Notas iniciais
oi amores! Fiquei muito feliz que pessoas q nunca comentaram na fic apareceram, muito obrigada pelos comentários!Me desculpem por deixar vocês tão angustiados, mas um suspense sempre é legal né? hahaenfim, está ai mais um capítulo!Aproveitem a leitura e n deixem de comentar, beijo!

Edward's POV

Sabem quando você tem aqueles sonhos estranhos, onde tudo se mistura. Pessoas, lugares, sensações, tudo acontece ao mesmo tempo. Em uma hora você está em um lugar, depois em outro, está falando com uma pessoa, depois com outra. Eu na verdade estava confuso.

Nunca achei que morrer fosse ficar sonhando eternamente. Será que eu acordaria? Será que havia um paraíso esperando por mim?

Eu na verdade só conseguia pensar no meu filho.

Como ele seria? Será que se pareceria comigo? Será que Bella diria á ele como eu era?

Ela poderia muito bem dizer que fui um filho da puta e que a abandonei, o que não deixaria de ser verdade, apesar de ser por um motivo nobre.

E minha irmã? Claro que ela ficaria infeliz prontamente e se sentiria culpada por tecnicamente ter tirado minha vida, mas pelo menos ela viveria por muito tempo.

E minha mãe? Como ela se sentiria? Eu realmente gostaria de não ver de lá de cima, seria muito doloroso vê-la sofrer.

Minha mãe é espírita, portanto eu sempre escutei que quando morremos, vamos para uma espécie de hospital, nos recuperar de nossa vida passada. E lá, lembramos de tudo o que vivemos na última vida, como em todas as outras. E então, tínhamos que decidir se gostaríamos de voltar para concertar os erros, ou se não voltaríamos. No caso, quando você volta, você perde a memória, ou seja, esquece por que voltou pra se redimir, esquece o que errou.

Eu nunca entendi qual o propósito disso pra ser sincero. Se eu não sei o que devo concertar da minha antiga vida, como vou finalmente pagar minhas dívidas? Terei sempre que ficar voltando e voltado? Isso se torna um ciclo vicioso.

Sei que existe aquela coisa que dizem que é evolução do espírito e tudo mais, e que reencarnar significa uma nova chance, meu eu particularmente não queria voltar. Pois voltar significaria sofrer uma nova vida, novamente, e já bastava de desgraça para a minha alma. E eu também não gostaria de me esquecer da minha última vida. Dos meus momentos com minha família, com minha irmã, e com Bella, principalmente.

Bella.

O nome dela girava na minha cabeça como uma roda gigante. Conforme eu andava pela plataforma íngreme no meu sonho, eu via seu rosto me encarando e sorrindo pra mim.

Era estranho, mas ao mesmo tempo muito real.

Eu me via subindo um monte maravilhosamente verde, e ela me esperava no topo dele, com uma barriga imensa e um sorriso lindos nos lábios. Eu corri até ela e então a abracei com força. Era estranho, pois era como se aquele cara não fosse eu. Eu via um homem, com o mesmo tom de cabelo que o meu, praticamente a mesma altura, e era como se eu os observasse. Fiquei observando a cena do tal homem que se parecia comigo beijar-lhe a barriga e então á vi sorrir. Depois apareceu uma garotinha de cabelos acobreados e olhos azuis. Ela segurava uma foto na mão, a minha foto.

Meu peito começou a doer vendo aquilo. O homem de cabelos acobreados se virou e então eu pude vê-lo. Não era eu.

E o filho que Bella esperava não era meu também. Era como uma premonição. Ela havia seguido com a vida dela, e eu não podia culpá-la. Eu escolhi por isso.

Como se estivesse escolhendo uma cena de um filme, meu sonho saiu do monte verde e foi direto para uma casa, a minha casa.

Meus pais estavam felizes e Leah tinha ido para a faculdade. Alice e Jasper estavam com seu filho e Emmet tinha ido morar com eles. Era como se ninguém sentisse minha falta, na verdade era como se eu nunca tivesse existido. Eu era insignificante.

Morrer era isso então? Você via como as pessoas ficavam depois de você ter ído? Era meio deprimente pra ser sincero.

Eu esperava algo como um tribunal, Deus sentado á minha frente, julgando meus pecados e esperando que eu me arrependesse. Aí então eu iria ou para o céu, ou para o inferno.

Não era assim que deveria ser?

Eu não queria saber como todos viviam sem mim, era doloroso.

Apesar de que vê-los felizes era o que eu queria, eu não queria ser esquecido. Queria ser lembrado.

Não como um grande homem que inventou o telefone, ou como o primeiro á pisar na lua. Eu apenas queria ser lembrado como um bom filho, um bom irmão, e um bom namorado, apesar de no fim das contas eu ter estragado tudo e ter praticado eutanásia.

Mas vamos deixar a parte do suicídio para outra hora.

Eu estava num quarto branco e usava uma roupa igualmente branca. Um cara de estatura média, roupas engraçadas tipo romanas, e uma harpa na mão apareceu na sala e ficou me encarando. Eu o encarei de volta e esperei. Ele veio até mim com cautela e se sentou numa cadeira marrom que eu não sabia da onde tinha vindo.

– E então, satisfeito? — o homenzinho me disse debochado. Eu apenas o encarei, sem saber o que responder. Ele bufou.

– Satisfeito por ter morrido? Viu como todos estão bem sem você? — ele me encarou bravo. Quando percebi eu também estava sentado e havia uma mesa entre nós. O homenzinho subiu na mesa e veio até mim, dando um soco no topo da minha cabeça.

– Ai! — exclamei. Ele me olhou com desdém.

– Isso é por ser um idiota e ter praticamente se matado.

– Droga, o que você queria que eu fizesse?!

– Imbecil, você deveria ter atendido seu telefone!

– O que? Que telefone? — ele veio até mim e se sentou na minha frente, então deu um tapa na minha cara.

– Ai! Não precisa bater não!

– Isso é por não ter atendido o telefone. — ele bufou então continuou. — Lembra-se quando seu telefone tocou, no quarto da sua irmã, e você ignorou a ligação como um cretino?

– A de Benjamin? Não tinha tempo pra ele! — outro tapa na cara.

– Seu retardado, ele ia salvar sua vida! — ele cruzou os braços.

– Como? — o anão romano revirou os olhos.

– Ele te ligou pra dizer que tinha um doador. Você morreu de feliz. — ele deu um grande sorriso debochado, zombando de mim. O ignorei.

– Um doador como? Quem? — Ele tirou um controle remoto não sei da onde e apertou em direção á uma das paredes. Uma imagem apareceu na tela e eu não pude acreditar.

– Ele seria o doador? — perguntei atônito.

– Sim seu idiota. — ele se virou de frente pra mim novamente.

– Merda.

– Sim, é uma merda. Você deixou uma mulher prenha, sua família e sua irmã por que você é precipitado! — outro soco na cabeça.

– Quem é você, afinal? E por que fica me batendo?!

– Eu sou seu pesadelo, querido. Pra ser mais específico sou sua consciência. — Ele me deu um sorriso angelical muito falso, então fechou a cara.

– Que ótimo, aonde você estava quando eu ia me matar?

– Orás, eu não escolho me materializar nessa sua cabeça oca! Eu apareço só em seus sonhos, pra ver se consigo por algo no seu subconsciente vazio!

– Que consciência petulante á minha! — reclamei pra mim mesmo. O homenzinho ouviu e então me deu outro tapa. — Ai! Você é muito violento!

– Eu devia espancar essa sua cara, isso sim! — ele bufou novamente.

– Foi você que me mostrou o futuro? Onde todos estão bem sem mim?

– Eu te mostrei apenas o jeito que você, inconscientemente, pensou que seria. — ele fez uma pausa então continuou. — Acha mesmo que todos vão se esquecer de você?

– Acho. — eu estava sendo sincero. Apesar de saber como todos me amavam, as pessoas sempre seguiam suas vidas, e era sempre assim.

O homenzinho me analisou por um momento e dessa vez não me bateu antes de falar.

– Claro que eles não vão Edward-cabeça-oca! Aquela mulher te ama! Seus pais te amam, seus irmãos! Nunca pensou em como eles ficariam ao saber que você tipo se matou? — ele levantou as mãos pro alto, e alargou os olhos, me repreendendo.

– Mas eu fiz isso por eles, era necessário.

– Pense comigo, deu na mesma, afinal. Seus pais perderam um filho de qualquer jeito, e Alice perdeu um irmão mesmo assim.

– Mas eu preferia que fosse eu á minha irmã. Ela não viveu nada, e eu já vivi muito.

– Viveu o que? Ter um péssimo casamento e ser traído é viver colega? Desde quando? Agora que você tinha achado uma boa moça e seria pai resolve se matar, não entendo você.

– Mas eu não podia deixar minha irmã morrer, droga! Por que ninguém entende isso?!

– Cara, você que não entende que de qualquer forma uma vida foi tirada. Edward, você interferiu no rumo das coisas. Já te disseram que tudo tem hora e lugar pra acontecer? Não era pra você morrer, na hora que o seu celular tocou, era o seu doador, e você simplesmente ignorou uma chamada do destino, como se você pudesse dominá-lo e determinar o curso da sua vida! Eu sei que você agiu de boa fé e tudo mais, mas do contrário do que as pessoas acham, que podem determinar o próprio destino e toda essa baboseira de frases motivacionais, nós não temos o controle da nossa vida. Está tudo premeditado, entende?

– Então, eu não ter atendido o telefone mudou o meu destino? — ele assentiu. — Mas como eu mudei meu destino se você acabou de dizer que não tenho o controle sobre isso? — ele abriu a boca e então á fechou. Nada daquilo fazia sentido de qualquer forma.

– O que está reclamando da minha explicação? Sou sua consciência, a culpa é sua de qualquer forma. — ele deu de ombros.

– Mas me diz uma coisa, — ele continuou. — se você tivesse uma segunda chance, tipo de voltar á viver com sua família, o que você faria?

– Se eu não morresse? — ele assentiu. — Bem, eu tentaria ser o melhor marido possível, por que claro, eu pediria Bella em casamento. Faria ás pazes com meu pai e seria o melhor tio para o filho de Alice. E claro, cuidaria da minha irmã ainda mais do que eu já cuidava, e a ajudaria á se curar do câncer. Sem contar que tentaria ser um bom pai para Renesmee, e iria paparicar minha mãe até o último dia de sua vida, por que afinal, nossos últimos dias juntos foram meio péssimos. Eu não sei, eu daria muito mais valor á toda minha família, á tudo o que eles fizeram por mim. Por que afinal, apesar dos erros, todos me amam, e eu sei que devo ser mas relevante com meu pai, mais tolerante. Devo ser mais amável com todos também, por que nunca se sabe o dia que se vai morrer, não é? — o homenzinho apenas sorriu e ficou me observando. Eu continuei.

– Mas então consciência, eu vou para o paraíso? — perguntei esperançoso.

– Meu jovem, seu paraíso vai começar quando você acordar. — ele disse sorrindo da forma mais verdadeira que eu já vira.

– Acordar? O que? — e como um passe de mágica ele simplesmente sumiu.

“Edward”

De repente eu estava na escuridão, e tudo o que eu ouvia ele alguém sussurrar meu nome. Parecia Bella, mas eu me sentia meio grogue e minha cabeça ainda girava.

“Querido, você pode nos ouvir?”

Agora parecia minha mãe.

“Filho, acorda.”

Oi? O que meu pai fazia ali?

Senti alguém segurar minha mão e mexi meus dedos involuntariamente.

“Está quase na hora.” — Alice disse animada.

Na hora do que?

Cadê minha consciência?

Como um estalo, minha mente começou a funcionar e os pensamentos bombardearam meu cérebro, então meus olhos se abriram.

E sim, era o paraíso.

3 meses depois

Bella's POV


Era como num sonho.

Eu estava com minha imensa barriga de 5 meses, o que pareciam ser 8 meses comparando com o tamanho normal.

Eu estava uma baleia, pra ser mais exata. Eu andaria mais rápido rolando do que com os meus pés.

Acordei e olhei os cabelos acobreados que eu amava ao meu lado. Beijei o topo de sua cabeça e ele levantou o rosto pra me olhar. Seus olhos me encarando, ele sorrindo pra mim.

Estava tudo bem, afinal. Eu estava feliz e tinha um pai para o meu filho.

Ele levantou o rosto na altura do meu e então me beijou com toda a paixão que podia existir ali. Sua mão acariciou minha barriga e no mesmo momento eu senti um enjoo vindo do meu estômago.

Esses enjoos matinais eram o fim!

Parei o beijo repentinamente e voei para o banheiro, fechando a porta atrás de mim. Me debrucei na privada e coloquei todo o meu jantar pra fora. Era muito nojento.

Senti mãos quentes segurarem meus cabelos em um rabo de cavalo, e uma mão acariciava minhas costas, enquanto eu vomitava os hamburgers de ontem a noite, que romântico.

– Vai embora! — reclamei, voltando a vomitar.

– Não amor, na alegria e na tristeza, lembra?

– Nós nem casamos ainda! — O repreendi. Não queria que ele me visse naquele estado. Apesar de ser insignificante meu protesto, eu não me cansava de tentar.

Terminei de colocar meu jantar pra fora e então puxei a descarga. Me joguei para perto da pia e enxaguei minha boca. As mãos quentes soltaram meus cabelos e costas então eu peguei minha escova e escovei os dentes 3 vezes, depois bochechei enxaguante bucal mais quatro vezes.

Pronto.

Me virei para ele e um sorriso branco e enorme se direcionava á mim. Ele estava sentado na beirada da banheira. Fui até ele meio desajeitada por causa da barriga, então me sentei em seu colo, deitando a cabeça em seu peito. Ele me abraçou de lado.

– Não precisa ter vergonha de mim, amor.

– Eu sei, mas não é nada agradável saber que você me vê vomitando, é nojento!

– Ei! Nada que vem do meu pequeno alien é nojento!

– É, diz pro seu pequeno alien se acalmar por que eu não aguento mais vomitar desse jeito. — fiz um biquinho e ele riu, me beijando em seguida. Ele colocou a mão na minha barriga e abaixou um pouco o rosto.

– Ei bebê, dá uma folga pra sua mãe, ok? Está atrapalhando nossa vida sexual! — dei um tapa nos ombros dele e ri em seguida. — É verdade amor! Lembra na semana passada, você parou no meio do nosso amor pra ir vomitar! — ele fez um cara se fingindo de sentido. Eu ri daquela cena. Ele olhou pra barriga novamente. — Ei bebê, se você colaborar com o papai, prometo que vou te dar doce escondido antes do jantar. — eu revirei os olhos e dei um tapa de leve em seu ombro. Ele riu e beijou minha barriga.

Os olhos que eu tanto amava me fitaram no banheiro.

Eu não podia acreditar que estávamos ali, afinal.

Flashback ON

Eu acordei numa maca, completamente dopada e atônita. A última coisa que me lembrava era os enfermeiros me tirando da sala e injetando algo em minhas veias.

Edward.

Saí correndo do quarto e fui á procura de algum médico.

O Dr. John estava saindo da sala de cirurgia. Corri até ele.

– Doutor! — gritei no corredor. Ele se virou pra mim e me olhou assustado, cheguei até ele.

– Bella, o que faz aqui? Achei que tinham te dado um calmante.

– O que houve? Já acabou a cirurgia, o Edward, ele... — eu não conseguia terminar a frase. Era muito doloroso, até para dizer em voz alta.

Eu sinceramente não sabia como eu iria viver sem ele. Eu só me via me tornando um vegetal, com depressão profunda e sem nenhuma vontade de ver a luz do dia. Meu estômago revirou e eu peguei a primeira lixeira que encontrei e vomitei todo meu café da manhã.

As lágrimas rolavam desesperadas pelo meu rosto. O Dr. John afagava minhas costas, me acalmando.

Terminei de vomitar e limpei minha boca com um lenço que levava no bolso do casaco. Me sentei no chão do hospital e comecei a chorar freneticamente, abraçando meus joelhos.

– Eu não acredito que ele se foi, como eu vou viver, como? — perguntava pra mim mesma. Eu realmente não sabia. Eu estava tão perdida como no dia em que meu pai morreu. A mesma sensação de dor, de vazio, a mesma tristeza, tudo me atingiu como um choque, e me fez desmoronar completamente.

– Bella, criança, está tudo bem...

– Não, não está! — eu disse chorando. — Ele morreu, droga, ele morreu. — tampei o rosto com as mãos e chorei o tanto que era possível.

– Bella, ele não morreu querida.

– Pare de mentir pra mim porque estou grávida, eu sei o que houve. — limpei meu nariz com as costas das mãos e continuei a chorar, desolada.

– Bella, olhe pra mim! — o Dr. disse num tom autoritário. Eu o olhei, as lágrimas salgadas ainda caindo pelo meu rosto inchado. — O Edward está bem! Um amigo dele, um tal de Benjamin, que é policial, trouxe um doador na hora que íamos abrir o Edward. Ele está bem, ele está vivo. Leah também está bem, ela reagiu maravilhosamente com o coração. — eu não podia acreditar.

– O que? Mas co-como? Que doador? Eu não entendo!

– Ele me disse que um dos presos teve morte cerebral, parece que ele bateu a cabeça ou algo do tipo, e bom, não sei como o tal cara sabia que a menina precisava de um coração, mas ele fez um testamento vital, onde deixava o coração pra ela. — eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. — Na verdade, criança, ele deixou uma carta pra você. — O Dr. John me entregou um envelope parto e se levantou do meu lado, me dando privacidade.

Era muita coisa pra minha cabeça.

Edward não estava morto. Alguém tinha salvado sua vida. Esse alguém deixou uma carta pra mim.

Eu não estava completamente sã para ter alguma reação do tipo comemorativa por Edward não ter morrido. É claro que eu estava feliz, mas meus músculos não me obedeciam! Eu queria, gritar, pular, abraçar os enfermeiros, correr pelo corredor do hospital, mas a única coisa que consegui fazer foi abrir a carta e ler o que havia nela.

Bella,

eu sei que isso deve ser confuso, no mínimo estranho, e que você deve estar se perguntando o porque de eu ter feito isso.

Bom, eu sempre amei você, apesar de ter sido um canalha, eu te amava, do meu jeito rude e pretensioso, mas eu te amava.

Quando eu te vi pela primeira vez meu coração falhou, sabe? E toda aquela baboseira do meu pai não importava de nada, eu amava você e queria me casar com você, ter filhos...

Eu gostaria de ter sido um maravilhoso marido, e eu sei que fui um canalha sem tamanho e que te machuquei muito, tanto por dentro quanto por fora. E você não precisa me perdoar, eu sei que errei, e errei muito com você, mas agora quero tentar concertar um pouco meu erro.

Eu sinto muito por ter atrapalhado sua vida com Edward, e eu realmente estou muito arrependido, e talvez, a minha morte não seja o bastante pra provar o quanto eu estou tentando me redimir e o quanto eu amo você e nossa filha.

Nada mais nobre do que deixar que ele viva para você ser feliz, não é?

Eu sei que fui um cretino, e que não tenho perdão. O que eu fiz com você, eu fui, pior do que um monstro, eu fui um animal, foi irracional. Eu sinto muito, muito e muito.

Me perdoe por todas ás vezes que te fiz sentir dor, apenas me perdoe...

Eu gostaria de poder te dizer isso tudo cara a cara, queria poder ter te dado um último abraço sincero e ter recebido um último sorriso seu. Mas nos meus últimos sonhos, você o fizera, e foi tudo o que eu precisava pra ter paz.

Quando soube da irmã de Edward sabia que essa era minha chance. Movi uns pauzinhos com Benjamin e por fim deu tudo certo.

Bom, se você está lendo essa carta deu tudo certo.

Então apenas obrigado. Obrigado por ter me amado, mesmo por um tempo, eu sempre senti falta de um amor, e você me deu tudo o que eu precisava, sinto muito por ter sido tão canalha e mau agradecido.

Eu vou ver nossa filha crescer, acredite. E tenho certeza que vou me orgulhar do que ela vai se tornar, afinal, com pais maravilhosos, ela só pode se tornar uma grande mulher, assim como você.

Eu te amo muito e eu sinto muito novamente.

Sei que nunca vai me perdoar, mas eu gostaria que você tentasse.

Se cuide e aproveite sua nova vida, você merece.

Um beijo,

James.

Lágrimas rolavam sem para pelas minhas bochechas. Não sabia se eram de felicidade, se eram de pena, de tristeza ou até mesmo de alívio.

Eu guardei a carta em meu bolso com cuidado e me levantei do chão em câmera lenta.

Olhei para o fim do corredor, e vi uma família Cullen chorosa vir em minha direção. Esme se chocou contra meu corpo e nos abraçamos forte, logo em seguida Alice, Jasper, e então Carlisle.

Nada precisava ser dito, apenas o abraço era o bastante.

Flashback Off

– Amor, por que está chorando? — ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto.

– Hormônios de grávida e estou feliz. — limpei meus olhos. — Eu estava lembrando sabe, 3 meses atrás, — sorri pra ele. — Eu fico pensando o que seria de mim agora, se Benjamin não tivesse chego com James á tempo, — acariciei seu rosto. — Eu te amo Edward, e inferno, nunca mais faça isso comigo, não posso viver sem você. — ele sorriu pra mim e beijou meu nariz.

– Desculpe. — ele sussurrou. Ficamos assim por um momento, apenas sentindo a respiração um do outro. Então ele olhou o rosto e me encarou. — Acho que agora fomos autorizados a ser felizes, não é? — ele sorriu pra mim.

– Acho que sim. — eu concordei sorrindo. E nada pareceu tão certo quanto isso.

Notas finais
e aiii, ainda querem me maatar? USHAUSHAUSHUAespero que tenham gostado, a fic ta quase no fim :(comentem mtooo pfvr ♥obrigada poi n me abandonarem, beijaao e até o próximo capítulo