Sangue quente.

6 Uma caçada sobre a lua cheia.


Notas iniciais
Feliz ano novo pessoal, aqui uma surpresa pra vocês, um capítulo novinho! Boa leitura! ^.^

Sephiron...

–“Aqui gatinho, gatinho!” Chamei Ian sacodindo um saquinho de biscoitos que faziam barulho de ração e como esperado ele me lançou um olhar irritado, como eu adorava perturbá-lo assim.

Eu o chamava de gatinho agora, porque havia percebido que ele nunca seria um bom cão! Cachorros são alegres e sempre fazer uma festa quando encontram o seu dono e Ian com certeza nunca abanaria o rabo feliz pra mim, não, ele estava mais para um gato! Ele desfila por ai com classe e um charme sem igual, ele esta sempre orgulho de si, fugindo das minhas tentativas de aproximação, mas assim como um gatinho, ele tem seus momentos de rendição ao dono, ele não sabe, mas quando dorme, ele se aconchega em mim e parece gostar quando eu afago sua pele.

O olhei com atenção enquanto ele terminava o capítulo do livro que estava lendo, ele realmente parece um gato, é tão manhoso quanto um e ele estava fofo usando roupas, geralmente meus escravos andavam nus o tempo todo, é mais fácil assim, mas ele me importunou para ganhar roupas e no fim eu cedi por cansaço mesmo.

Ian havia melhorado muito desde o dia em que tirei ele do calabouço e o trouxe para dormir ao meu lado, agora eu podia garantir que ele estava recebendo a comida que paguei caro para ele.

Admito que estava gostando de tê-lo em minha cama, podia acordar de noite cedo e rolar para cima dele, ele como sempre reclamava e lançava um olhar desafiador, ele ainda lutava contra mim, mas no fim eu conseguia faze-lo se entregar.

Ian fechou o livro e me encarou, ele sabia que eu queria alguma coisa e se preparou para lutar, adoro isso!

–“Vamos fazer algo diferente hoje!” Falei colocando uma coleira no pescoço dele e o puxando para fazê-lo se levantar da cama e me seguir.

–“Sabe que eu sei tirar essa merda né?” Ele levou as mãos à coleira e já estava tirando quando eu dei um puxão forte o fazendo cair de joelhos.

–“Vou pegar pesado se você não colaborar!” Alertei e ele suspirou derrotado.

No fim ele foi obediente e me seguiu até onde eu queria ir, todo cômodo que entravamos ele olhava em volta curioso, apesar de eu ter prometido que ele podia andar pela casa agora, eu acabei o proibindo de novo, depois que fiquei sabendo que meus empregados estavam me engando e bebendo o sangue de meus escravos, me fazendo acreditar que era eu quem estava matando eles de exaustão, achei melhor não deixar Ian sair andando por ai até descobrir todos os servos traidores.

Levei Ian até as portas duplas que davam para o meu imenso jardim, quando digo imenso quero dizer que sou dono de uns bons hectares, tenho quase uma floresta no meu quintal.

Abri as portas e puxei Ian para sair comigo, por um momento deixei a brisa soprar meus cabelos e senti o cheiro delicioso do mato recém-cortado, acabei me distraindo com a beleza da lua cheia sobre o meu jardim, que possuía diversas plantas e animais, que nem percebi que Ian estava de joelhos na grama.

Quando olhei para ele, Ian começou a rolar nela com um sorriso contente, parecia realmente feliz, nunca o vi assim antes, ele rolava e passava as mãos sobre a grama aparada.

–“Qual é o seu problema?” Perguntei estranhando a euforia dele olhando tudo ao seu redor como se fosse a sua primeira vez. Bom, acho que ele só estava feliz de sair aqui fora depois de tanto tempo.

–“Eu nunca pisei em uma grama! Eu nunca sai de dentro da mansão do meu pai!” Ian falava enquanto puxava uma folha de grama e a estudava com atenção.

–“Nunca... por quê? Pensei que seu pai gostasse de você e te tratasse bem!” Ergui uma sobrancelha para ele.

–“Bem... era ilegal ter um mestiço antes... se alguém me visse e me denunciasse ao governo, ou eles me matariam ou eu seria levado aos laboratórios para sofrer os testes terríveis que eles fazem lá!” Ian deu de ombros enquanto continuava a afagar a grama como se ela fosse um animal peludo que precisava de carinho.

–“Entendi!” Respondi tranquilo antes de me curvar para Ian e retirar sua coleira.

Ian me olhou sem entender e eu sorri sarcasticamente para ele.

–“Quero brincar com você aqui fora... desde que tivemos aquele joguinho de pega-pega em meu quarto no seu primeiro dia comigo, eu venho querendo fazer isso!” Dei de ombros pra ele.

–“Você quer brincar de pega-pega comigo?” Ele me olhou como se eu fosse louco.

–“Ah... não me entenda mal, na verdade eu quero te caçar... sempre achei que nós vampiros fomos feitos para caçar, pra que temos toda essa força e velocidade se ficamos o dia todo sentados sem fazer nada? Infelizmente nossas presas naturais, os humanos, não dão conta de nos dar a emoção da caçada, mas acredito que você pode me dar isso!” Sorri para ele.

Ian olhou em volta e um sorriso convencido se espalhou pelo rosto dele.

–“Sabe... eu poderia pular o muro e fugir desse seu grande jardim!” Ele me olhou com sagacidade.

–“É pra isso que serve o rastreador na sua mão... vou te encontrar de novo em uns cinco minutos no máximo!” Respondi tranquilamente.

–“Posso arrancar esse rastreador facilmente em uma única mordida!” Ele rebateu apalpando o local onde estava o chip.

–“Tudo bem! Arranque o rastreador e fuja, vamos ver quanto tempo você vai viver lá fora com essa crise de falta de sangue e com todos os vampiros sedentos por algo tão delicioso quanto você! Acho que você vai ser cercado por um bando e devorado em uns três segundos como se fosse um pedaço de carne que caiu em uma piscina cheia de piranhas!” Falei tudo isso com a melhor expressão blasé que possuía.

Ele ficou lívido e engoliu em seco, antes de ficar em pé e me olhar com atenção.

–“O que eu ganho se você não conseguir me pegar?” Ele perguntou curioso para mim e eu fiquei excitado com isso, ele estava transformando isso num jogo, minha ideia era simplesmente largá-lo no meu jardim e caçá-lo, mas agora as coisas estavam mais interessantes.

–“O que você quiser!” Respondi.

–“Minha liberdade!” Ele pediu esperançoso.

–“Fora de questão, já disse que lá fora você não vai sobreviver, quer a sua liberdade para o que?” Lancei um olhar cruel a ele, mas então um sorriso cheio de malicias se espalhou nos lábios dele.

–“Então, se eu conseguir fugir de você... eu quero o seu traseiro, quero te foder como você faz comigo! Assim quem sabe você aprende o quanto isso dói!” Ele lançou o desafio e eu quase cai pra trás com tamanha ousadia a dele.

–“Fechado!” Respondi erguendo a mão para apertar a dele, quando ele fez isso eu o puxei e cochichei em seu ouvido “Mas se eu te pegar...eu vou beber o seu sangue e você vai ter que se reder a mim e fazer o que eu quiser! Se eu pedir para você rebolar, você vai ter de rebolar!” Tive o prazer de ver seus olhos se arregalarem para mim por um minuto, antes dele se encher de coragem e concordar.

–“Vou te dar a dianteira, você tem dez minutos antes que eu comece a me mover!” Falei soltando a mão dele.

–“Espera... não posso manter minha força e agilidade por muito tempo, vamos estabelecer um período de tempo para essa caçada acabar, se não, você vai me caçar até conseguir me pegar!” Ele foi esperto, admito.

–“Ok, a partir de agora, a caçada irá durar... trinta minutos, se eu não te pegar durante esse período, você vence e meu traseiro será todo seu pelo restante da noite!” Falei com um sorriso zombeteiro e ele me devolveu um sorriso vitorioso antes de correr para a parte mais densa do meu jardim, onde ele podia se esconder entre árvore, arbustos e outras plantas cheias.

Sorri em antecipação, eu sei que eu vou ganhar, mas a aposta deixa isso muito mais excitante e cheio de adrenalina para mim.

Deixei os dez minutos passarem e comecei a farejar o ar seguindo o seu rastro, ele foi para o sul... não, espera... para o leste... não... QUE ESPERTO! Ele usou os dez minutos de dianteira para espalhar seu cheiro pela flora local e com certeza ele esta a favor do vento, ele dificultou as coisas pra mim... ah, como eu amo isso!

Usei minha visão de calor, mas lembrei de que ela seria inútil aqui, tenho muitos animais soltos em meu jardim, de pavões a cavalos, inclusive animais silvestres, ele vai conseguir se disfarçar entre eles com seu calor corporal.

Minha audição agora era a minha única aliada, mas é claro que o barulho dos animais também iam me atrapalhar e tudo isso estava deixando as coisas mais interessantes.

Ele não pode vencer... ele não vai vencer.

...

Ian...

Meu coração vai sair pela minha boca a qualquer momento, sei que é uma brincadeira e não vou ser caçado e morto como um animal, mas não posso refrear os meus instintos que sentem a presença de Sephiron e sua atitude de predador, ele esta deixando seu lado animal dominá-lo, eu posso sentir ele se mover pelo mato alto, procurando, farejando e rastreando.

Não posso gastar muita energia, mas também não posso ficar parado, se ele me achar é o fim, mesmo que eu corra, só poderei manter a minha velocidade por uns quinze minutos, isso não é o suficiente.

Um barulho em minhas costas quase me fez gritar e pular, mas para o meu alívio era apenas uma ave bonita com penas coloridas no rabo, nunca vi nada igual... era tão bonito, CARALHO esse bicho tá vindo pra cima de mim!

Fugi do animal que me atacou, provavelmente por eu estar em seu território e rezei para não ter entregado minha posição para Sephiron, eu consegui me esconder atrás de um arbusto.

Então meu coração quase parou, eu podia vê-lo agora, quer dizer... eu podia ver os brilhos vermelhos dos olhos dele entre as plantas... DROGA ele esta olhando na minha direção, MERDA... se os olhos dele estão acessos quer dizer os meus também estão, só fui me lembra desse detalhe agora, meus olhos podem se acender como os de um animal quando se joga uma luz contra eles, sei que reflito uma luz esverdeada e pratada ao mesmo tempo, não tem como ele confundir isso com outro animal.

Os brilhos vermelhos ainda estavam lá, no meio do mato, sem se mover e sem piscar, porque ele não estava se mexendo? Porque ele estava só me encarando lá de longe? Ele deve estar preparando o bote... com apenas um pulo ele me pegaria, mas eu não podia me mexer antes dele, se eu corresse para qualquer lado antes dele, ele teria a vantagem e saberia minha direção de fuga.

Mas ele não se movia... podia sentir os olhos dele nós meus... estou ficando zonzo... estou tonto... MERDA ele está me hipnotizando... DROGA, DROGA... eu tenho que sair dessa, eu tenho que sair dessa, meu corpo não responde... vamos... mexa-se!

Para a minha sorte a maldita ave de penas coloridas voltou e me atacou, com o susto eu consegui quebrar o encanto e correr. Acho que com a confusão que a ave criou Sephiron não conseguiu ver para onde eu fui.

Agora sim meu coração vai ter um ataque, isso foi emocionante demais para os meus pobres nervos, eu quase fui pego... estou com muito medo... agora tudo parece ter um brilho vermelho pra mim, parece que a qualquer momento algo vai pular em cima de mim.

Mantive-me em movimento o tempo todo, tentei não olhar em direção à luz, meus olhos me trairiam com essa merda de visão noturna falha que eu tenho, meus olhos acendem, mas não tenho uma boa visão durante a noite, bem... é melhor que as dos humanos que estariam cegos nessa escuridão, mas não é tão boa quanto a do Sephiron que deve estar vendo tudo como se fosse dia.

Estou fugindo há tanto tempo que nem acredito que estou conseguindo me manter a salvo, estou começando a ficar eufórico, afinal minhas chances de ganhar agora são maiores.

Encostei-me contra um arbusto e descansei um pouco, agora devia faltar uns cinco minutos para eu ganhar... he he he he ele vai me pagar tão caro por tudo que me fez... eu vou fazer tudo que ele fez comigo, quero ver que cara ele vai fazer quando eu lhe enfiar aquelas bolas de metal até arregaçá-lo todo!

Eu já estava planejando como me vingar quando senti uma respiração quente e animalesca em meu cangote... vindo de dentro do arbusto... me virei tão devagar, que acho que gastei mais um minuto no processo, um par de olhos vermelhos estava ali, bem nas minhas costas... um frio passou pela minha espinha e meus pelos se ouriçaram com aquela presença poderosa.

Tentei correr, mas tarde de mais, ele deu um bote e...

...

Sephiron...

Droga, agora eu estou começando a ficar com um frio na barriga, ele é realmente esperto... ter o prazer de caçar uma criatura que pode raciocinar e prever meus movimentos é muito interessante, me sinto jogando uma boa partida de xadrez.

Os animais do meu jardim estão me atrapalhando e muito, já dei um bote em um pavão que ficou irritado e em um coelho que fugiu e se escondeu, eu estava tão preso a minha audição que todos os sons eram altos pra mim, eu estava começando a perder o controle.

Passei a rastejar pelo chão, tirei meus sapatos que estavam me atrapalhando e sem eles pude sentir a vibração do solo, sabia que Ian estava por perto, ele era rápido, mas com apenas dez minutos de dianteira e com todo o trabalho que ele teve para espalhar o seu rastro ele não devia ter ido muito longe.

Novamente aquele maldito pavão estava me atrapalhando, ele estava fazendo um estardalhaço por alguma coisa... AH... achei ele, o meu pavão o atacou e ele se escondeu em uma moita, agora podia ver os olhos dele, tinha um brilho tão bonito e único, não havia como me enganar, nenhum outro animal em meu jardim teria esse brilho, ele me encarou de onde estava e agora eu sabia que ele também havia me visto.

Estávamos em uma distância de seis metros um do outro, eu poderia facilmente pular essa distância toda e pegá-lo, mas se eu me movesse antes ele teria a vantagem. Ele ficou parado me fitando, acho que estava esperando eu dar o primeiro passo, mas não sou burro, se eu o atacasse pela esquerda ele fugiria pela direita, eu não poderia dar essa vantagem a ele.

Então resolvi testar se posso hipnotizá-lo da onde estou, essa habilidade dá dor de cabeça e é cansativa, acho até que estávamos desaprendendo a usar essa habilidade, antigamente usávamos isso para paralisar nossas vítimas e captura-las, mas hoje em dia temos tudo nas mãos sem precisar sair para caçar... eu odeio isso, odeio essa vida civilizada que levamos, é uma pena que eu tenha nascido quando essa era de ouro já havia se acabado.

Ian estava lutando muito bem contra a minha tentativa de hipnotiza-lo, ele não estava se entregando de jeito nenhum e eu estava ficando um pouco frustrado com isso.

O pavão novamente me atrapalhou e fez Ian fugir, MERDA! Não consegui ver para onde ele foi, mas vou fazer uma ronda pelo local, talvez eu consiga pegar um rastro mais forte dele.

O avistei novamente e me aproximei devagar, ele estava sempre se movendo e olhando para todos os lados como uma gazela assustada, fiquei seguindo ele com calma, ele ainda não tinha me visto e parecia contente com isso.

Eu ia capturá-lo logo, mas vê-lo em ação era interessante, ele se mantinha sempre a favor do vento e evitava olhar na direção de luzes, andava em uma pose abaixada calculando aonde ia pisar para não fazer barulho.

Ele se sentou encostado em uma moita, aproveitei esse momento para me posicionar atrás dele, lentamente fui me aproximando, quando minha respiração arrepiou os pelinho de seu cangote e ele se virou vagorosamente eu dei o bote e pronto... EU VENCI!

Rolei com ele pela grama e paramos quase embaixo de uma roseira, o coração dele estava a mil e ele lutou para fugir de mim, isso só me fazia entrar mais em modo de caça, meus dentes já latejavam quando rasguei a camiseta dele.

Ele tentou fugir quando minhas mãos se ocuparam em arrancar a camiseta dele, ele virou de costas pra mim e tentou engatinhar para de baixo da roseira, o peguei nessa posição perfeita e esfreguei minha ereção em seu traseiro enquanto lambia seu pescoço.

O segurei firme nessa posição, colando meu peito contra as costas nuas dele, droga, essa minha roupa esta me atrapalhando de sentir a pele dele... queria retirá-la, mas eu sei que se eu soltá-lo agora, ele vai fugir.

Isso era um momento primitivo nosso, quase não estávamos no controle racional de nossos corpo, eu me sentia um leão que cravou as garras na pobre gazela e ele com certeza ainda estava com instinto de fuga graças a essa minha atitude, ele se debatia tentando escapar, exatamente como uma gazela pega pelo leão, estava na hora de acabar com o sofrimento dessa minha pobre gazela... cravei minhas presas em seu pescoço macio.

Ele estremeceu e lutou mais, ah... isso é muito bom, quanto mais ele luta, mais sinto vontade de dominá-lo, bebi seu sangue delicioso, dessa vez não precisei beber muito para me satisfazer, na verdade, finalmente minha sede foi totalmente apaziguada... UOU que sensação estranha... estar satisfeito é tão... gostoso! Acabei me sentindo tão agradecido por essa sacieis que ele me proporcionou. que lambi sua ferida com a intuição de lhe ajudar a se curar, ele parou de lutar quando sentiu que eu estava anestesiando sua dor.

Ele relaxou o corpo e me deixou lambê-lo.

–“Acho que venci!” Disse em seu ouvido antes de morder sua orelha.

Ele rebolou contra a minha ereção, o choque do que ele fez acabou me fazendo solta-lo e recuar.

–“Você não disse que eu ia ter de rebolar?” Ele riu de minha reação.

Sorri de volta e voltei à pega-lo.

–“Meu gatinho, agora quero o meu prêmio, quero que você seja completamente receptivo a mim, sem afrodisíaco, somente a sua real vontade de me agradar!” Pedi.

–“Uma pena que eu não tenha a real vontade de te agradar... mas trato é trato, o meu pai sempre disse que eu deveria honrar minhas palavras!” Ele sentou sobre os calcanhares e me fitou com atenção.

–“O que você quer que eu faça?” Ele perguntou corando.

–“Primeiro... tire as minhas roupas e livre-se de suas calças também... ah, um detalhe, quero que faça isso de forma sensual!” Dei o maior sorriso que meus lábios permitiam, queria humilhá-lo e forçá-lo a fazer essas coisas vergonhosas aqui fora.

Ian me olhou com raiva, mas no fim ele suspirou e começou a seguir minhas ordens.

...

Ian...

Se eu ia ter de fazer algo assim, eu ia fazê-lo pagar caro por isso, eu ia fazer de um jeito que ele ia gozar precocemente em suas calças... isso ia humilhá-lo também.

Fiquei de joelhos diante dele e na hora me veio uma vergonha, senti minhas bochechas ficarem vermelhas e comecei a perder a coragem, mas quando vi que o fato de eu ficar vermelho já fazia Sephiron gemer me inspirei e continuei.

Arranquei uma rosa da roseira e passei a flor vermelha em meu peito, devagar seguido a linha que dividia o meu corpo, quando ela passou pelo meu mamilo parei me sentido ridículo com isso. Isso com certeza não era sexy e devia ser retardado da minha parte, Sephiron deveria estar se controlando para não gargalhar dessa idiotice, mas com uma rápida olhada em seu rosto, eu percebi que seus olhos estavam fixados na rosa.

Olhando para ele e ignorando o que eu estava fazendo eu segui movendo a rosa pelo meu corpo e os olhos dele seguiram a rosa com atenção, eu podia ver suas pupilas se dilatarem.

Levei a rosa ao meu nariz e senti seu doce aroma, por um minuto senti saudade da minha mãe, que se chamava Rose em homenagem a essa flor em minhas mãos, essa era a flor favorita dela... huhuhu ela sempre se irritava quando eu tentava comer as pétalas das rosas que ela trazia do seu jardim para colocar nos vasos quando eu era pequeno, meu pai ria e me achava fofo, eu não podia resistir, o vermelho delas me atraia e o cheiro me dava fome, mesmo agora ainda sinto fome quando cheiro uma flor dessas, acabei mordendo uma das pétalas dessa rosa em minhas mãos e olhando direto nos olhos de Sephiron eu a comi, por algum motivo que não sei qual... ele gemeu e entreabriu os lábios para respirar mais.

Acabei me distraindo com a reação dele que sem querer espetei meu dedo no espinho da flor, acho que isso foi um castigo por eu ter lhe arrancado uma pétala.

Levei o dedo aos lábios de Sephiron e passei neles como se fosse um batom, Sephiron estava arfando há essa altura, cara como eu queria rir disso, eu não conseguia acreditar que estava conseguindo faze-lo reagir assim, era tão estranho, eu não deveria ser nem um pouco sexy.

Levei a rosa aos lábios de Sephiron e acariciei seu rosto com ela, ele sentiu o cheiro da rosa e fechou os olhos em deleite, pelo visto vampiros também gostam do cheiro de rosas.

Tomei coragem e ainda com a rosa em mãos eu comecei a desabotoar a camiseta negra dele, ele não fez nada, simplesmente ficou lá, sentado na grama gelada, quando consegui desabotoar tudo, eu a retirei dele devagarinho, fazendo questão de tocar em sua pele durante o ato.

...

Sephiron...

Esse mestiço consegue me surpreender um pouco mais a cada minuto, quando ele começou a sensualizar com a rosa achei que eu fosse gozar de surpresa de novo nas calças. Desde que conheci ele, eu descobri esse novo jeito de gozar e gosto muito, quero muito isso, quando ele arrancou a pétala da flor e ficou com elas nos lábios, parecia que ele estava com a boca suja de sangue e isso era sexy por algum motivo pra mim, quando ele comeu a pétala da flor eu queria coloca-lo de bruços e fode-lo, mas não, quero que ele faça tudo hoje.

Ele me fez uma caricia no rosto com a rosa, era estranho receber um toque tão leve assim, ele deixou a flor no meu rosto, aproveitei para cheira-la, a flor ainda tinha um pouco do cheiro dele nela... isso é tão delicioso, devo me lembrar de fazê-lo tomar com banho com pétalas de rosa, ele vai ficar saboroso.

Ele começou a tirar a minha camiseta como ordenei, ele arrastou de leve os dedos pelos meus braços quando retirou ela, eu odeio que me toquem... esse é um dos motivos pelo qual odeio socializar ou ter contato com outros da minha espécie, eles se acham no direito de me tocar com suas mãos imundas e nojentas... mas Ian novamente é uma exceção, por algum motivo não o acho sujo, apesar dele ser um mestiço e por esse motivo ser impuro, eu não me importo tanto quanto deveria, afastei as lembranças ruins que estavam tentando vir à tona e me concentrei em Ian e somente em Ian, para o meu alívio as lembranças ruins voltaram para o seu posso escuro e pude voltar a esse momento delicioso com o meu gatinho.

Ele se curvou em minha direção e levou os lábios ao meu pescoço, por um segundo achei que ele fosse me morder, mas sua língua quente começou a passear pela minha clavícula... oh CÉUS ele vai me enlouquecer essa noite!

Sua língua desceu indo para o meu peitoral. É... eu acho que gosto disso... Hnnn... bem melhor agora... ele esta chupando o meu mamilo, AAH... essas novas sensações que ele me proporciona... OH CÉUS!

Não imaginei que ele fosse tão longe assim, podia sentir o calor emanar de suas bochechar coradas, eu achei que ele não fosse conseguir fazer nada por causa da vergonha, ai eu ia ter um motivo para castigá-lo, eu planejava torturar suas bolas hoje, mas ele estava indo mais longe do que eu imaginei.

Suas mãos desafivelaram meu cinto, por um minuto achei que ele fosse abrir o zíper de minha calça e fosse me masturba, mas ao em vez disso ele puxou com força o cinto de minha cintura e o dobrou em suas mãos antes de me dar uma cintada na coxa com força........................... acho que minha mente parou de funcionar por um minuto, ele realmente me bateu? Como ele ousa?

–“Uma pequena vingança... por tudo que você já me fez!” Ele sorriu feliz para mim, enquanto batia o cinto de leve em sua mão.

–“Ah... seu gatinho travesso!” Achei que ia matar ele depois dessa, mas sua frase me entusiasmou.

O segurei pelos cabelos e o joguei de costas no chão, abrir sua calça e a retirei, ele estava meio excitado... hum, acho que isso é sinal de que ele esta começando a gostar de brincar comigo, ou talvez ele se excitou com a coragem de me enfrentar dessa forma, seja lá o que for eu sei que dessa vez não há afrodisíaco o forçando a se entregar, então acho que ele será cem por cento verdadeiro com suas reações hoje à noite.

Fiz algo que nunca fiz em meus escravos antes, levei minha mão até seu pênis e brinquei com ele, para o meu jubilo ele gemeu alto e se contorceu, exatamente da forma como eu gostaria que ele gemesse quando eu batia nele, mas pelo visto violência não funciona com ele, Ian nunca vai me dar o que eu quero quando eu usar o chicote, porque ele é orgulhoso e não irá gemer nem se contorcer pela dor, mas pelo prazer... huhuhu parece que achei o ponto fraco dele... nossa ele é realmente sensível nessa parte, também pudera acho que ninguém nunca tocou nele assim antes.

Ele ficou duro rapidinho, continuei a masturba-lo por um momento só porque ouvir o gemido dele me dava tesão, continuei até sentir que ele estava perto de gozar e então tomei o cinto da mão dele e o usei para prender seu falo bem apertado, desse jeito ele não poderia gozar e receberia o castigo merecido por ter me batido.

Ele levou as mãos ao seu membro na tentativa de solta-lo e eu afastei suas mãos com um sorriso sádico, ele se contorceu e gemeu.

O pré-gozo já transportava e se espalhava de seu membro castigado.

–“Ahhh... por favor!” Essa era a primeira vez que ele me implorava de forma tão deliciosa, ele erguia a pélvis do chão em uma vá tentativa de achar alívio, ah, se eu soubesse que esse tipo de tortura era a que mais tinha resultado com ele, já teria lhe aplicado antes.

Enquanto uma das minhas mãos segurava os seus braços a cima de sua cabeça, a minha outra mão apertou suas bolas e ele gritou alto enquanto esperneava, o seu pré-gozo agora escorria até seu abdômen, o melando.

Soltei suas bolas e passei meus dedos nesse líquido viscoso, então levei meus dedos lambuzados ao seu ânus e espalhei lá.

Ele tentou fechar as pernas, mas me coloquei entre ela e as mantive abertas para poder instiga-lo naquele lugar, ele não tinha o que reclamar, pela primeira vez desde que nos conhecemos eu estava preparando ele, tá certo que essa era a minha primeira vez preparando alguém em toda a minha vida e eu devia estar fazendo isso errado ou de forma dolorosa, mas ao menos eu estava tentando não é?

–“É incrível como você ainda consegue ser apertado depois de todas aquelas vezes que eu te enfiei alguma coisa aqui!” Lembrei-me das bolas de metal e de um vibrador grande que usei há algumas noites atrás.

Ele gemeu e contorceu o rosto, agora seu membro pulsava e latejava e seus pedidos começavam a ficar desesperados.

–“Por favor... ah... hmmm... por favor!” Ele pediu com uma voz tão doce que não pude resistir em provar seus lábios, minha língua invadiu a boca dele a língua dele pareceu reconhecer a minha muito bem, as duas travaram uma guerra em nossas bocas.

Enquanto nossas línguas guerreavam abri meu zíper e me posicionei para entrar, ele congelou no lugar e eu sabia que era porque ele sempre sente dor nessa parte, me afundei nele e me surpreendi com a facilidade que entrou... escorreguei e me acomodei dentro dele perfeitamente, ele não parecia estar se retesando tanto quanto das outras vezes que fizemos, ah... devia ser porque eu o preparei antes.

Movi-me dentro dele e o modo como escorregava era bom, ele também parecia gostar. Senti que ele lutava para soltar seus lábios dos meus e me lembrei de que ele precisa respirar, posso ficar sem respirar por um longo tempo.

Ele arfou e gemeu ao mesmo tempo, seus lábios estavam molhados com a nossa saliva e ele contorcia sua feição com uma expressão de prazer e dor.

–“Solte... solte o meu pênis, por favor... quero gozar... isso dói!” Ele me pediu com lágrimas nos olhos.

–“É para doer mesmo! Isso é um castigo por ter me batido com o cinto, agora você só vai gozar quando eu também for!” O avisei e ele choramingou.

–“Nauuuum, por favor... você demora pra gozar... por favor!” Seu corpo estremecia embaixo do meu de forma deliciosa.

É ele tem razão, eu demoro muito para gozar, ele não vai aguentar tanto, principalmente agora que estou cutucando a cabeça de seu membro com minha mão livre, sua fenda ainda goteja docemente.

–“Aguente por mais cinco minutos e eu te libero!” Falei com um sorriso sádico e ele fez um som de choro muito fofo, ai... como eu estou gostando disso.

O interior dele esta vibrando, mas como ele não pode gozar seu membro pulsa como se fosse um coração, gosto disso, gosto dessa sensação de ter um coração quente palpitando em minha mão.

–“Por favor... uhg... por favorzinho!” Ele pediu de uma forma que quase me fez gozar de surpresa.

Soltei seu membro após me apiedar de seu olhar cheio de lágrimas, o brilho da lua tornava a pele dele mais branca ainda e seu cabelo branco tinha um brilho que me lembrava da prata.

Assim que eu aliviei a pressão do cinto em seu membro ele gritou e arqueou as costas antes de gozar tanto que sujou até seu próprio queixo, Uouuu, eu fiz tudo isso? Estranhamente ele se tornou tão receptivo a mim que estranhei isso, suas pernas abraçaram a minha cintura e ele ergueu sua cabeça procurando com os lábios dele os meus.

Sua língua acariciou a minha e procurou minhas presas... AH... lá vinha essa sensação deliciosa de novo, era melhor do eu lembrava, oh céus tudo aqui é tão inebriante, o cheiro de rosas e do sêmen dele me leva a loucura.

Acabei gozando de surpresa dentro dele e antes que pudesse perceber eu já estava caído por cima dele exausto e suando, o que esse mestiço faz comigo para me fazer cansar tanto com tão pouco? Eu poderia manter esse ato sexual sem me cansar por horas a fio, mas com ele eu não durava nem meia hora!

Ele amoleceu o corpo em baixo do meu quando lentamente foi caindo no sono, aah, meu gatinho fofo eu queria mais, muito mais... estou viciado em você!

Deixei-me relaxar também sobre ele, descansei minha cabeça sobre seu peito e adormeci ouvindo o som de seu coração enlouquecido desacelerando aos poucos.

Notas finais
Sephiron parece estar gostando de brincar com Ian, mas será que Ian esta gostando disso também? Não percam no próximo capítulo!