Save Snape

1 Chegada em Hogwarts


Notas iniciais
como disse antes, estou de conta nova repostando essa belezinha, espero que gostem, nos vemos lá nos comentários ;)❤

Era isso então.

A loira estava prestes a começar um novo caminho em sua vida.

Ser conselheira em Hogwarts.

Lanna era capaz de apostar todos os galeões que tinha no Gringotes, que Minerva havia inventado aquilo apenas para a manter longe das caçadas com os Winchester’s, ainda mais agora que John estava mais obcecado do que nunca em achar o demônio de olhos amarelos.

Quando tia Minerva ouviu que Lanna ia ajudá-los, ficou louca! Como se ela não soubesse se defender, como se todo treinamento e experiência como auror e caçadora não valessem de nada. Mas Minerva deu atenção a isso? Claro que não! Tratou de inventar o tal cargo de conselheira só para ficar de olho nela, e ainda com uma desculpa bem esfarrapada;

— Querida, você é ótima com as pessoas. Tenho certeza que fará um belo trabalho. Seus conselhos são valiosos.

Francamente!

Ela era uma Auror!

Mas não pôde recusar. Parece que até Bobby resolveu se juntar ao clube de Minerva e passou a insistir para que a loira fosse, e Minerva já havia feito tanto por ela...

Enfim, Lanna aparatou da casa de Bobby, em Sioux Falls EUA, até Londres na estação de King`s Cross, para pegar o Expresso Hogwarts no dia 1° de Setembro, juntamente com os alunos.

A loira dormiu a viagem toda e quando desceu em Hogsmeade tratou de dar um longo abraço em Hagrid e o acompanhou com as crianças do primeiro ano.

— Minerva me contou o que vêm acontecendo lá no seu outro mundo...

A loira fez uma careta, pensar nos outros aumentava ainda mais sua culpa de não estar lá com eles ajudando.

— Ah não, desfaça essa carranca Lannnis, sabe que Minerva só procura fazer o que é melhor para você.

— Mas eu já estou bem grandinha pra decidir por mim mesma o que é certo ou não. Entendo que tia Minerva se preocupe, mas as vezes ela se preocupa além da conta.

O grandão lhe olhou um tanto preocupado.

— Cuidado nunca é demais! Ninguém quer que nada de ruim aconteça a você, e depois do que aconteceu com a namorada de Sam então, seus tios tem sérios motivos para te querer afastada de tudo aquilo.

— Exatamente quando eles estão mais enganados! Agora Sam e Dean precisam de toda ajuda possível para encontrar o tio John, antes que mais alguém morra!

— E é por isso que a senhorita está aqui, para não ser a próxima!

Depois dessa ela não quis mais conversar, ficando quieta enquanto a carruagem ia seguindo seu caminho até o castelo.

Era tão injusto! Sua cabeça não parava de pensar nos meninos, em John, em Bobby...

Certo que eles só a queriam proteger, mas depois de tudo que ela já havia feito era tão idiota! Ela era uma caçadora! Podia lidar com tudo aquilo, e depois de todo esse tempo porque eles não?

(...)

Quando chegaram ao castelo, Lanna foi instruída por Hagrid a se sentar com ele na mesa dos professores, o que assustou a moça, ela seria só uma conselheira ali, não era tão importante assim, mas mesmo assim se sentou quando Hagrid sussurrou;

— Minerva pediu.

A loira apenas bufou de raiva, mas logo desfez a carranca e sorriu para Madame Sprout e o Prof. Slughorn que estavam logo a diante. Professor Flitwick acenou animadamente para ela.

Minerva exibia um grande sorriso orgulhoso cada vez que trocavam olhares.

E também havia Snape, com sua eterna cara amarrada, parecendo odiar cada minuto de tudo.

Lanna se perguntava se o que aconteceu entre ele e Harry havia afetado alguma coisa lá dentro, em Harry definitivamente que sim. Apesar de Snape não ser o melhor amigo da vida de Potter, ele agora falava com grande admiração sobre Severo

Harry dizia que as poucas vezes que o encontrou, e por acidente, foram embaraçosas e incrivelmente rápidas.

Rony dizia, e isso no jeito mais grosseiro, que Snape se sentia profundamente envergonhado de ter mostrado seus sentimentos a Harry e ainda ter vivido para o encarar nos olhos depois. Claro que Hermione o estapeava logo depois por ser tão indelicado para dizer uma coisa daquelas sobre o homem mais corajoso que já tinham visto.

Harry não sabia como agir quando Snape estava por perto, ficava nervoso, então em sua mente os breves encontros que tiveram eram mais do que satisfatórios.

Minerva se pôs a dar as boas vindas aos novos alunos e aos veteranos de Hogwarts, e não pode deixar de apresentar Lanna, explicando brevemente seu cargo, dizendo que diante de qualquer problema se calar não é a solução, e Lanna estava ali para ajudar.

Como ser caçadora não é lá uma trilha para achar ouro, Lanna precisava de alguma fonte de renda para ajudar Bobby em casa, já que os galeões em Gringotes não valiam de nada no outro mundo. A bruxa trabalhou como conselheira em escolas, e em algumas universidades. Ela até que gostava, gostava de ajudar com o que podia.

Se perguntou se seus pais sentiriam orgulho dela. Não era a grande carreira como Auror que eles imaginaram que ela teria, para seguir os passos deles, mas aquilo era ajudar vidas também, e era isso que eles queriam que ela fosse, boa.

— Como vai Harry e os Wesley? – Hagrid iniciou uma conversa.

Lanna sorriu, seus pais haviam conhecido os Wesley no tempo deles em Hogwarts, eles tinham ela como um de seus filhos, a amavam como uma. E por ser tão próxima deles, por consequência virou uma grande amiga de Harry também.

— Estão todos ótimos. Estive com eles na semana passada, lhe mandaram um forte abraço. Harry e Rony estão dando duro com Quim e Mione para reparar os danos daquele Ministério, e não está sendo tão fácil limpar tudo.

— Imagino que sim. Eles vão criar um novo mundo, Lanna. Você verá!

Ela sorriu grande,

— Eu sei que vão.

Lanna não quis esperar para falar com Minerva, ainda estava no começo do banquete e ela já estava tão exausta que resolveu ir para seu quarto.

Se despediu de todos com um sorriso e se dirigiu para sua sala/quarto, no terceiro andar. Era um espaço até grande para o tipo de função que ela teria ali, e claro um cômodo mágico numa porta dava passagem para um imenso quarto, equipado com tudo que ela viria a precisar. Suas coisas já estavam lá, e com um gesto de sua varinha, seus pertences foram para os lugares de seu desejo.

Não se demorou fazendo isso, até porquê o cansaço realmente estava se apossando dela, dormiu e sonhou que estava com os Winchester’s novamente.

(...)

Ela acordou mais cedo do que realmente era necessário e foi até a cozinha tomar café, os pequenos elfos a empanturraram de coisas e pedidos para que voltasse mais tarde para o almoço e chá.

Depois foi até a sala da tia, que a prendeu em um abraço por vários segundos.

— Que bom que já esta acordada, querida. Queria mesmo conversar com você.

A senhora tinha um baita sorrisão no rosto.

— Bom dia para a senhora também. Parece bem ansiosa.

Minerva riu meio envergonhada.

— Estou sendo exagerada? Ah me desculpe, querida! Estou tão feliz com a sua vinda. Fará coisas maravilhosas à todas essas crianças. Muitas perderam familiares e amigos na Batalha, e não se sentem a vontade falando disso com conhecidos, talvez com você aqui eles possam se abrir mais.

Ainda sim, vendo a empolgação da tia, não conseguia se sentir confortável com tudo aquilo, então abriu um pequeno sorriso.

— Espero que sim, tia.

Minerva a olhou, estranhando algo.

— Porque parece que a única pessoa animada com isso sou eu?

Lanna inspirou cansada, não queria começar uma discussão agora, mas precisava falar.

— Me desculpa, tia Minerva. É ótimo voltar a Hogwarts, mas eu não pertenço mais a esse lugar. Deveria estar com Sam e Dean, ajudando a procurar John.

Minerva a olhou descrente e disse pausadamente.

— Lanna, essa não é sua luta.

Lanna ficou indignada.

— Essa é minha luta! Eles são minha família também! Eu deveria estar lá.

— Bobby não te quer no meio daquilo, e muito menos eu!

— Então vou dar uma notícia que vai chocar a senhora. EU POSSO DECIDIR SOZINHA O QUE É OU NÃO É BOM PARA MIM!

Nenhuma das duas percebeu a figura de Snape que acabara de entrar na sala da diretora.

— Bobby e eu fizemos uma promessa aos seus pais, Lanna. Não vamos colocar sua vida em risco.

Mencionar seus pais sempre a atingira mais do que qualquer coisa.

Minerva continuou;

— Primeiro foi a Mary, agora Jessica, eu não vou deixar você ser a próxima.

No silencio das duas trocando olhares, Snape resolveu se fazer presente.

— Me desculpem senhoras, por interromper, mas preciso de um minuto de sua atenção, Minerva.

As duas mulheres pareciam igualmente embaraçadas.

Minerva limpou a garganta.

— Lanna, já sabe onde fica sua sala e já te deixei a parte de todos os horários e rotinas. Ironicamente vai estar ao lado de Snape no terceiro andar, aonde ele ensina Defesa Contra as Artes das Trevas.

Lanna arregalou os olhos.

— Achei que ainda ensinava Poções.

Snape a olhou estranho.

— Como pôde escutar, não mais ocupo esse cargo.

Lanna sorriu olhando ele.

Ele parecia tão fofo, mesmo com uma cara rabugenta.

— O quê? – ele perguntou, incomodado.

— Quem sabe eu não apareça na sua sala e ensine algo aos seus alunos...e a você.

O homem alto de cabelos negros ficou imediatamente vermelho, Minerva arfou.

— Lanna! – a advertiu.

— Como auror! Pelos céus, tia! Que mente essa da senhora! – ela terminou rindo.

Minerva balançou a cabeça em reprovação.

— Pode nos dar licença? Depois irei até você.

— Com certeza. Até mais Snape, te vejo no terceiro andar.

Deu uma piscadinha para ele, se deliciando em ver que ele pôde ficar ainda mais vermelho que antes, rindo ela saiu porta afora.

Notas finais
amanhã tem mais