detetive, que estava sempre de olho nos furos que outros não percebiam. Mas, isso ficaria para depois.

— Pegue uma bolsa e coloque algumas coisas básicas. Vamos tirar umas férias.

— Como disse, Barbie? — Damon me olhava surpreso. Ele se levantou me seguindo.

— Tá surdo? Foi o que você entendeu. Seu irmão e companhia vão comigo, ele já sabe.

— E para aonde exatamente estamos indo que não fomos consultados? Stefan sempre faz o que você pede, né. Impressionante — Menos quando interferia nos planos de Elena, pensei. Ela estava sempre em primeiro lugar. Mas, não falei nada. Não começaria uma briga com ele agora sobre esse assunto.

— Para a casa de lago dos Mikaelson. Longe e desconhecida. Esconderijo ideal para as atuais circunstâncias.

— Você perdeu o juízo de vez, Blonde? Ou Klaus já te convenceu a virar a Dona Conde Drácula para você estar tão à vontade assim? — Senti o olhar da minha mãe me queimando.

— Se quiser, você pode ficar aqui e brincar à vontade de pique esconde com os seus inimigos. Eu não me importo.

— Caroline, você está sendo irracional — Minha mãe usou seu típico tom calmo e de descrédito em mim enquanto se aproximava.

Seriously? Você pode morrer. Não entendeu isso?

Blonde, aqui nessa cidade nós sempre podemos morrer. Não precisa de escândalo por isso. Mas, por que estamos nessa situação em primeiro lugar? Não estou entendendo é nada. Liz falou que só você poderia responder isso. Estou morrendo de curiosidade como que a resposta das nossas preces recai sobre você — Olhei para a minha mãe em reprovação.

A última coisa de que eu precisava no momento era dos discursos maldosos dos meus amigos. Muito menos dessa praga do Damon. Seria um prato cheio para eles saberem que Klaus destruiu o Outro Lado apenas para me trazer de volta. Mesmo sabendo que a verdade viria à tona mais cedo ou mais tarde, eu escolhia o mais tarde. Esconderia essa verdade o máximo possível, ganharia tempo para me preparar para a guerra fria que viria. Eu enfrentaria eles quando necessário, mas agora outras questões eram mais urgentes que encarar o julgamento dos meus amigos hipócritas.

— Minha querida mãe está delirando. Por que eu saberia isso? O que eu sei é que nós vamos sair daqui porque os mortos estão de volta. Eu vi alguns e senti o mau agouro — Menti — Só isso. Pense em todo mundo que quer fuder com a nossa vida. Estão aqui. Você deveria ser o mais interessado, já que deixou um tapete de gente morta ao longo da sua incrível e miserável jornada.

Dei as costas para esse babaca, fui para o meu quarto e peguei uma bolsa. Levaria poucas coisas. Com sorte não precisaríamos ficar muito tempo lá. Eu não tinha muitas malas de viagem, pois nunca tinha saído de Mystic Falls. O máximo que eu fazia era ir para a casa do Lago dos pais de Elena no verão. Mas, era num lugar diferente do que Rebeka falou. Fiquei pensando se Klaus gostava desse lugar. Ele sempre falava de suas casas favoritas em lugares cheios de arte e de cultura, mas nunca o ouvi comentando de casas no meio da natureza. Então, fico me perguntando se seria um lugar onde ele tentaria exibir pra mim como mais um de seus troféus de colecionador de coisas requintadas e bizarras. Talvez tivesse prazer em caminhar comigo enquanto tagarelasse no meu ouvido sobre algum detalhe do século passado que não fizesse mais sentido para ninguém, mas que tivesse muita importância e valor para ele. Sacudi a cabeça tentando manter o foco. Pensar nele já era ruim o suficiente. Não precisava dessa adição ao meu sofrimento momentâneo. Se eu tivesse sorte, ele estaria de volta em breve para me contar tudo sobre as suas propriedades espalhadas pelo mundo afora. Talvez um dia eu visitasse uma delas.

Joguei alguns pertences na pequena mala mesmo sem fazer uma seleção muito minuciosa dos objetos. Minha mãe veio atrás de mim para protestar, enquanto Damon me enchia de perguntas. Com meu nível de irritação atingindo pontos perigosos, peguei uma escova de cabelo e taquei na perna de Damon reunindo todo ódio que eu podia. O cabo de madeira reto e fino penetrou com força na sua carne, fazendo essa desgraça desse homem soltar um breve grito. Só assim ele parou de resmungar ao me xingar com raiva. Antes que ele revidasse e começássemos a discutir, a companhia tocou. Nos entreolharmos assustados até que ouvimos uma voz familiar.

— Sou eu, Lexi. Não sejam medrosos — O tom divertido de Lexi me fez soltar o ar num alívio. Acenei para um deles abrir logo a porta pra ela — O que temos aqui? Mais desgraça e desordem — Ela entrou no quarto sorrindo — Ouvi sua conversa com Stefan. Realmente vamos sair? Duvido muito.

— Você não acha melhor?

— Só acho meio repentino e estranho. Ainda mais se tratando do lugar para aonde quer nos levar. Mas, já vi tanta coisa que nem sei mais se algo pode me surpreender nesse mundo.

— Apenas confiem em mim. Pelo menos dessa vez.

— Dificilmente segurança vem no pacote dos Originais, Blonde — Disse Damon enquanto apertava sua ferida que se fechava — Eles estão tramando alguma coisa e você tem que ser muito estúpida pra cair nessa.

— Por ironia do destino, eles são o máximo de segurança que podemos encontrar no momento. Apenas isso.

— Deixa de ser burra — O idiota continuou — Desde quando confia nessa gente?

— Confio mais neles do que em você.

— Sério isso? Num piscar de olhos eles te matariam. Tá se aquecendo de tudo o que já aconteceu? Ou você anda cometendo indiscrições com o vampirão híbrido do mal e não quer nos contar? Porque essa sua súbita confiança e camaradagem com essa gente é muito repentina e suspeita, não?

— Talvez matem você. Não vou interferir — Ignorei a última parte.

— Não sejam ridículos — Minha mãe nos interrompeu — Quando que fugimos de Mystic Falls ao termos sobrenaturais ameaçando nossa cidade? Se formos sair daqui toda vez que a morte for iminente, melhor nos mudarmos pra sempre — Minha mãe dizia enquanto cruzava os braços em resistência. Talvez eu me mudasse mesmo. Estava ansiosa por esse dia.

— Geralmente enfrentamos um problema de cada vez. Agora, todos os problemas surgiram juntos. Digamos que seja uma situação especialmente mais mortal. E enquanto discutimos isso, estamos perdendo um precioso tempo — Tentei guardar o sarcasmo, mas a essa altura já era demais pra mim. Lexi sacudiu os ombros e começou a me ajudar a guardar os objetos nas malas — E Damon, Stefan deve estar precisando de você. Melhor falar com ele. Se não acredita no que seu irmão é capaz, vá discutir isso com ele, não comigo — Eu queria mesmo era que ele saísse da minha casa. Eu já era obrigada a aturá-lo em outras circunstâncias, mas não aguentaria ele debaixo do meu teto por muito mais tempo. Ainda mais me irritando do jeito que estava. Eu queria mesmo era continuar a nossa briga e dar uma bela surra nele. O ódio pode ser um combustível mais eficaz do que a idade e a experiência vampírica.

Barbie, eu posso muito bem te impedir se eu quiser. Vai ser como arrancar doce de criança. Quebro esse teu pescocinho arrogante sem você perceber. É só você dar a palavra, Liz. Ela não pode te obrigar a ir — Olhei pra ele com ódio. Como se atreve?

— A minha mãe permanece comigo. E por que ainda está aqui e não salvando a Elena, como sempre? Eu já voltei, não precisa mais ficar. Me admira que não esteja rodeando porcamente a namorada do seu irmão. Comer migalhas é teu estilo mesmo, Damon. Você pode ir embora da minha casa — Falei entredentes.

— Você sempre encontrando um jeito mais ardiloso e mais aleatório que o outro pra jogar isso na minha cara. O que isso tem a ver com o seu surto sem sentido?

— É só a verdade. Se não quiser ouvi-la, não fique perto de mim. Todo mundo ganha.

— Você gosta da verdade? Pode contando então pra tua mãe a verdade sobre porquê aceitou ficar na casa do Drácula. É porque tá trepando com ele. Ela vai adorar, o genro dos sonhos del…

Sem pensar, avancei nele com tudo. Mordi seu pescoço enquanto agarrava sua cabeça com força total. Em reflexo, ele me jogou longe, pra cima da minha cômoda branca de madeira, espatifando o objeto e espalhando roupa pra toda parte. Quando levantei para revidar, Lexi se meteu entre nós, com os braços segurando nossos troncos.

— Eu juro que se algum de vocês der mais um passo, eu quebro o pescoço dos dois.

— Você nem pense em me enfrentar. Pode até ser mais forte que eu, mas estou mais irritada, mais motivada a te dar uns tapas. Por esses motivos e por outros. E plus, tenho Lexi pra me ajudar, que quer te dar uma surra faz tempo. Basta você dar um só motivo para ela chutar a sua bunda e pronto — Lexi olhou pra Damon com um sorriso debochado. Minha mãe acenou pra ele que estava tudo bem.

— Até breve, blonde, se você sobreviver àqueles psicopatas. Se não, vai ser bem merecido — Ele me olhou de cima abaixo e olhou com desdém para a vampira veterana — Com a santa Lexi vocês estão em boas mãos — Ele me deu um sorriso seco e saiu finalmente do quarto. Olhei para a minha mãe:

— Se continuar protestando, eu sou capaz de te desmaiar e de te carregar a força — Lembrei do plano macabro de Rebeka. Ela me olhou feio. Mas, resignada, começou a cooperar e ajudar Lexi a guardar as poucas roupas. Mas, de soslaio eu ainda podia vê-la me lançando olhares irritadiços. Resolvi ignorar as afrontas e me concentrar no que era útil.

Dei uma volta pela casa e Verifiquei todos os cômodos com a finalidade de garantir que não estava esquecendo de nada. Olhei mais atentamente para os detalhes, como para as fotos em cima da mesinha do corredor, e me senti vazia. Era estranho estar deixando a casa. Mesmo que fosse por um tempo curto, eu nunca tinha feito isso antes, saído às pressas. Eu faria isso apenas pela minha mãe. É claro, a essa altura eu já confiava em Klaus o suficiente para depositar minhas esperanças de sobrevivência em qualquer coisa relacionada a ele. Era estranho, mas ele representava segurança pra mim. Mas, se ele me desapontasse, as coisas terminariam drásticas entre nós. De alguma forma meus instintos me diziam que essa mudança teria algum efeito definitivo. Eu apenas torcia para que não fosse um definitivo trágico. Alisei a testa preocupada, me dando conta de que eu estava parada no meio da casa divagando e perdendo tempo. Me apressei até a saída, chamando minha mãe para irmos logo. Ao chegar à porta, me deparei com Lexi colocando as bolsas no porta malas do meu carro.

— Tem mais alguma coisa para pegar? Sua mãe e eu já guardamos as dela — Ela disse enquanto olhava para dentro da casa.

— Não. Espero que não precisemos.

— Relaxa. É só mais uma aventura. Nada que os integrantes experientes de Mystic Falls no sobrenaural não consigam superar — Ela sorriu amigavelmente e foi até o carro dela, encostando ao lado da porta. Eu admirava o espírito otimista dela. Realmente era o tipo de pessoa que faria amizade com Stefan. E até mesmo poderia ser uma amiga se pudéssemos conviver mais. E pelo andar da carruagem, ainda teríamos muitas aventuras mortais para enfrentarmos juntas.

Minha mãe apareceu carregando uma pequena bolsa de mão, com o semblante meio contrariado. Mas, sorriu discretamente pra mim antes de ir para o banco do carona. Eu venci, mesmo obrigada, ela estava acatando ao plano. Então, era isso. Um adeus temporário para a minha casa. Tentei fazer a minha mente entender que não precisava de tanto drama, que estaríamos de volta em breve, mas era difícil. Meus olhos arderam premeditando as lágrimas, mas me contive. Será que era o melhor mesmo ou eu estava tão envolvida com as artimanhas de Klaus que queria, de alguma forma, me aproximar mais das suas ideias malucas? Ou pior, eu estava assinando embaixo de suas ideias mirabolantes apenas porque eram suas. Pois ir para a sua casa do lago seria exatamente o que ele iria me sugerir. Lembrei daquela vez em que minha mãe levou um tiro no ombro e eu terminei morta com várias mordidas de lobisomem. Klaus carregou sem permissão o corpo desfalecido da minha mãe e insistiu para que ficássemos lá. Até mesmo Elijah se meteu nisso e tentou me convencer. E eu, claro, bati o pé até o final afirmando que não aceitaria essa oferta mirabolante. Agora, olha só pra mim, aceitando de bom grado o absurdo por segurança e mega ansiosa para me aproximar o máximo possível de qualquer detalhe que envolvesse a vida de Klaus, mesmo se tratando de uma casa remota no meio do nada. Se era dele, eu queria conhecer. Observar seu toque pessoal e, através dele, tentar decifrar mais um pedaço da sua alma estrategicamente bem protegida dos infortúnios sentimentos humanos.

— Te vejo do Outro Lado, friend — Lexi fez gesto de continência e entrou no carro, me despertando dos devaneios. Só ela pra brincar com isso agora. Mesmo assim me fez sorrir.

Enquanto dirigia com a minha mãe bem ao meu lado, me distraí pensando no que Klaus estaria aprontando agora enquanto eu estava fugindo para a casa dele. Houve uma época em que eu considerei a presença dele como ameaça. Hoje, vejo como a minha segurança e salvação. E até mesmo vejo como certa felicidade. Era estranho, mas eu já estava acostumada com a presença dele. Com as tagarelices antiquadas de um velho bastante culto. A ausência dele deixava um vazio surpreendentemente decepcionante para mim. Mystic Falls parecia cinza demais sem a presença petulantemente imposta por ele. Desejava fortemente que ele entendesse o recado. Não estava apenas aceitando a usar sua casa como um retiro fugitivo. Minha decisão era um simbolismo de que estava disposta a abraçar a causa total, permitindo a entrada dele e de todo o seu contexto na minha vida. Eu ainda precisava digerir muita coisa, claro, mas estava mergulhando feliz na ideia. Com isso, fiquei sorrindo só de imaginar a cara dele quando soubesse.

Sacudi a cabeça tentando ser menos ridícula.

Dirigimos por alguns minutos. Lexi ia com seu carro na minha frente, sempre se mantendo a uma curta distância de mim.

Fiquei na dúvida se ligava para Stefan ou para Rebeka primeiro. Precisava saber se Stefan tinha conseguido convencer os outros a se juntarem a nós. Então, eu daria a ele o ponto onde nos encontrar. Damon que se fudesse, então. Mas, se Elena dissesse que sim, talvez ele não tivesse chance pra argumentar. Teria que apelar para a força bruta e isso magoaria a queridinha dele. Quanto a Matt, eu sabia que Rebeka seria capaz de sequestrá-lo.

Quando me decidi, antes de discar para Rebeka, umas figuras conhecidas vindo do nada nos surpreenderam no meio da rua. Travei o corpo antes de meu consciente assimilar o perigo chegando. As bruxas que me atacaram na formatura estavam de volta bem na reta da dianteira do meu carro, com suas mãos erguidas na minha direção. Elas vieram acertar as contas comigo.

Atacaram primeiro o carro de Lexi, fazendo ele explodir e capotar na minha direção tão rapidamente que não tive tempo de reagir. Entrei em pânico. Fogo matava vampiro. Por mais forte que fosse a vampira veterana, não vi sinal dela se desviando dos feitiços, da morte.

Mesmo freiando ruidosamente, bati na traseira do veículo em chamas de Lexi, destruindo toda a dianteira do meu carro. Num reflexo, só tive tempo de olhar para a minha mãe e colocar o braço na sua frente para amortecer o impacto o máximo que pudesse.

Olhei para o carro de Lexi e ele já estava totalmente consumido, soltando altas chamas e fumaças densas e negras. Não tinha como eu salvá-la. Era aterrorizante assistir alguém tão forte como ela ser pulverizado de forma tão simples.

Na minha velocidade vampírica, saí do carro e tentei fugir com a minha mãe no meu encalço, mas as bruxas foram mais rápidas, me jogando no asfalto com violência. Olhei para cima somente em tempo de verificar quem me atacava. Minhas presas irromperam e meus olhos olhos escureceram, fazendo minha pele do rosto formigar. Quando tentei me levantar, senti uma força invisível enorme inviabilizando meus movimentos.

Você se lembra de nós, Caroline? — Aquela frase. A mesma maldita frase proferida pela mesma bruxa. Uma bruxa que Klaus tinha arrancado a cabeça de forma majestosa e simplória, como se elas não fossem nada. Mas, pra mim era diferente. Eu não era uma poderosa híbrida original.

— Naquela vez seu namorado psicopata de merda conseguiu salvar seu rabo. Mas, a sorte não bate duas vezes no mesmo lugar — outra das doze bruxas falava comigo com ódio. Ela começou a lançar feitiços sobre meu corpo, me fazendo gritar de dor — O que você acha de nós agora? Não está mais rindo à toa depois de nos assassinar a sangue frio, não é, sua vagabunda? — Eu sentia como se fossem mil facas em brasa entrando no meu corpo, como um crucio sem fim — Mas, antes de morrer, você vai sentir um pouco na pele. O que acha de sua querida mãe provar um pouco do seu veneno? — Eu não conseguia raciocinar, mas mesmo assim tentei localizar minha mãe, que estava fora no meu ângulo de visão.

Uma das bruxas me pegou pelos cabelos, me arrastando no asfalto, enquanto eu me debatia violentamente. Tentei mordê-la, lutar contra ela com minha força sobre-humana. Por um instante funcionou. Com agilidade puxei seu braço com força o suficiente para quebrá-lo, de forma que consegui me desvencilhar do seu poder o bastante para conseguir enterrar as minhas presas afiadas em seu pescoço enquanto enfiava a mão abruptamente no seu peito e arrancava seu coração. Joguei a maldita pra longe me preparando para a próxima. Uma outra veio por trás de mim, mas também não conseguiu me derrubar. Na velocidade vampírica girei meu corpo para ficar por trás dela e quebrei seu pescoço. Mas, uma outra mais forte veio e me imobilizou com seu poder aquém das minhas limitações. Suas mãos tocaram na minha cabeça e suas falas desconexas fizeram meu cérebro fritar. Ficou impossível de manter o foco, os sentidos anuviados me inutilizaram, mas eu lutava com a minha mente a todo custo. Eu precisava vencer, pois nesse jogo só se vencia ou morria. De longe escutei o grito da minha mãe, enquanto outra explosão enchia o ambiente com seu estrondo mortal e sua fumaça negra. Com a visão turva de dor e o ar denso de cinza, vi uma delas contorcer o braço da minha mãe apenas com magia, fazendo seu membro dobrar e quebrar de forma bizarra. O ódio tomou conta de mim e briguei fortemente contra o feitiço. Por um breve instante eu consegui me livrar dele e agarrar o pescoço da bruxa, apertei com tudo o que eu tinha que quase consegui decaptar essa vagabunda, mas outras vieram por trás de mim e agarraram meus braços. Uma delas agarrou minha cabeça assim como antes e começou a proferir palavras desconexas. Meu cérebro queimou outra vez, como se tivesse mergulhado em ácido, e não consegui enxergar mais nada, não consegui reagir a mais nada. Apenas estava sendo tragada por um limbo cada vez mais profundo e escuro. Sabia que só me restava esperar a morte certa chegar. Iriam acabar comigo assim, no meio da rua, na frente da minha mãe. E dessa vez não tinha retorno. Pelo menos minha mãe saberia que eu tentei protegê-la até o final, que não fui uma filha tão relapsa assim.

Pensei nas coisas que eu nunca faria ou nas palavras que eu nunca diria. Klaus nunca saberia o que eu senti de verdade. Passaria um bom tempo se sentindo rejeitado até gostar de alguém de novo. Alguém que não seria eu.

Até que senti um pequeno alívio na minha tortura.

Mesmo de longe, pude ouvir algumas bruxas gritando de terror. Meu cérebro foi desanuviando aos poucos em tempo de perceber uma outra figura sobrenatural segurando no alto a cabeça ensangüentada de uma bruxa enquanto arrancava o coração de outra. Uma a uma foi caindo perto de mim enquanto eu voltava a raciocinar com clareza e tentasse identificar o meu salvador no meio daquela fumaça toda.

Seu rosto se aproximou de mim o bastante para eu ver as rugas de meia idade envolta dos seus olhos cinzas e frios.

Mikael me sacudia pelos ombros tentando me fazer levantar enquanto proferia palavras que estavam meio distantes aos meus ouvidos injuriados.

Mas, num gesto de reflexo defensivo eu o empurrei com força vampírica. Mesmo fraca, surtiu efeito o suficiente para ele afastar o semblante asqueroso de mim.

Notas finais
*Loucura é sempre fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes* - Albert Einstein E aí, gostaram? Me digam, pelo amor de Klaroline. E sobre o nosso casal maravilhoso... Acalmem o coração, que eles estão chegando. Faltam só mais algumas questões para resolverem nesse primeiro ciclo e aí teremos nossos babys do jeito que queremos e que merecem. Tem que ser tudo no seu devido momento, afinal eles são um slow burn e precisam do seu tempo para amadurecer a relação de forma coerente, mas acima de tudo, épica. Até o próximo capítulo. Um abraço!