Satisfaction

19 Bônus - Capítulo 16 (R-18)


Levy tinha acabado de sair do seu banho, enrolada numa toalha de cor vinho e felpuda. O clima da noite estava um tanto gélido pela brisa noturna que adentrava pela janela aberta – fazendo-a agradecer o fato de seu quarto possuir um grande e grosso tapete ao lado de sua cama. Andou até seu guarda-roupa e, de uma das gavetas, tirou uma camisola longa branca com fitas azuis no busto, nunca usada até então, e, já seca, despiu-se da toalha de banho.

— Creio que cheguei em boa hora. — aquela tão conhecida voz pôde ser ouvida atrás de si, com um tom malicioso, e, ao virar-se, a azulada pôde visualizar a grande figura masculina terminando de pular sua janela.

— Gajeel! — instintivamente, segurara a peça de roupa para cobrir sua nudez frontal, mal lembrando-se de que o moreno conhecia cada pedaço de seu corpo despido.

— Mais baixo, baixinha. Não gostaria que interrompessem minha singela visita para confirmar se dormiria bem. — Gajeel mantinha um sorriso travesso misto de malícia nos lábios, estava com os pés descalços, apenas vestindo ceroulas e um robe vermelho-escuro.

— Você realmente é um louco, quer mesmo que sejamos pegos! — a garota gritara num sussurro enquanto o Redfox aproximava-se de sua pequena figura.

— Gihi, quem espiona os hóspedes de madrugada para desconfiarem? Eu sei que gostou de eu ter aparecido. — por mais que muitas vezes Gajeel fosse convencido, na maioria delas ele estava certo. A McGarden gostara de ele ter aparecido, e gostara ainda mais quando o mesmo colocara suas mãos grandes e quentes ao redor de sua cintura fina.

— Sabe que não consigo me controlar quando… — Levy mordera o lábio inferior e dera um pequeno gemido assim que sentira o moreno lhe beliscar os mamilos, dando-se conta de que a camisola já há muito jazia – amassada – ao chão.

— Irei fazê-la ficar devidamente calada, srta. McGarden. — ao dizer tal frase, o homem roçara os dentes numa das orelhas da azulada e lambera seu interior, causando uma estranha sensação de prazer na mesma.

— Gajeel… — a garota implorara – nem ela sabia pelo quê – quando a pele de seu pescoço começara a ser sugada pela boca do Redfox, estava na ponta dos pés e apoiando-se nos braços do mesmo.

Estava indo com muita calma, o que espantara a mais nova – de certa forma. Há poucas horas estavam amassando-se se pudor algum na cama de Rogue e agora Gajeel parecia tão… Paciente? Talvez esta não seja a palavra certa, mas a sede do moreno era praticamente insaciável e sempre urgente.

— Não está indo com muita calma? — Levy deixara seu pensamento escapar por entre seus lábios.

Interrompendo os beijos e chupões próximo ao umbigo da garota, o mais velho apenas encarou-a com um ar de incredulidade e logo após dera um sorriso maldoso, o qual fê-la tremer por ter perguntado.

— Eu estava querendo deixar as coisas mais gostosas para você primeiro, mas se acha que estou indo muito devagar, talvez eu deva fodê-la de uma vez neste chão frio.

— G-gajeel… — corada demais para poder mover-se, a azulada sentira ser pega pela cintura e – sabe-se Deus como – o homem lhe colocara como um cachorrinho no chão frio de madeira. Amaldiçoou o fato do tapete estar do outro lado, estava trêmula pelo frio.

— Estava nas minhas pretensões para hoje prepará-la melhor para poder ficar quieta com mais “facilidade” hoje, meu amor. — Gajeel começara, falando baixo enquanto descia, com beijos, do pescoço até as costas da baixinha. — Mas se você quer tanto que eu esteja dentro de você… Quem sou eu para negar tal vontade, não é mesmo?

Levy arqueara os ombros ao sentir dois dedos entrarem dentro de si, fazendo movimentos profundos e rápidos, quase deixando-a sem equilíbrio. Para mantê-lo, acabara por empinar mais seus glúteos, soltando suspiros pesados.

— Sabe mesmo como me agradar, não é, baixinha? — o Redfox sorrira, dando-lhe um tapa no glúteo esquerdo, provocando um gemido agudo por parte da garota. Já fizera algumas vezes, e como a azulada confessara que gostava, acabou por manter o “hábito”.

A McGarden estava quase em seu ápice, os dedos do moreno faziam seu interior querer apenas mais para chegar em seu “objetivo”, estava cada vez mais difícil manter-se naquela posição e ficar calada, o que fê-la apoiar-se com os braços cruzados ao chão, deixando-a inclinada.

— Acho que assim já está bom. — ouvira Gajeel murmurar e, mesmo que estivesse de costas para o mesmo, pôde sentir que havia se despido de seu robe tão rápido o quanto já estava posicionado atrás de seu quadril, sentindo sua ereção pele contra pele.

— N-não precisa se segurar… Eu vou ficar quieta. — Levy virara um pouco o próprio rosto para encará-lo, e teve sua típica risada e um “vamos ver” como resposta. A possibilidade de serem pegos, incrivelmente, contribuía para a excitação de ambos.

Devagar, o Redfox começara a introduzir seu membro na intimidade umedecida da azulada, que já estava com a respiração ofegante pelo simples contato. Ao colocá-lo por completo, o homem relaxou os ombros, sentindo o calor que aquele local apertado e úmido emanava. Era indescritível estar completamente dentro dela, e ainda mais ouvi-la gemer por tal fato. O moreno começara a movimentar-se lentamente, puxando o corpo da McGarden pelos quadris para ir mais fundo.

Continuara nesta velocidade por poucos minutos, logo seguindo os movimentos de vaivém da mesma forma que fazia antes, porém com mais força e rapidez. Gajeel sentia seu corpo começar a suar, e a cada estocada, queria ir mais fundo, forçando seu quadril contra os glúteos de Levy, que mal conseguia ficar quieta àquelas alturas. Apesar de amar ouvi-la gemer e suspirar enquanto estavam daquele jeito, as paredes da residência dos Cheney eram finas.

— Um pouco mais baixo, Levy. — provocara o moreno, que inclinara-se sobre as costas da azulada, levando a mão direita à boca da mesma e fazendo-a chupar seus dedos. Aquilo era incrivelmente prazeroso.

Totalmente submissa, a garota sentia sua pele queimar em contato com a dele, com a mente enevoada pelo prazer de tê-lo dentro de si de forma tão intensa e veloz, dando-lhe mal tempo para pensar em qualquer outra coisa que não fosse em seus corpos suados e colados.

A tarefa de chupar os dedos do Redfox estava cada vez mais árdua conforme sentia sua energia esvair-se de si e a intensidade das estocadas aumentava, provavelmente sentindo isso, Gajeel permanecera sobre Levy, porém, desta vez, ambas as suas mãos massageavam seus seios, fazendo-a jogar a cabeça para trás, travando uma briga interna para permanecer quieta. Queria poder dar-lhe o prazer de ouvi-la gritar seu nome, mas era isso ou uma tremenda confusão com os presentes na casa.

E então, num momento – que pareceu não existir, tudo parou.

Gajeel ainda estava dentro da azulada, ofegante e com o peito subindo e descendo. Desta vez não fora capaz de sair de dentro dela ao chegar ao seu ápice, e que – por Deus – a garota não engravidasse, ao menos, não nas condições em que estavam. Mas, céus, como estava bom, o moreno pensara, sorrindo de canto, deixando o interior de sua baixinha, que relaxara as pernas e permanecia com o rosto apoiado nos braços, no chão.

Levy estava igualmente ofegante e suada, sentindo-se deliciosamente exausta. Apoiou-se nos joelhos e sentou-se sobre os mesmos, dando um sorriso bobo para o Redfox, logo deitando sobre o peito do mesmo em sua cama, ainda arrumada.

— Você acha que puderam ouvir…? — por fim, a mais nova perguntara, passando os dedos pelos poucos pelos do peitoral do homem.

— Gihi, se algum criado pervertido colocou um copo contra a parede, creio que sim. — o tempo de convivência com Gajeel fora o suficiente para a McGarden entender aquilo como um “não”.

Ficaram daquela forma, acariciando seus respectivos cabelos e encarando um ao outro, conversando sobre algumas trivialidades e sorrindo sem motivo. Levy precisava admitir que estava extremamente cansada e que dormiria facilmente depois de ter feito amor daquela forma com Gajeel, mas ele parecia bem acordado, tanto que, após vinte minutos daquela forma, fizera-lhe uma sugestão um tanto inusitada.

— Certeza de que está tudo bem se fizermos assim? — a azulada perguntara, insegura, enquanto o moreno colocava suas pernas sobre seus ombros. Nunca lera ou ouvira nada parecido com tal posição antes, e isto a deixava excitadamente intrigada.

— Vou te fazer conhecer o paraíso, baixinha.

Sem qualquer aviso, a garota fora penetrada de uma vez pelo Redfox, já que a posição facilitava tal ato. Levy segurara-se nos antebraços do mesmo, acabando por abrir mais as pernas. Sentia como se Gajeel pudesse estar em seu ventre, e quando ele começou a movimentar-se dentro de si, mesmo com o pouco pudor que possuía naquela hora, não pôde deixar de encarar seu par de olhos vermelhos. Ele a desejava, ele gostava de tê-la, e isto fora o suficiente para acabar com suas inseguranças que escondia até de si própria.

Obrigando-se por abafar os, agora, gritos, a McGarden optara por morder o travesseiro, enquanto o moreno movimentava-se livremente dentro de si, aumentando o ritmo a cada estocada – como se fosse possível, e deixando os dois cada vez mais suados, a ponto de escorrer pela pele. Mantinham o contanto visual o tempo toda, ora ou outra trocando sorrisos satisfeitos. Apesar do ar selvagem que o casal tomava naquelas horas, era possível sentir que o faziam por amor.

Sentindo necessidade de mais, a azulada forçara seu quadril de encontro ao de Gajeel, aprofundando o contato e logo ela havia chegado ao seu ápice novamente, seguida, alguns momentos depois, do Redfox, que – desta vez – tivera o cuidado de sair antes que seu líquido se derramasse dentro da garota uma vez mais. Deitaram lado a lado novamente, ambos completamente exaustos, sorrindo um para o outro.

— Eu te amo. — Levy dissera em seu tom doce, apoiando-se no peito do moreno para melhor olhá-lo. Num primeiro momento, pegara-o de surpresa por suas palavras.

— Eu também, baixinha. — Gajeel lhe respondera com uma expressão terna, diferente da que ele mantinha usualmente, acariciando o rosto da garota com uma das mãos, enquanto a outra repousava nas costas da mesma.

Infelizmente, tendo de separarem-se, quarenta minutos depois o Redfox voltara aos seus aposentos. Sabendo que se dormisse daquela forma seria um tanto quanto muito suspeito, a McGarden aproveitara a água fria de seu banho passado para lavar-se novamente, desta vez, deixando a janela fechada.

Notas finais
yaaay, o primeiro "eu te amo" do nosso casal chavosão ♥ Já estamos na metade da fanfic, creio que eles já podem dizer isso, né não? Deixei apenas o começo do diálogo deles depois de tudo aqui, porque o resto vai pro cap 17 ;) Espero que tenham gostado e até o próximo ^^