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30 Fim da linha
Notas iniciais
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Quero agradecer a Raskia, JUSSARA CULLEN, Karine Cullen Salvatore, Polli, SHIRLEY, Marcela, michele djenifer, Ka Almeidah, andreiapenelope, ClaudiaMonteiro35, LahFernandes, DEA, Belita, camila almeida, novacullen, Eclipse She, DéSouza, Samantha Black, Anaa, Iolanda, Lili Swan, Vibella e Nane pelos reviews do ultimo capítulo. Bjos.
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
"Não há bem que sempre dure, ou mal que nunca acabe." — Provérbio português
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- Música sugerida (Carmina Burana — O Fortuna — Carl Orff ) –
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Logo atrás de Billy havia quatro agentes e ao lado um Edward raivoso...
- Vendido para o cavalheiro aqui na frente por dez mil dólares... Pode vir buscar seu premio senhor. Disse Vitoria e sem perderem tempo os rapazes atrás de Billy subiram no palco já agarrando um Aro que finalmente ao perceber a real situação tentou fugir inutilmente... A plateia foi nesse momento ao delírio e agora realmente imaginava ser aquilo um show porque o Volturi se debatia ao ser levantado e carregado para fora...
- Isso é arbitrário... Absurdo... Esbravejava... Mas ele sabia, Aro não era burro, sabia que agora não tinha escapatória... Foi levado pelos fundos e Vitoria deu o show por encerrado... Seguiram para o camarim... A ruiva ordenou que a música voltasse e que suas meninas ocupassem o palco com a habitual apresentação... Já no camarim Aro quieto maquinava o que era possível fazer a realidade lhe era inimiga no momento...
- Aro Volturi você está preso por ser o mandante da tentativa de assassinato de Isabella Volturi... Você tem o direito de ficar em silencio, mas abriu mão desse direito quando falou o que quis e o que não quis na frente de todos... Você tem o direito a um advogado, se não puder pagar por um o estado lhe providenciará um, mas diante de tudo que ouvimos e registramos em áudio e vídeo vai ficar impossível um advogado te livrar das grades. Declarou Billy e a vontade de Vitoria agora era de rir, já Edward tentava ainda controlar-se para não voar no pescoço do inimigo e destruí-lo com as próprias mãos...
- Você... Sua vadia...
- Vista-se decentemente e seja rápido do contrario o levaremos nesses trajes mesmo. Soltou o Black cortando-o...
- Irei me trocar na frente de vocês? Questionou.
- Ora seu idiota... Você deu um show bizarro lá no palco e agora está com pudores? Disse um Edward com escarnio.
- Vamos Volturi não tenho a noite toda. Ordenou Billy... Aro retirou o macacão ficando apenas de cuecas e começou a vestir-se direcionando seu olhar raivoso a todos os presentes, ao seu lado bem próximo estava uma dos agentes e ao movimentar-se Aro notou que ele carregava no coldre uma automática... Vestiu-se... – Vamos, levem-no. Ordenou o capitão, o tal agente se aproximou e Aro atracou-se a ele... Agora era tudo ou nada... Vida ou morte... Tudo foi muito rápido, o Volturi com a mão certeira agarrou a arma e a luta corporal seguiu-se, outro agente tentou intervir e Edward juntamente, mas o Volturi antecipando-se retirou a automática do coldre... Quando detectaram a arma as coisas mudaram... O Cullen parou e o outro agente também... – INFERNO! Esbravejou o capitão... A luta corporal seguia ainda... Um disparo ouviu-se em meio à disputa pela arma, o Volturi foi atingido e o agente achando ter ganhado se afastou e erroneamente por estar meio grogue pelo confronto deixou a arma na mão do ferido... Aro levantou a arma apontando para os presentes.
- Agora sim virou uma grande merda! Exclamou Vitoria... Edward colocou-a atrás de si, Aro começou a aproximar-se da porta ainda rastejando, todos os homens daquela sala agora empunhavam uma arma, quatro armas eram direcionadas ao Volturi e a dele firme em sua mão mantinha-se na direção deles... Levantou escorando-se no batente da porta sem perder o controle da arma, fazendo um esforço sobre-humano para vencer a dor...
- Com esse tiro você não vai conseguir sair Volturi. Afirmou Edward... Isso era um fato, mas Aro iria lutar até sua ultima reserva de forças extinguir-se... O ferimento sangrava em abundancia... Seu baço havia sido perfurado no embate... Saiu pela porta, mais um passo e estaria no palco... Rápido, ele precisava ser rápido e ele foi... Entrou no palco deu um tiro para o alto, gritaria começou e na sequencia pegou a primeira dançarina que viu, a arma em sua cabeça sentiu-se tonto, respirou fundo... Os gritos de pavor da plateia tornavam tudo mais frenético.
- Fiquem longe ou ela morre. Disse alto agarrado a moça.
- Esse desgraçado não pode fugir... Vociferou Billy... Aro caminhou agarrado à moça em direção à saída, ganhou a rua deixando seu rastro, o sangue escorrendo por seu corpo... Edward, Billy e seus dois agentes o acompanhavam a distancia e Vitoria vinha logo atrás... Todos se perguntavam de onde ele ainda tirava forças para andar, pensar com precisão... O homem estava em seu limite, um frio lhe atingia, a mão que carregava a arma por um momento tremeu e a moça que ele mantinha refém percebeu voltando seu olhar para os homens, atônita... Ao lado da casa noturna havia um antigo prédio comercial em reforma... Aro notou a construção e foi nesse instante que a moça por ter uma estatura menor conseguiu com facilidade escorregar pelo corpo do Volturi e afastar-se em seguida correndo, outro tiro foi dado por um dos agentes em direção a Aro, mas o Volturi correu para dentro da antiga construção... No corre, corre Edward ganhou a dianteira e correu atrás dele adentrando a escura e velha construção... Moveis velhos nos cantos, materiais de construção espalhados...
- Você não tem saída... Sabe disso maldito! Gritou Edward, o local escuro pela falta de energia, repleto de pequenas e grandes armadilhas por conta da reforma instaurada... Pequenos andaimes improvisados, madeiras para todo lado, mobiliário antigo de escritório, o local era perfeito para se esconder e o Volturi aproveitar-se-ia disso até quando pudesse, embrenhou-se nos cômodos, salas... Ganhou a primeira escada que viu... Edward acionou o aplicativo de seu Iphone que imitava uma lanterna para ajuda-lo a identificar o espaço, a mão empunhando firmemente sua automática... Os passos agora eram calculados pelos dois, de forma precisa, mas para Aro cada passo, cada movimento era um intensificar dos calafrios e fraqueza que estava sentido por conta do tiro em seu abdômen, a perda de sangue estava se tornando intensa... – Esconder-se como um ratinho assustado não combina com o grande Aro Volturi. Provocava Edward alto em busca de um mínimo sinal, uma movimentação diferente... Nada era ouvido, os homens logo atrás também em silencio em um primeiro momento buscam vestígios do fugitivo... A mente de Aro queria parar, ele estava entrando em choque hipovolêmico, mas se você caro leitor imagina que ali ele se arrependeu, ou repensou suas escolhas lhe digo que tudo em que o homem pensava era escapar, sair por cima e de forma ainda mais doentia pensava em vingar-se do Cullen... Mata-lo... Sua linha de raciocínio ia de encontro a essa única ideia... Morreria, mas antes mataria Edward e por isso de forma silenciosa estava tentando assim como o nosso ex-agente antecipar seus movimentos... Edward subiu os degraus que o levariam ao andar seguinte e era nesse em que Aro se encontrava em uma sala com dois ambientes, o Cullen aproximando-se do local ouviu um ligeiro rastejar e entrando no cômodo não pensou duas vezes, disparou sem piedade, antes mandar bala do que recebe-la sem reagir... O escritório com mobiliário empilhado num canto, pura sucata de tão velho era amplo e possuía uma saída de serviço assim como todos os outros... Aro buscou a porta traseira e com dificuldade se esquivou caminhando para ela, deixando mais uma vez seu rastro de sangue e esse estava sendo um dos meios de Edward descobrir seu paradeiro, as escadas que ele antes tinha percorrido traziam o rastro fresco, o cheiro do local ia do velho ao ferroso pelo sangue agora desprezado pelo Volturi... – Você vai pagar Aro, por cada sofrimento causado e não vai morrer aqui... Não... Antes você vai sofrer... Muito... Soltava Edward com a contínua provocação... Aro sorriu ao lembrar-se de Isabella e seu parto sofrido decidiu usar isso para provocar o Cullen... Agora em outra sala próxima aquela onde Edward havia disparado os tiros...
- Aquela cadela foi quem sofreu... Disse alto sentindo-se vitorioso e Edward trincou os dentes em revolta. – Estrebuchou como uma perfeita vadia... E o seu molequinho remelento também sofreu, se quer chorou o bastardo...
- Maldito seja! Esbravejou Edward e o Volturi descobriu onde ele estava no corredor entre as salas... Saiu no ímpeto disparando com vontade a pistola do agente que tinha em mãos, uma das balas alcançou o ombro direito de Edward no momento em que por reação ele se jogava na primeira porta aberta que viu... – Merda! Reclamou ao sentir a queimação e Aro gargalhou engasgando com o sangue que agora regurgitava em seu esôfago, a hemorragia interna da qual ele estava sofrendo estava o levando aos seus últimos instantes...
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A angustia tomava o coração de Isabella naquela noite... Ela sabia onde Edward estaria, sabia com quem iria se encontrar e tinha a certeza não seria algo simples, não seria fácil ter a confissão e prisão de Aro... As possibilidades rondavam sua mente, o ferimento que Edward carregava pela bala de raspão e o fim de Gianna pela mesma bala lhe assombravam... Um frio passou por seu estomago, abraçando o próprio corpo tentou se proteger... Esme desceu as escadas da linda casa notando a preocupação nos olhos da nora, ela não estava diferente, mas de longe sentia o medo de Isabella...
- Fralda trocada querida... Agora só na próxima mamada. Disse aproximando-se de Isabella. – E antes que pergunte Kim está no ultimo sono também. Afirmou sorrindo, tentando reconforta-la... Carlisle apareceu vindo da biblioteca...
- Alice não tem nada novo ainda... Acho precipitado ligar para o telefone de Edward... Explicava e Isabella soltou uma lufada de ar... Seu corpo tremeu levemente. – Acredito que ainda estão por lá. Concluiu.
- Isso é insano... Edward não devia estar no meio disso. Soltou a moça sentando-se no sofá, fazendo um grande esforço para segurar o choro represado.
- Não posso condena-lo filha... Acho que faria a mesma coisa se algo semelhante tivesse atingido Esme ou algum de meus filhos. Declarou abraçando a esposa que se encostou nele.
- Meu menino não vai fazer besteira... Mesmo porque se ele fizer sabe que terá que aguentar meus puxões de orelha depois. Afirmou Esme tentado descontrair e trazer tranquilidade ao coração de Isabella e ao seu próprio também...
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O Volturi sentiu mais uma vez sua mente turvar, as forças estavam se extinguindo... O tudo ou nada não poderia mais esperar... Sentado no chão sujo e frio atrás de uma antiga mesa de ferro refez em sua mente o caminho que percorrera, cada comôdo, com certa insistência tendo em vista que seu raciocínio estava a cada instante sendo mais e mais afetado pelo ferimento que até então não era mortal, mas passara a ser pelo tempo correndo, os agentes do FBI acompanhados de Billy chegaram ao terceiro andar onde o Volturi e Edward agora estavam, a movimentação foi ouvida pelos dois... Edward fechou os olhos com força enquanto Aro ainda se voltava para o trajeto que tinha feito há instantes, quais as zonas de escape... Seus inimigos vinham da escada principal... O jeito era fugir pela escada de serviço, a questão passar por Edward... Levantou-se com dificuldade, sua pele gelada, o frio lhe corroendo...
- Miseráveis... Não vão me vencer. Afirmou mantendo a ridícula altivez... Saiu no ímpeto pela porta, a arma em punho segurada pelas mãos unidas... Edward que esperava ansiosamente pela sua presença, espreitava da porta de uma outra sala do lado oposto a que Aro se encontrava... A oportunidade apareceu no mesmo instante que os homens chegavam aquele perímetro... Aro começou a atirar desenfreadamente, mas apenas quatro balas lhe restavam, acabaram rapidamente... Correu e Edward nesse momento o seguiu na correria... Uma saída, uma alternativa de fuga... Perdido Aro fitou o poço do elevador e sorriu... Virou-se para um Edward com a arma apontada para ele... O sorriso ainda em seus lábios, jogou a arma no chão e Edward franziu a testa... Não, ele não desistiria assim, pensou o Cullen e ao mesmo tempo conclui que seu caráter não lhe permitiria atirar em um homem desarmado...
- Tudo pela vadia, e veja só a cadela morreu e levou consigo seu filho. Provocou o Volturi e Edward ao invés de levar a provocação sorriu.
- Aíé que você engana... Minha Isabella e meu filho estão neste momento em casa, protegidos e... Vivos. Disse Edward orgulhoso frisando a palavra "vivos" no final, o sorriso do Volturi se desfez no mesmo instante, o gosto da derrota lhe atingindo, sua ira se intensificou... Aro bateu em seu peito, chamando Edward para a briga estando bem em frente ao vão de acesso ao poço do antigo elevador... A ideia, sua ultima ideia, era jogar-se com Edward naquele poço... Sim, Aro chegara aquele momento a conclusão de que não havia saída e ele não iria para a prisão, mas se vingar... Sim, ele iria... Edward não viveria para desfrutar do que lhe era de direto, concluiu o Volturi... Edward desprezou sua arma e partiu para cima do homem... — Você vem comigo Aro... Está preso desgraçado. Soltou no instante que lhe desferiu o primeiro soco... Aro agarrou-se a ele... Os agentes do FBI parados, com as armas apontadas na direção deles esperavam o momento em que Edward, sendo um ex-agente experiente, bem treinado fosse imobiliza-lo... Aro jogou seu corpo com tudo para trás na direção do poço do elevador com a intenção de em queda livre levar a ele e a Edward... O Cullen esquivou-se dando outro soco na face já sangrando... Ambos parando na beirada do poço... Billy estreitou os olhos entendendo naquele instante qual era a intenção do Volturi...
- Acho que é você... Quem... Vai comigo. Disse Aro voltando a sorrir e com o sangue avermelhando seus dentes...
- O POÇO! Gritou Billy e Edward voltou a si... Firmou sua mão boa na moldura enferrujada do vão do elevador e Aro agarrado à camisa de Edward deu mais um impulso, sua ultima cartada... O Cullen segurou-se firme no instante em que sentiu o peso do homem lhe puxar... Aro arregalou os olhos entendendo que só ele iria, a camisa de Edward se rasgou com o puxão... Um rosnado animal se ouviu no momento em que Aro caiu no poço... A expressão de raiva misturada a susto... O corpo no impacto bateu na fundação da construção... A cabeça quase desprendeu-se do tronco... O sangue manchando em torno dele, a imagem era de longe feia... Assemelhava-se mais a filme de terror... Edward caiu sentado no chão, respirando com dificuldade, virou o rosto de leve em direção ao poço e teve o vislumbre de seu inimigo morto, derrotado... – Edward... Esboçou Billy.
- Merda... Eu... Não quero desmaiar... Não pela porcaria de um tiro no ombro. Disse o Culen baixo...
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Aro Volturi estava morto... Billy pediu por uma ambulância e em seguida ligou para seu efetivo que vigiava Laurent e ordenou que entrassem em ação... A prisão de Laurent juntamente com Jane foi rápida, quase instantânea tendo em vista que o casal estava drogado e bêbado... Agora seria questão de tempo tornar oficial os verdadeiros culpados do crime ocorrido na casa de New Rochelle...
- Laurent está nesse momento sendo encaminhado para o Bureau e vai acompanhado de uma loira... Posso apostar que é a tal que esteve com ele naquele dia... Explicava Billy vendo Edward ser colocado na maca.
- Obrigado por tudo chefe. Disse Edward meio grogue.
- Eu que agradeço agente... Enfim conseguimos pegar um maldito Volturi. Declarou o Black satisfeito.
- Precisamos leva-lo capitão. Declarou um paramédico.
- Vai lá Cullen, nos vemos depois. Afirmou Billy... Vitória aproximou-se da maca preocupada com o amigo bonitão.
- Isso não tem graça Edward... Você é meu super-herói, não pode se machucar. Afirmou pegando na mão dele, Edward sorriu sonolento.
- Parece minha filha falando assim...
- Não faça merda justamente por seus filhos e... Por Isabella, ela vai me matar se isso acontecer. Declarou vendo a maca ser colocada na ambulância...
- Na verdade... Eu acho... Acho... Que ela... Vai te agradecer... Obrigado... Vic... Afirmou e Vitoria subia na ambulância ainda segurando a mão do amigo... Billy avisou Alice do ocorrido assim que adentrou ao carro que o levaria para o Bureau.
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- Billy quer que você também identifique Laurent e a tal Jane que é namorada dele. Disse Alice para Isabella... A moça estava sentada ao lado da cama de Edward, velando seu sono desde que chegou ao hospital juntamente com seus sogros.
- Não vou sair daqui até ele acordar. Afirmou decidida... Alice e a mãe se entreolharam sabendo que aquela frase era mais do que verdadeira... Esme também estava preocupada e isso era fato, mas o alivio em ver o filho vivo lhe deixara mais tranquila... Já Isabella estava em um misto de angustia e raiva... Angustia por ver o seu amor ali ferido e raiva pelo mesmo motivo, contudo uma parcela daquela raiva era direcionada ao próprio Edward por ter sido tão teimoso em querer participar de tudo aquilo que no fundo era apenas obrigação do FBI...
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No prédio do FBI Carlisle chegara acompanhando Tyler que faria a identificação de Laurent e Jane... O rapaz foi colocado em uma pequena sala dentro do Bureau com um grande vidro a frente e do outro lado foi colocado primeiro Laurent...
- Ele... Ele pode... Me ver? Perguntou Tyler amedrontado ao rever a face do homem que muitas vezes lhe causou pesadelos nos últimos dias.
- Não, lhe asseguro que não Tyler... O vidro é protegido, ele não consegue ver nada do outro lado a não ser um espelho... Mas a expressão facial de Laurent ainda lhe causava medo. – Reconhece esse homem? Questionou o capitão Black.
- Sim... Era ele que dava as ordens naquele dia na casa dos Swan. Afirmou e tanto Billy quanto Carlisle sorriram satisfeitos... Logo retiraram Laurent e trouxeram em seguida Jane.
- E a moça lembra-se de tê-la visto? Perguntou mais uma vez.
- Sim... Eu me lembro dela... A mulher me deu calafrios quando falou que iria usar o frango congelado para fingir a morte do pequenino Tyler. Afirmou o rapaz trazendo a baila aquele assunto... Ouvir os depoimentos tanto de Laurent quanto de Jane seria apenas praxe tendo em vista que a identificação já lhes dava o necessário para incrimina-los e assim que Isabella também confirmasse tornar-se-ia ainda mais definitivo.
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Edward se mexeu na cama chamando a atenção da mãe e de sua garota... Isabella levantou-se da poltrona que ocupava, se aproximou da cama... Edward abriu os olhos vagarosamente, a cabeça pesada, sonolento pela medicação...
- Querido? Chamou Esme.
- Oi mãe. Soltou fechando os olhos mais uma vez e fazendo uma careta.
- Dói filho? Perguntou Esme com pesar... Isabella apenas o fitou.
- Um pouco. Devolveu baixo e a mãe apreensiva...
- Vou chamar alguém. Disse Esme saindo do quarto... Edward virou o rosto em direção a sua garota, séria Isabella manteve-se apenas o analisando.
- Oi princesa... Kim e Tyler? Perguntou procurando a mão dela...
- Estão com a babá no duplex. Afirmou baixinho... Edward notou que ela estava séria demais.
- Tudo está bem agora... Acabou amor! Afirmou e a enfermeira adentrou ao quarto sendo seguida por Esme.
- Então você acordou... A dor é natural ok? A bala fez um belo estrago, mas em sua retirada os médicos fizeram um bom trabalho... Logo ficará bem. Afirmava a senhora mexendo no suporte de soro e ali aplicando uma nova medicação.
- Não quero dormir. Afirmou o Cullen e a senhora sorriu.
- Vai ficar apenas sonolento, mas escute quando digo que deve aproveitar e descansar, perder sangue nunca é bom... Precisa se recuperar e dormir ajuda. Explicou e em seguida se retirou.
- Está com fome querido? Perguntou Esme e Isabella voltou a sentar-se na poltrona mantendo-se atenta a ele, contudo Edward a queria por perto... A moça estava chateada agora entre a culpa e a tristeza... Absurdo sentir-se culpada, mas ela se sentia.
- Não mãe, estou bem. Devolveu. – Preciso ligar para Billy... Disse e Isabella levantou os olhos mostrando sua súbita irritação.
- Você não vai ligar para ninguém agora... Por Deus Edward quase morre e ainda quer bancar o indestrutível... Fique quieto por um instante que seja. Pediu exasperada.
- Bella tem razão filho... Deixe que outros resolvam isso, seu pai está lá com Alice e Emmett... Tudo está sendo resolvido, não a nada com que se preocupar. Disse Esme... O rapaz permaneceu quieto, Carlisle chegou e explicou a todos a situação no FBI deixando Edward satisfeito... O sogro levou Isabella consigo ao Bureau para que a moça também identificasse os criminosos e embora não quisesse fazê-lo, pelo menos não sem Edward ao lado, Isabella foi e depois retornou ao duplex para amamentar seu garoto e dar uma olhadinha em Kimberly...
- Ela está brava. Disse Edward um tempo depois e a mãe sabia de quem ele falava.
- E com razão não acha? Edward filho... Você se meteu em uma perseguição que cabia a rapazes de Billy fazer, nem era para você estar lá... Não é para menos que ela esteja chateada... Eu também não estou diferente, você poderia ter morrido... Soltou exasperada. — Mas no caso de Bella... O agravante é ainda maior... Tudo pelo que ela passou... Dizia e Edward quieto foi obrigado a concordar. – Graças aos céus que isso acabou... Deve tomar juízo por Deus, é pai agora. Disse ainda mais séria no final e o rapaz resolveu manter-se calado, estava em minoria na situação e a merda do ombro permanecia dolorida.
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- Eu queio o dady... Mamy... Dizia Kim chateada pela ausência de Edward, Isabella amamentando Tyler a fitava.
- Seu dady logo vai vir ok? Meu amorzinho vai se comportar e ajudar Bree a cuidar de Tyler certo? Pediu e a garotinha mesmo chateada assentiu...
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Isabella acompanhada de Alice retornou ao hospital... Esme com sua chegada se retirou para um café com a filha deixando o casal sozinho.
- Tudo bem lá no FBI? Questionou o Cullen assim que se viram sós.
- Sim... Uma chateação na verdade... Rever aqueles dois me causou calafrios...
- Está tudo acabado amor... Acabou. Disse confortando-a. – Será que você pode se aproximar um pouco mais? Eu gostaria tanto de sentir seu cheiro... Ele... Me acalma sabe... Falava suave... Isabella não tinha como resistir, na verdade nunca conseguira resistir... Aproximou-se dele e o Cullen pegando sua mão a levou para os lábios. – Bem melhor. Afirmou com um leve sorriso. – Eu gostaria também de ver um sorriso sabe...
- Não força Edward... Estou realmente brava com você... Sua teimosa quase nos mata... Sua mãe bancou a durona, mas a coitada ficou com o coração na mão e... E... Dizia tentando segurar-se, mas não foi bem sucedida e algumas lagrimas escaparam na hora que sentou-se na beirada da cama. – Inferno Edward... Soltou intensa. - Quer me deixar louca é isso? Já não basta... Tu... Tudo que passei e...
- Desculpe princesa... Vamos me desculpe. Declarou chateado por vê-la sofrendo. – Veja pode me por de castigo... Isso me ponha de castigo, assim como faz com Kim...
- Eu nunca a coloco de castigo... Não tenho coragem e você também não me deixa... Sabe disso, seu... Seu idiota. Afirmou com um lindo biquinho no final.
- Meu amor tem que ficar feliz... Estamos livres... Tudo agora será paz... E isso me lembra... Algo... Falou e a garota limpando seu rosto o fitou curiosa enquanto Edward pensava. – Me recuso a chama-la pelo maldito sobrenome... Afirmou contrariado ao lembrar-se que ela era ainda uma Volturi. — Então... Isabella Swan... Aceita se casar com esse ex-agente meio avariado aqui? Perguntou se acomodando melhor na cama e fazendo uma careta no caminho pela dor no ombro... Isabella ainda com algumas lagrimas aparentes sorriu.
- Você é tão bobo às vezes...
- Princesa...
- Não... Eu não aceito. Disse firme surpreendendo a ele.
- Não? Perguntou entre o surpreso e o sem graça.
- Não... Não vou aceitar por enquanto... Vou pensar no seu caso e... E enquanto isso você está sim de castigo. Declarou agora altiva e Edward levantou as sobrancelhas surpreso... Olhou para os lados como se procurasse algo, fitou-a mais uma vez... – O que? Questionou fungando, o choro sendo encerrado.
- Eu acho que trocaram a minha mulher por um clone... Uma sósia talvez... E essa é má... Muito má. Disse ainda sério mantendo a brincadeira.
- A partir de hoje você vai conhecer a nova Isabella... Swan... Edward Cullen. Declarou e a porta foi aberta por um Emmett sorridente não dando oportunidade para o rapaz responder.
- E aí... Como vai o doentinho? Questionou entrando no quarto...
**
- Dady... Dodói feio? Perguntou a pequenina ajoelhadinha ao lado de Edward no sofá assim que ele chegou em casa.
- Kim... Filha... Cuidado! Advertiu Isabella para a garotinha que colocava a mãozinha no ombro enfaixado de seu dady.
- Tá fraquinho gatinha... Logo, logo sara. Afirmou o Cullen respirando fundo pelo incomodo, é o rapaz estava ainda convalescente.
- Querido não prefere subir e descansar um pouco? Perguntou Esme colocando a bolsa que continha alguns utensílios pessoais e roupas de Edward em cima do sofá.
- Não mãe, por favor, não aguento mais ficar na cama... Quero me sentir normal e não um doente. Resmungou.
- Eu cuida de você dady... Kim cuida! Disse a pequenina dando um beijinho na bochecha com barba por fazer, Edward sorriu para a sua docinho.
- Viu só... Já me sinto bem melhor. Afirmou e todos sorriram... A babá eletrônica avisou que alguém acabara de acordar.
- Deixe-me ver o outro resmungão. Soltou Isabella alcançando os degraus da escada.
- Ei... Eu não sou um resmungão. Devolveu com um biquinho no final e Isabella riu.
- Imagine... Jogou sarcástica voltando sua atenção à escada.
- Traga meu filho aqui princesa... Quero vê-lo. Disse um pouco mais alto.
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Os dias subsequentes foram tranquilos no duplex de Edward e Isabella, o rapaz se recuperava com tranquilidade e a moça cuidava com a ajuda de Esme dos pequenos e do filho que em alguns momentos parecia realmente mais resmungão que o pequenino bebê da casa...
- O funeral do homem deixou mais do que claro que ninguém gostava dele salvo a mulher... A tal Irina, antiga governanta... Foi a única que apareceu por lá. Destacou Jasper.
- Aquele ali nem o diabo queria, garanto. Afirmou Alice sentada ao lado do marido.
- Emm como estão às coisas com relação aos bens de Bella? Perguntou Edward.
- A justiça já liberou tudo, estamos na fase de organizar o patrimônio, rever investimentos e fundos... Papai terá inúmeras reuniões a comparecer. Declarou e Carlisle assentiu resignado.
- Billy vai passar aqui para definir como vamos fazer o pronunciamento com relação a Isabella e o fato dela estar viva... Emendou Alice.
- Prefiro que não haja alarde ou ostentação... Quero paz por tudo que há de mais sagrado. Declarou a própria descendo com Tyler em seus braços.
- Quando Billy vier resolvemos com ele... Acredito que um pronunciamento dele com você ao lado já resolva a questão, ele pode dizer que foi uma manobra arquitetada pelo FBI para pegar os criminosos e se encerra o assunto. Afirmou Edward vendo-a sentar-se ao seu lado... Ela sorriu e Edward deu atenção ao pacotinho sonolento em seu colo.
- Acho que agora é só deixar passar as especulações da impressa, principalmente depois que ficar claro que você não morreu coisa nenhuma... Mas logo outro escândalo acontece e tudo acaba esquecido, virando jornal velho... Dizia Rosalie e todos concordaram, para Isabella qualquer especulação ou invasão de impressa nunca se aproximaria do tormento que ela vivera até ali e isso a deixava tranquila, em paz por incrível que pareça.
- Está dorme, não dorme... Então resolvi descer. Explicou ela para o Cullen.
- Está sem sono amigão? Perguntou Edward e Tyler abrindo um pouco mais os olhos procurou pelo pai, ouvir sua voz sempre chamava sua atenção... Kim debruçou-se nas coxas de Edward querendo participar da conversa.
- Ele é preguiçoso dady. Disse.
- Você também era gatinha... Quando tinha o tamanhinho dele, também era. Explicou passando a mão delicadamente nos cabelos finos da pequena...
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- Está confortável assim? Perguntou Isabella afofando o travesseiro de um Cullen já acomodado para dormir. – Quer mais um travesseiro? Questionou.
- Não... Quero apenas você aqui do meu lado e de preferencia sem medo de encostar em mim... Não sou quebrável sabe? Soltou fazendo manha e ela revirou os olhos deu a volta na cama e acomodou-se do seu lado, estava cansada havia ido naquele dia até a galeria de arte inteirar-se das novidades junto com Rosalie e levara consigo o pequeno Tyler... Quando chegou em casa encontrou um Edward emburrado pela sua ausência e Kim grudada ao seu dady... Isabella aproximou-se de Edward para lhe dar um beijo de boa noite e o rapaz esboçou seu descontentamento.
- Qual o problema? Está com dor? Perguntou ficando preocupada e recebeu de volta uma negativa dele. – Então...
- Estou sendo negligenciado. Afirmou agora fazendo bico com força e ela teve vontade de rir.
- Meu deus quanta carência... Estou aqui com você... Sabe que precisava ir a galeria... Amor... Tenho que retomar a minha vida não é mesmo? Perguntou... Billy Black achou por bem fazer uma coletiva de impressa contando o ocorrido e afirmando que Isabella estava viva, depois disso a moça recebeu do chefe do FBI o aval de que a partir de agora poderia retomar sua vida normalmente e era o que estava tentando fazer, se esquecer do que vivera de horrível até ali e seguir em frente ao lado de quem amava... A vida lhe tinha sido ingrata, seus traumas adquiridos poderiam paralisar a vida de qualquer pessoa, mas Isabella estava disposta a ser feliz ao lado da família que construíra com Edward, retomar o trabalho na galeria com Rosalie era um passo desejado por ela e estava caminhando pra isso...
- Sim, você merece e tem que retomar sua vida, mas e eu não faço parte dela? Perguntou mostrando-se chateado, a moça inconformada...
- Gostoso... Você é a principal parte junto com os pequenos. Afirmou colocando ambas as mãos no rosto masculino a sua frente, colando seu corpo ao dele...
- Lhe fiz um pedido e você me disse não. Declarou cabisbaixo e Isabella lembrou-se do pedido de casamento que recebera quando ele ainda estava no hospital, os últimos dias tinham sido corridos, agitados... Ela sorriu...
- Eu falei que iria lhe deixar de castigo e iria pensar...
- Poxa, mas até quando vou ficar de castigo, e pensar... Quer dizer que tem duvidas, não me ama o suficiente? Tyler daqui a pouco está andando e você vai continuar me enrolando... Resmungou um pouco mais e ele sem conter-se riu. – Não vejo graça. Disse firme.
- Eu vejo muita... Na verdade era para eu estar exigindo um casamento logo e não o contrario... E você mereceu o castigo... Quase me deixa viúva antes de colocar em meu dedo uma aliança...
- Princesa... Soltou manhoso. – Me perdoe vamos e aceite logo o pedido. Falou impaciente... Isabella com cuidado sentou-se no colo dele, de frente para ele, colocou mais uma vez suas mãos no rosto adorado e aproximou-se beijando-o.
- Ok bonitão aceito me casar com você... É claro que aceito Edward. Afirmou entre seus lábios e o Cullen sorriu...
Spoiler -
- Amor... Falou Isabella ajoelhando-se a frente dele, tocando em seu rosto com as mãos, fazendo-o fita-la. – Kim te ama... E é um sentimento puro e lindo... Ela confia em você e quanto ao... Pai biológico dela... Quando chegar a hora certa, quando ela entender melhor as coisas, tiver maturidade para uma conversar franca... Eu... Eu vou sim ter essa conversa com ela, nada mais justo... Nada mais certo e ela vai entender...
- Mas ela carrega o nome dele Bella... Nos últimos dias tem se falado o que querem e o que não querem a respeito de tudo o que aconteceu e do que ele fez, admito que muitas coisas são fantasiosas, mas outras nós sabemos que não são... Eu... Logo ela vai para a escola... Vai conviver com outras crianças... E você sabe as crianças às vezes podem ser tão más quanto um adulto, podem insulta-la... Bullying hoje em dia é uma coisa tão comum, na verdade sempre foi... Eu... Eu não quero que minha garotinha passe por isso... Não quero que por conta daquele maldito ela sofra mais... Não é justo que ela tenha dele essa herança...
Notas finais
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Novidades sobre o próximo capítulo no Facebook - Lu Nandes Fanfic's.
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Bjos e obrigada, até sexta com o final de Save Me!
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