Sangue quente.
3 Tortura.
Notas iniciais
Sephiron...
Quando chegamos a minha mansão já estava quase amanhecendo, o chofer manobrou o carro para dentro da garagem, onde havia uma entrada segura dos raios solares para dentro de casa, não que o sol possa me matar, mas ficar exposto a ele doí pra caramba, eu viro um camarão em três minutos, depois a minha pele escama, isso acontece com os humanos também, mas eles precisão ficar no sol forte por horas para ter o mesmo efeito.
Assim que o carro estacionou o meu chofer desceu e veio abrir a porta pra mim, o meu novo bichinho dormia tranquilamente em meus braços enquanto seu corpo se recuperava da perda excessiva de sague, realmente esta espécie é muito interessante, a habilidade de regeneração dele é quase igual a minha.
Um de meus servos vampiro veio correndo até mim todo atrapalhado, ele era jovem, provavelmente tinha só quinze anos, ele era ruivo e essa foi a única coisa que me fez empregar ele, pois o seu cabelo cor de fogo me hipnotizava, mas ele era um medroso atrapalhado e ficava cada vez mais receoso perto de mim, provavelmente porque eu mandava chicoteá-lo às vezes por sua incompetência. Ele era o meu carregador e geralmente seria trabalho dele levar meu novo escravo até o meu quarto ou até a cela onde ele vai ficar, o jovem ruivo estendeu os braços trêmulos para receber a carga, mas por algum motivo me irritei com ele e o dispensei, quase mandei que ele fosse castigado sem motivo nenhum.
Saio do carro carregando meu novo brinquedo em meu ombro, eu pretendia dar um descanso pra ele depois de ter quase secado suas veias, mas ele estava se recuperando bem e eu estou em uma abstinência de sexo que esta me matando, tenho que fazer isso agora.
Eu também estou me sentindo eufórico pelo sangue dele, a sensação de bem estar é a melhor que já senti na minha vida, nunca me senti tão saciado de minha sede. Essa é uma das coisas ruins de ser um vampiro, não importa o quão cheio seu estomago esteja de sangue, você pode estar quase vomitando de tão farto, mas você vai continuar com essa maldita sede incessante.
Assim que entrei em minha sala principal, as minhas seis empregadas vampiras que estavam vestindo suas roupas clássicas de serva, com um vestido curto negro e um avental branco cheio de babados me fizeram uma reverências e me perguntaram se eu queria que elas realizassem o ritual do banho de desinfestação no meu novo escravo.
Sempre que eu comprava um novo humano ele passava por esse ritual de banho, onde lhe aplicavam produtos para livrá-lo de parasitas. Os humanos recém-comprados em geral tinham piolhos e estavam imundos, já que antes da venda eles ficavam em recintos fechados e totalmente aglomerados, em geral eles estavam sempre cheio de parasitas, sujos e fedendo a suor e sangue seco.
Dispensei as empregadas também, esse mestiço cheirava muito bem, ele tinha um aroma floral e cítrico ao mesmo tempo e parecia limpo o suficiente para mim, seus cabelos eram sedosos, o que era a prova de que provavelmente ele havia tomado um banho há muito pouco tempo.
Levei-o para o meu quarto e tranquei a porta, os meus servos sabiam que quando eu estava ali com a porta trancada e com um escravo, eles não deveriam me perturbar a menos que quisessem participar da tortura.
Olhei a minha volta, por onde devo começar com esse mestiço? Poderia pegar leve com ele e leva-lo para minha gigantesca cama com lençóis de seda vermelha, mas não estou a fim de pegar leve hoje, ele tem que aprender desde cedo que as coisas vão ser duras para ele, passei por minha cama e fui em direção à parede do quarto, onde havia correntes e grilhões e algemei as mãos dele para cima, com o peito virado contra a parede fria e as costas para mim, depois ajustei o comprimento das correntes, perfeito, assim ele teria que ficar na ponta dos pés para se firmar no chão e desse jeito seus músculos das pernas ficariam tensos e contraídos, bater no musculo assim é bem mais doloroso do que quando esta relaxado.
Sorri para a linda visão a minha frente, ele ainda estava desacordado por isso estava mole contra a parede, mas dava pra ver que lentamente ele estava voltando a si, sua respiração estava mais descompassada e um leve movimento de espasmo movia seu corpo de vez em quando.
Deixei-o assim sozinho enquanto fui até a outra parede do quarto, onde ficava o meu arsenal de tortura, vou escolher alguns brinquedos para começar a nossa maravilhosa noite... ou melhor dizendo dia.
Assim que separei os brinquedos que vou usar hoje, voltei e percebi que ele estava quase se acordado. E que pela surpresa ele teria quando finalmente se acordasse e descobrisse que estava sendo violado.
Sorri para a ideia e já fiquei duro com apenas esse pensamento de tirar toda a dignidade dele, me aproximei e alisei seu traseiro, ele tinha uma pele aveludada como pêssego, me dava água na boca.
Separei suas nádegas e me afundei nele de uma vez, o corpo dele se remexeu, mas ele não acordou, ah, ele era muito bom por dentro e realmente era muito apertado mesmo depois de eu ter lhe enfiado a mão inteira, me movi com força e violência e senti o sangue escorre de dentro dele, mas eu não ligava, essa era a real intenção, eu queria machucar fundo.
Continuei a me mover sem preocupação dentro dele, esperando ele acorda, ele podia levar o tempo que quisesse, posso manter um ato sexual por horas a fio sem me cansar, afinal, sou um vampiro.
...
Ian...
Eu estava tendo um pesadelo terrível, sonhei que havia sido comprado por um vampiro moreno e assustador que queria me machucar de uma forma estranha, mas acho que foi só um sonho ruim mesmo, pois eu ainda estou aqui algemado com os braços pra cima esperando o meu destino incerto... mas porque não estou mais ouvindo o choro dos outros mestiços? E que som estranho é esse no meu cangote? Parece que tem alguém arfando atrás de mim.
Acordei-me com uma sensação ruim, um desconforto me incomodava muito e meu corpo doía, em alguns lugares mais que em outros, um movimento de vai e vem me empurrava contra a parede fria e áspera de pedra. Droga! O que estava acontecendo, isso doí, tem algo quente e macio em minhas costas e... Aiii, o que isso em minha bunda?
Com um sobressalto tentei me virar, mas algo me impedia, meus pulsos doíam muito e levei um tempo para perceber que era porque eles estavam suportando todo o peso do meu corpo, tentei firmar meus pés no chão, mas não alcançava totalmente, acabei ficando nas pontas dos pés, droga, isso fazia o musculo da minha batata da perna latejar.
Mas o pior é que o esforço para ficar de pé fazia aquela dor estranha em meu traseiro ficar pior, tinha algo duro me machucando nesse lugar. Virei meu rosto para ver o que havia atrás de mim. O que estava acontecendo? Quase tive um ataque do coração, quando vi o vampiro do meu sonho atrás de mim completamente nu e agarrado às minhas costas, seu peito de alguma forma se alinhava perfeitamente às minhas costas, suas mãos seguravam meus quadris e mantinham meu traseiro empinado para poder fazer aquela coisa horrível que vi aquele outro vampiro fazer ao pobre mestiço do leilão.
Agora que eu percebia o que estava me acontecendo e que finalmente estava totalmente desperto, foi que meu cérebro começou a registrar as dores e sensações com maior precisão, o que era uma má notícia pra mim, pois tudo quadruplicou de intensidade.
A dor em meu traseiro era o pior, ele me cutucava lá no fundo de forma rude, sinceramente se eu estivesse vendado e alguém me dissesse que estava sendo esfaqueado nesse lugar, eu acreditaria facilmente, a dor era exatamente essa, como se uma faca estivesse sendo enfiada e puxada repetidamente dentro de mim, eu sentia meu interior rasgar em alguns pontos, o sangue escorria entre minhas pernas.
Olhei com ódio para o Vampiro maldito nas minhas costas, seus olhos olharam direto nos meus com tanta intensidade, desejo e luxuria que dava medo.
De repente seu rosto se contorceu e ele foi mais fundo de mim, senti seu corpo vibrar contra o meu e algo quente se espalhou dentro de mim. AH! MERDA, ele não fez o que penso que fez, fez? Que nojo! Dentro de mim, ah, como eu quero matar ele!
–“Finalmente você se acordou, vamos poder nos divertir mais agora!” Ele cochichou em meu ouvido com um sorriso sádico nos lábios e então ele saiu de dentro de mim e me deixou ali dependurado pelos braços de forma dolorosa.
De repente um som alto de estalo em minhas costas chamou minha atenção. Quase gritei quando algo bateu em minhas costas, elas queimaram por um momento, mas logo se aliviaram, olhei para trás e vi o vampiro desgraçado com um chicote em mãos.
–“Sua pele fica vermelha com facilidade... adoro isso!” Disse ele gemendo de prazer.
Ele brandiu de novo o chicote contra as minhas costas, novamente doe e ardeu, mas não gritei nem gemi, eu não ia dar esse gostinho pra ele, nem a pau, até agradeci por estar com uma mordaça, ela me ajudava a manter a boca fechada.
Ele bateu de novo e de novo aumentando cada vez mais a força e a frequência, até que senti minha pele romper e o sangue escorreu um pouquinho por ela.
Ele parou de bater e se aproximou de mim, se inclinou e lambeu meu sangue da base da minha coluna até o meu ombro, todos os meus pelinhos se arrepiaram com isso.
Ele sorriu e gemeu no meu ouvido me prensando com seu corpo contra a parede fria de pedra, quente e frio, as duas sensações eram intensas.
–“Geralmente eu não bato até cortar a pele de meus escravos, odeio deixar cicatrizes, gosto da pele deles bem lisinha e impecável, mas acabo de descobrir que você se recupera tão bem que nem deixa marcas! Hmmm... acho que vou poder pegar BEM pesado com você!” Ele sorriu e senti seu hálito quente em minha nunca, uma sensação ruim tomou conta do meu corpo, eu me sentia sendo encurralado por um predador perigoso.
Ele voltou a me bater com o chicote e dessa vez ele tirou sangue de cada chicotada, eu sentia as minhas costas ficar em carne viva, mas logo elas se recuperavam, no entanto, meu corpo tem um limite, será que ele sabe disso? Eu sou meio humano no final das contas, posso ter a regeneração acelerada de um vampiro, mas se uso muito seguido, meu corpo se cansa e a regeneração para. E para voltar ao normal eu tenho que descasar uns três dias inteiros e comer e beber muita água.
Se eu fosse um vampiro puro sangue essa habilidade seria infinita! Malditos Vampiros! Esses filhos da puta eram uns sortudos de merda... e coitados dos humanos, fico imaginando o quanto deve ser difícil ficar machucado por muito tempo.
As chicotadas continuavam, mas eu quero dizer que tenho muito orgulho de mim mesmo nesse momento, não gemi nem gritei nenhuma vez, meu pai teria tanto orgulho de mim... não, ele não teria orgulho, ele estaria chorando a uma hora dessas se me visse sendo tratado assim e olha que fazer um vampiro chorar é uma tarefa impossível.
O vampiro sádico continuava a me bater e não estava nem suando com o esforço de brandir aquele maldito chicote, deixei minha mente vagar e comecei a me lembra de algumas coisas da minha antiga vida para me distrair da dor, me lembrei de um livro que minha mãe lia pra eu dormir quando criança, era o meu favorito, nele falava sobre uma sereia que vivia no mar e desde então meu maior sonho era ir ver o mar, quase ri disso agora, ir ver o mar já era uma missão impossível antes, imagina agora... eu ficaria feliz só em ir lá fora e pisar na grama, eu nunca fiz isso, nunca sequer senti o que é andar lá fora e correr livre, essas coisas eram tão romantizadas nos livros que eu lia, de vez em quando minha mãe me trazia flores do jardim dela, o jardim que o papai deu para ela, mas ver uma flor num vaso, qualquer um pode ver, eu queria poder correr em um campo cheio de flores sem preocupação... mas parece que vou morrer sem saber o que é liberdade.
Eu não nasci um escravo, mas nunca fui livre!
Com esse pensamento eu fraquejei, quase deixei um gemido de choro sair dos meus lábios, eu queria chorar, mas não de dor e sim de desespero, eu estava angustiado, pois agora finalmente a realidade caia sobre mim, eu sempre tive esperanças de um dia poder realizar meus sonhos e agora eu sabia, que isso nunca ia acontecer.
Meu corpo perdeu um pouco das forças, e minhas pernas fraquejaram, acho que ele percebeu a mudança em meu comportamento e parou com as chicotada, ele largou o chicote no chão e veio lamber minhas feridas, se ele me amasse isso ia ser um ato de carinho e amor, os vampiros lambem as feridas para sarar mais rápido do que já saram.
Meu pai às vezes lambia minhas feridas e as da mamãe também, pois a sensação era anestésica, já li em um livro que explicava que eles têm essa capacidade de liberar na saliva uma enzima que alivia a dor.
Mas é claro que o vampiro às minhas costas não estava fazendo isso para aliviar a minha dor, ele estava fazendo porque queria beber o meu sangue.
Ele limpou minhas costas com a língua e depois passou os dedos de leve sobre a minha pele.
–“Nenhuma marquinha!” Anunciou ele contente com o fato de poder me machucar sem se preocupar em me desfigurar.
–“Bom já sabemos como você reage a cortes, vamos ver agora como reagem a espancamento e hematomas!” Ele falou tranquilamente. Ah, droga... eu pensei que ele já ia parar, porque ele estava fazendo isso? Sério mesmo, alguém me explica o que ele vê de graça em me bater? Eu nem estou reagindo! Isso é praticamente a mesma coisa que bater em um saco de areia, ele também vai ficar lá parado e dependurado sem reagir ou choramingar.
Ele se afastou e voltou com uma vara cumprida de madeira, parecia o cabo de uma vassoura, fiquei apreensivo, o que ele vai fazer com isso?
Logo as minhas perguntas foram respondidas, ele bateu com essa vara nas minhas pernas, em meus músculos rígidos pela posição em que estava forçado a ficar, odeio ter de admitir que pulei e esperneie um pouco com o choque da dor.
Ele bateu de novo mais forte e a essa altura eu já estava quase tentando atravessar a parede de tão grudado que estava nela. Ele riu da minha reação, MALDITO! Deixa-me fazer o mesmo com você pra ver se você não vai querer correr e fugir também.
–“Hmmm... acho que achei o seu ponto fraco, varras!” Ele sorriu malicioso em me bateu de novo, dessa vez nas nádegas, me retorci involuntariamente de novo, a dor era horrível, mas logo passava.
–“Seu lado albino fica mais roxo com facilidade, mas infelizmente o hematoma desaparece rápido demais para o meu gosto!” Ele pareceu irritado com isso e voltou a me bater mais forte.
Agora eu queria gritar muito, queria gritar até estoura os tímpanos de todos que estivesse a um raio de cem metros de mim.
–“HMMP... HUMMM HMM!” Tentei xinga-lo, mas por causa da mordaça só saiu esses gemidos sem sentidos. Nesse momento ele parou de me bater e se aproximou de mim.
–“Que foi? Quer falar alguma coisa?” Ele perguntou no meu ouvi com uma voz rouca.
Olhei para trás e lhe lancei um olhar de ódio extremo, ele gargalhou e retirou minha mordaça.
–“FILHO DA PUTA, DESGRAÇADO VÁ COMER MERDA E MORRA!” Gritei para ele.
Ele ficou um minuto parado em choque me observando, mas logo sua expressão mudou para um sorriso sádico.
–“Ninguém em meus quinhentos e trinta e quatro anos ousou me dizer algo assim! Nunca sequer tiveram a coragem de cochichar um xingamento pra mim... quer saber? Eu gostei... isso é quente! Isso me faz querer te dominar mais ainda!” O vampiro se esfregou em minhas costas e senti que ele estava duro, MERDA!
–“Se tocar em mim, eu te mato!” Ameacei e rosnei para ele, mas isso só parecia deixá-lo cada vez mais excitado, ele largou a vara e se afastou novamente, quando voltou estava com um sorriso diabólico nos lábios.
–“Vamos ver o que você me diz disso aqui!” Ele sorriu e lavou a mão ao meu traseiro, ele estava segurando algo.
Senti que ele tentava empurrar algo gelado para dentro de mim, o que era isso? Quando finalmente entrou, eu percebi que era uma bola de metal pesada, com uns cinco centímetros de diâmetro, mas ele não parou só nessa não, ele colocou mais e seguiu colocando, tranquei a respiração, aquilo doía muito, mas eu estou determinado a não gritar.
Ele continuava a me enfiar aquelas coisas, mas não cabia mais nada.
–“Pare! Não dá mais! PARE!” Tentei falar sem gemer de dor.
–“Você é muito estreito por dentro, já tive escravos que suportaram quinze dessas e você só aguenta nove... que tal se tentarmos bater o recorde de bolas heim? Vai ser divertido!” Ele me encarou com olhar quente ao dizer isso e forçou a decima bolinha para dentro.
Tentei me afastar dele, mas não conseguia me mexer direito, meus pulsos e meus músculos das pernas protestavam.
Quase gritei quando a decima entrou, empurrando e acomodando as outras bolinhas um pouco mais pra cima dentro de mim.
–“Não... eu não quero mais!” Pedi relutando novamente.
–“Lá vem a próxima!” Ele anunciou e começou a pressionar ela também. Eu sentia que ia rasgar por dentro, a dor estava me matando.
Quando ela entrou entrei em agonia, essa era uma das piores dores que já senti, estava no meu ranque das cinco piores dores da minha vida em terceiro colocado, perdendo apenas para a mordida que levei dele e para a mão que ele enfiou em mim.
–“PARA! PARA, TIRE ESSAS COISAS DE MIM, TIRA!” Dane-se que meus pulsos vão se deslocar, comecei a lutar contra as correntes.
–“Se me pedir, por favor, eu paro!” Ele sorriu em minhas costas “Mas tem que dizer, Por favor, mestre pare!” Diga isso e eu te dou um descanso.
–“Nem a pau! Vai a merda desgraçado, eu NUNCA vou me humilhar e me render para você! Guarde as minhas palavras, você nunca vai me domar!” Falei colocando toda as minha convicções nessas palavras.
–“Então vamos ver se você aguenta vinte dessas bolinhas e continua assim tão determinado depois!” Ele gargalhou ao começar a forçar a próxima.
Encostei a minha testa contra a parede e aguentei calado, já fraquejei demais na frente desse monstro, vou manter minha boca fechada e suportar até o fim, não importa o quanto isso vá me machucar, quando acabar eu vou me curar como se nada tivesse acontecido mesmo, não sou um mero humano que provável mente ia precisar de um médico para reconstruir seu intestino depois disso.
–“Olha só que menino comportado, já estamos na decima quinta que era o recorde! Até que você esta aguentado bem!” Ele lambeu minhas costas de novo.
Merda, a recém era a decima quinta? Eu estava imaginando que já estava na penúltima ou coisa do tipo, nesse exato momento eu estava lutando com as lágrimas em meus olhos, eu não queria deixá-las cair, mas como é que se controla isso? Como é que se faz quando seus olhos estão cheios d’água e você esta cego querendo piscar, mas não pode porque se piscar elas vão rolar, droga, não quero essa humilhação.
Finalmente ele empurrou a vigésima e última bolinha, como eu ainda estava consciente depois disso eu não sabia, eu sentia um peso estranho dentro de mim e nem preciso dizer que essa dor subiu no ranque e estava no segundo lugar agora, ultrapassando a mãozada que levei.
Sua mão saiu de meu traseiro o foi para minha frente, sobre minha barriga abaixo do meu umbigo, seus dedos pressionaram fundo com força.
–“Hmmm, posso sentir as bolinhas daqui! Huhuhu você está realmente cheio!” Ele gargalhava enquanto me apalpava assim, como um médico faz para examinar os órgãos inchados em nosso abdômen.
Acabei piscando finalmente e as lágrimas caíram e agora que começaram a rolar, elas não queriam parar de escorrer, MERDA, que humilhação desgraçada.
–“Oh! O que temos aqui? Lágrimas? Acho que estamos tendo uma evolução no seu adestramento!” Ele segurou meu queixo tentando erguer meu rosto para examinar minha expressão, aproveitei o momento para dar o bote e morder seus dedos.
Ele pulou pelo choque da dor e puxou a mão da minha boca, ele se afastou olhando os dedos ensanguentados com uma expressão de surpresa.
Lambi meus lábios e o sabor do sangue dele invadiu minha boca, NOSSA, era bom... como pode um ser nojento e asqueroso ser tão saboroso assim? Olhei com fome para ele, devo dizer que sou carnívoro agora ou isso seria muito assustador?
Aparentemente posso me alimentar de um vampiro, eu não sabia desse fato, pois nunca tentei beber o sangue ou comer a carne de um antes, mas pelo visto meu corpo pode suportar esse tipo de alimento... será que o governo sabia dessa possibilidade? Ou será que os mestiços em cativeiro foram tão maltratados desde bebês que nunca tentaram comer um de seus captores? Hahaha vai ser um choque para o governo quando descobrir que podemos nos tornar o caçador e eles a caça... vai ser divertido tentar isso com esse monstro atrás de mim.
Ele se recuperou da mordida nos dedos e esperei que fosse me bater ou me torturar mais, mas aparentemente ele gostou da dor, gostou de eu ter mordido ele, ele até estava sorrindo satisfeito.
–“Ah! Como eu quero te foder agora! Mas vamos tirar essas bolinhas de você primeiro!” Ele falou se aproximando de mim e apertou minha barriga com força para baixo, empurrando as bolinhas. Isso sim era humilhante, elas saiam de mim e caiam com um estrondo no chão.
Senti o cheiro do meu próprio sague se espalhar pelo quarto, e podia senti-lo vazar intensamente de dentro de mim com as bola.
–“Acho que estão todas aqui, mas depois eu conto para ter certeza!” O maldito vampiro falou isso enquanto soltava as minhas algemas. Essa era a minha chance, assim que meus pulsos estavam soltos me virei e o ataquei.
Consegui pegar ele de surpresa e o derrubei contra o chão frio de madeira, amontei em cima dele e tentei esgana-lo primeiro, mas ele sorriu da minha tentativa de mata-lo e agarrou os meus pulsos, droga, ele realmente era muito mais forte do que eu, ele conseguiu afastar com facilidade minhas mãos de seu pescoço, então partir para a tentativa de morder seu rosto, mas ele rolou pra cima de mim e me prensou no chão com o corpo dele e ao em vez de eu morder ele, foi ele que acabou me mordendo no pulso que estava segurando.
Revidei novamente e lutei com todas as forças que ainda me restavam, eu poderia facilmente me igualar à força dele por um curto período de tempo até que meu corpo entrasse em estresse pelo esforço, mas eu ainda estava fraco da perda de sangue e por ter sido muito drogado antes do leilão.
Consegui afastar ele de cima de mim e me levantei, ele fez o mesmo e entrou em modo de caça e combate, sua posição era assustadora, ele estava meio abaixado retesando os músculos como se fosse dar o bote a qualquer momento, ele parecia um grande felino nessa posição, como um leão ou um tigre, seus olhos pareciam emitir uma luz própria era um vermelho escarlate, eu pretendia enfrentar ele e lutar, mas meu instinto de sobrevivência gritava para eu correr e foi o que fiz.
Corri para a porta do quarto na esperança de escapar ignorando a dor que estava sentido em meu ventre que se recuperava da intromissão invasiva das bolinhas, eu tinha que conseguir escapar de qualquer maneira!
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