Say Something
17 I Just Want Revenge
Notas iniciais
Uma semana já havia passado e Ziva ainda dormia no quarto do Caleb, na verdade ela só saia de lá para tomar banho. Tony sempre levava comida pra ela e Ziva comia no quarto. Mas em uma noite, Tony tentou ajudar, ele entrou no quarto e viu que Ziva não dormia ainda, então ele se aproximou a passou a mão nos cabelos dela:
– Amor, o que você acha de irmos pro quarto? A cama é maior e você vai se sentir bem melhor com uma bela noite de sono.
Ziva revezava sua atenção para Tony e para a cama em que estava deitada e então resolveu ceder e deu a mão para Tony, depois foram caminhando de mãos dadas até o quarto. Tony se deitou e puxou Ziva para o seu peito acariciando o cabelo dela até Ziva pegar no sono.
Na manhã seguinte Tony acordou sorrindo ao ver Ziva ainda dormindo e estava completamente encaixada nele. Tony ficou mais um tempo olhando Ziva e fazendo carinho nela até que ela acordou:
– Bom dia. – Ziva disse enterrando o rosto no pescoço dele.
– Dormiu bem?
– Um pouco. Você tinha razão, nossa cama é bem maior. – Ziva sorriu pela primeira vez naquela semana , mas de repente, seu cérebro a fez lembra do motivo de ter dormido mal durante uma semana, o motivo de não querer mais sair de casa e então Ziva voltou a chorar e Tony a abraçou alisando as suas costas. – Tony, eu sinto tanto a falta dele. Ele era o meu filho, era a minha obrigação protege-lo.
– Não foi sua culpa, meu amor. Nós vamos pegar o Michel e ele vai pagar por tudo que ele já fez.
Ficaram alí, consolando um ao outro até que Ziva decidiu que iria para o NCIS, ela precisava ocupar a sua mente. Assim que eles entraram na base todos os olhares se viraram para os dois e Ziva odiava quando sentiam pena dela, mas não quis ligar, estava chateada demais para tentar intimidar aqueles que a olhava, apenas seguiu em frente e sentou em sua cadeira:
– O que estão fazendo aqui? – Gibbs perguntou assim que avistou os dois agentes.
– Trabalhando. – Ziva respondeu sem nem olhar para o homem para a sua frente.
Um mês depois
Apesar da equipe Gibbs estar muito ocupada por conta dos vários casos que estavam surgindo, eles mantinham a investigação contra Michel, com a ajuda externa de Dylan. Enquanto Tony e Ziva e o resto do pessoal procurava por pistas de Michel dentro da cidade, Dylan passava semanas viajando e indo atrás de contatos que pudessem saber alguma coisa sobre Malic. Estavam em um silêncio confortável, até que McGee apareceu na frente deles com a respiração ofegante:
– Pessoal, eu estou indo até o hospital. A Abby passou mal e o meu filho vai nascer! – McGee estava visivelmente preocupado, mas não tirava o sorriso do rosto.
– Você quer que fiquemos com a Camille? – Ziva perguntou dando um sorriso para passar tranquilidade.
– Seria ótimo. Quando Abs estiver podendo receber visitas eu aviso vocês.
– McGee eu vou com você. – Gibbs levantou-se pegando o seu casaco.
Tony e Ziva não disseram mais nada, estavam felizes pelos amigos, mas não podiam deixar de pensar em Caleb. Quando foram buscar Camille a menina fez um turbilhão de perguntas:
– Mas a minha mamãe está bem, não é? – a menina perguntava enquanto mexia no cabelo da Ziva.
– Vai ficar sim, meu amor. Amanhã você pode ver ela.
– Eu vou dormir na sua casa, titia?
– Vai sim.
– Eu vou dormir no quarto do Caleb?
– Só se você quiser. – Tony respondeu a criança e Ziva limitou-se a dar um sorriso meio forçado.
– Então eu quero. Estou com saudades do Caleb.
Ficaram em um silêncio constrangedor, mas necessário o resto do caminho. Quando chegaram em casa, Ziva foi ajudar Camille a tomar banho enquanto Tony fazia o jantar. Depois que comeram a garotinha dormiu na hora. Tony a levou até o quarto que era de seu filho e depois foi para o seu próprio quarto e encontrou Ziva já deitada. Ele caminhou devagar e deitou na cama:
– A lasanha estava uma delícia, amor. – a morena disse aconchegando-se no peito do italiano.
– Eu tenho vários talentos, querida. Posso te surpreender a qualquer momento. – Tony disse aproximando o seus rostos e segurando a nuca de Ziva.
– Eu não tenho dúvidas disso. – Ziva sorriu e finalmente se beijaram. Era um beijo calmo e que passava tranquilidade para ambos.
– Como você está se sentindo? – Tony perguntou fazendo carinho no cabelo da mulher que estava ao seu lado.
– Eu estou feliz pelo Tim e pela Abby, eles merecem ser felizes.
– Eu concordo com você, mas eu quero saber como você está realmente se sentindo.
– Eu estou me sentindo horrível, tiraram uma parte de mim, me sinto culpada. Ás vezes acho que vou enlouquecer, mas aí lembro que você está aqui e as coisas se acalmam novamente.
– Amor eu sempre vou estar aqui. Vamos enfrentar isso juntos. Como sempre fizemos, como sempre iremos fazer. Eu amo você.
– Eu também te amo. – sorriram um para outro e voltaram a se beijar. O beijo se tornou urgente, as mãos passeavam nos corpos. O desejo se acendeu em ambos. – Tony, eu preciso de você.
Não foi preciso pedir de novo. Sentiam a falta um do outro e precisavam um do outro.
No outro dia de manhã Ziva acordou primeiro que Tony. Abriu os olhos e a luz do sol bateu forte em seu rosto. Olhou para o relógio que marcava 8:00. Eles haviam dormido demais. Mas era sábado, não tinha problema. Ziva pegou uma toalha e enrolou em seu corpo. Não podia andar sem roupa por ai, Camille estava lá. Foi até o quarto da menina e ela ainda dormia. Ziva ficou um tempo lá acariciando a menina. Depois de alguns minutos foi tomar um banho. Demorou pouco tempo fazendo o café da manhã e foi acordar Camille:
– Camz, acorda. – Ziva balançava a menina gentilmente. – Vamos tomar café para irmos visitar a sua mãe.
– Mamãe?! – a menina esfregou os olhos e beijou a bochecha de Ziva – Bom dia, titia.
– Bom dia, meu anjo. Vai lá se arrumar que a titia vai chamar o tio Tony.
Ziva observou Camille entrar no banheiro e foi até seu quarto chamar Anthony. A mulher sentou-se ao lado de Tony e deu-lhe um beijo em seus lábios:
– Amor, acorda. Temos que ir visitar a Abby.
– Só mais cinco minutos.
– Não. Levanta agora.
Tony esfregou os olhos e bocejou:
– Bom dia. Já chamou a Camille?
– Sim, só você que ainda está deitado. Já fiz o café. Dormiu bem?
– Muito, muito bem. – Tony sorriu se levantado da cama.
– Ridículo. Vai se vestir.
Tomaram café em um clima descontraído, depois de uma hora chegaram ao hospital e Camille foi gritando pelos corredores até que chego ao quarto de Abby:
– MÃE! – Camille gritou e pulou na cama de Abby abraçando-a ao mesmo tempo.
– Oi filha. Como você está?
– Com saudades.
– A mamãe também está. Ziva, Tony. Obrigada por cuidarem dessa pestinha aqui.
– Sem problemas. Até porque, Camille se comportou muito bem. – Tony disse fazendo a menina sorrir. – Mas cadê o mini McGee?
– A enfermeira foi dar um banho nele e já está o trazendo.
Ficaram conversando por mais alguns minutos até que a enfermeira finalmente chegou com o menino nos braços:
– Abby, posso pegar?
– Claro que sim, Ziva.
A enfermeira entregou o menino para Ziva e saiu do quarto:
– Abbs, ele é a sua cara. Não tem nada do McGee nele.
– Sorte do garoto.
– Tony! – Ziva sorriu para o loiro.
– A Camille é a cara do Timmy, nada mais justo o menino parecer comigo.
– Mas como ele se chama? – Ziva perguntou balançando a criança no colo.
– Caleb. – Ziva ficou parada olhando para Abby tentando entender o que ela havia dito. – Olha, se vocês se incomodarem eu posso mudar, não tem problema, eu só queria fazer uma homenagem.
– Tudo bem, Abbs. Caleb ia gostar disso. – Ziva não estava chateada, ela havia gostado. Sabia que Abby não queria magoa-la.
– Isso mesmo, Abby. Nós não nos importamos.
– Ainda bem. Sério, isso é ótimo. – Abby finalmente soltou o ar que nem sabia que estava prendendo em seu pulmão.
– Mamãe, é Caleb igual o Caleb da titia?
– Sim, meu amor.
O telefone de Ziva começou a tocar, coisa que fez o bebê começar a chorar:
– Tony, pega ele. Deixa eu atender.
Ziva se afastou um pouco e atendeu o telefone:
– Dylan. Alguma novidade?
– Sim, eu tenho. Michel acabou de sair de Las Vegas e está voltando para Washington. Ele vai chegar aí algumas horas antes de mim.
– Você sabe onde ele vai ficar?
– Não, mas sei que ele está vindo de ônibus e vai parar no Capitólio, onde vai encontrar alguém.
– Tudo bem. Me mantenha informada.
– Zi, não vá atrás dele sozinha.
– Ele matou o meu filho.
– Caleb não era apenas seu filho, era filho do DiNozzo também. Era o meu sobrinho. Você não vai conseguir enfrenta-lo.
– Você não sabe do que eu sou capaz. Ele matou o Caleb e vai pagar por isso.
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