Sarah Smiles

8 Capítulo 8 - O último Sorriso


Notas iniciais
Fim (:
Se alguém estiver lendo espero que gostem, demorei horrores mais juro que escrevi com muito amor e carinho e que eu realmente amei escrever.

Acordei com os raios de sol entrando pela janela da cozinha e logo comecei a me lembrar da noite passada. O desespero começou a tomar conta do meu corpo, eu cometi um assassinato!

A faca com sangue já seco ao lado do meu corpo não me deixava dúvidas sobre o que tinha acontecido na noite passada. E porra! Tinha um corpo na minha cama! Como eu me livraria daquela merda? Ou será que era melhor mesmo me livrar?

Por um momento pensei em me entregar. Eu não conseguia pensar na melhor solução, se ontem eu era o advogado criminalista mais bem pago da cidade, naquele momento eu não passava de um leigo.

Mas todo aquele desespero não passava nem perto de arrependimento. Era apenas medo das consequências. Eu fiz apenas o que deveria ser feito, matei a droga que me matava. Não é isso mesmo que os viciados fazem ou devem fazer?

Caminhei até o quarto com a faca em minha mão para dar uma última olhada no corpo, de repente aquilo me ajudasse a pensar no que fazer. Antes de entrar no quarto parei na porta e dei um sorriso de canto "Sorria para mim agora, Sarah. Tente tirar mais algo de mim agora, querida!"

Entrei no quarto. As cobertas bagunçadas, Cortinas fechadas, mas alguns raios de sol ainda escapavam por pequenas frestas. Mas nada de Sarah, nada de sangue. Nada corpo. Nenhum sinal de assassinato.

Como pode um corpo sumir daquela forma?

Como pode não haver sequer uma gota de sangue no quarto se eu estava segurando a faca com o sangue dela em minhas mãos?

Pus a faca na mesa de cabeceira e fiquei encarando o objeto com o sangue da vagabunda. "Será mais um truque seu, Sarah? Será que nem morta você cansa de seus joguinhos? O que você pretende tirar agora? Minha sanidade? Eu estava cansado disso.

Peguei uma mala pequena. Dentro, pus a faca, enrolada numa toalha e algumas roupas aleatórias e fui para uma casa de praia que eu tinha um pouco distante da cidade. Não levei celulares ou computador, apenas enviei um e-mail para minha secretária avisando que ia passar uns dias recluso, mas não disse quanto tempo nem onde. Fiquei até quinta isolado do mundo. O único contato que tive com pessoas durante esse tempo era quando a fome me vencia e então usava o telefone para ligar pra um delivery qualquer. O mais longe que eu ia era até a minha varanda ver as ondas do mar batendo nas pedras da praia. Passei os dias pensando em Sarah, no sumiço do seu corpo e em como levar a vida dali em diante.

Sexta de manhã voltei para a cidade. Já estava um pouco mais calmo. Que se foda a Sarah. Era até um favor que se corpo tivesse sumido, assim, não teria o trabalho de me livrar do corpo e nem precisaria responder processo algum. Pouco importa onde a merda do corpo foi parar.

Fui até meu apartamento mas preferi não avisar ninguém sobre a minha volta. Não chequei meu celular, ou meu e-mail e nem minha secretária eletrônica. Tomei um bom banho e assisti TV até que a noite começou a cair e eu comecei a me sentir entediado.

Tomei um banho, botei um jeans e uma flanela velha e fui até aquele bar que eu ia todas às sextas.

Não era mais tão excitante ir até lá sabendo que Sarah não ia aparecer. Não conseguia mais entender o que eu fazia por lá antes de Sarah. Naquele momento pela primeira vez eu senti a sua falta.

Deixei minha cabeça cair no balcão e as lágrimas cairem tímidas pelo meu rosto por um tempo, até que senti algo cutucar minhas costas e me virei para olhar.

- Você pediu mais um sorriso. — Disse rindo maquiavelicamente enquanto tomava seu caminho para fora do bar.

Are you saving me?

FIM

Notas finais
*Você está me salvando?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!