Satisfaction

22 Capítulo 18 - Conversas à Parte


Notas iniciais
Voooltei, pessoas do meu coração ♥ Fiquei feliz por levar menos tempo do que o esperado, venho recebendo uma ajuda maravilhosa de uma das minhas mães, e bem, duas cabeças pensando trabalham melhor do que uma. Vejo vocês nas notas finais e boa leitura ^^

A tarefa de escolher um vestido para a jovem Heartphilia fora mais torturante do que a pequena McGarden imaginara. Dentre os cem modelos – dos mais simples aos mais espalhafatosos – houve apenas um que agradou Lucy de imediato. O modelo era vermelho-escuro e preto, pendia entre o formal e o casual. Sendo avisadas por uma criada de que o almoço estava servido, Levy apressou-se em vestir a loira, fechando o espartilho da mesma rapidamente com seus pequenos dedos e auxiliando-a com um penteado e a escolher suas joias. Ao final, a garota estava radiante.

— É verdade que você ficou maravilhosa, mas, Lucy, nós iremos a uma prova de vestidos. — a azulada comentara. — Não seria melhor ter optado por um modelo mais simples?

— Bem, creio que este vestido acabe deixando a tarefa um tanto árdua, mas o que importa é que estou me sentindo mais confiante.

— Certo, agora vamos, estou faminta!

As duas amigas seguiram lado a lado a passos apressados – por parte da McGarden – e ansiosos – por parte da Heartphilia, até a sala de jantar, de onde vinha um cheiro maravilhoso de carne assada e diversos legumes cozidos. Ao adentrarem o local, tomaram seus respectivos lugares da refeição anterior.

Assim que todos se sentaram, puderam notar dois lugares vazios, porém, logo os ocupantes desses lugares apareceram. Gajeel permanecia com a mesma roupa que vestira após fazer sua higiene matinal e tomar seu banho, já Natsu trajava casaco, camisa e calças completamente novos, parecendo nunca terem sido usados – assim como o vestido de Lucy. O rosado e a loira trocaram um sorriso sem graça ao perceber que ambos mudaram suas roupas para a ocasião que se seguiria.

A refeição seguiu-se incrivelmente animada, mas, infelizmente, o assunto não se tratava de futilidades do dia a dia e sim de como Elevínia imaginava a cerimônia de casamento de Rogue e sua única filha. Não havia mais para que tocar em tal assunto, tudo estava praticamente resolvido, mas parece que a McGarden mais velha suspeitava de algo, pois não parava de fazer insinuações dirigindo a palavra – diretamente – ao Redfox ali presente. Para a sorte dos dois amantes, o homem saiu-se muito bem de todas aquelas perguntas indiscretas. Afinal, é a profissão dele, Levy pensara.

— Mas, diga-me, sr. Redfox, não gostaria de ser o padrinho de casamento de Levy junto com Lucy? — Elevínia soltara propositalmente. Havia algo de malicioso em sua voz, estava testando tanto o moreno quanto a filha.

— Como tal posição somente é permitida quando o homem e a mulher em questão são casados ou noivos, não poderia prestar tal honra nem se fosse de minha vontade. — Gajeel dissera, dosando seu deboche, mas que ainda assim fora percebido pela mais velha. — Provavelmente Natsu queira se candidatar, sra. McGarden.

O duque Dragneel que, até então, conversava despreocupadamente à parte com a Heartphilia, foi pego de surpresa pelo conteúdo do comentário do amigo, engasgando com o gole de vinho que havia tomado. Alheia a tudo ao redor, Lucy procurou socorrê-lo como pôde, mesmo do outro lado da mesa. Já recuperado – e um tanto vermelho – o rosado pigarreou, com a pretensão de mudar o rumo da conversa.

— Gostaria de saber quem, além de Rogue, srta. McGarden e Lucy irá para a prova de trajes na alfaiataria.

— Eu adoraria acompanhá-los, mas tenho alguns afazeres pela tarde. — a sra. Cheney, Jenna, pronunciara-se por primeiro.

— Como disse no café da manhã, adoraria acompanhá-los para ajudar a escolher o vestido de noiva da minha filha. — Elevínia disse, séria, após tomar um longo gole de vinho de sua taça.

— Já sabe sobre mim. — Gajeel limitara-se a dar de ombros quando o olhar de Natsu pairou sobre sua pessoa.

— Não precisava sequer ter dito. — antes que o homem pudesse retrucar, o outro retomara sua fala. — Bem, já estão todos satisfeitos? — Natsu mal pôde adicionar a interrogação a sua pergunta que todos foram surpreendidos pela tosse repentina de Levy, que, até então, mantinha-se calada.

Lançando um olhar rápido de socorro à Gajeel, a garota saíra da sala de jantar aos tropeços com uma mão na boca. Tal reação levara um tempo para ser absorvida por todos os presentes, até que, pedindo licença, o Redfox prontamente se pusera atrás da azulada. A cena fora apenas observada, nenhuma alma naquele cômodo ousara comentar algo.

— Rogue, meu querido, será que poderia acompanhar-me à biblioteca? — Elevínia, limpando o canto dos lábios com o guardanapo de linho, perguntou sugestiva ao futuro genro, que apenas assentira.

— Com licença. — o moreno pedira, meneando com a cabeça para seus pais, o duque e a convidada Heartphilia, tendo a McGarden mais velha enganchada em seu braço direito.

Mais uma vez, o silêncio e um clima tenso instalou-se no cômodo

— Vou me abster de comentários sobre a necessidade de Rogue e srta. Levy escolherem seus trajes hoje. — soltando um longo suspiro, o rosado sorrira um tanto sem graça para a loira. — Por acaso a senhorita também terá uma desculpa para mim?

— Não poderia fazer tal desfeita com o homem que faz minhas roupas preferidas. — Lucy sorrira docilmente, trocando um olhar de cumplicidade com o duque.

—x-

Observando a cena desgostosa pela janela, a mulher de cabelos castanhos e ganância descomunal mal notara a presença do noivo de sua única filha à sua frente. O motivo que levara a mais velha a puxá-lo para uma conversa particular era simples: como uma mulher de quarenta anos, vira e ouvira de tudo, aprendera a desconfiar de sorrisos amistosos, desvendar as mais diversas táticas para se mentir sem ser pego e perceber quando algo não estava correndo como gostaria.

— Sra. McGarden? — Rogue chamou-a, estava com as pernas doendo pelo tempo que ficara em pé.

— Oh, desculpe, querido. — com falsa doçura, Elevínia fechara seu leque e virara-se ao moreno. — O conheço desde que era uma criança, deve estar se perguntando por que o chamei tão repentinamente.

— Para ser sincero, o que mais me intriga é a natureza da conversa que a senhora pretende ter comigo. — obedecendo ao sinal que a McGarden mais velha fizera com a mão, o primogênito Cheney sentara-se numa das poltronas do local.

— Sei que é esperto, Rogue. Não acha a relação do Sr. Redfox com a sua noiva suspeita? — direta ao ponto, dando ênfase no pronome de possessão e ao que ele estava ligado.

Percebeu que a mulher não esperava sua reação, pois estava deleitando-se com a cara perplexa que a mesma fazia enquanto soltava uma sonora gargalhada em escárnio. Cruzando as pernas e apoiando a cabeça em uma mão, dirigira o olhar à Elevínia.

— Acha que, uma mulher como sua filha, ousaria trair minha confiança? — um sorriso debochado apoderou-se dos lábios de Rogue. — Francamente, esperava mais da senhora.

Sem reação, a mais velha não poderia demonstrar que fora pega de guarda baixa e que suas armas foram voltadas a si mesma. Recompondo sua postura e seu ar imponente – coisa para qual o moreno estava pouco se importando – sorrira satisfeita ao rapaz, abrindo o leque novamente e se dirigindo à grande janela novamente. Talvez estivesse imaginando coisas demais, afinal, entre a filha e o tutor.

Os dois estavam sobre a grama do jardim. Gajeel – apoiando-se num cotovelo – estava deitado e Levy, sentada de joelhos a sua frente, mantinha-se ocupada em trançar uma coroa com as flores que achara aos arredores e alguns gravetos flexíveis.

A azulada aparentava estar sentindo-se melhor e saudável, fato que fez um sorriso franco dar lugar ao falso de Elevínia. Porém, o mesmo desaparecera completamente ao ver a filha colocar a coroa não finalizada sobre a cabeça do Redfox, ato seguindo-se de risos descontraídos por parte do casal secreto.

— Traindo sua confiança ou não, percebo que ambos estão muito íntimos. Como meu futuro genro e noivo de Levy, apenas lhe peço que atenda mais o que é seu.

E, sem virar-se para olhar Rogue novamente, a McGarden mais velha deixara o cômodo, frustrada por ter sido quase desarmada pelo mais novo. Algo estava acontecendo, e ela não podia deixar que aquilo – fosse o que fosse – acabasse com seus planos.

—x-

Por breves minutos o duque Dragneel realmente amaldiçoou cada um que acabou por declinar a ida para a alfaiataria provar e escolher seus respectivos trajes, mas, agora, sentia-se nervoso e sortudo por ter uma oportunidade de estar “a sós” com a filha do Conde Heartphilia. A jovem dama corria com os olhos castanhos pela arquitetura de Magnólia conforme a carruagem avançava em direção ao seu destino.

— Vejo que gosta muito da cidade. — o rosado decidiu pronunciar-se, sem tirar os olhos da figura loira a sua frente, atraindo a atenção da mesma.

— Oh, desculpe-me. Sei que não devo portar-me de tal forma, ainda mais diante a um duque. — Lucy voltara a pôr a cabeça para dentro do veículo, um tanto sem graça, endireitando a postura e voltando o olhar para seus joelhos. Céus, como estava envergonhada.

— Não precisa acanhar-se, sei que é nativa de Crocus então é normal que olhe para a cidade com curiosidade. Ainda mais quando parece ser um local bem querido pela senhorita. — Natsu observara, permitindo-se dirigir o olhar brevemente para a paisagem urbana pela janela.

Aturdida pelo comentário preciso do rapaz, a mente da Heartphilia fora rapidamente inundada pelas memórias que construíra em Magnólia. Tinha doze anos quando fora passar uma temporada na residência das McGarden, afinal, sua amiga de infância havia contraído uma doença incomum e estava de luto pelo seu recém-falecido pai. Mesmo com os motivos ruins que a levaram à casa de Levy, fora um ano extraordinário ao lado da amiga.

— Sim, confesso que Magnólia é bem querida por mim, mas pode chamar-me apenas por “você”. Não creio que sejam necessárias tais formalidades por parte do duque.

— Acatarei ao seu pedido com uma condição. — o Dragneel recebeu um olhar curioso sobre si alargou o sorriso. — Também dispensará as formalidades com minha pessoa.

— M-mas, eu não posso! O senhor é um duque! — a loira corara, sentindo o coração acelerar-se. Natsu, mal aguentando-se com a situação embaraçosa da garota, soltara uma gargalhada.

— Senhor está no céu, minha cara. Não temos uma diferença de idade tão acentuada, além do mais, para a senhorita, ou melhor, você. — lançara um sorriso galanteador para Lucy. — Serei apenas Natsu.

— C-certamente, Natsu. — a Heartphilia sorrira acanhada ao rosado, e, quando deram por conta, o cocheiro acabara de parar em frente a alfaiataria Roseneel.

— Bem, hoje conhecerá um pouco de minha segunda casa.

Notas finais
Elevínia ta sendo bem vaca, né não? Acontece nas melhores famílias, ainda bem que o Rogue fez cursinho do pronatec de "Como sair de saias justas". O climinha NaLu está rolando solto~ Não tenho muita coisa a declarar desse capítulo, só que eu gostei da forma como as coisas estão indo :D Comentem o que gostaram, não gostaram, teorias, críticas, opiniões e até os próximos ^^