Satisfaction
23 Capítulo 19 - Assuntos sérios, ou nem tanto
Notas iniciais

Após a abordagem repentina de sua futura sogra, Rogue esperou tempo suficiente para a mais velha sumir do mapa e pôs-se a passos rápidos em direção ao jardim dos fundos, no qual encontrava-se sua noiva e seu amante. Deixara claro para Gajeel que não tinha nenhuma objeção à relação secreta que ele possuía com Levy, mas se Elevínia ou qualquer um os descobrisse, os três teriam problemas sérios.
— Peço desculpas por interrompê-los, mas precisamos ter uma conversa inadiável e de cunho sério. — o Cheney dissera olhando para o casal, que, de risos e falas distraídas, foram para uma expressão séria e preocupada.
— O que aconteceu? — percebendo o olhar nervoso e aturdido do rapaz, o Redfox perguntara, levantando-se e estendendo a mão para que a pequena McGarden também pudesse fazê-lo.
— Elevínia chamou-me para uma conversa após o almoço, assim que vocês saíram. De qualquer forma, aqui não é lugar para fazermos isso, é mais seguro irmos aos meus aposentos.
O moreno mais velho entendera perfeitamente a gravidade do assunto, porém a azulada estava completamente perplexa. Os acontecimentos dos últimos dias ocorreram de forma tão rápida que Gajeel mal tivera tempo de explicar sua espécie de aliança com o noivo de sua amada, mas ao ver o olhar seguro do mesmo respondendo seus olhos inquietos, procurou aceitar e, assim, o trio seguira em direção ao quarto do primogênito dos barões, dando graças aos céus de que não havia uma alma passando pelos corredores para lhe observarem.
Já dentro do local, Rogue certificara-se de trancar a porta e fez um gesto com uma mão para que ambos ficassem à vontade. Levy sentara-se na beirada da cama e Gajeel permanecera em pé, um pouco afastado e de braços cruzados, assim como o moreno de cabelos presos.
— Primeiramente, gostaria que me explicassem o que está acontecendo entre vocês. — a garota pronunciara-se após alguns segundos, causando surpresa nos dois cavalheiros. — Há pouco tempo mal se conheciam e tampouco suportavam-se, e agora trocam um olhar cúmplice. Eu estou confusa.
— Eu escondi muita coisa de você por muito tempo, Levy. Sinto por tê-la tratado de forma vulgar e até vil, nunca fora a minha intenção e estava apenas agindo conforme as instruções de meu pai.
Percebendo que somente aquelas breves frases não satisfariam a McGarden, Rogue encostou-se à parede e contou-lhe – de forma resumida – tudo o que havia contado para Gajeel poucos dias atrás, exceto pela parte de sua infância, que a mesma já conhecia e inclusive presenciara. As suspeitas de que o Cheney possuía uma mulher em especial foram confirmadas e nunca Levy sentira-se tão aliviada, porém confessava sentir pena do ex-amigo de infância, ele havia sofrido em silêncio todo aquele tempo enquanto ela nutria os piores sentimentos em relação a ele.
— Eu… Sinto muito por ter te desprezado. Nenhum de nós têm culpa nisto tudo, em verdade, mas… Eu sinto muito. — a azulada dissera, com a cabeça baixa, encarando as mãos postas em seu colo.
— Realmente, nenhum dos dois têm culpa, Rogue ficou quieto todo este tempo e deixou que pensassem o que quisessem dele. Surpreendeu-me um pouco o fato de eu ter sido a primeira pessoa a ser sua confidente quanto a este assunto, mas vamos ao que interessa. — Gajeel pronunciara-se, por fim.
— Certo. — o rapaz assentira. — Sua mãe quis ter uma conversa particular comigo para questionar-me sobre um possível envolvimento entre você e Gajeel. — os olhos de Levy arregalaram-se diante da afirmativa. — É óbvio que não os entreguei, e que, inclusive, despistei-a, mas meu objetivo em ter chamado vocês está longe de especular sobre as estratégias de Elevínia.
— Então sobre o que é? — o Redfox mostrou-se um misto de impaciência e preocupação.
— Compreendo que a situação em que estão não é fácil, e sabe-se Deus o que acontecerá caso meu casamento com Levy ocorra, mas peço encarecidamente para vocês que controlem-se a luz do dia.
Tal comentário pegara o casal de surpresa, fazendo ambos corarem brevemente. Do modo que o Cheney falara até parecia que ambos agiam como promíscuos, mas, por outro lado, tinham consciência que muita proximidade – até mesmo para casados – era mal vista.
— Oh céus… Eu mal havia percebido isso. — a McGarden cobrira o rosto com ambas as mãos, envergonhada com seu comportamento despreocupado e arriscado.
— Caso afastem-se de repente e demais poderá causar mais suspeitas ainda, apenas peço que ajam normalmente. — Rogue procurou amenizar o que disse, mais para a noiva que para o advogado. — Não quero ter de ficar encobrindo-os o tempo todo, ainda sou um homem e prezo pela minha reputação.
— Nós compreendemos e agradecemos pelo aviso, Rogue. — Gajeel dissera, sentando-se ao lado de Levy e esfregando levemente o ombro da mesma com uma mão, como se dissesse que está tudo bem.
— Que fique claro que nunca vi Elevínia tão perspicaz como ela está. Isto, provavelmente, não permitirá que os avise uma próxima vez.
— Minha mãe está ambiciosa até o pescoço… Vocês têm algo em mente para adiar o casamento e acabarmos com todo este plano? — Levy perguntara com um olhar suplicante ao Redfox e ao Cheney. Os homens trocaram um olhar nervoso.
— De começo eu até tinha, mas agora que as coisas tomaram um rumo diferente, precisaríamos mudar o foco do casamento para algo que mexa na estrutura da família. — o moreno verbalizara seus pensamentos, com uma mão no queixo e olhar fixo no nada.
— Kagura pode ajudá-lo. — Rogue dissera, surpreendendo-o pela menção de sua ex-quase-esposa. — Ela possui informações sigilosas sobre minha família, as quais esconde até mesmo de mim.
— Que intrigante… Por que sua própria mulher esconderia coisas que dizem respeito a você? — a mais nova perguntara, unindo as sobrancelhas em interrogação.
— Por terem sido confiadas a ela por meu avô quando era apenas uma jovem de suas doze primaveras. Meu pai é nativo de Crocus, e, apesar de Kagura insistir em não me dar muitos detalhes, ela limitou-se a dizer que meu avô era primo de seu tio-avô.
— Entendo. Qual seria o momento propício para interrogá-la? — Gajeel levantara-se, acompanhando o possível raciocínio do outro moreno.
— Uma semana antes da cerimônia. Como lhe contei, ela tem um gênio forte, não será fácil arrancar informações tão importantes dela em três dias.
— Farei isso. Quando ela souber que o assunto diz mais respeito a ela do que imagina, acredito que não fará tantas objeções.
Percebendo que estava prestes a escurecer e que o aposento já estava sendo permeado pelo breu, Rogue conferira se havia algum empregado por perto para, logo depois, sair com Gajeel e Levy do cômodo de modo rápido o suficiente a dispersarem-se pela residência Cheney até a hora do jantar.
Solitária pela ausência da amiga Heartphilia, a azulada optara por ficar enfurnada na biblioteca lendo algum romance de Jane Austen – precisamente, Razão e Sensibilidade – uma de suas autoras preferidas. Mesmo com o local parcialmente escuro, mantinha um lampião aceso ao lado da mesa que ficava próxima ao sofá no qual estava encolhida.
— Vejo que está concentrada em sua leitura, srta. McGarden.
Assustada pela voz que surgira detrás de si, a garota deixara o livro cair no chão e arrepiara-se até o último fio de cabelo, virando-se para trás e deparando-se com a figura de seu amado Redfox, que, mesmo surpreendendo-a de forma nada agradável, não conseguia fazê-la odiá-lo.
— Eu estava, na verdade. — respirando fundo várias vezes para controlar seus batimentos cardíacos, Levy levantou-se do sofá e pegou o livro do chão, colocando-o novamente na prateleira da qual o pegara.
— Sinto muito em interromper sua leitura, mas queria dizer que é um tanto perigoso para uma dama como a senhorita ficar sozinha em um cômodo escuro deste jeito. — dito isto, Gajeel colara seu tronco às costas de Levy e a segurara pelas costelas, subindo suas mãos lentamente aos seus pequenos seios por cima do vestido.
— O único perigo que existe é sermos pegos num local escuro deste jeito. — a azulada murmurara entre suspiros pesados. A vontade de entregar-se ao moreno ali mesmo era grande, mas seu juízo também o era.
— Tsc, estraga prazeres como sempre. Ainda bem que não levo em consideração o que diz nessas horas. — saindo de seus seios, as mãos do Redfox desceram para sua cintura, logo erguendo a saia do vestido aos poucos e pondo a garota apoiada de frente ao sofá, ainda em pé e de costas para si.
— Gajeel… — a McGarden arfara, sabia o que ele faria e estava ansiando por aquilo, mas estava claramente nervosa.
— Fique tranquila. É só ficar quieta que nada vai acontecer. — Gajeel dera um sorriso malicioso que, por mais que não tenha podido ser visto pela mais nova, fora percebido em seu tom de voz.
Abrindo sua calça com certa impaciência, o mais velho retirara seu membro – já ereto – de suas ceroulas e abaixara as calçolas de Levy, encostando-o às suas nádegas, fazendo as pernas da mesma balançarem levemente.
— Gajeel, Rogue pediu para nós evitarmos esse tipo de coisa…
— Ele disse à luz do dia, se ouviu bem. Não faça assim, eu sei que também anseia por isso. — ele dissera, acariciando a intimidade da azulada com as pontas dos dedos. Percebendo que ela estava um pouco molhada, introduzira o polegar dentro de si e começara a movimentá-lo.
Levy precisou manter os braços firmes nos do sofá, sentia a temperatura de seu corpo aumentar conforme os movimentos que o Redfox fazia dentro de si com – pelo que sentira – somente um dedo. A excitação era inevitável, sentia falta daquele tipo de contato com o amante, ainda mais depois de… Bem, não passou-se nem três dias desde a última vez em que amaram-se carnalmente, mas para ela parecia mais de um mês. Mordendo o lábio inferior na tentativa tórrida de manter-se calada, afundou a cabeça no móvel e deixou suas pernas amolecerem, sentindo que havia chegado ao seu limite e sentindo escorrer um líquido quente de sua intimidade.
— Quer mais, srta. McGarden? — mesmo ofegante – afinal, também se tocara enquanto tocava a garota, Gajeel provocara, debruçando-se sobre a mesma e beijando seu pescoço.
Tendo como resposta somente um aceno de cabeça, o moreno deslizara seu membro para dentro da azulada, mantendo-se debruçado sobre ela e movimentando-se conforme satisfazer a vontade de ambos. Tê-la por perto sem poder tocá-la era um castigo, se a cerimônia fosse adiada com sucesso, Rogue poderia voltar para Kagura tranquilamente e, com certeza, tomaria Levy como sua esposa. Nunca teve tanta certeza sobre algo na vida.
Estavam quase chegando ao seu segundo ápice, quando interromperam-se com passos no local. A sorte é que estavam nos fundos do cômodo e haviam várias prateleiras à frente de si e que o ar gélido noturno do outono permitia que seus corpos suados voltassem à temperatura normal facilmente. Receosos, o casal ajeitara suas roupas apressadamente e, em primeiro lugar, saíra Gajeel. Poderia dar qualquer desculpa sem grandes interrogações, afinal, era apenas um convidado e ainda desconhecido.
— Ah, é você, Rogue. — o Redfox suspirara, aliviado. — Venha, Levy. — chamara e a azulada surgira, ruborizada e a passos tímidos, para colar-se ao braço esquerdo do homem.
— Imaginei que Levy estivesse por aqui, e, com ela, provavelmente você. — o Cheney deu um riso fraco. — Quis chamá-los pessoalmente ao jantar, detestaria que um criado visse seja lá o que estavam fazendo e saísse espalhando fofocas.
O tom sugestivo do rapaz fizera Levy corar ainda mais, mas estava difícil segurar o sorriso bobo e satisfeito do rosto, sentia-se como se estivesse caminhando sobre nuvens, tanto que precisou ser praticamente carregada por Gajeel em direção à sala de jantar. Não podia culpá-la, mesmo porque era culpa sua ter deixá-la naquele estado. Uma boa culpa, diga-se de passagem.
—x-
Assim que chegaram à alfaiataria Roseneel pelo começo da tarde, Lucy sentiu ter adentrado num conto de fadas.
O edifício era pintando num tom de vermelho vinho, possuía detalhes dourados nas janelas e inclusive na grande porta de madeira talhada em arte noveau, que fora aberta por um rapaz de cabelos ruivos e óculos, trajando um casaco verde bordado com fios de prata. Todas as pessoas dali de dentro pareciam estar na última moda, desde costureiras a cargos mais elevados, como supervisores e o gerente.
— Vi que está observadora quanto a meus funcionários. Gosto que todos estejam sentindo-se bem consigo mesmos para que trabalhem mais e melhor. — Natsu dissera próximo ao ouvido da loira, enquanto a guiava pelo extenso local.
Além de ser um exímio dançarino, o duque Dragneel era gentil e atencioso, realmente, a Heartphilia nunca vira tantas qualidades juntas em um nobre, o que fazia seu encantamento de paixão à primeira vista tomar características mais realistas. Aquele era um homem pelo qual valeria a pena envolver-se, mesmo que fosse através de meras trivialidades e flertes inocentes.
Mal dando-se conta de que já estavam em outra seção da alfaiataria, uma jovem moça os abordara. Possuía cabelos curtos e brancos, olhos azuis e um sorriso gentil. Estava com um vestido de corte parecido ao de Lucy, porém menos trabalhado e em tons arroxeados e lilases.
— Boa tarde, seria a noiva Levy McGarden que o sr. Dragneel disse que viria à prova de vestidos? — mesmo aparentando ser tímida à primeira vista, a moça falava rápida e alegremente.
— Oh, não, não! Eu serei a madrinha, Lucy Heartphilia. — um tanto constrangida, a garota procurara esclarecer o mal entendido.
— Oh sim, peço que perdoe-me pelo constrangimento. Sou Lisanna Strauss, tiro medidas e desenho os croquis para o sr. Dragneel. — a moça chamada Lisanna apresentara-se. Então era aquela a irmã da governanta de Gajeel que Levy mencionara. Engraçado ela e a irmã terem paradeiros tão diferentes.
— Claro que todos passam por minha “rigorosa” aprovação. — o rosado finalmente pronunciara-se, fazendo as damas rirem com seu comentário de tom cômico. — Agora irá acompanhar-nos em direção à sala de medidas. — dito isto, o trio pusera-se a caminhar mais uma vez.
— Sala de medidas? — a loira perguntara, curiosa.
— Sim, sim. É o lugar aonde tiramos medidas de nossos clientes, no caso de hoje, você. — a albina sorrira abertamente à Heartphilia. A mesma pudera notar uma aliança dourada no anelar esquerdo da Strauss mais nova, provavelmente tivera um futuro diferente da irmã mais velha por ter se casado cedo.
A sala de medidas constituía-se num pequeno salão com o chão revestido por um tapete vermelho com vários bordados em tons escuros – provavelmente proveniente da Ásia, alguns manequins de madeira femininos e masculinos, rolos de tecido em grandes armários sem portas, banquinhos de madeira, fitas métricas e bolsinhas de alfinetes pelo lugar.
— Primeiramente, vou pedir para que fique apenas com as roupas de baixo, pode despir-se ali. Chame-me caso precise de ajuda. — a moça dissera em prontidão, apontando para um varal com uma cortina branca. Olhando um tanto insegura para Natsu, Lucy dirigiu-se em direção a espécie de provador ao ver o olhar seguro do mesmo sobre si.
Bem que Levy dissera, aquele vestido era um inferno para um dia no qual precisaria provar roupas. No fim das contas, deu-se por vencida e pediu a ajuda de Lisanna para despir-se da imensamente bela e complicada vestimenta, ficando apenas de espartilho, calçolas e meias finas.
Saíra – muito – acanhada da cortina, abraçando-se e encarando o chão. Era extremamente embaraçoso ser vista daquela forma pelo duque Dragneel, fora que, de todas as vezes que foram tiradas medidas suas, não havia um homem sequer para observá-la.
— Acalme-se, srta. Heartphilia, o sr. Dragneel está habituado a ver moças e rapazes com roupas de baixo por aqui todos os dias, é algo extremamente natural para nós. — a albina procurou tranquilizar a loira, que se desencolheu e procurou ficar menos nervosa.
Precisara subir num dos banquinhos de madeira enquanto a Strauss mais nova media seu quadril, sua cintura, seu busto, seus ombros, seus braços e inclusive seu pescoço, logo anotando tudo num bloquinho de papel que ficava numa mesinha ao lado. O rosado estava encostado à parede, observando o trabalho da subordinada e imaginando sobre as medidas de Lucy por conta. Precisava escolher trajes que agradassem-na e que realçassem sua beleza natural, era seu procedimento para todas suas clientes do sexo feminino.
— Terminou? — perguntou para Lisanna e, após a mesma assentir, conferiu as medidas anotadas na folha e abriu um largo sorriso. — Que dama de sorte a senhorita é, Lucy.
— Por que? — Lucy sorrira nervosa para o rosado, mas, desta vez, porque estava ficando com frio.
— Os vestidos que eu mesmo idealizei e até tentei fazer alguns croquis foram feitos exatamente para o seu tipo de corpo.
— Oh, eu sei aonde estão! Aguardem um momento! — a albina correra para uma porta no mesmo cômodo e, após alguns momentos, saíra com três cabides num braço e uma crinolina de aço no outro.
— Deixe-me ajudá-la. — o duque correra em socorro da funcionária e estendera os modelos numa das mesas do local, enquanto Lisanna colocava a crinolina em Lucy.
Apenas via que as cores eram vermelho e algum tom mais claro, dourado e outro cobre com dourado. Estava ansiosa para prová-los, sua parte preferida ela ver-se num traje belo e que – muitas vezes – sofria para vesti-lo. Ajudada por Lisanna e, com algumas especificações feitas por Natsu, a jovem Heartphilia provara – no espaço de tempo de quatro horas – os três vestidos e não sabia dizer qual fora o seu preferido. Todos realçavam seu busto avantajado e lhe deixavam com uma cintura finíssima, mas já que precisava escolher um, optara pelo dourado.
— Fez uma boa escolha. Estará deslumbrante na cerimônia. — o Dragneel sorrira, admirando sua olha para, em seguida, a loira de olhos castanhos ao seu lado.
Percebendo que o sol já estava se pondo, a nobre despedira-se da irmã de Mirajane Strauss e partira para a carruagem com o duque, voltando – finalmente – à residência Cheney e a tempo do jantar. Embora todos tivessem arrumado uma desculpa ou tido um contratempo para a prova de trajes, Natsu sentiu-se pleno com o dever cumprido com a Heartphilia.
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