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2 Capítulo 2 - Fuga
Passam-se quinze dias, e todos os que estavam na hospedaria da ilha, tiveram que se esconder durante semanas, que mais se pareciam anos. Todos ficavam ouvindo passos na parte de cima da hospedaria, eram os zumbis que andavam de lá para cá e de cá para lá.
Depois de alguns dias, e então, Allyn resolve sair do porão, e procurar mais comida, pois a comida do porão já estava acabando.
Com certeza, mais corajosa que ela não existia. O que tinha de corajosa tinha de bonita.
Sem medo, lá foi ela, apenas com um taco de golfe com uma tesoura na ponta, ela não sabia nada sobre “eles” e todos ficaram achando que ela provavelmente não voltaria. Mas não foi bem assim.
Em menos de meia hora, ela já havia trancado todas as portas e janelas, e se livrado de todos os bichos de dentro da hospedaria, assim, dando uma chance para que todos que morriam de medo subissem novamente. Ao menos agora, todos poderiam dormir em camas macias.
Os especialistas ainda estavam tentando desvendar o que havia por trás de tudo aquilo, tentando achar respostas para saber por que as pessoas se infectaram, ou até mesmo, se foi à planta que fez isso.
Os dias se passaram, e as pessoas que estavam na hospedaria, estavam começando a ficar seriamente doentes, diziam que havia “fungos” no ar pela hospedaria inteira, mas como não poderíamos abrir as janelas, a única escolha seria ir embora dali.
Muitos acabaram sendo atacados, sendo infectados ou mortos durante a exploração da ilha, mas isso não foi o suficiente para nos abalar.
Todos iam cada vez mais, e mais mata adentro. Tudo o que queríamos era ir para casa, rever nossas famílias, tomar um bom banho de agua quente... Era só o que queríamos, mas infelizmente, nada disso estava nos nossos planos.
Depois de dias andando, nós encontramos um lugar um tanto bom para ficar. E então, construímos várias cabanas com folhas de palmeiras, e pedaços de madeira que encontramos durante a caminhada na mata.
Estávamos em um lado inexplorado da ilha, onde nenhum infectado havia chegado, mas infelizmente, alguns de nossos sobreviventes estavam infectados, e então, começados a mata-los... Um por um, todos foram morrendo.
Allyn foi nomeada “líder” do nosso grupo de sobreviventes. Todas as vezes que íamos explorar algum lugar, ela sempre ia à frente, caso aparecesse algum animal, ou um infectado á frente.
Ela às vezes agia de forma diferente, quando estava perto de um sobrevivente, o nome dele era... Eh... John, isso! Seu nome era John.
Allyn parecia apaixonada por John, mas como ninguém é eterno, ele acabou sendo morto em uma exploração pela ilha, e com isso, Allyn começou a ficar muito, muito deprimida, e as últimas palavras de John para Allyn foram:
“Não gaste seu tempo precioso pensando em mim. Durante minha vida, eu já fui muito ruim, e me arrependo disso.”
E então, Allyn falou.
-Não me importo com seu passado. Eu não vou suportar saber que você morreu por mim! Fui eu que deixei de te proteger, e agora, você esta assim, caído no chão, e eu não posso fazer nada. Eu já matei tantos “deles” sem nenhuma compaixão... Você não pode ter sido pior.
-Você pode agir de uma forma agressiva Allyn... Mas eu... Eu sou um monstro! Por favor... Não gaste seu tempo se culpando, além de que isso não foi culpa sua, e sobre matar “eles”. Só posso dizer uma coisa; Eles já estão mortos, você esta fazendo tudo isso para proteger os que ainda estão vivos, agora... Vá, volta logo ao grupo, eles precisam de sua proteção.
Ao voltar, Allyn percebeu que havia ficado tempo de mais fora, e todos os sobreviventes foram brutalmente assassinados pelos infectados.
Ela começou a se culpar por todas as mortes... E agora, ela era a única na ilha. Então, resolveu fazer um sinal para caso alguém aparecesse, para que ela fosse salva.
Ela fez uma grande fogueira, e horas depois, um helicóptero passa pela ilha, e vê o sinal. Pousa, e salva Allyn. Mas antes de ir, ela percebe que o dono da hospedaria, estava com uma carta em suas mãos, e ela deveria ser entregue a um homem chamado Carl C. Johnson.
Estava tudo correndo bem, mas ao chegar perto da praia de Santos, no Brasil, o helicóptero perde o controle... O piloto havia sido infectado, e estava tendo o efeito da mordida no pior momento possível.
O helicóptero acabou caindo no mar, e Allyn teve de sair às pressas de lá, pois a agua estava contaminada, e não se sabe o que poderia acontecer se ficasse muito tempo em contato com ela.
Allyn já estava em terra firme, quando viu que não era apenas a ilha de Kiaku que estava totalmente dominada pelos infectados, toda a cidade estava destruída.
Os ventos sopravam fortes, o céu estava nublado, prédios destruídos, caindo aos pedaços. As portas e janelas das casas batiam conforme o vento soprava... Tudo o que Allyn queria era um bom lugar para descansar, e dizer a si mesma que tudo vai ficar bem...
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