Sangue quente.

7 Uma descoberta interessante.


Notas iniciais
Feliz 2016! ^.^ Boa leitura pra todos! Até o próximo capítulo!

Sephiron...

Quando despertei estava sentindo minhas costas queimarem, DROGA! Dormi aqui fora até amanhecer, ai minha pele, se eu não sair daqui logo vou me queimar, levantei-me de cima de Ian que ainda dormia tranquilamente.

O peguei no colo e retornei para a minha mansão, Ian ressonava de leve em meus braços, ele ainda cheirava a rosas e sêmen e não havia melhor mistura! O cheiro dele misturado ao meu me dava uma sensação quente no peito, não sei que sensação é essa, nunca a senti na minha vida.

O levei para o meu quarto e o coloquei sobre a cama, ele se encolheu e eu o enrolei nos lençóis, estranhamente estou de bom humor o suficiente para ser bonzinho com esse meu doce gatinho.

Deite-me na cama ao lado dele sem me preocupar em tomar um banho, o cheiro da excitação dele ainda esta em mim e gosto disso, me sinto poderoso e viril com isso.

Olhei para ele com mais atenção, seu corpo estava coberto de grama e uma fina camada de suor, ele respirava tão calmamente, parecia tão tranquilo, não consegui resistir a tentação de passar a mão em seus cabelos macios.

Sinto-me estranho... algo me faz querer pega-lo nos braços e protege-lo, mas proteger do que? Não tem nenhum perigo para ele aqui, além de mim mesmo.

Sinto-me... possessivo, mas não de um jeito materialista ao qual sinto por todas as coisas que comprei, que estranho!

Ele gemeu levemente e seus olhos se abriram, ele me olhou por um minuto antes de se coçar e fazer uma careta.

–“Ai! Esta pinicando!” Ele reclamou se coçando todo, quase gargalhei disso.

–“Isso é o que acontece quando você dorme embaixo de uma roseira!” Respondi passando a mão pelo braço dele e lhe mostrando os pedacinhos de grama que ainda estavam em seu corpo.

–“Ai... o que eu faço?” Ele se coçou mais nervoso e me lançou um olhar como se eu fosse o ser mais inteligente da terra, tive que me lembra de que ele nunca teve contato com grama antes.

–“Se você tomar um banho vai passar!” Falei me sentando ao lado dele e examinando melhor suas feições, a linha que antes eu odiava, pois dividia inclusive seu rosto, agora era estranhamente atrativa para mim.

Ele se levantou irritado da cama e seguiu se coçando até meu banheiro resmungando algo sem sentido, ouvi o barulho da água enchendo a banheira e me senti um pouco irritado, ele ia apagar o meu cheiro dele.

Fui até o banheiro e lá estava ele dentro da banheira de olhos fechados com um sorriso satisfeito no rosto ao afundar inteiro na água morna.

Quero entrar ali com ele, quero faze-lo entender que ele é meu e deve sempre estar marcado com meu cheiro, com minha pose sobre ele, sei lá o que isso, não sei que sensação ou sentimento é esse, deve ser algo primitivo, algum resquício selvagem que sobrou dentro de mim. Como um animal eu quero marcar a minha pose, o meu território. Tirei a minha calça e entrei na banheira.

...

Ian...

Ahh, a água estava tão deliciosa, ela alivia a terrível coceira que eu estava sentindo, a grama é muito legal, mas não é boa de se dormir... eu estou feliz hoje, finalmente realizei um dos meus sonhos mais simplórios, o de ir lá fora pisar na grama! Depois que fui comprado por Sephiron achei que até mesmo esse pequeno sonho nunca se realizaria, mas agora me sinto mais confiante de que um dia irei fazer tudo o que quero.

Eu também realizei o meu desejo de bater no Sephiron, foi divertido, mas teve o seu preço, ele torturou o meu pau de uma forma que eu nem imagina ser possível, doeu, mas foi bom também... como algo assim é possível?

Eu estava relaxando de boa aqui na banheira, quando Sephiron entrou nela também, a água subiu alguns centímetros quando ele se deitou sobre mim, dei uma rosnada para ele, deixando bem claro que eu não estava no clima, mas sua boca procurou a minha e sua língua me invadiu, que estranho... ele nunca começava assim, UOOOU a língua dele esta cutucando minhas presas... isso é realmente MUITO BOM!

Ah merda! Estou reagindo a ele, estou ficando duro... ah não! Tentei afastar ele de cima de mim antes que ele percebesse isso, mas tarde demais, tive que encarar o sorriso convencido desse filho da puta.

–“Parece que você esta começando a gostar disso!” Ele riu pra mim mostrando o maior número possível de dentes nesse sorriso de gato da Alice no país das maravilhas.

–“Miserável, filho de uma cadela... o que você fez comigo?” Lancei para ele um olhar zangado, ele só pode ter me infectado com alguma loucura, não é possível eu estar querendo estar com ele, eu ODEIO ele! Ele é o sádico filho da puta mais desgraçado que eu já conheci, ele se acha o tal e só pensa nele, ele não vê os outros como seres que merecem respeito, mesmo agora, acho que ele ainda me vê como um escravo... não, ele parou de me tratar assim, ele não esta me tratando nem como bolsa de sangue ambulante, ele poderia beber o meu sangue todos as noites, mas ele está me dando uma folga para me recuperar, ele nem está bebendo tanto ao ponto de me deixar doente e ontem a noite ele fez a dor parar logo após se satisfazer... ele está me tratando agora como um pet, ele está me vendo como algo a mais, ele me deu roupas e me deixa ler e me entreter, será que... eu posso subir mais de status... será que eu posso mostrar pra ele que os outros também tem sentimentos e são seres vivos assim como ele? Eu duvido, mas não custa tentar.

Lambi os lábios dele e pesquei seu lábio inferior com meus dentes, dei uma leve mordida, o suficiente para doer, mas não o suficiente para sangrar, não quero beber o sangue dele e perder o controle, se vou fazer isso, se vou seduzi-lo e coloca-lo aos meus pés, eu vou fazer isso sendo cem por cento eu.

Isso! Eu vou fazê-lo ficar completamente maluco por mim, talvez assim ele me trate melhor e eu possa garantir a minha vida até que meu pai venha me buscar.

...

Sephiron...

Ele mordeu meu lábio inferior e está puxando dolorosamente, mas eu gosto disso, apertei suas nádegas como castigo por judiar do meu pobre lábio, ele agarrou os meus cabelos da nuca com força... Uouu isso é quente, ele esta puxando forte o suficiente para doer e manter minha cabeça imobilizada.

Ele soltou meu lábio e atacou o meu pescoço, me dando um chupão forte e duro... caramba o que deu nele? Porque se tornou tão ativo tão de repente? Quero devolver isso à altura!

Minhas mãos viajaram para suas pernas e apertei com força suas coxas macias, ele gemeu levemente, ahh, como me sinto poderoso quando faço ele gemer assim!

Deixei minhas mãos vagarem perto de sua virilha, eu deixava elas chegarem bem perto do membro dele e depois se afastarem, ouvi o gemido frustrado dele quando minhas mãos passaram perto de seu membro pela quinta vez, ele movia os quadris em direção às minhas mãos, ele estava querendo muito que eu o tocasse, mas não, eu vou torturá-lo o máximo que eu conseguir.

–“Hmmm você é tão mau!” Ele exclamou irritado quando o meu dedão roçou rápido na base de seu membro e voltou para a sua virilha.

–“Você quer que eu te toque?” Perguntei com um ar inocente para ele.

–“Ahh... por favor!” Ele se contorceu na água fechando os olhos.

–“Aonde você quer que eu toque? Aqui?” Perguntei tocando em sua barriga, ele resmungou um “não” muito frustrado e eu ri.

–“Me diga aonde gatinho, se você não falar nunca vou saber!” Falei isso, mas só para instigá-lo mais eu voltei a passar os dedos próximos a base de seu membro.

–“Naquele lugar!” Ele ficou vermelho escarlate na hora que falou e eu quase fui à loucura.

–“Mas pode ser em qualquer lugar, você não especifica!” Lambi seu queixo enquanto ainda o torturava.

–“Ah... por favor, Seph... você sabe onde, não me force a dizer!” Ele gemeu e retorceu o rosto.

Ele me chamou de Seph? Ele me deu um apelido? Ah... gostei, mas eu ainda quero que ele me chame de mestre e acho que agora eu sei o que fazer para conseguir tal coisa.

Segurei seu membro com forçar e o masturbei, seu corpo se contorceu e se debateu dentro da banheira, a água vasou da banheira para o chão encharcando tudo.

Tive o prazer de ouvi-lo gemer alto, suas mãos agarram as minhas sobre o seu membro, aproveitei esse momento para pegar suas mãos e segura-las, aproximei meu rosto do dele e o fiz olhar em meus olhos. Eu ia hipnotizá-lo, ontem à noite fiquei irritado com o fato de não ter conseguindo fazer isso, mas hoje eu não ia falhar.

–“Durma!” Ordenei olhando direto em seus olhos, ele resistiu por uns minutos, mas logo seus olhos se fecharam e seu corpo amoleceu.

Ótimo! Agora eu vou poder prepará-lo para a nossa nova brincadeira, sai da banheira e o peguei nos braços, sem a preocupação de nos secar eu o levei para a cama.

O larguei encharcado sobre os lençóis de seda vermelha e fui até o meu arsenal de brinquedos. Vou fazê-lo me chamar de mestre hoje, com certeza irei conseguir.

Peguei primeiro uma corda vermelha, voltei para Ian e comecei a amarra-lo com vários nós e voltas, seu corpo ficou lindo com esse padrão de linhas vermelhas lhe restringindo os movimentos, amarrei seus braços para trás fazendo tranças com a corda, depois dobrei seus joelhos e amarrei suas pernas assim, desse modo ele não poderia esticar as pernas, com o restante da corda amarrei seus joelhos separados, usando a cabeceira da cama, desse jeito ele não poderia fechar suas pernas... hmmm perfeito, ele está tão vulnerável e exposto assim.

Voltei ao meu arsenal e peguei agora os brinquedos, quero só ver a expressão dele quando acordar. Pulei os brinquedos que causavam dor estrema, já aprendi que ele me dá o que quero quando sou mais brando com ele.

Fui para cama de novo levando vários apetrechos, primeiro peguei uns grampos de mamilos e pincei seus dois mamilos, regulei para que não apertasse muito, já usei grampos como esse para mutilar os mamilos de um escravo, mas dessa vez só quero que aperte e deixe sensível.

Ele gemeu quando os grampos lhe beliscaram, mas ele não acordou, que bom! Ainda tem mais coisas quero fazer com ele.

Peguei uma outra corda mais fina e a usei para amarrar seu membro e suas bolas, nessa parte eu peguei um pouco mais pesado, não ia machucá-lo, mas a dor ia ser intensa, apertei tanto suas bolas com a corda que elas ficarão meio roxas, mas está tudo bem.

Agora peguei um vibrador em formato de capsula que ficava ligada por um fio a um controle remoto que controla a intensidade da vibração e dos choques, emburrei fundo para dentro dele e deixei assim por hora, peguei outro vibrador desses e encostei contra o membro duro e amarrado dele, usei uma fita adesiva para manter o vibrador bem preso ao seu membro e liguei, Ian se remexeu, pronto agora é só esperar ele acordar.

...

Ian...

Há um leve zumbido, que barulho é esse? Porque não condigo me mexer, essa pose é desconfortável! Quero me esticar, mas não consigo... Aiiii o que esta acontecendo... dói e é bom ao mesmo tempo... finalmente consegui acordar, a última coisa que me lembrava era de um par de olhos vermelhos me deixando tonto.

AH MERDA! Preferia não ter acordado, o que ele esta fazendo comigo? Droga, não consigo me mover, não dá pra mexer um dedo, estou tão imobilizado e vulnerável, DROGA... isso é assustador e ao mesmo tempo excitante! É assustador porque estou indefeso nas mãos de Sephiron e ele já me provou ser um sádico terrível, mas é excitante também, porque não posso impedir o que ele irá fazer! Eu não sei por que eu gosto disso... acho que curto bondage.

Ele aumentou a intensidade da vibração de um pequeno vibrador que estava preso ao meu membro, o vibrador lembrava a uma capsula de remédio um pouco cheia demais, isso instigou mais o meu membro espremido em uma corda, ele aumentou mais a velocidade e quase gritei com a sensação, meu corpo tentava convulsionar de prazer, mas estando tão amarrado que eu não conseguia extravasar o prazer... oh, nossa acho que vou morrer de tesão.

–“Que tal? Como se sente?” Sephiron perguntou puxando de leve algo que apertava o meu mamilo, senti uma fisgada de dor que logo se tornou prazer quando a sensação viajou pelo meu corpo e instigou meu membro torturado... AHHH, minhas bolas estão tão apertadas que nem sei como ainda não estouraram.

–“Que tal um pouco de choques nesse lugar?” Sephiron ligou outro controle remoto e então eu senti um beliscão dentro de mim... MERDA! Nem havia percebido que havia algo dentro de mim, mas agora esse negócio esta me dando choques, novamente meu corpo reagiu e lutou contras as cordas.

–“Para!” Pedi tentando me soltar de novo.

–“Diga pare mestre... que eu paro!” Sephiron sorriu.

–“NUNCA!” Relutei tentando soltar ao menos minhas mãos, era impossível, mesmo estando bem alimentando e com minha força total, eu não conseguia arrebentar essa corda, ele soube me subjugar perfeitamente, ele conhecia os lugares certos de se imobilizar.

–“Então acho que você vai ficar assim por muito tempo!” Sephiron se levantou da cama e foi até uma poltrona de veludo vermelho que havia de frente para a cama e sentou lá para me olhar, MERDA! Ele é voyeur ou o que? É sério que ele vai me deixar assim e ficar me observando até eu o chamar de mestre? Pois é bom que ele esteja sentado, pois isso nunca vai acontecer.

...

Sephiron...

Ele é realmente teimoso, ele já esta assim há umas duas horas, seu corpo está sobre muito estresse, posso ver seus músculos tremendo e implorando por alívio, mas ele continua firme e forte, apesar de agora ele estar gemendo de forma mais intensa, seu rosto está tão vermelho que combina perfeitamente com os meus lençóis.

Deixei meus olhos passearem por seu corpo, dos dedos dos pés contraídos, passando pelos joelhos trêmulos, indo para seu traseiro úmido, observando seu membro palpitante, subindo por seu tronco todo dividido pela corda cor de sangue, observando por um tempo seus mamilos inchados e judiados pelos grampos, passando lentamente por seu pescoço fino e longo e indo para em seu rosto contorcido, ele pisco e lágrimas escorreram por seu rosto, seus olhos encararam os meus e ele me lançou um olhar pidão.

–“Você sabe muito bem o que deve fazer para acabar com isso Ian, basta dizer aquela frase, só isso e tudo acaba!” Falei calmamente e ele choramingou, antes de se concentrar em um olhar duro e decidido.

–“Nunca!” Ele falou firme.

É tá na hora de pegar pesado, não é só ele que esta sendo torturado, meu membro está latejando de desejo, estou louco para que ele se entregue logo para que eu também possa me aliviar junto com ele.

Fui até a cama e coloquei os dois controles remotos dos vibradores no máximo, o do membro dele vibrou forte com um zumbindo alto e o de dentro dele o fez contrair as nádegas quando o choque foi mais forte.

Voltei para a poltrona e me sentei para assisti-lo mais, agora seu corpo inteiro estremecia e ele gemia alto contraindo o seu belo rosto.

Mais meia hora se passou, admito, ele é muito persistente, mas dá pra ver que ele está passando do seu próprio limite, sua cabeça esta jogada pra trás nos travesseiros, sua respiração está acelerada, sua pele está tão arrepiada que posso ver os potinhos brancos de seus poros endurecidos.

Ele ergue a cabeça e me olhou de novo, suas pupilas estavam tão dilatadas que parecia que ele estava inconsciente, sua boca entreaberta para receber ar estava babando levemente.

Seus olhos encontraram os meus de novo e ele tremeu fazendo uma expressão meiga em um fraco pedido de piedade, coitado... estou realmente com pena desse pobre gatinho torturado com prazer.

Cruzei minhas pernas nunca tentativa de esconder o quão torturado eu também estava, apoie minha cabeça com a mão e fingi desinteresse, se ele soubesse o quão necessitado e mal eu também estava, ele ia prologar isso por mais tempo e talvez ele ganhasse esse jogo de paciência.

–“P-por favor... chega... m-me deixe gozar... p-por favor!” Ele choramingou com uma voz exausta e chorosa.

–“Diga o que eu quero e tudo isso acaba, é simples meu gatinho!” Respondi com uma expressão de entediado.

Ele arfou e pareceu lutar consigo mesmo por mais uns longos e demorados minutos, ele não queria se entregar, mas seu corpo estava pedindo arrego desesperadamente.

–“Por favor... mest...” Ele mordeu o próprio lábio se castigando por quase ter falado, escondi meus lábios em minha mão que apoiava a minha cabeça, se ele me visse sorrindo de sua luta interior de orgulhos versus cansaço, ele voltaria a persistir.

Ele mordeu seu lábio mais forte, um fino filete de sangue escorreu de seu lábio mordido, AHHH, eu tenho que me controlar, eu tenho que aguentar... DROGA... meu membro tá latejando de desejo também.

–“Por favor, Mestre... me deixe gozar!” Ian pediu quando finalmente se rendeu.

Não precisei nem de um segundo para estar na cama e arrancar aquele vibrador colado em seu membro e desamarrar a corda que prendia seu membro e bolas, ele gritou e gemeu quando finalmente pode se aliviar, ele gozou em uma enxurrada atrás da outra, em ondas de tremores que passavam por seu corpo, retirei o vibrador de choques de dentro dele e me afundei nele sentido o seu interior vibrar com mais uma onda de prazer.

Aproveitei por uns segundos sua doce vibração e fiquei parado sem me mexer, eu estava tão fundo dentro dele que me sentia completamente envolvido por ele, usei meus dentes para puxar de leve um dos grampos em seu mamilo e ele gritou e me apertou.

Comecei a me mover rápido, já me sentido muito cansado com esse nosso terrível jogo de quem é mais teimoso, por pouco ele não venceu, mais um segundo e eu o teria liberado disso para conseguir finalmente me afundar nele.

Enquanto me movia dentro dele procurei seus lábios, ele foi receptivo ao meu beijo, ele brincou com minhas presas como eu gostava, ele me deixou sentir o gosto delicioso de seu sangue que estava em sua boca. Porque só agora fui descobrir essa maravilha dos Deuses que se chama beijar? Será que é sempre bom assim ou será que é bom porque é com o Ian?

Os olhos de Ian fitaram os meus, estávamos muito unidos nesse momento, seus lábios, seus olhos e seu corpo estavam respondendo aos meus, ele estava necessitado disso tanto quanto eu estava.

Soltei seus lábios e o deixei respirar, ele arfou desesperado por ar, seu corpo ainda tremia e ele estava perto de desmaiar de cansaço, eu podia ver isso, ele estava ficando mole aos poucos, cheguei ao meu clímax de forma abrupta, já não aguentava mais também, assim que gozei dentro dele e ele gemeu de leve, ele apagou.

Sai de dentro dele à contra gosto, desatei a corda que ainda prendia seu corpo, ele gemeu e se retesou quando soltei suas pernas e as estiquei, acho que se ele estivesse consciente estaria reclamando de formigamento, suas pernas ficaram tempo demais presas nessa posição, retirei os grampos de seus mamilos e o deixei confortável sobre os lençóis.

Ele dormia tranquilamente, rolei para o meu lado da cama e deixei o sono me dominar também, ainda era dia, então não havia problema em dormir mais um pouco.

Quando a noite caiu eu me acordei, estava na hora de trabalhar um pouco, afinal não quero ir a falência, olhei para o lado e vi meu doce gatinho ainda dormindo, isso combina muito com uma personalidade de um gato, ele vive dormindo.

Fui para o meu escritório e liguei meu computador, conferir como estavam as minhas ações e conferi o lucro de minhas empresas, tudo parecia estar indo as mil maravilhas, mas ainda fiz questão de vender algumas ações que estava começando a me preocupar com uma possível queda.

Foi quando ouvi duas de minhas empregadas conversando no corredor que dava para o meu escritório, elas estavam fofocando sobre a vida alheia e isso me irritava, eu já ia manda-las calar a boca quando ouvi o nome Joseph L. Shadowy ser pronunciado, me aquietei e apurei meus ouvidos para ouvir a conversa delas.

–“Isso não pode ser verdade, é uma história muito mirabolante para ter um pingo de realidade!” Disse uma das empregadas que tinha uma voz esganiçada.

–“É sério! Eu juro, sabe o meu primo de terceiro grau? Ele trabalhar para o senhor Mason Shadowy o irmão mais novo do senhor Joseph, ele me contou que o senhor Mason estava preste a falir, então começou a envenenar o irmão mais velho para matá-lo e roubar suas riquezas, mas ficou furioso quando descobriu que o senhor Joseph havia passado tudo para o nome do filho dele!” A outra empregada com uma voz fanha respondeu.

–“Isso é impossível, todo mundo sabe que o senhor Joseph não tem filhos!” A outra empregada desdenhou.

–“Era o que todo mundo achava, mas aparentemente ele tinha um filho mestiço escondido em sua mansão!” A empregada da voz fanha parecia excitada com a fofoca.

–“O que? Um mestiço? Fala sério Julie, não é possível que você acredite em uma coisa dessas, como pode um vampiro tão poderoso e antigo como ele, ter um filho mestiço... somente a escória teria algo tão impuro e nojento!” A empregada da voz esganiçada vez um som de falso vomito.

–“Mirela é sério... você não ficou sabendo que o senhor Joseph foi preso porque tinha coisas ilegais em sua casa, me diz quem é preso hoje em dia por esse motivo? O nosso senhor Sephiron tem tantas coisas ilegais em casa que...” Ela foi interrompida imediatamente pela outra empregada e eu realmente me senti com vontade de dar umas chibatadas nelas duas.

“Cala a boca sua tonta quer ser torturada por ele? Se ele te escuta...” A empregada de voz esganiçada, que aparentemente se chamava Mirela, se agitou assustada.

–“Mas é verdade... esses riquinhos podem ter o que quiser, desde que paguem seus impostos ao governo, Sephiron tem uma biblioteca em casa, o que você acha que o governo faria se descobrisse? Absolutamente nada, porque Sephiron é mais lucrativo assim, ele não passa de mais outro boi no abatedouro do governo, enquanto ele estiver gastando seu dinheiro e enriquecendo o bolso apertado do governo, não tem porque eles mexerem ou prenderem ele, mas o mesmo não aconteceria com nós, se eles nós encontrassem com um livro nas mãos... o que você acha que aconteceria? Seriamos presas!” A empregada da voz fanha que devia se chamar Julie, falou irritada.

–“Viu o que você acabou de falar? Os ricos não vão preso, um vampiro tão rico quanto Joseph não seria preso também, não importa o que encontrassem na casa dele! Esses boatos que estão espalhando por ai de que ele foi preso não passam de mentiras!” Mirela rebateu inteligentemente em minha opinião.

–“Ah... mas você não me deixou terminar! Joseph aparentemente é perigoso para o governo, ele é muito antigo e poderoso, sem falar que ele era de antes desse regime se iniciar, é claro então que o governo tem motivos para temer que ele vire a mesa e cause uma revolução entre os civis! Então o seu irmão se aproveitou disso, ele fez um trato com o governo!” Julie contou excita e meu estômago começou a apertar.

–“E que trato seria esse?” Perguntou Mirela sem dar muita importância.

–“Ele enfraqueceria Joseph, o governo então o prenderia para poder usufruir e estudar seus poderes antigos e em troca o senhor Mason, ficaria com todo o dinheiro e bens de seu irmão mais velho!” Julie falou com sua voz fanha e irritante e eu realmente comecei a passar mal.

–“E quanto ao suposto filho mestiço e herdeiro de Joseph?” Milena perguntou.

–“De acordo com meu primo, Mason ia matar o mestiço, mas preferiu entregar ele ao governo para que se tornasse um rato de laboratório para ser maltratado, todos nós sabemos o que acontece naqueles laboratórios não é mesmo... o pobre coitado ia sofre até a morte!” Julie parecia sentir um pouco de piedade e isso me fez anotar mentalmente que ela deveria ser uma boa vampira no fim das contas, me lembraria disso no futuro caso me irritasse com alguma gafe que ela fizesse ao me servir, mas agora eu estava com vontade de perguntar para ela que tipo de testes eles fazem nos mestiços.

–“Mas ele não seria o legitimo herdeiro de Joseph? Isso não faz sentido... porque Mason seria tão burro de não dar um fim nesse animal imundo?” Milena debateu novamente com muita inteligência.

–“Bom... de acordo com o que o meu primo falou, o senhor Manso não corre risco algum de ser destronado pelo sobrinho mestiço, afinal o governo não reconheceria um mestiço como legítimo herdeiro de Joseph, então Mason preferiu fazer o pior ao sobrinho! Pobrezinho não gosto de imaginar o que estão fazendo com ele agora!” Respondeu Julie e eu realmente queria ir lá perguntar pra ela mais sobre isso.

–“Eu ainda acho isso tudo uma grande besteira, tem muitos furos nessa história, muitas partes que não se encaixam e não fazem sentido em minha opinião! Acho que você esta assistindo muita novela, é muita reviravolta e traição, francamente quanta besteira!” Respondeu Milena com uma clara irritação na voz.

As duas seguiram o seu caminho fazendo mais fofocas sobre outros Condes e vampiros da alta sociedade, perdi o interesse quando percebi que elas estavam falando do conde Leon.

Caramba... não pode ser verdade, mas tudo se encaixa e bate perfeitamente com o que Ian me falou, seu tio o traiu! MERDA... se Ian é mesmo o herdeiro legítimo do senhor Shadowy, então tecnicamente Ian é trinta vezes mais rico do que eu, mas isso não é o pior...

Levantei-me e me senti fraco, minhas pernas estão babas, minha boca está seca, me encaminhei para o meu quarto o mais rápido que pude.

Quando entrei no quarto, fui olhar o meu pequeno gatinho dorminhoco, ele realmente tem alguns traços dele, são poucos, mas o formato do nariz é o mesmo... DROGA, como nunca percebi isso antes? Será que eu estava tão determinado em não acreditar nele, que ignorei isso?

Alisei o cabelo de Ian com carinho, é difícil acreditar que ele é filho dele... MERDA, as memórias ruins querem voltar, tenho de afastá-las, não quero me lembrar daquela terrível noite, naquela maldita festa... a noite em minha vida mudou para sempre, tenho de afastar essas merdas de minha mente e pensar no Ian... isso, Ian me acalma.

Voltei a alisar os cabelos de Ian, ele acabou de se tornar o meu bem mais caro e precioso, ele subiu de nível no meu conceito, se ele é realmente filho dele... então isso significa que nas veias de Ian correm um pouco do sangue dele... eu estou bebendo um pouco dele ao fazer isso.

Nem posso acreditar, isso só pode ser o destino, sim... o destino pois Ian no meu caminho para que eu possa pagar minhas dívidas com o senhor S. L. Shadowy! Agora Ian é algo inestimável para mim! Irei tratá-lo bem de hoje em diante... agora desejo Ian em minha cama mais do que nunca!

Notas finais
Ian é realmente filho daquele vampiro poderoso? Agora Sephiron colocou Ian em um pedestal, será que a vida de Ian vai ter grandes melhorar e Sephiron vai tratá-lo como igual daqui pra frente? Não percam o próximo capítulo!