Sangue quente.

2 Fui comprado.


Notas iniciais
Nesse capítulo vamos ver tudo pelo ponto de vista de Ian o mestiço e descobrir como ele acabou nessa enrascada! Obrigada pelo apoio a essa minha nova fic, espero que continuem gostando e querendo mais! Comentem à vontade, isso me inspira a continuar! XD Até o próximo capítulo.

Repuxei meus braços de novo pela milésima vez lutando contra as algemas que me prendiam à parede fria de pedra, mas era inútil, apesar de eu ser forte o suficiente para arrebentar essas correntes no momento estava incapacitado, pois fui fortemente drogado e eles continuavam a me espetar uma seringa de vez em enquanto, afinal meu organismo queima rápido essas drogas.

Por eu ter tentado fugir já mais de cinco vezes, eles estavam me dando uma dose capaz de matar um ser humano adulto e derrubar um cavalo. Agora mesmo nesse exato momento eu estava mal, o chão às vezes parecia se mexer, como se inclinasse para um lado, se eu não estivesse com os braços presos para cima, já teria indo de cara no chão. Meu estomago revirava e minha cabeça doía.

Os guardas voltaram e levaram mais um de nós, havia vinte mestiços agora nessa sala onde eu estava, antes havia mais de cinquenta, os guardas levaram um por um e nenhum deles voltou, eu me perguntava o que estava acontecendo com eles e o que iria acontecer comigo quando a minha vez chegasse?

Eu estava com medo, mas não queria admitir, eu queria chorar, mas não podia, pois meu pai não me criou para isso. “Papai” quando me lembrei dele um aperto em minha garganta ameaçou me sufocar, eu estava com tanta saudade dele e de minha antiga vida, a vida que sempre odiei e reclamei, mas se eu soubesse que ia acabar assim, eu nunca teria aberto a boca para reclamar.

Olhei em volta novamente, havia tantos iguais a mim, mas eles eram diferentes de mim. Não digo isso pelo fato de eu ser meio albino, digo isso pelo fato de que fui criado em uma família com amor e eles não passavam de ratos de laboratório do governo.

Todos esses mestiços que estavam aqui, pertenciam ao governo e até ano passado eles estavam em um laboratório sendo estudados, por esse motivo eles eram medrosos e passivos, todos se encolhiam quando um vampiro chegava perto, eles nem reagiam quando eram maltratados. Eles nem sabiam falar, os coitados não passavam de animais de teste.

Eu tinha pena deles, provavelmente eles nasceram de um relacionamento sem amor, seus pais vampiros devem ter forçado suas mães humanas a dormirem com eles e quando elas engravidaram ao em vez de seus donos as forçarem a abortar, eles venderam seus próprios filhos ao governo.

Já eu era diferente, meu pai era um vampiro contra a escravidão humana, ao contrário da maioria dos vampiros que escravizavam e usavam os humanos como bolsas de sangue ambulantes, meu pai tratava seus humanos como iguais a ele.

Meu pai tinha uma colônia de humanos, todos sabiam falar e eram livres para formarem suas famílias e viverem suas vidas até a velhice, eles não eram forçados a dar sangue ao meu pai, pelo contrário, eles doavam de bom grado o sangue para ele.

Meu pai tinha dois humanos favoritos, um era o seu mordomo e a outra a sua copeira, quando os dois se casaram e tiveram Rose, a minha adorada mãe, meu pai se apaixonou por ela no mesmo instante, ele deu todo amor e carinho para ela, ele lhe ensinou tudo e quando ela cresceu, ela correspondeu a seus sentimentos e foi ai que eu nasci.

Bem, meu pai poderia ter me renegado como filho dele por eu ser um mestiço, até porque ter um mestiço em casa era ilegal, mas ele me aceitou como filho legítimo e seu primogênito.

Eu cresci sendo amado e protegido por todos, pois se alguém me visse eu seria morto! Por esse motivo passei toda a minha vida preso dentro de casa estudando e estudando mais.

Meu pai me deu uma educação exemplar, eu poderia jantar com o rei e fazer parte de sua corte, tal eram os meus modos, meu pai me ensinou tudo, desde a etiqueta até línguas e artes marciais.

Minha vida era um tédio e eu a odiava, eu queria fugir às vezes como um adolescente rebelde. Ha ha ha como eu era tolo. Nesse momento eu daria tudo para voltar a minha casa e não me importaria de ficar o resto da vida só lendo em cima de uma cama. Eu daria tudo para voltar a ter essa vida.

Porque meu tio foi trair o meu pai daquele jeito? Porque ele foi contar ao governo que meu pai tinha um mestiço como filho legítimo escondido em casa? Por que ele foi desgraçar a nossa vida desse jeito?

Eu o odeio tanto... por culpa dele, agora minha mãe esta morta, os outros humanos que meu pai tinha foram vendidos para outros vampiros e meu pai... o que houve com meu pai? Eu só sei que ele foi levado, talvez ele tenha indo para a cadeia e eu acabei sendo trazido para esse lugar, por muito tempo achei que eu iria para os laboratórios virar um ratinho e sofrer experiências, mas isso não aconteceu e eu estou com medo agora, com medo porque não sei o que vai me acontecer quando os guardas virem me levar.

O tempo passou e outros dois mestiços foram levados e agora eu era o próximo da fila.

Dois vampiros se aproximaram de mim, eles soltaram os meus braços e me arrastaram para o meu destino, fosse ele qual fosse.

De repente me vi em cima de um palco e vários olhos vermelhos com pupilas em fendas me olharam de forma faminta, um frio passou pela minha espinha.

Olhei em volta, havia humanos acorrentados em todos os lugares, eles estavam cercados por vampiros que discutiam valores.

Merda! Agora eu entendia, eu ia ser vendido para um desses monstros! O que eles iam fazer comigo? Me forçar a trabalhar? Talvez eu fosse ser um empregado doméstico ou somente um burro de carga.

Mas espera! Não era proibido ter um mestiço? Então porque estou sendo vendido? E por que meu pai foi preso então?

Todos os vampiros me olharam, mas ninguém fez uma oferta por mim, me senti um pouco melhor, talvez eu não fosse ser vendido, mas ai o que ia acontecer comigo?

O vampiro leiloeiro se aproximou de mim com uma faca, acho que ele ia me espetar para provar a esses vampiros que me recupero rápido, mas eu não ia ser ferido assim tão facilmente, esses nojentos iam ter uma pequena amostra do que eu sou capaz de fazer, eles que não pensem que sou passivo como os outros.

Pulei em cima do leiloeiro tentando cravar meus dentes nele, drogado do jeito que estava essa era a única arma que tinha contra esses monstros.

De repente dois guardas me seguraram e me afastaram de cima do leiloeiro, mas eu não ia desistir assim tão fácil, nem a pau! Continuei a lutar, tentando morder e arranhar os guardas, mas um deles cravou um bastão de choque em minhas costas.

A alta voltagem passou pelo meu corpo, perdi todas as forças e fui ao chão ainda em convulsão, isso doía muito, mas não era o suficiente para me matar.

Por fim, meu corpo parou de sofre espasmos pelo choque, mas agora mal conseguia me mexer, tudo doía, meus músculos estavam me matando, parecia que eu tinha corrido uma maratona. Acabei ficando no chão esperando meu corpo se recuperar.

–“Se ninguém deseja a mercadoria ele será sacrificado agora!” O leiloeiro anunciou aos muitos monstros que me assistiam com curiosidade, ele então fez sinal para alguém e um vampiro com uma máscara de carrasco se aproximou de mim com uma seringa em suas mãos, MERDA! É isso que vai me acontecer se eu não for comprado? Minha vida não vale nada? Sou um animal sem direitos? Ninguém vai fazer nada para impedir isso?

Como se alguém escutasse minha perguntas mentais uma mão se ergueu no meio da multidão, meu coração quase parou e eu senti um alívio me inundar, alguma alma bondosa se apiedou de mim, alguém vai me salvar desse destino terrível.

–“Ele é virgem?” O vampiro que ergueu a mão preguntou! Mas que PORRA! Por que ele quer saber isso justo agora? Cara, não esta vendo que eu vou ser morto? Por que você não pergunta sobre os meus direito?

O leiloeiro examinou uma fixa.

–“Sim, meu senhor!” O leiloeiro respondeu calmamente.

–“Mil sois!” O vampiro deu seu lance tranquilamente e sorriu de uma forma que fez meus pelos se arrepiarem de um jeito ruim.

–“Dou lhe uma, dou lhe duas... vendido para o cavalheiro de luvas negras, o senhor pode retirar sua compra e pegar seu certificado de venda lá atrás meu senhor!” Disse o leiloeiro apontando para uma sala ao fundo, onde eu fui levado arrastado por outros dois vampiros.

Fui levado para uma sala aos fundos, onde esse dois vampiros começaram a me cutucar e me examinar anotando algumas informações em um tablet, finalmente meu corpo se recuperou do choque, e agora eu podia reagir de novo.

Pulei em cima desses vampiros e comecei a tentar morde-los de novo, mas novamente dois seguranças chegaram e me rederam, agora meus braços formam amarados para trás em minhas costas, eles também me amordaçarão e então me colocaram uma coleira com uma longa corrente, como se eu fosse um cachorro perigoso.

De repente uma vampira de vestido vermelho entrou na sala sendo seguida pelo vampiro que me comprou... ECA! Ainda não posso acreditar que isso esteja acontecendo, a corrente que me prendia foi colocada nas mãos desse IDIOTA, que sorriu vitorioso para mim.

–“Sinto muito senhor, tivemos de amordaçá-lo e amarrá-lo, esse não é o procedimento padrão, mas ele atacou os funcionários que o inspecionaram!” Disse a vampira loira, lendo em um tablet as informações do ocorrido, sim, é claro que eu ataquei eles, você pensa que vou deixar um bando de filhos da puta me apalpar?

Um homem com um avental cheio de sangue apareceu trazendo consigo alguns instrumentos cirúrgicos enferrujados, ele estava vestido de médico, mas era obvio que era um açougueiro!

–“O senhor deseja que ele seja castrado?” O vampiro açougueiro me encarou e eu rosnei para ele, esse MERDA realmente tá me achando com cara de cachorro? Se ele tocar em mim quem vai perder as bolas é ele!

–“Dispenso, prefiro meus escravos com as bolas intactas, é um ótimo lugar para se aplicar castigos caso seja desobediente!” O vampiro que me comprou respondeu e eu olhei com uma raiva ensandecida para ele, se ele achava que ia conseguir me castigar assim, estava muito enganado, eu ia arrancar fora a cabeça dele antes que ele conseguisse tocar em minhas bolas!

–“Então o senhor gostaria que eu retirasse as presas dele? A mordida de um mestiço pode doer muito, eles têm presas retrateis e este dai já mostrou ter predileção a morder!” Disse o açougueiro olhando a minha mordaça e já foi pegando um alicate sujo de sangue, sério mesmo que ele nem se preocupava em esterilizar isso? Não que isso seja um problema para mim, afinal nunca fiquei doente na minha vida, acho que minha espécie é imune a essas coisas, mas custa um pouco de higiene?

O meu comprador parou para pensar a respeito e um frio passou pela minha espinha, meu estomago afundou, achei que ia vomitar nesse momento, mas provavelmente me afogaria em meu próprio vômito com essa mordaça na minha cara.

–“O procedimento demora a se cicatrizar? Eu quero usar ele ainda hoje!” Ele perguntou calmamente, eu não podia acreditar que ele estava seriamente pensando em me mutilar dessa forma, isso era mais do que cruel, eu preciso de minhas presas, elas são partes importantes de quem sou, elas são quase como meus braços e pernas, são membros importantes, se elas fossem arrancadas eu ia perder algo importante.

Queria poder implorar para que ele não fizesse isso comigo, olhei em desespero para o meu comprador e ele me devolveu um olhar surpreso, mas dai então me lembrei de que implorar era para os fracos e que se eu ficasse me rebaixando para esse cara, eu me humilhar de forma vergonhosa, não, meu pai não me criou para baixar a cabeça para qualquer um! Me virei e encarei o açougueiro, eu ia lutar, pode apostar que eu ia arrancar um pedaço desse monstro antes que ele me arrancasse minha presas.

–“O procedimento é doloroso, mas ele estará novinho em folha em dois minutos, essa espécie se regenera rápido, nem preciso de anestesia ou de sutura para castrar um!” Explicou o vampiro açougueiro e meu coração acelerou.

–“Dispenso, obrigado pelos serviços, mas estou com presa, com sua licença!” O meu comprador fez uma reverencia ao médico/açougueiro que a retribuiu, então ele começou a andar para fora da sala puxando a minha coleira, eu comecei a me debater e a lutar, tentando ir à direção contraria a dele.

Ele deu puxão muito forte em minha coleira e acabei caindo de joelhos no chão, só agora me lembrava de que por mais que eu fosse forte comparado a um humano, um vampiro ainda era muito mais forte do que eu, desse jeito eu não teria chances alguma.

Ele se curvou e segurou o meu queixo bem forte, doeu um pouco, mas não vou me rebaixar a ponto de gemer de dor na frente dele. Ele ergue minha cabeça e me fez olhar em seus olhos, sustentei o olhar com firmeza, se ele acha que vou desviar o olhar de modo passivo está muito enganado, eu não sou como os outros, não vou me dobrar a vontade dele e não vou me encolher sobre um olhar duro e frio dele.

–“Ou você anda até o meu carro comportadamente ou eu vou te foder e te sangrar aqui na frente de todos, você decide!” Ele me deu um sorriso sádico ao dizer isso.

O QUE? Mas que merda ele acabou de dizer? O que isso tudo significa? Olhei em volta, havia muitos outros de minha espécie que também foram recém-comprados, alguns já estavam tendo seus pescoços perfurados pelas longas presas de seus donos.

Mas foi quando meus olhos viram um vampiro forçar um mestiço a ficar de joelhos e meteu seu pênis de forma violenta no ânus do mestiço que senti o chão sair de baixo dos meus pés, queria gritar e vomitar ao mesmo tempo ao ver tal cena, olhei para o meu comprador, ele não podia esta pensando em fazer isso comigo, podia? Por que ele iria querer fazer isso? O que ele ganharia com isso?

Ele olhou para onde eu estava olhando e não pareceu surpreso com a crueldade do que estava acontecendo, droga! O mestiço estava sangrando muito agora, eu podia ver o sangue escorrer por suas pernas, ele parecia estar sofrendo muito, mas o vampiro que o feria parecia estar gostando, ele parecia estar sentindo prazer. Ai merda! Eu não quero isso, prefiro ser burro de carga, ou até um rato de laboratório, qualquer coisa menos isso, por favor! Merda! Acho que vou desmaiar.

–“Sim, é exatamente aquilo que nós vamos fazer! Só que será bem mais intenso e doloroso!” O meu comprador disse com um sorriso monstruoso como se lê-se a minha mente. Pronto, agora eu tinha a confirmação do que me esperava, o porquê fui comprado, esse monstro vai me tortura e eu nem sei o porque! O que foi que fiz para ele? Por que ele quer me machucar assim?

Mas eu não ia me render tão fácil, se ele acha que vai me botar de quatro daquela forma e vai me fazer sangrar, ele está muito enganado, eu vou lutar com todas as minhas forças, mas não agora e não aqui, onde está cheio desses monstros sádicos, se ele vencer a batalha serei humilhado na frente de todos.

Levantei-me e esperei ele fazer o mesmo, ia seguir ele até o carro dele, e lá eu ia lutar.

Quando chegamos ao carro, senti a brisa passar pelo meu corpo nu, eu estava do lado de fora e podia ver a lua, não havia ninguém na rua, essa era minha chance de fugir, era agora ou nunca, lutei e tentei escapar, mas ele era muito mais forte e os efeitos das drogas que me deram ainda me deixavam zonzo e fraco, por fim, ele conseguiu me enfiar dentro do carro.

A porta foi trancada pelo chofer dele e lá se foi a minha chance perfeita de fuga, o chofer fez a volta, entrou no carro e deu a partida, ele perguntou o destino e descobrir que estava sendo levado para a casa dele, o lugar que agora seria o meu lar, não, meu lar não, minha casa com meu pai e minha mãe era o meu lar, eu nunca mais irei voltar pra lá e nunca mais vou encontrar um lugar que possa ser o meu lar, eu estava sendo levado para a minha nova prisão, sim, prisão era um bom nome! Senti uma vontade de gritar, chorar e berrar como uma criancinha pela primeira vez desde que fui capturado, mas me segurei, não queria fraquejar agora.

O meu comprador me puxou pela coleira e me fez cair de barriga para baixo em cima de suas pernas, eu estava com os braços imobilizados nas minhas costas e ele me segurou pelos cabelos me impedindo de sair do colo dele.

Ele retirou suas luvas e me deu uma palmada na minha bunda, como se eu fosse um moleque mal criado que aprontou alguma. Senti-me humilhado, nunca fui colocado nessa posição de castigo nem pelo meu próprio pai quando o desobedeci.

Ouvi ele geme de prazer ao me bater, como ele podia sentir prazer com isso? Qual é a graça de bater em uma pessoa? Eu gostaria de entender o que se passa na cabeça dele.

Ele espiou meu rosto e olhei com raiva pra ele, queria arranjar um jeito de mostrar para ele que eu não estava gostando disso, será que ele não entende isso? Mas ele riu de minha expressão e me deu mais um palmada, dessa vez mais forte, a dor me fez estremecer, mas eu não ia gemer nem choraminga.

Ele me deu mais uma palmada e dessa fez foi realmente forte, acho que ele usou um pouco de sua imensa força de vampiro, o som da minha pele estalado pode ser ouvido pelo chofer que se encolheu de medo, será que esse vampiro bate até nos seus empregados vampiros?

Essa última palmada doeu tanto que acabei rosnando para ele e ele sorriu cruelmente.

De repente senti algo passar a força por meu ânus, ele me enfiou um dedo e eu me apertei, não ia deixar ele me enfiar o que quer que fosse, mas ele era mais forte e conseguiu meter um segundo dedo, cada vez que eu me apertava sentia mais dor e não conseguia impedir ele de me enfiar terceiro e o quarto dedo.

Pensei que isso era o limite, mais que isso eu não aguentaria, mas ele forçou a mão inteira para dentro agora.

Senti minha pele rasgar quando a mão dele entrou, me debati e lutei, essa era a pior dor que já senti, nem ser eletrocutado por aquele bastão de choque doeu tanto.

Por mais que eu lutasse, não havia como vencer esse monstro, olhei com raiva pra ele de novo e ele deu uma gargalhada alta, obviamente ele se divertia e muito com a minha dor.

Ele ficou com a mão dentro de mim por um momento, sentindo a minha textura, isso me dava náuseas. Por fim com um suspiro ele retirou a mão e o cheiro do meu sangue se espalhou pelo carro, eu podia sentir um filete de sague escorrer de dentro de mim para o meio de minhas pernas. A dor estava me matando, mas meu corpo já lutava para se recuperar.

Ele pareceu um pouco perdido cheirando o meu sangue, mas por fim provou o meu sabor ao lamber os dedos ensanguentados, pude ver sua expressão mudar para desejo e fome, suas pupilas se dilataram.

Antes que eu pudesse me dar conta do que estava acontecendo, eu já estava sentado no colo dele, ele arrancou a coleira de meu pescoço e cravou as presas em mim, no meu pescoço.

Como ele podia fazer isso de modo tão banal? Doar e receber sangue deveria ser um ato de amor, você esta alimentando outro ser e ele esta recebendo a sua força, seus nutrientes, a troca de sangue mútua é algo que deve ser feita entre casais, com respeito, amor e carinho, isso é quase como um ato sexual, para mim isso sempre foi assim, sempre foi romântico, eu sempre esperei encontrar um alguém para cravar as minhas presas e ser cravado.

Na minha mente sempre foi tudo tão lindo, mas ele estava estragando essa imagem para mim! Ele estava fazendo de um modo que doía e humilhava.

Meu pai sempre dizia que quando você doa sangue por que quer e faz isso com a pessoa que ama você sente prazer, mas quando você é forçado, quando alguém crava as presas em você quando não está apaixonado ou querendo se doar a essa pessoa, a dor é pior do que a de ser estuprado.

Nunca soube realmente qual era a dor de ser estuprado, mas se doía tanto quanto estava doendo o que esse vampiro estava fazendo comigo, então acho que quero voltar ao leilão e pedir para eles que me sacrifiquem de uma vez.

A dor é terrível, cada sugada dele me fazia gritar mais alto, até que senti minha garganta doer de um modo como nunca doeu, acho que gritei até romper as cordas vocais.

É tanta dor que acho que não vou conseguir sobreviver a isso! E ainda por cima ele não para, mesmo eu estando no limite! Apesar de eu ser um mestiço que pode perder quase todo o sague do corpo, eu ainda preciso de um pouquinho que esteja correndo em minhas veias para manter meu coração batendo, caso contrário, eu morro como qualquer ser humano ao perder sangue.

Sentia que a escuridão tomava conta de mim, era quase como estar mergulhando em uma água gelada, antes que eu me desse conta, já havia apagado.

Notas finais
Pobre mestiço nem sabe direito o que vai lhe acontecer! No próximo capítulo Sephiron vai começar a suas torturas sobre o coitado, como ele vai reagir? Ele vai aguentar tal vida? Saberemos no próximo capítulo não percam!