Say Something
18 Doing Everything Wrong
Notas iniciais
Dylan sabia que Ziva agiria sem pensar, então ele precisava voltar para D.C. o mais rápido possível. Juntou as suas coisas, pagou o hotel e começou a dirigir até Washington. Dylan era um cara reservado, não falava muito sobre seus sentimentos, mas ele estava sofrendo. Ele ajudou Ziva a criar Caleb e agora ele também queria vingança, ele queria ver Michel Malic sofrer, mas Dylan não era um assassino e não queria voltar pra cadeia, porque se ele colocasse as mãos em Malic isso que iria acontecer.
A viagem até Washington ia ser longa, mas Dylan estava fazendo o possível para seguir com a viagem sem paradas, mas ele precisava dormir, parou em um Motel e rendeu-se ao cansaço.
Washington
Tony estava dormindo quando um barulho o acordou, olhou para o lado e não acho Ziva na cama, levantou-se e caminhou por toda a casa e nem sinal dela, ligou para o celular de Ziva, mas o mesmo estava no sofá da sala, então resolveu ligar para Gibbs:
– Hey, chefe. Eu sei que está tarde, mas eu não acho a Ziva, por favor, me diz que está com ela.
– Não estou, mas eu sei onde ela pode estar. Volte a dormir DiNozzo, eu levo Ziva de volta pra casa.
– Obrigado, chefe. Vou esperar acordado.
Gibbs estava no porão, desligou o telefone e terminou de virar o seu copo de whisky, sentiu a bebida queimar sua garganta, mas não se importou, ele realmente adorava aquela sensação. Pegou a sua jaqueta e foi em direção ao Constitution Gardens, como o parque ficava a poucas quadras de sua casa, Gibbs foi caminhando mesmo. Quando chegou ao Gardens, não demorou a avistar Ziva, sentada em um dos bancos com as mãos em volta do pescoço e a cabeça entre os joelhos. Gibbs se aproximou fazendo a mulher notar a sua presença:
– Está frio, não é? – Gibbs perguntou sentando-se ao lado de Ziva, fazendo a mesma subir a cabeça, mas ele não conseguiu ver o rosto dela por conta da baixa iluminação.
– Sim, bastante.
– O que está fazendo aqui, Ziva?
– Pensando.
– Você podia fazer isso em casa.
– Eu precisava respirar. – Ziva ficou em silêncio por um minuto, então fitou os seus olhos nos olhos azuis de Gibbs. – Gibbs, como você se sentiu quando a Kelly morreu? – e então Gibbs pode perceber que Ziva estava chorando e pelo tanto que seus olhos estavam vermelhos, ele pressupões que ela havia chorado muito.
– Eu me senti extremamente culpado, meu mundo caiu. Eu não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém. Eu fiquei cego, fui tomado pelo sentimento de vingança e fúria.
– Matar o assassino da Kelly te fez sentir melhor?
– Na realidade, não. Mata-lo não trouxe nem Kelly e nem Shannon de volta. Eu apenas tinha mais um pesadelo rondando em minha cabeça.
– Pode ser diferente comigo. Quero dizer, já matei muita gente antes. Gente que eu não conhecia, gente que eu odiava e – Ziva deu uma pausa e olhou para as árvores que estavam na sua frente. – matei o meu irmão. Não acho que um pesadelo a mais vai fazer diferença.
– Ziver, olha pra mim. – Ziva fixou novamente seus olhos em Gibbs. – Matar Michel não vai melhorar as coisas. E mata-lo a sangue frio igual você planeja fazer, vai te transformar nele. Michel precisa ser preso e pagar pelo o que fez.
– Ele já foi preso antes e conseguiu sair. Meu Deus. O cara que destruiu a sua vida está morto, você não acha que eu também tenho o direito de sentir esse alivio?
Gibbs não disse nada, ficaram alí parados durante longos minutos, apenas sentindo o vento frio de Washington bater em seus rostos. Gibbs convenceu Ziva de que iria leva-la para casa, assim que Gibbs parou na porta do apartamento dela, gritou por seu nome:
– Ziva, não faça nada sem pensar.
– Eu já tive bastante tempo pra pensar, Gibbs. Obrigada.
Ziva subiu e quando abriu a porta foi surpreendida pelos braços de Tony:
– Por Deus, Ziva. Nunca mais faça isso.
– Me desculpa, eu só precisava pensar um pouco.
– Amor, você está tão gelada. Entra e vamos deitar, talvez isso te esquente um pouco.
Dormiram o resto da noite que havia sobrado.
Acordaram na manhã seguinte um pouco destruídos, tomaram o café e foram até o NCIS. McGee estava de licença, então precisavam cobri-lo.
Algumas horas de trabalho depois, o telefone de Ziva tocou, ela então viu que era uma mensagem de Dylan:
“O Michel está chegando na capital. Eu chego aí em três horas. Ziva, faça o que quiser, mas me espera ou vá atrás dele acompanhada. Beijos, se cuida. Eu te amo.”
Ziva desligou o telefone e o guardou em sua mesa, foi em direção ao Tony e chamou a sua atenção:
– Amor, eu vou comprar algo pra comer. E depois vou lá em casa tomar alguns remédios. Minha cabeça está doendo um pouco.
– Tudo bem, amor. Vai lá, qualquer coisa me liga.
– Okay. – Ziva se abaixou até ficar na altura que Tony se encontrava e o beijo, coisa que ela nunca fazia na base. – Eu te amo.
– Eu também te amo.
Tony ficou parado vendo Ziva se afastar e quando ela saiu do seu campo de visão, ele voltou a sua atenção para os papéis que preenchia.
Ziva pegou o seu carro de dirigiu até o Capitólio, ficou por lá durante vinte minutos e então avistou Michel entrando em um carro cor preta. Ziva não pensou duas vezes e seguiu aquele carro. Dirigiram por mais ou menos meia hora, Ziva tentou ao máximo não ser notada e pareceu que havia conseguido. O carro deixou Michel em uma casa bastante distantes da cidade, assim que o carro se afastou e Michel entrou na casa, Ziva desceu do carro e esperou mais alguns segundos e então entrou apontando a arma para a cabeça de Michel:
– Não se mecha.
Mas Michel não obedeceu, ele se virou podendo olhar profundamente nos olhos de Ziva:
– Ziva David, eu esperei tanto por esse encontrou.
Michel esticou os seu braço até um interruptor que tinha na parede e todas as luzes se apagaram.
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