Say Something

10 Going To Hospital


Notas iniciais
Eu demorei neh... eu sei. Me perdoem, mas eu estava em um grande dilema. Olha, eu já decide o que vou fazer. EU vou terminar essa, mas porém vou fazer a segunda temporada para resolver assuntos que não serão resolvidos agora, porque se não, não vai ter graça. Mas eu vou terminar esse e em pouco dias eu já começo a segunda temporada. Okay? Okay!

Tony sentou-se na cama ao lado de Ziva e ficou a encarando e esperando uma resposta mais completa:

– Seu irmão? Filho da sua mãe e seu pai? Igual a Tali ou como o Ari?

– Como o Ari. Ele é filho do meu pai com uma moça que trabalhou com ele há alguns anos.

– Eu não sabia que seu pai tinha outro filho.

– Nem eu. Conheci ele no enterro do Ari. Os dois já haviam se encontrado algumas vezes. Depois do enterro de Ari eu nunca mais o vi. Mas quando meu pai morreu, Dylan apareceu de novo e desde então não perdemos mais contato.

– Ziva, você já parou pra pensar que ele pode estar mentindo pra você? Que talvez ele esteja ajudando o Michel, o Ari se revoltou uma vez...

– Não, Tony. Claro que não. O Dylan é diferente. Somos parecidos. Se você conhecesse ele saberia que ele é incrível.

– Tudo bem, se você acredita nele eu acredito também. Amanhã procuramos ele e tentamos ajuda-lo de alguma forma.

– Obrigada.

Tony abraçou Ziva e a fez deitar na cama de novo e agora com a cabeça no peito de Anthony, Ziva dormiu. Mas Tony passou a noite toda acordado analisando o que estava acontecendo.

Na manhã seguinte ele se levantou tomando cuidado para não acordar Ziva, tomou um banho rápido e foi fazer o café. Estava terminando de fritar as torradas quando sentiu uma presença atrás de si. Tony virou-se já com as mãos em volta da cintura de Ziva:

– Essa camiseta fica melhor em você do que em mim. – Tony disse analisando a morena de cima a baixo. Ziva o abraçou escondendo o rosto no pescoço dele. – Dormiu bem?

– Sim. Torradas? – Tony balançou a cabeça de forma afirmativa. – Eu amo suas torradas.

– Só elas?

– Não. Eu amo você também.

Ziva sorriu abertamente fazendo aquela pequena mecha de seu cabelo cair em seu rosto, Tony gentilmente tirou a mecha do rosto de Ziva pra ela e lhe deu um beijo calmo e romântico. Um beijo que fez os dois quererem ficar ali pra sempre, apenas um nos braços do outro, olhando nos olhos um do outro.

Separaram-se com beijos castos, mas ainda não se soltaram, Tony foi descendo os beijos pelo o pescoço de Ziva enquanto uma de suas mãos tentava desabotoar a camiseta que ela vestia. Como música de fundo os dois tinham o celular de Ziva que tocava:

– Amor, eu preciso atender. – Ziva dizia tentando se livrar dos braços de Tony.

– Certeza? – ele questionou ainda com os lábios no pescoço dela.

– Sim, eu tenho.

– Tudo bem. Eu termino de arrumar aqui. – Tony disse soltando Ziva e lhe dando um selinho.

Ziva caminhou um pouco mais rápido até a mesa de centro e pegou seu telefone:

– David!

– Ziva, é o Dylan. Eu preciso de ajuda.

– O que aconteceu?

– Michel me ligou e disse que precisa se encontrar comigo hoje a tarde.

– Por que?

– Eu não sei, mas acho que tem algo a ver com a minha mãe e você.

– Me fala onde é que eu vou te dar reforços.

– Eu te falo se você me prometer que vai chamar a polícia em vez de vim atrás de mim.

– Tá, tudo bem.

– No mesmo lugar que eu te escondi todo esse tempo.

– O hotel abandonado. Okay, tudo bem.

– Ziva eu estou falando sério, não aparece aqui, por favor. Ele vai te matar.

– Se cuida Dylan. – Ziva desligou o telefone e o jogou em cima do sofá.

– Quem era? – Tony perguntou entregando um copo de café pra Ziva.

– O Dylan.

– O que ele queria?

– Ele disse que vai se encontrar com o Michel hoje.

– Ótimo, vamos ligar para o Gibbs e iremos com ele. Mas, você fica.

– Mais que droga. Eu sei me cuidar. – Tony ficou parado olhando para Ziva e ela pode notar a decepção no olhar dele. Ziva colocou o copo de café na mesa de centro e caminho até Tony e o abraçou. – Me desculpa. É que eu só quero terminar com isso logo. Quero que tudo volte a ser como era antes.

– Tudo bem. Vamos nos trocar e ir no NCIS e resolvemos tudo isso.

Menos de uma hora já haviam chegado na agência. Tony, Ziva, McGee e Gibbs foram até a sala de interrogatórios, onde Ziva contou tudo o que havia contado a Tony:

– Podemos confiar no Dylan? – Gibbs perguntou olhando fixamente nos olhos de Ziva.

– Sim, ele é confiável.

– Tudo bem. Iremos até esse encontro, mas não podemos ser notados. Se pegarmos o Michel temos uma lista enorme de acusações contra ele. Faremos o possível para Dylan não sofrer nada com isso, nem ele e nem a mãe dele.

– Obrigada. Mas eu acho que tenho um plano.

– Um plano? E esse plano inclui ficarmos todos vivos? – McGee perguntou em um tom irônico.

– Olha, Dylan me disse que Michel está atrás de mim, nada melhor do que eu aparecer lá e me fazer de isca. Quando ele chegar vocês pegam ele e pronto.

– Não, sem chances. – Tony disse olhando para a parede.

– Você tem uma ideia melhor?

– Há outras maneiras e você sabe disso.

– Tony, eu vou ficar bem.

Ziva demorou mais tempo do que esperava para conseguir convencer os rapazes de que o plano dela era realmente bom.

Quando deu a hora de irem ao local marcado com Dylan, Gibbs repassou com todos os detalhes do plano para não haver erro algum.

McGee e Gibbs foram em um carro, enquanto Ziva e Tony no outro. Gibbs parou três ruas a baixo do local de encontro e Tony duas a baixo. Antes de Ziva descer do carro Tony a segurou pelo braço:

– Hey, toma cuidado.

– Eu vou tomar e você está aqui pra me proteger, então não estou com medo.

– Eu te amo!

– Eu também.

Tony ficou parando dentro do carro vendo Ziva se afastar, apesar da distância ele ainda conseguia ter uma boa visão em cima dela.

Ziva foi se aproximando do hotel e já avistou Dylan:

– Hey... Dy. Como você está? – Ziva disse chamando a atenção de Dylan.

– Mais que merda você está fazendo aqui?

– Eu vim te ajudar Dylan. Você não pode enfrentar o Michel sozinho. Vamos te ajudar a achar a sua mãe e vai ficar tudo bem.

Dylan estava parado e olhando fixamente para um ponto que não era Ziva. Ele parecia assustado, Ziva olhou para trás e conseguiu ver a sombra de um homem entre algumas árvores que tinha alí perto:

– Meu Deus! Ziva, eu sinto muito.

Essa foi a única frase que Ziva foi capaz de ouvir antes de sentir duas balas queimando dentro de si. Ela colocou a mão no seu abdômen conseguindo tampar apenas um dos ferimentos e foi caindo lentamente. Dylan correu em direção a ela e com a arma ainda na mão acariciou o rosto dela e falou algo em seu ouvido que fez ela sorrir. Vendo Tony e Gibbs se aproximando Dylan fugiu:

– McGee vem comigo, vamos tentar alcança-lo. – Gibbs disse correndo.

– Oh meu Deus. Ziva, fala comigo. – Tony sentou-se no chão colocando a cabeça de Ziva em seu colo. – Eu disse pra você não fazer isso.

– Tony...

– Não, não fale nada.

– Tony, eu preciso que você...preciso que você...

– Precisa do que, meu amor?

– Vá até o México e procure por Maria Dolores, diga que você é meu amigo e vai ficar tudo bem.

– Maria Dolores? Ziva, isso é sobre o que? Como vou acha-la?

– Pergunte na cidade. Tony, Cidade do México e Maria Dolores, não se esqueça. Promete pra mim que vai procura-la.

– Eu prometo, assim que você sair do hospital...

– Não, você vai agora. Tony, por favor. – Ziva disse antes de fechar os olhos.

– Eu prometo. – Tony disse ligando para a ambulância.

Notas finais
Meu Deus. EU deixo vocês me odiarem. Tudo bem, sem problemas. Mas a Tia ama vocês. Beijos :*