Matt voltou para a escola. Costumava ficar com Lizzie, Kathy e Chris, enquanto Drew e Annie passavam o dia todo ignorando-o.

O mês inteiro de abril se seguiu assim.

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— Por que você parou de procurar por Spencer, Mason?

— Não é que parei de procurá-lo, Heinrik. Como disse, depois que matei os amiguinhos dele, Matt saiu de Springfield. Eu continuei lá por uns tempos, apenas aproveitando o lado bom da vida... Entende?

— Você e seu sadomasoquismo barato...

— Ora essa, olhe os modos, Heinrik. Primeiro que eu não sadomasoquista... Ok, talvez um pouquinho assim. E segundo, eu não sou "barato", muito pelo contrário, sou bastante desejado. Se eu cobrasse por... bem, você sabe, todas pagariam sem pestanejar e eu já estaria rico. Mas me contento em tirar apenas a vida de belas e indefesas mulheres e garotas e não seu dinheiro também.

— Sei... Pulando essa parte e voltando ao assunto primordial?

— Oh, certo. Spencer. Bem, eu fiquei por lá mesmo em Springfield. Eu sabia que, cedo ou tarde, o garoto voltaria. E assim o fez. Spencer voltou há mais ou menos um mês.

— Inteligente de sua parte, Mason.

— Obrigado! Sabe como é, precisamos usar a cabeça! — Mason bateu na sua cabeça com o dedo indicador.

— E o que pretende fazer agora?

— Bem, é uma boa questão. Lembra-se do garoto, aquele que disse que queria transformar?

— Precisamente...

— Então, acho que talvez seja a hora de transformá-lo... O garoto está pegando muito no pé de nosso querido Spencer.

— Faça o que achar necessário... Mason, apenas me responda uma coisa. De começo era compreensível você querer matar o Spencer, afinal, ele fugiu de você no beco. Mas agora, é quase como uma obsessão. Por que, Mason, por quê? Deixe-o ir...

— Heinrik — Mason inclinou-se para frente na cadeira -, quer realmente saber por que eu continuo nessa? Talvez você pense que seja uma questão de vingança. Bem, no fundo talvez até seja, ou talvez não... Só o que importa é que eu tenho a vida do Spencer e de todos os amiguinhos dele nas minhas mãos - Mason abriu uma das palmas — e basta eu fazer isso... — ele fechou o punho com força — E todos estarão acabados!

— Mason, esse seu ego e busca pelo controle não terminarão bem. Eu lhe aviso isso como um amigo. Agora se você vai seguir o meu conselho ou não, é meramente sua escolha...

Heinrik levantou-se de sua enorme cadeira e saiu da sala, deixando Mason sozinho. Ele assistiu, através da janela, o Sol se pondo sobre a cidade de Chicago, com seus últimos raios incidindo nas superfícies envidraçadas dos grandes edifícios.