Say Something
10 Going To Hospital
Notas iniciais
Tony sentou-se na cama ao lado de Ziva e ficou a encarando e esperando uma resposta mais completa:
– Seu irmão? Filho da sua mãe e seu pai? Igual a Tali ou como o Ari?
– Como o Ari. Ele é filho do meu pai com uma moça que trabalhou com ele há alguns anos.
– Eu não sabia que seu pai tinha outro filho.
– Nem eu. Conheci ele no enterro do Ari. Os dois já haviam se encontrado algumas vezes. Depois do enterro de Ari eu nunca mais o vi. Mas quando meu pai morreu, Dylan apareceu de novo e desde então não perdemos mais contato.
– Ziva, você já parou pra pensar que ele pode estar mentindo pra você? Que talvez ele esteja ajudando o Michel, o Ari se revoltou uma vez...
– Não, Tony. Claro que não. O Dylan é diferente. Somos parecidos. Se você conhecesse ele saberia que ele é incrível.
– Tudo bem, se você acredita nele eu acredito também. Amanhã procuramos ele e tentamos ajuda-lo de alguma forma.
– Obrigada.
Tony abraçou Ziva e a fez deitar na cama de novo e agora com a cabeça no peito de Anthony, Ziva dormiu. Mas Tony passou a noite toda acordado analisando o que estava acontecendo.
Na manhã seguinte ele se levantou tomando cuidado para não acordar Ziva, tomou um banho rápido e foi fazer o café. Estava terminando de fritar as torradas quando sentiu uma presença atrás de si. Tony virou-se já com as mãos em volta da cintura de Ziva:
– Essa camiseta fica melhor em você do que em mim. – Tony disse analisando a morena de cima a baixo. Ziva o abraçou escondendo o rosto no pescoço dele. – Dormiu bem?
– Sim. Torradas? – Tony balançou a cabeça de forma afirmativa. – Eu amo suas torradas.
– Só elas?
– Não. Eu amo você também.
Ziva sorriu abertamente fazendo aquela pequena mecha de seu cabelo cair em seu rosto, Tony gentilmente tirou a mecha do rosto de Ziva pra ela e lhe deu um beijo calmo e romântico. Um beijo que fez os dois quererem ficar ali pra sempre, apenas um nos braços do outro, olhando nos olhos um do outro.
Separaram-se com beijos castos, mas ainda não se soltaram, Tony foi descendo os beijos pelo o pescoço de Ziva enquanto uma de suas mãos tentava desabotoar a camiseta que ela vestia. Como música de fundo os dois tinham o celular de Ziva que tocava:
– Amor, eu preciso atender. – Ziva dizia tentando se livrar dos braços de Tony.
– Certeza? – ele questionou ainda com os lábios no pescoço dela.
– Sim, eu tenho.
– Tudo bem. Eu termino de arrumar aqui. – Tony disse soltando Ziva e lhe dando um selinho.
Ziva caminhou um pouco mais rápido até a mesa de centro e pegou seu telefone:
– David!
– Ziva, é o Dylan. Eu preciso de ajuda.
– O que aconteceu?
– Michel me ligou e disse que precisa se encontrar comigo hoje a tarde.
– Por que?
– Eu não sei, mas acho que tem algo a ver com a minha mãe e você.
– Me fala onde é que eu vou te dar reforços.
– Eu te falo se você me prometer que vai chamar a polícia em vez de vim atrás de mim.
– Tá, tudo bem.
– No mesmo lugar que eu te escondi todo esse tempo.
– O hotel abandonado. Okay, tudo bem.
– Ziva eu estou falando sério, não aparece aqui, por favor. Ele vai te matar.
– Se cuida Dylan. – Ziva desligou o telefone e o jogou em cima do sofá.
– Quem era? – Tony perguntou entregando um copo de café pra Ziva.
– O Dylan.
– O que ele queria?
– Ele disse que vai se encontrar com o Michel hoje.
– Ótimo, vamos ligar para o Gibbs e iremos com ele. Mas, você fica.
– Mais que droga. Eu sei me cuidar. – Tony ficou parado olhando para Ziva e ela pode notar a decepção no olhar dele. Ziva colocou o copo de café na mesa de centro e caminho até Tony e o abraçou. – Me desculpa. É que eu só quero terminar com isso logo. Quero que tudo volte a ser como era antes.
– Tudo bem. Vamos nos trocar e ir no NCIS e resolvemos tudo isso.
Menos de uma hora já haviam chegado na agência. Tony, Ziva, McGee e Gibbs foram até a sala de interrogatórios, onde Ziva contou tudo o que havia contado a Tony:
– Podemos confiar no Dylan? – Gibbs perguntou olhando fixamente nos olhos de Ziva.
– Sim, ele é confiável.
– Tudo bem. Iremos até esse encontro, mas não podemos ser notados. Se pegarmos o Michel temos uma lista enorme de acusações contra ele. Faremos o possível para Dylan não sofrer nada com isso, nem ele e nem a mãe dele.
– Obrigada. Mas eu acho que tenho um plano.
– Um plano? E esse plano inclui ficarmos todos vivos? – McGee perguntou em um tom irônico.
– Olha, Dylan me disse que Michel está atrás de mim, nada melhor do que eu aparecer lá e me fazer de isca. Quando ele chegar vocês pegam ele e pronto.
– Não, sem chances. – Tony disse olhando para a parede.
– Você tem uma ideia melhor?
– Há outras maneiras e você sabe disso.
– Tony, eu vou ficar bem.
Ziva demorou mais tempo do que esperava para conseguir convencer os rapazes de que o plano dela era realmente bom.
Quando deu a hora de irem ao local marcado com Dylan, Gibbs repassou com todos os detalhes do plano para não haver erro algum.
McGee e Gibbs foram em um carro, enquanto Ziva e Tony no outro. Gibbs parou três ruas a baixo do local de encontro e Tony duas a baixo. Antes de Ziva descer do carro Tony a segurou pelo braço:
– Hey, toma cuidado.
– Eu vou tomar e você está aqui pra me proteger, então não estou com medo.
– Eu te amo!
– Eu também.
Tony ficou parando dentro do carro vendo Ziva se afastar, apesar da distância ele ainda conseguia ter uma boa visão em cima dela.
Ziva foi se aproximando do hotel e já avistou Dylan:
– Hey... Dy. Como você está? – Ziva disse chamando a atenção de Dylan.
– Mais que merda você está fazendo aqui?
– Eu vim te ajudar Dylan. Você não pode enfrentar o Michel sozinho. Vamos te ajudar a achar a sua mãe e vai ficar tudo bem.
Dylan estava parado e olhando fixamente para um ponto que não era Ziva. Ele parecia assustado, Ziva olhou para trás e conseguiu ver a sombra de um homem entre algumas árvores que tinha alí perto:
– Meu Deus! Ziva, eu sinto muito.
Essa foi a única frase que Ziva foi capaz de ouvir antes de sentir duas balas queimando dentro de si. Ela colocou a mão no seu abdômen conseguindo tampar apenas um dos ferimentos e foi caindo lentamente. Dylan correu em direção a ela e com a arma ainda na mão acariciou o rosto dela e falou algo em seu ouvido que fez ela sorrir. Vendo Tony e Gibbs se aproximando Dylan fugiu:
– McGee vem comigo, vamos tentar alcança-lo. – Gibbs disse correndo.
– Oh meu Deus. Ziva, fala comigo. – Tony sentou-se no chão colocando a cabeça de Ziva em seu colo. – Eu disse pra você não fazer isso.
– Tony...
– Não, não fale nada.
– Tony, eu preciso que você...preciso que você...
– Precisa do que, meu amor?
– Vá até o México e procure por Maria Dolores, diga que você é meu amigo e vai ficar tudo bem.
– Maria Dolores? Ziva, isso é sobre o que? Como vou acha-la?
– Pergunte na cidade. Tony, Cidade do México e Maria Dolores, não se esqueça. Promete pra mim que vai procura-la.
– Eu prometo, assim que você sair do hospital...
– Não, você vai agora. Tony, por favor. – Ziva disse antes de fechar os olhos.
– Eu prometo. – Tony disse ligando para a ambulância.
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