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29 Palco
Notas iniciais
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
"O vício é um erro de cálculo na busca da felicidade". – Jeremy Betham
E põe erro nisso.
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- Música sugerida (The unforgiven – Gregorian) –
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Edward logo se viu rodeado por pessoas, os dois agentes que o acompanhavam aproximaram-se notando de cara que a moça já estava sem vida, Edward colocando a mão sobre o semblante sofrido da loira fechou seus olhos...
- A distancia dificultou-nos... Infelizmente o atirador escapou, mas o perímetro está sendo cercado... Dizia um dos rapazes, o Cullen apenas pensava na ultima palavra proferida por Gianna... “Laurent”... O nome pisca em neon em sua cabeça...
- Não pode ser... Disse para si mesmo levantando-se e se afastando do corpo, as pessoas em volta em seus cochichos aterrorizados assistiam a mais uma cena triste na grande metrópole... “Laurent”... Existiam tantos não é mesmo? Questionava-se ao passo que sentia a ardência ainda permanente em seu ombro... Não era possível que justamente um ex-funcionário seu tivesse um envolvimento com Aro Volturi... Seria absurdo demais... E o que nessa vida não era absurdo? Perguntou-se por fim, limpando a mão cheia de sangue na calça jeans que vestia... Pegou o celular do bolso...
- Você está sangrando Edward. Disse outro agente.
- Eu sei... Estou bem, foi só de raspão. Afirmou ouvindo a ligação ser completada.
- Já estou sabendo. Disse Billy antes mesmo de falar “alô” demonstrando não estar satisfeito. – Venha para cá agora. Ordenou se comportando como seu antigo chefe e Edward entendeu o recado, significava que não deveria falar nada ali em meio a pessoas desconhecidas, qualquer um poderia ser suspeito... Edward foi obrigado por um dos agentes e ir a um pronto atendimento para verificar o ferimento em seu ombro... Felizmente o mesmo se tratava de um tiro de raspão, sendo limpa e tradada a pele queimada pela pólvora foi coberta por gaze e Edward liberado em seguida...
**
- Tem certeza que ela está morta? Questionou Laurent.
- Absoluta senhor, acabaram de fechar o saco preto com ela dentro. Afirmou um de seus homens o mesmo que fizera o serviço.
- Perfeito... Pode voltar. Ordenou encerrando a ligação, a noticia trouxe alivio ao bandido que satisfeito cheirou uma carreira de cocaína a sua frente tendo Jane sentada em seu colo. – Vamos comemorar doçura... Comemorar...
- Laurent... Sabe que precisamos ir embora... Seu prazo está se esgotando... Dizia de forma débil a loira e ele se importa-se lhe beijou...
**
- Ela disse algo... Tentou dizer na verdade... Esboçou um Edward um tanto atordoado para Billy.
- E seria? Quis saber.
- Laurent... Foi o nome que ela disse e depois parou no meio de outra palavra que sinceramente... Tinha algo semelhante à segurança, seguro...
- Isso lhe soa familiar de alguma forma? Perguntou.
- Me soa absurdo... Revoltante e completamente impensado... Soltava caminhando pela sala do ex-chefe... – Tive um funcionário no meu corpo de seguranças... Laurent Duncan... O homem me causou problemas sérios, facilitou um roubo de alto valor em um de meus clientes... Mandamos embora por justa causa e ainda processamos... Dizia lembrando-se da irmã que estava cuidando do caso... Tantas coisas tinham acontecido de lá para cá que o Cullen realmente havia se esquecido do assunto... Sem importar-se de parar a conversa de forma brusca com o Black Edward pegou mais uma vez seu celular...
- Oi maninho, tudo bem? Questionou...
- Alice... Como ficou o caso Laurent Duncan? Questionou sem responder a sua pergunta.
- Nem me fale nesse maldito... Estou tão revoltada Edward... O desgraçado quase foi julgado a revelia, mas no ultimo minuto me apareceu com um advogado que vou lhe dizer é uma pedra no meu sapato, entrou com recursos e mais recursos... Ele deveria já estar cumprindo pena em Attica, mas até agora estou nessa briga idiota com Phil Smith... Esse homem envergonha a minha profissão sabia? Soltou muito irritada e Edward sentiu seu faro aflorar um pouco mais... – Por que pergunta Edward? Questionou no segundo seguinte.
- Acho que esse verme está envolvido com o Volturi. Devolveu irritado.
- Não acredito... Onde você está? Perguntou.
- No Bureau... Respondeu encerrando a ligação... Voltou-se para um Billy um tanto incomodado com a conversa paralela... – Desculpe chefe. Devolveu meio sem graça e respeitosamente lembrando da época em que era agente e subordinado de Billy Black.
- Imagine... Não tenho nada pra fazer mesmo. Soltou com ironia. – Vamos despeja logo Cullen...
- Laurent Duncan... Meu ex-funcionário... É a única pista que tenho... Disse entre revolta e inconformidade...
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O tapete da sala de TV dos Cullen coberto por um lençol era a área de lazer do pequenino Tyler, mas o garotinho não estava interessado em brincar no momento...
- Um choia Tye... Um pecisa... Dizia Kimberly tentando acalmar o irmãozinho enquanto Isabella higienizava sua mama para alimenta-lo.
- Já vai amor... Só um minutinho... Disse Isabella buscando-o no chão.
- Mas esse fofinho da vovó é um esfomeadinho mesmo não? Soltou Esme sorrindo ao entrar na sala... O dia já havia declinava em Hamptons e Isabella passara o por ele aflita, recebera uma rápida e insuficiente ligação de seu amor... Ele estava tenso... Até mesmo angustiado pensava ela ao lembrar-se da curta conversa que tiveram a menos de duas horas, único horário em que ela conseguira falar com Edward... A mamãe pegou Tyler e o pequeno logo buscou seu seio, é como a vovó dizia um esfomeadinho, havia ganhado peso rapidamente e até mesmo a pediatra que fora vê-lo dissera que o pequenino estava evoluindo muito bem e a insignificante prematuridade em nada lhe afetaria... Um carro se ouviu parando e as mulheres logo ficaram em alerta... Kim entretida com o desenho não percebeu seu dady parando na porta minutos depois trazendo um sorriso de alivio a Isabella...
- De novo? Soltou o papai brincalhão vendo Tyler no seio da mãe sugando tudo que era possível... – Ei boquinha nervosa... Disse brincalhão dando um beijinho na testa do bebê e em seguida tocou de leve os lábios de sua amada...
- Dady... Falou Kimberly agarrando suas pernas.
- Olá minha gatinha. Respondeu ajoelhando-se e abraçando a garotinha. – Como foi seu dia? Perguntou depois de beijar sua bochecha.
- Eu binquei com o Tye... Mas ele choia muito. Disse quase inconformada e Edward riu agarrando-a mais uma vez.
- Tudo bem? Perguntou Isabella demonstrando sua preocupação... Edward lhe fitou sorrindo e ela entendeu que a conversa viria depois... Edward conversou com o pai antes do jantar e lhe contou tudo que ocorrera enquanto Isabella dava banho em seus pequenos com o auxilio da sogra, Kimberly quis depois do jantar ver desenhos no colo de seu dady e só o largou quando adormeceu... Edward subiu com sua pequenina molinha em seus braços... O Cullen adentrou no quarto que dividia com Isabella logo vendo uma troca de fraldas...
- Uau... Isso não pode ser apenas leite materno. Afirmou brincalhão se referindo ao cheiro da fralda suja de Tyler e Isabella riu.
- Que bom que o papai chegou ele vai colocar a fralda limpa em você meu amor... Disse Isabella em desafio, voltou seu olhar para um Edward meio desconfiado. – O que? Ainda estou sendo boazinha deixando você com a melhor parte... A fralda suja já foi retirada... Agora é fácil...
- Eu acho que isso é um desafio... Estou certo? Questionou se aproximando e Isabella permanecia com o sorriso agora dando uma piscadinha. – E aí filhão... Vamos mostrar pra mamãe que juntos somos uma boa equipe? Questionou se mostrando entendido do assunto... Depois de três tentativas de fechar a fralda o Cullen bufou e Isabella riu vitoriosa. – Princesa... Resmungou e ela aproximou-se para ajuda-lo.
- Se não segurar as perninhas dele não vai conseguir. Disse fechando a fralda com apenas uma mão tento o antebraço como auxilio... Edward coçou a cabeça sem graça e recebeu um beijo como resposta trazendo aos seus lábios um sorriso em seguida... O pequeno Tyler logo adormeceu dando folga a mamãe... Edward caminhou para o closet na intenção de tomar banho... – Amor você não... Isabella foi atrás dele querendo de ouvir sobre seu dia, alguma novidade sobre toda aquela situação, mas foi surpreendida por um Edward de costas apresentando um curativo no ombro... – Deus... O que foi isso? Soltou preocupada e Edward fechou os olhos com força por sua falta de atenção a situação sabendo que a deixara tensa.
- Besteira amor... Um arranhão apenas. Devolveu tentando se virar, mas ela o parou em sem pedir licença abriu o curativo vendo logo a pele queimada por todo o rastro da bala...
- Isso... Isso não foi uma besteira... Edward... Falou tensa... O Cullen agora virou buscando os olhos de sua garota.
- Eu estou bem... E vou te explicar tudo... Consegue fazer outro curativo? Quero tomar um banho livre disso. Disse e ela ainda séria...
- Eu faço um novo curativo, mas antes do banho você explica. Devolveu, ele respirou fundo.
- Fui ao encontro de Gianna... As coisas não saíram como esperado... Ela foi resistente... Na verdade por isso eu esperava e...
- Ela é feita do mesmo material que aquele monstro. Cortou Isabella incomodada. – Edward agora diz o por que desse machucado?
- Ela saiu desembestada pela rua... Tentei segura-la... Infelizmente não estávamos sozinhos, os tiros surgiram... Eu fui rápido, mas não o suficiente...
- Tiros? Deus... Isso foi um tiro? Perguntou horrorizada, o desespero lhe atingindo. – Edward... Esqueça isso... Por favor... Pedia segurando agora o rosto dele com as mãos.
- Calma princesa... Estou bem, eu não era o alvo... Devolvia tentando tranquiliza-la, Isabella afastou-se impaciente, tremula...
- EU QUERO PAZ... Deus... Por favor... Soltou intempestiva abraçando o próprio corpo... As lagrimas mais uma vez se fizeram presente... Edward aproximou-se por trás, abraçando-a... Embalando seu corpo, como se tentasse nina-la...
- Bella... Tudo vai ficar...
- Bem? Disse ainda revoltada afastando-se mais uma vez, o rosto molhado, virou-se para ele... – Bem como? Com você e uma bala no peito? Questionou... O Cullen puxou-a de volta abraçando apertado e não se importando com o ombro ainda dolorido... O banho foi o próximo passo, um curativo em silencio foi feito.. Mais calma Isabella foi para a cama junto com Edward...
- Tenho uma pista... Eu sei que está com medo... Sei que não aguenta mais... Dizia com ambos deitados de lado, as mãos unidas, ela ainda fragilizada. – Tente ao menos entender... Não posso deixar ele impune, livre... Além do mais ainda precisamos traze-la de volta, legalizar sua situação, você não pode permanecer morta... Você sabia que o plano era esse e...
- Não com você levando tiros a céu aberto, correndo atrás de uma idiota desalmada que...
- Ela morreu Bella, Gianna está morta e tenho a certeza de que no ultimo instante se arrependeu de tudo que fez e permitiu ser feito... Por isso tentou me dizer o nome que eu precisava... Embora me deixasse chocado... Laurent... Se for o mesmo Laurent que tive o desprazer de conhecer e pelo visto é... Eu vou pega-lo... Ele tentou matar minha mulher e filho... Eu vou pega-lo e preciso que entenda isso... Preciso do seu apoio... Não desista agora... Estamos chegando ao fim de tudo e não... Disse entendendo em seu olhar o desespero se agigantar, as lagrimas mais uma vez aparecerem... – Nenhum de nós vai morrer... Eu, você, Kim... Tyler... Meus pais... Meus irmãos... A família toda, vamos ficar bem... Lhe prometo isso. Afirmou beijando-a e por fim a abraçou mais uma vez.
- O que você vai fazer agora? Questionou chorosa, a voz abafada por estar escondida no tórax dele.
- Billy ficou de fazer um levantamento detalhado sobre Laurent... E amanhã iremos repassar os detalhes com Vitória antes do encontro dela com o Volturi... O homem está desesperado para vê-la... Mal sabe o que o espera. Soltou com quase escarnio em meio a satisfação, Isabella tremeu em seus braços ao imaginar o que seria protagonizado por Vitória e Aro. – Desculpe amor...
- Não gosto e não quero imaginar essas coisas. Devolveu uma Isabella já sonolenta... Apesar da preocupação, de ver seu amor ferido, ter que cuidar de seu ferimento e enquanto isso imaginar que por um pouco mais a bala teria penetrado sua carne e talvez atingido um órgão vital... Apesar desse medo Isabella sentia-se protegida, acolhida como nunca sentira em sua vida.
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- Laurent Duncan... O rapaz está a um tempo sendo observado, porém não tinha como liga-lo ao caso já que o monitoramento que estamos fazendo com ele visa uma outra investigação, um inquérito relacionado com o trafico na região e ligação com um certo gangster... Sobre o processo ligado a vocês nós realmente sabemos, mas o advogado que ele pegou é com certeza uma raposa velha e uma dor na bunda quando se trata de arrumar brechas na lei... Sinto muito Alice...
- Que seja. Devolveu irritada para o Black.
- Afinal... Ele está aprontando? Questionou o Cullen. – Alguma proximidade com Aro? Concluiu.
- Ele é filhote de Peter Savage...
- Mafia italiana. Soltou Edward.
- Exatamente. Devolveu Billy.
- Phil Smith também é advogado do Savage. Declarou Alice e Billy assentiu. – Inferno odeio me sentir passada pra trás. Afirmou irritada, Edward contara a irmã a ultima palavra proferida por Gianna e agora eles raciocinavam junto com Billy, mas o capitão do FBI quando recebera o nome de Laurent fez facilmente a ligação e agora instigava Edward e Alice a pensar...
- Agora vamos ver se a doutora sabe de quem Phil Smith é muito amigo e inclusive divide rodadas de pôquer... Disse um Billy bem humorado, Edward franziu a testa e Alice pareceu pensar, tão logo seus neurônios fizeram a conexão ela arregalou os olhos...
- Royce King... O safado do Phil é amigo de Royce King... Já os vi várias vezes de conversinha nos corredores do fórum. Soltou e foi na mosca.
- Royce soube de Laurent e com certeza deu a ficha dele para Aro... Ligou Edward... – O atentado que vitimou Kebi... Disse lembrando-se e Billy assentiu. – Inferno Billy temos que pegar esse maldito. Jogou revoltando se levantando da cadeira.
- Então tudo não passa de vingança... De Aro contra Isabella e de Laurent contra... Você, Edward...
- E alguns milhões de dólares no meio de tudo. Afirmou Billy pegando o telefone...
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Monitorar Laurent Duncan era agora uma nova tarefa designada pelo capitão Black a seus subordinados... A questão também era junto pegar a tal loira que estivera na casa de New Rochelle com ele... Tendo esses dois a mão seria simples, trariam Tyler até Manhattan e permitiriam que ele os identificasse e depois de um astuto interrogatório encerrava-se o caso e o julgamento seria marcado... Laurent andava crescendo como um dos homens de confiança de Peter Savage, sujando as mãos por ele, ou melhor arrumando pessoas para sujar as mãos pelo homem que vivia por Manhattan em seus ternos de corte impecável e carrões sempre bem acompanhado... Mas aí seria outra história, outro momento, pegaro grandão da máfia... O momento agora se chamava Aro Volturi e Laurent Duncan...
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- Meu relógio anda correndo rápido sabe... Estou ficando impaciente... Afirmava Laurent ao telefone com Aro.
- Meu caro estou na mesma situação que você... Mas no meu caso é ainda pior... Estou hospedado em um fétido flat aqui em Chelsea as custas de meu advogado... Tive que sair do apartamento de Gianna como você deve saber... A família dela exigiu e com certeza você sabe o motivo...
- Você devia ter mantido a boca dela fechada. Soltou Laurent irritado.
- Só se eu tivesse feito o que seus homens fizeram...
- Meus homens? Questionou Laurent fingindo surpresa. – Ora agora tudo de ruim que acontece nessa cidade é culpa minha e de meus homens... A loira estava na hora e no lugar errados e pior conversando com a pessoa errada... Alguém não gostou e bum... Mas não me enrole Volturi... Quero minha parte no acordo...
- Não estou enrolando homem, é como estou dizendo estou de pés e mãos atados a espera da legalização de todo o patrimônio de Isabella, os bens do pai precisam ser passados para o nome dela e depois disso é que terei acesso... Burocracia... Uma idiota burocracia, está tudo nas mãos da Corte de NYC... Acha que não quero logo resolver isso... Poder voltar a morar em um local digno de minha presença... Fique tranquilo Laurent tão logo resolva a questão lhe darei sua parte e com juros por agradecimento ao me livrar também de Gianna. Afirmou.
- Já disse a violência das ruas de NYC não sé de minha responsabilidade... Afirmava se esquivando da culpa sobre a morte da loira. — Olho aberto Volturi, olho aberto... Meus olhos estão também muito abertos e em cima de você. Afirmou e logo encerraram a ligação... Definitivamente a morte de Gianna não trouxera nada além de alivio ao Volturi que tinha como principal objetivo no momento se encontrar com sua ruiva, diferente do que qualquer um imaginaria o homem estava realmente vivendo há quatro dias em um flat simplório no bairro de Chelsea e as custas de Jenks que acreditando ser aquilo um investimento alugou o flat, o advogado tinha certeza que iria se dar bem, quando olhava para a face de Aro via apenas cifras e mais cifras verdinhas... O idiota não tinha noção da participação de seu cliente e sua amiga na suposta morte de Isabella e do bebê, estava é verdade intrigado com a morte repentina de Gianna, mas como Laurent mesmo dissera as ruas estavam a cada dia mais e mais violentas, um atentado era sempre mais do que esperado, mesmo que ninguém reclamasse sua autoria... Jenks achava que sairia ganhando, pobre coitado... O Volturi por sua vez ao encerrar a conversa com Laurent passou a se preparar para o encontro que teria com Vitória em uma boate de gosto duvidoso, o Volturi também desconhecia que Quimera era de propriedade de sua idolatrada ruiva... Vitoria dissera a ele que a casa tinha semanalmente um encontro voltado para adeptos do mundo BDMS e não satisfeita acrescentou que tinha como fantasia fazer com ele uma cena, o homem aceitou de imediato, Aro não estava mais preocupado com a imagem a preservar, pensava ele que o que importava ele já tinha conquistado e seria questão de tempo ter todo o patrimônio de Isabella em suas mãos... Nem as palavras de Jenks sobre a situação ou sobre a guarda de sua filha serem um problema que atrasaria as coisas o abalou... Ele estava radiante e cego por um objetivo que imaginava realmente ter alcançado...
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Tudo estava mais do que preparado pela equipe do FBI que colocara escutas de áudio e vídeo nos lugares por Vitória sugeridos dentro do Quimera...
- Você vai leva-lo para o camarim e lá...
- Vou faze-lo trocar de roupa, colocar a coleira nele... Dizia Vitoria explicando como pensava em proceder.
- Ok. Disse Billy.
- Quero pedir permissão para fazer algo um pouco diferente do esperado...
- Seria? Questionou Billy.
- Aro Volturi é um exibicionista e estava pensando em me aproveitar disso. Devolveu sorrindo.
- Se aproveitar como? Questionou Edward.
- Confie em mim vocês vão gostar... E no final vamos fazer um leilão...
- Leilão? Perguntou um Billy confuso.
- Exatamente um leilão e para isso vou precisar da ajuda de vocês, porque o leilão só poderá ter um ganhador é obvio e ele vai ter que ser um de vocês. Dizia a ruiva.
- Vitoria... Você vai fazê-lo confessar na frente de todos? Perguntou um Edward quase atônito e moça sorriu e assentiu.
- Não sei se isso é uma boa ideia...
- Se ele não falar vou leva-lo de volta ao camarim e lá ele fala... Mas posso apostar que do jeito que vou fazer o cachorro vai gostar e vai acabar abrindo o bico. Declarou ela cortando Billy.
- Ok... Siga seu plano e estaremos na retaguarda... Seja como for hoje ele sai daqui direto para a carceragem do FBI... Quanto ao leilão teremos agentes espalhados pelo local, mas... Soltou sorrindo em seguida. – O lance final... Eu darei. Afirmou satisfeito... Billy e o Cullen estavam a postos dentro da cabine de som do local, lugar onde colocaram todo o aparato de monitoramento para terem a mão o momento certo de agir... Aro chegou ao local com o espaço já cheio de gente, pessoas exclusivamente convidadas por Vitória que naquele momento reinava e entre elas quatro dos melhores agentes do FBI disfarçados, uma operação digna de Hollywood, as dançarinas que ali se apresentavam vira e mexe faziam aparições instigantes que lembravam realmente o mundo BDMS, mas de longe se assemelhavam ao que o Volturi gostava, Vitória logo surgiu em uma triunfal entrada deixando Aro ainda mais atraído...
- Hoje você vai ser servido em bandeja de prata. Disse a ruiva assim que se aproximou dele trazendo um sorriso maquiavélico nos lábios... O interessante é que para Aro aquelas palavras apenas significavam que eles iriam protagonizar uma cena e pronto... Vestida para matar em uma calça e corpete de couro negros tendo por cima um sobretudo também negro, botas de cano longo e salto alto... Maquiagem marcante com os olhos escurecidos Vitória realmente estava instigante... Como acessório final ela trazia acoplado ao seu rosto um um discreto headset... O Volturi respirou profundamente quando ela aproximando-se puxou seus cabelos com brusquidão. – Menino malvado! Exclamou gargalhando em seguida...
- Minha deusa... Soltou ele alegre... Com o chicote a mão ela não perdeu tempo em lhe dar a primeira chicotada da noite... As pessoas à volta realmente acharam estar assistindo a um show quase interativo de tão próximo ao publico enquanto que no palco algumas garotas dançavam, os convidados de Vitória estavam ali para apenas apreciar conscientes de que veriam algo diferente... Vitória até gostou da expressão facial de alguns convidados e pensou que talvez aquilo feito realmente como um show regular lhe rendesse casa cheia no futuro... As pessoas gostam de cada coisa não é mesmo? Quem vos relata diz não ter nada contra, mas... Voltando ao Quimera... Vitoria ordenou que Aro a seguisse e a mulher caminhou, ou melhor desfilou em meio as pessoas indo em direção aos camarins... Um local mais reservado fora preparado, ali a senhorita Holand iria iniciar o seu show e o terminaria de forma apoteótica... Ao chegarem à pequena sala... – Retire toda a roupa e vista isso. Ordenou mostrando uma espécie de macacão também de couro com o que parecia ser um rabo na parte de trás... Algo completamente ridículo, mas o homem já tão entorpecido pela ruiva se quer notava o papel ridículo que estava fazendo... Fez o que lhe foi ordenado... – De joelhos na minha frente agora. Mandou sentada em uma poltrona... Aro cumpriu mais uma ordem, Vitoria colocou nele uma mascara também de couro e em seguida uma coleira acompanhada de guia, um acessório puramente canino, escolhido pela própria para a ocasião... O show definitivamente começara e mal sabia Aro que ele seria exclusivamente a atração principal, ou sabia e estava adorando... Talvez Aro Volturi fosse realmente um exibicionista nato além de sadomasoquista como dizia Vitoria... – Vamos cachorro. Disse levantando-se da poltrona, o homem acorrentado entendeu que agora deveria adotar a postura que nas vezes anteriores ela exigira, de quatro e engatinhando... Vitoria seguiu pelo corredor em direção ao palco, as cortinas foram abertas por suas garotas que ao verem Aro logo atrás seguraram o riso, o homem estava fazendo um papel literalmente ridículo e só ele não percebia... As luzes multicoloridas iluminavam o centro do palco e para lá a ruiva se dirigia... Desfilando despreocupada, encarnando a personagem de dominadora... Chicote em uma mão e guia na outra puxando o Volturi... A parte superior do palco ostentava um gigantesco telão de led... Por ali a casa tinha o habito de passar clipes musicas, show’s em geral... Mas naquela noite seria diferente...
- Respeitável publico... Daremos inicio ao nosso show... Conclamou Vitória, logo o cinegrafista a frente do palco focalizou Aro e sua imagem apareceu no grande telão atrás de si, as instruções de Vitoria estavam sendo seguidas a risca... – Trouxe-lhes hoje uma espécime rara... Jogou açoitando Aro na frente de todos e o homem soltou um suspiro de satisfação, as pessoas cochichavam entre si... Algumas estranhando o movimento outras debochando do homem vestindo algo parecido com um macacão com rabo, bizarro alguns disseram... Mas no fundo estavam gostando... — Eu costumo dizer que cachorros malvados merecem castigo... Falou olhando para o semblante do Volturi e notou ali um brilho diferente entendendo que significava uma satisfação ainda maior ela continuou com seu plano... – Resta saber se esse cachorro aqui é malvado ao ponto de merecer castigo. Declarou e ouviu-se... Sim... Ele é malvado... Dá nele... Soltavam pessoas da plateia empolgadas com o que ouviam. – Não sei, será que ele realmente é? Perguntou e mais uma vez voltou-se para ele... – Você é malvado? Questionou.
- Sim... Sou muito malvado. Afirmou o Volturi com um sorrisinho discreto de dar nojo.
- Cachorros malvados fazem maldades... Mas eu não vi você fazer maldade alguma... Conte-nos uma maldade sua. Pediu sem deixar o lado dominante... Vira e mexe ela puxava a coleira, forçando a garganta do homem, ia de um lado a outro do palco e ele engatinhando a acompanhava... O burburinho das pessoas em volta soltava palavras de incentivo para que ele falasse, alguns o xingavam... – Vamos cachorro, nos conte uma... O que esse cachorrão andou fazendo de mal por aí? Me diga e dependendo do que me contar levara um belo castigo... Vamos... Falou puxando com mais força a guia fazendo-o ficar de joelhos. — Ok, eu vou ajuda-lo um pouquinho... Sabe que gosto de perversidade... Me diga... Disse inclinando-se e puxando a guia para perto de si fazendo Aro olha-la nos olhos, lhe mostrou um sorriso terminado com a língua passando pelos lábios, o homem se revirou excitado... — Fale cachorro e aquela sua mulherzinha, tem maltratado muito ela? Questionou e sem esperar desferiu uma chicotada com toda força nas coxas dele e este respirou profundamente... – Diga o nome dela cachorro. Ordenou.
- Isabella...
- Diga ALTO... Para que todos ouçam. Ordenou Vitoria.
- Isabella... Aquela cadela...
- O que fez com ela? Perguntou puxando a coleira um pouco mais...
- Ela sofreu, sofreu muito... Disse recebendo um olhar satisfeito de Vitoria, mas por dentro a mulher queria sair correndo, contudo Vitoria já tivera provas de que para o Volturi situações como aquela lhe nublavam a mente, ele perdia totalmente o controle de seu raciocínio, fazia o que fosse unicamente para receber de volta as torturas que tanto queria... O homem em momentos como aquele parecia um dependente químico em busca de seu alivio, não era coerente, seguia apenas aos comandos pronunciados... Quando entrou no camarim com Vitoria e a mesma lhe ordenou tirar a roupa e vestir aquela ridícula fantasia a mente de Aro travou e só reagia as palavras dela, as ordens que de sua boca saia... Um caso psiquiátrico com certeza, doentio em demasia, patológico por completo e ir até o cerne de seus pensamentos era a coisa mais fácil do mundo, Vitória Holand já tinha tido provas daquilo e apostar que com plateia as coisas se intensificariam foi uma jogada de mestre porque para aquela mente fraca a sua frente aquilo era apenas uma cena, ninguém ali o conhecia pensava ele por isso podia soltar-se sem medidas, deixar a mente e suas memorias na mão daquela que lhe traria o alivio que tanto buscava nos castigos que ela lhe daria...
- Continue... Estou gostando... Como ela sofreu? Perguntou agora puxando os cabelos dele...
- Dor... Muita dor... Teve... Teve sangue também... Afirmou e Vitoria teve vontade de vomitar... Na cabine de som Billy e Edward ouviam e viam tudo, o Cullen com as mãos em punho se segurava para não invadir aquele lugar a matar aquele miserável... O publico permanecia comentando, xingando Aro... Os closes dele no telão incentivavam a plateia a reagir ainda mais, o pessoal do FBI em conjunto com os seguranças da casa estava de olhos bem abertos para que aquilo não se tornasse no final das contas um linchamento publico...
- Então você foi um menino muito mal... Disse puxando um pouco mais seus cabelos... – Eu não sei, acho que está mentindo... Acho que foi na verdade bonzinho com sua mulher e não fez nada disso... Meninos bonzinhos não merecem castigo. Soltou se distanciando dele e o Volturi agarrou-se aos pés dela.
- Eu fui malvado minha rainha... Muito mal... Soltou com o olhar perverso ao mesmo tempo que desesperado para receber o castigo ansiado, realmente bizarro, voltou a ficar ajoelhado e Vitoria lhe fitava... – Deixei que ela morresse quase a míngua... A frase espantou a alguns, Aro dizia em voz alta como lhe havia sido ordenado, Edward quis estrangula-lo naquele momento. — A cadela praticamente morreu no parto e o menino...
- Teve um menino? Continue... Continue... Incentivou Vitoria puxando suas duas orelhas ao mesmo tempo com total força, a guia pendurada em seu pulso...
- Sim teve... A alegria dele em contar era tanta que ele babava de satisfação. — E com certeza o bastardo não sobreviveu... Sim eu fui muito malvado. Afirmou com quase deleite levando outra chicotada... Vitória se afastou ainda mais dele e a guia o forçou a segui-la...
- Eu não sei... Vocês acham que isso merece castigo? Perguntou a uma plateia que agora não sabia ao certo o que aquilo tudo representava, mas como uma multidão reunida sempre gosta de muito sangue... Ouviu-se uma voz dizendo... Ele merece a morte... Assovios ecoaram... – Bem não sei, deixe-me ver... Quer dizer que meu cachorro malvado deixou sua cadelinha morrer a míngua? Questionou e ele nada respondeu. – Responda. Ordenou levando as suas costas mais uma chicotada...
- Sim... Disse com dificuldade pela dor nas costas já feridas, a ruiva dava para machucar mesmo e aquilo nublava ainda mais a mente do homem... – Aquela vadia morreu, eles a fizeram sofrer... Laurent foi brilhante... Confessou dando mais material para o FBI... — E agora eu... Estou livre... Daquela pata choca. Soltou ainda entre as respirações, puxando o ar com força... As palavras levaram Edward a dar um passo à frente... Mas antes que ele fizesse alguma besteira...
- Livre? Você acha que está livre cachorro? Questionou puxando com toda a força que tinha a guia fazendo Aro cair de boca no chão... – Vamos ver se seu algoz ira concordar com isso... Declarou intrigando ainda mais a todos os presentes... Billy e Edward entenderam que a hora havia chegado...
- É nossa vez pessoal. Afirmou o Black pelo radio para os seus comandados.
- Vamos agora dar inicio a um leilão... De uma única peça... O ganhador terá o direito de torturar ao seu bel prazer esse cachorro nojento... Proclamou e Aro foi do surpreso ao temeroso, como assim qualquer um ali iria lhe torturar... Haviam homens na plateia e a criatura jamais fizera qualquer tipo de cena com um homem, não lhe agradava... Havia algum sentido nisso? Em tudo isso? Sinceramente não saberíamos dizer, mas coisas assim, pensamentos assim, vontades como essas existem e maldades a serem confessadas são tantas nesse mundo que tem deixado a cada dia mais e mais de ser humano... O Volturi se retesou e Vitoria percebeu, já esperava por isso, mas se ele tentasse fugir seria pior, ele já havia confessado e estava tudo documentado... Sua chegada, sua livre e espontânea vontade em participar de tudo aquilo eram mais do que uma confissão e acima de tudo o FBI tinha o depoimento esclarecedor de Tyler como garantia, era apenas questão de segundos até eles agirem... — Começaremos com mil dólares, quem se dispõe? Questionou uma Vitoria radiante segurando firme a guia de um Aro agora vacilante...
- Mil dólares. Se ouviu do meio da plateia e uma mão se levantou e aquela era do FBI.
- Dois mil dólares. Declarou outro também com a mão levantada... Na cabine Billy e Edward se entreolhavam, a raiva de Edward era tanta que mexia-se muito pouco para não ter a oportunidade de sair correndo e fazer ele mesmo justiça...
- Três mil dólares. Afirmou outro com a mão levantada... A plateia estava entre a duvida se aquilo era uma cena BDMS ou apenas uma brincadeira de mal gosto, mas permanecia seguindo a rista as instruções de Vitória, sim o leilão tinha sido antecipadamente avisado como também o fato do mesmo não ser real, não requerer dinheiro de verdade... Alguns manifestavam, os mais loucos ainda gritando e xingando o Volturi... Desses loucos o mundo está tão cheio não é mesmo? Um silencio se fez a pedido de Vitória que esperava um novo lance e Billy nessa hora abriu a porta da cabine...
- Ninguém mais... Eu ouço alguém dizer quatro mil? Quatro mil dólares? Perguntou Vitoria agora muito satisfeita... – Dou-lhe uma... Dou-lhe duas...
- Dez mil dólares! Jogou Billy Black surgindo em meio ao publico bem na frente de Aro e quando as luzes do palco o alcançaram o Volturi arregalou os olhos...
Spoiler -
... – INFERNO! Esbravejou o capitão... Um disparo ouviu-se em meio à disputa pela arma, o Volturi foi atingido e o agente achando ter ganhado se afastou e erroneamente por estar meio grogue pelo confronto deixou a arma na mão do ferido... Aro levantou a arma apontando para os presentes.
- Agora sim virou uma grande merda! Exclamou Vitoria... Aro começou a aproximar-se da porta ainda rastejanto, todos os homens daquela sala agora empunhavam uma arma, quatro armas eram direcionadas ao Volturi e a dele firme em sua mão mantinha-se na direção deles... Levantou escorando-se no batente sem perder o controle da arma, fazendo um esforço sobre-humano para vencer a dor...
- Com esse tiro você não vai conseguir sair Volturi. Afirmou Edward... Isso era um fato, mas Aro iria lutar até sua ultima reserva de forças extinguir-se...
Notas finais
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Aviso - Estamos realmente na reta final e quero apenas deixar claro que vamos ter um final feliz, muito feliz apesar de tudo.
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Bom final de semana a todas, obrigada por estarem aqui, bjos e até terça com mais Save Me!
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