Say Something

3 This May Be An Answer


Notas iniciais
Boa noite amores *-* Como está sendo o final de semana?

– Veio ver como estou me saindo na prisão, agente Gibbs? – Michel perguntou se sentando na cadeira a minha frente.

– O que aconteceu naquela noite?

– Que noite?

– Você sabe muito bem de qual noite eu estou falando seu desgraçado. Eu quero saber o que aconteceu com a Ziva! Me conta a verdade agora ou garantirei que passará o resto da vida na prisão.

– Relaxa cara. Eu vou te contar. Quando o DiNozzo e a Ziva saíram daquela fábrica, eu achei que nunca mais ia ver ela. Eu estava disposto a voltar para Israel, mas eu nunca esqueceria minha vingança. Quando as coisas esfriassem, eu iria voltar. Mas Ziva, por alguma razão, voltou lá pra dentro. Eu consegui acerta-la com um pedaço de ferro e depois a carreguei até o meu apartamento. Fiquei com ela uns três dias e depois ela fugiu. Eu não sei como ela fugiu, mas eu tenho certeza que alguém a ajudou.

– Por que você acha isso?

– Eu encontrei uma jaqueta no chão da minha sala. Não era minha e nem da Ziva.

– Como era essa jaqueta?

– Eu só me lembro do símbolo nela. Tinha uma águia desenhada e as iniciais C. S. W.

– O que isso significa? Seja mais especifico.

– Eu não sei o significado. Espero ter te ajudado agente Gibbs. A morte de Ziva foi uma surpresa pra mim também. Eu queria ter pego ela antes. – como ele sabia da morte dela? Ele tinha algum informante. Michel se levantou da cadeira e gritou para um dos policiais. – TERMINAMOS.

– Não, Malic. Não terminamos.

Tarde de mais. Ele já havia virado as costas. Entrei no meu carro e dirigi rapidamente até a base do NCIS. Eu não parava de pensar em Ziva um só momento. Eu precisava saber o que aconteceu. Não conseguia me lembrar dela sem sermos amigos, ela foi uma das poucas pessoas que conheci e que eu sabia que poderia brigar com ela, mas eu nunca a perderia. Eu podia confiar nela. Eu a amava.

Quando cheguei no NCIS subi as escadas até a sala de Vance sem nem olhar para DiNozzo e McGee:

– Vance. Precisamos conversar.

– Primeiro bata na porta antes de entrar.

– Brincamos de boas maneiras mais tarde. Preciso de permissão para abrir uma investigação.

– Sobre qual caso? – Vance falava comigo olhando alguns arquivos que ele tinha em mãos.

– O caso Ziva. – Vance travou o olhar em mim e depois se levantou lentamente.

– Gibbs, eu até entendo essa sua paranoia por respostas. Mas, Ziva sumiu e depois quando estava dirigindo um carro capotou e acabou morrendo.

– Eu sei Leon, mas o que será que aconteceu durante esse tempo em que Ziva estava desaparecida? E por que o MOSSAD pediu o corpo dela?

– Gibbs, eu não vou permitir que machuque você e sua equipe com essas suas dúvidas sem base. O caso Ziva está encerrado.

– NÃO LEON, NÃO ESTÁ. NÃO PODE ESTAR. É A NOSSA ZIVA, A MINHA ZIVER, a minha filha. – eu dei uma pausa e respirei fundo. – Quer saber, deixa pra lá.

Eu não queria ter me alterado na frente do Leon, mas foi impossível. Fui até a cafeteria e liguei para Orli:

– Shalom agente, Gibbs.

– Diretora.

– Posso te ajudar?

– Claro. Por que você pediu pelo corpo de Ziva?

– Ah isso. Uma pequena dívida com o pai dela.

– Que dívida?

– Eli sempre me ajudou no que eu precisei. E ele amava a Ziva e ele também amava a ideia de ela permanecer aqui, em Israel. Então achei necessário trazer o corpo dela pra cá.

– Como você ficou sabendo da morte dela?

– Eu e Ziva estávamos nos intendendo. Mas quando ela parou de me dar notícias eu mandei dois de meus agentes pessoais atrás dela. Eles me informaram sobre a tragédia de sua morte. Agente Gibbs me desculpe, mas tenho que resolver alguns problemas agora. Tenha uma boa tarde. Shalom.

– Orli, espere.

Droga ela já tinha desligado. Voltei para a sala dos agentes e pedi para o McGee encontrar uma coisa sobre aquelas siglas. Demorou meia hora mais ou menos, me levantei e ele começou a falar:

– Chefe, C. S. W. significa Companhia de Segurança Walterman. Eles que instalam a maior parte da tecnologia voltada para a segurança da cidade. Eles fabricam câmeras, alarmes, cercas elétricas e muito mais.

– Bom trabalho McGee. Pegue o DiNozzo e vá até lá. Michel diz ter encontrado o uniforme de um dos funcionários em seu apartamento. Ele acha que alguém ajudou a Ziva a fugir.

Pov’s McGee

Eu fui dirigindo até a C. S. W. e Tony não fez nenhuma piada comigo e nem tentou me impedir de levar o carro. E isso era algo ruim. Tentei puxar assunto, mas não achei um assunto bom o suficiente. Então decidi seguir a viagem em silêncio mesmo.

Chegamos e tinha dois rapazes conversando:

– Olá, somos os agentes DiNozzo e McGee do NCIS.

– Olá, eu sou Dylan Hassan e esse aqui é o Brad Tieler. Podemos ajudar?

– Sim, a camiseta da empresa de vocês foi achada em uma cena de crime. – Tony disse encarando os dois rapazes. Eles não eram muito jovens. Quero dizer Brad aparentava ter uns 22 dois anos, já Dylan tinha uns 24. Eram apenas alguns anos mais novos que eu e Tony, três anos mais novos, no máximo.

– O que? Me desculpem senhores, mas acho que isso é um engano. – dessa vez Brad Tieler resolveu falar.

– Eu acho que não. Cadê o seu gerente. – eu perguntei me fazendo de calmo.

– Ele está em horário de almoço. Brad e eu vamos pegar o resto do dia de folga.

– Espero que nenhum dos dois estejam envolvidos nisso ou vão passar o dia de folga de vocês e mais o resto da vida na cadeia. – Tony disse para intimidar os rapazes e parecia que ele havia conseguido. – Vamos McGee.

Pov’s Off

Tinha sido um mês difícil, ninguém mencionava nem o nome de Ziva. Gibbs estava esperando passar o tempo para Vance esquecer do pedido dele e então voltaria a fazer as suas investigações.

Gibbs se levantou de sua cadeira olhando para as escadas e vendo se Vance não estava por perto:

– McGee, você consegue encontrar o dono de um carro pela placa dele?

– Sim, me dê o número da placa.

Gibbs entregou o papel para o McGee com o número da placa do carro que Ziva supostamente havia dirigido na noite em que morreu.

– Chefe, esse carro pertence a Dylan Hassan.

– Esse não é um dos caras da Companhia Walterman?

– Sim. É ele mesmo Tony.

– Tragam ele pra mim. – Gibbs disse se sentando novamente na sua cadeira.

Depois de alguns minutos Tony e McGee haviam chegado com Hassan. Gibbs foi para a sala de interrogatório enquanto McGee e Tony ficaram do outro lado do vidro:

– Dylan Hassan, israelense, 24 anos e solteiro. É isso que consta na sua ficha, correto?

– Sim, senhor. Correto. Mas por que eu estou aqui?

– O carro em que minha agente foi morta é seu.

– Ai droga. Ela está morta?

– Então você afirma que o carro era seu?

– Ela, a sua agente, se chamava Ziva David? – Gibbs balançou a cabeça positivamente. – Droga. Sim, o carro era meu.

– Por que ela estava com o seu carro?

– Há alguns meses atrás eu estava colocando alarme em todos os apartamentos de um prédio no centro da cidade, quando passei na porta e ouvi alguns gritos e resolvi entrar. Assim que entrei encontrei Ziva amarrada em uma cadeira no meio da sala. Desamarrei-a e então pude ver um machucado profundo na perna dela. Minha mãe era enfermeira e havia me ensinado primeiros socorros e eu sabia que tinha que estacar o sangue. Então peguei a minha jaqueta e amarrei em sua perna. Perguntei se ela estava bem e ela disse que sim, então ouvimos o barulho de um carro, ela me disse que tínhamos que ir embora e que era perigoso ficar lá. Quando eu a ajudei a levantar perdemos a jaqueta. Eu a levei até um hotel onde passei a noite lá com ela, mas eu apenas estava dando um jeito em sua perna, ela se recusava ir a um hospital, dizia alguma coisa sobre um cara estar atrás dela e que ele machucaria as pessoas que ela amava.

– Você ficou com ela por seis meses?

– Sim. Ela não queria voltar. Ela dizia que vocês, o NCIS iria conseguir prender esse tal de Michel. Quando eu vi na televisão que ele havia sido preso eu fui correndo contar pra ela. Ela disse que agora podia voltar tranquila, mas que antes ela tinha que resolver algumas coisas no México. Então eu emprestei meu carro pra ela.

Gibbs fez mais algumas perguntas para Dylan e depois o liberou.

Dylan antes de ir embora resolveu ir ao banheiro e lá encontrou Tony:

– Eu sinto muito, Tony.

– Como você sabe meu nome? Quer dizer, me apresentei como agente DiNozzo.

– Ziva me disse muito sobre vocês, mas especialmente você. Ela te amava.

– Você sabe o que ela tinha que fazer no México?

– Não. Mas eu acho que ela ia atrás de algum médico. Ela queria voltar para casa, mas ainda estava com medo. A perna dela estava horrível, por isso emprestei meu carro. Eu não poderia deixa-la ir até o México de ônibus.

– Obrigado por cuidar dela.

– Sem problemas.

Dylan saiu do banheiro deixando Tony sozinho.

Notas finais
E então o que acharam? Dylan é confiável? Bom, eu gosto dele u.u