Sarah Smiles

7 Capítulo 7 - A última dose


Notas iniciais
Olá, será que alguém ainda lembra dessa história? hehe
Admito que acabei esquecendo da história por causa da loucura da greve do ano passado. Esbarrei nessa história por acaso outro dia e decidi que deveria terminar logo.
Não para não ficar em dívida com os leitores, porque com esses eu já estou em dívida há muito tempo e tenho certeza que os poucos leitores que tive já se esqueceram da existência da história dessa autora desnaturada. Mas para não ficar em dívida comigo.
Penúltimo capítulo, espero postar o último logo, talvez ainda hoje.
Boa leitura.

And it's killing me inside,

Consuming all my time,

You've left me blind,

And when I think i'm right,

You strip away my pride,

You cast it all aside, but I say,*

Aquela foi uma noite perfeita. Fomos a festa, Sarah conheceu pessoas importantes, e claro, todos ficaram encantados com a beleza dela. Não só a beleza, mas sua sua forma de conversar, sua inteligência e todo o resto que completavam a perfeição de Sarah.

Fomos para meu apartamento quando já passava das 3 da manhã. Ela estava cansada e eu tinha bebido um pouco demais aquela noite, mas não estava bêbado.

Sarah dormiu rápido. Eu não consegui o mesmo. Ficava encarando a moça do meu lado esquerdo. Ela era linda. Perfeita. Um anjo. Apesar disso, eu tinha todos os motivos para desconfiar dela. Sarah mexia com a minha cabeça. Ela estava começando a virar a minha vida, eu tinha vivido as últimas semanas apenas pelo prazer dela. Não pelo prazer de tê-la, de beija-la, toca-la, mas apenas pelo prazer de saber que existia um ser tão perfeito, e por acaso, estava tão próximo de mim naquele momento... Eu não já não tomava mais atitudes pensando em mim. Ela estava tirando minha vida, me matando.

Eu queria, e precisava eternizar aquele momento. Ela não podia sair no dia seguinte! Por que tão cedo? Por que sempre tão cedo? Eu não queria Sarah às sextas ou aos fins de semanas. Eu queria Sarah a cada minuto do meu dia, tomando minha vida, me matando como só ela conseguia. Ia cravando a faca um pouco mais a adentro do meu peito a cada sexta. E para quê? Qual era o objetivo dela? Talvez fosse um hobby, talvez eu não fosse a única vítima. A droga vai te matando aos poucos, cada vez mais dependente e quando você vê PUFT sumiu e ai ela te mata por abstinência. Era bem capaz que Sarah fizesse isso. Se por acaso ela não aparecesse em alguma sexta, aquilo acabaria comigo, onde mais eu encontraria minha Sarah? Eu não sabia nada sobre ela.

Mas eu já tinha prometido à mim que eu a mataria primeiro. Aquele dia, deveria ser o dia da minha última dose dessa droga.

Foram três facadas no peito enquanto Sarah dormia.

Não senti qualquer remorso ao vê-la agonizando na cama.

Saí do quarto e adormeci no chão da cozinha, com a faca ensanguentada presa em minha mão.

Notas finais
*E está me matando por dentro
Consumindo todo o meu tempo
Você me deixou cego
E quando eu penso que eu estou certo
Você tira meu orgulho
Deixa tudo de lado, mas eu digo