Notas iniciais
Heeeeeeeeeeey! *-*
Estou de volta, com mais um capítulo eletrizante pra vocês... hehe
Desculpem a demora, mas acho que estava sem criatividade!
Não achei esse capítulo um dos melhores, mas acho que vocês possam gostar!! ;)
Gentilmente, espero que vocês comentem ou recomendem, para me deixar mais animada aindaaa! Boa leitura, até as notas finais... ;*

Leon- Nós não podemos simplesmente jogá-lo na plantação desarmado Azami!! — tentava inutilmente convencer a amiga.

Azami- É um risco que devemos correr, vocês não deixam eu matar ele. — deu de ombros.

Toshio- Azami, nem tudo se resolve com o fio da sua katana. — estava encostado na parede, com o capuz sobre o rosto.

Azami- Mas tudo se resolve com a morte. — retrucou.

A equipe que tinha duas pessoas a menos agora, haviam finalmente decidido o que fariam com Ash, que tentara matar Azami por motivos pessoais. Iriam mesmo jogá-lo em qualquer lugar sozinho, era a única opção que ambos concordaram.

Estavam mais perto do centro de bactérias do que imaginavam, talvez em menos de dois dias, eles conseguissem chegar. Azami ainda não tinha autorizado o grupo a andar, até que ela terminasse de se resolver com Ash. Todos estavam reunidos em um pequeno penhasco que dava de frente para a plantação de milho.

Azami- Ashley Fontine, certo? — jogou o homem de mãos amarradas contra o chão. — Sua sentença não será a morte, mas terá que se virar.

Toshio- Anda logo merda, você não é juíza porra!! — cruzou os braços estressado.

Ash- Vai se... — não teve tempo para terminar a frase, sendo empurrado plantação abaixo rolando por cima de todos os milhos secos, tendo por fim um impacto contra o chão.

Leon- Menina, o que vai acontecer com você quando morrer? — indignou-se.

Azami- Pro céu eu não vou. — sorriu sarcástica.

-X-

Quem liderava o grupo era Toshio, ele sabia o caminho que se deveria seguir para chegar no laboratório. Todos estavam apreensivos por não saber ao certo, o que iriam encontrar ao chegar lá.

A estrada permanecia silenciosa. Azami vinha com a latinha de chips em mãos, Leon apenas caminhava olhando pro chão e Toshio usava com seu capuz cobrindo o rosto. Eles haviam saído de manhã da casa, e agora já passava do meio dia.

Um barulhou ecoou vindo de dentro da mata virgem, algo parecido com água em cascata. O médico quis checar o local, mas voltou assutado imediatamente.

Leon- Cacete! Tem zumbi vindo... — avisou armando a M4.

Toshio- Eles te viram? — não teve resposta, apenas um olhar aflito lhe dizia que sim.

Azami retirou sua katana da bainha, e saiu ao encontro deles. Era uma manada não muito grande, com uns oito bichos, conseguiria lidar sozinha. Toshio fez sinal para que Leon não fosse ajudá-la, a deixando entrar sozinha na mata.

Os dois meninos sentaram-se na guia, e só ouviam gemidos e sons de carne sendo dilacerada, um som repulsivo a olhos de outros. Em menos de dez minutos, a garota voltou.

Leon- Mas que... — impressionou-se ao ver Azami pingando, escorrendo, sangue literalmente.

Toshio- Qual era sua intenção? Fazer hidratação com o sangue podre que jorrou dos cabeças moles?! — zoou.

Azami encharcou-se com o sangue podre dos cabeças moles, e essa palavra ainda não lhe descrevia bem. Seus cabelos pingavam gotas rubras e sua blusinha que era branca, parecia ter sido mal tingida. Ela não havia feito de propósito, mas aqueles zumbis eram recém criados, e o sangue não tinha coagulado o suficiente ainda.

Azami- É sério gente, isso é estranho. Eu cortei o pescoço deles, como sempre fiz, mas tinha muito mais sangue. — explicou entrando na mata, em busca do som de água, sendo seguida pelos companheiros.

Leon- Talvez, creio isso não seria possível. – pensou alto.

Toshio- Talvez o que?! — suas mãos brincavam com a vara do arco manual.

Leon- Novos zumbis. — sugeriu confiante.

Azami- E isso seria possível? — fez menção de parar de caminhar.

Toshio- Quem sabe... Faz o seguinte, eu vou ir retirar os chips dos zumbis pra ver se é diferente, e vocês procuram a tal água. — Azami e Leon assentiram com a cabeça.

–X-

Azami e Leon foram para norte e Toshio para leste, mas tinham certeza que se veriam novamente.

O médico ouvia cada vez mais o som de água até achar no meio da mata escondida, uma pequena cachoeira. Se limpou e bebeu água, enquanto Azami se encontrava mais abaixo dentro da água, só com shorts e sua regata. O banho era realmente necessário, estando numa condição precária como antes. Seu sobretudo fora deixado fora do rio, para não molhá-lo.

Toshio não tardou em voltar. Notou que não conversavam, apenas ignorou esse fato e subiu em uma árvore, já que essa era uma de suas melhores habilidades. Leon terminou de se limpar e quis subir para ficar com o menino lá em cima, devido sua falta de treinamento teve dificuldades.

Toshio- Quase tão inútil quanto a patricinha. — gabou-se.

Leon- Não vamos falar dela, ok? — revirou os olhos enjoado.

Toshio- Tá. — os dois fixavam o olhar em Azami, a mesma torcia os cabelos castanhos nas margens da cachoeira. Não haviam percebido, mas estavam ambos olhando pro mesmo lugar, as pernas torneadas dela. — Você gosta dela? – perguntou diretamente.

O loiro engasgou, tossindo desesperado.

Toshio- Vai cara, para de se fazer de bobo, Ash me contou o clima que rola entre vocês! — pegou diretamente no ponto.

Leon- Que clima?! — fingiu de desentendido.

Toshio- Cara, vocês são amiguinhos de infância e ainda por cima, já a viu sem roupa. — esboçou um sorriso sacana. — Pelada. — sibilou marcadamente.

Leon- Vai se ferrar! Confesso essas coisas, mas acho que nunca daríamos certo, ela não gosta de relacionamentos e eu não gosto dela, apenas tenho uma atração... Física. — balbuciou a última palavra com dificuldade.

O menino riu da reação do novo companheiro, negava a si mesmo que acreditaria nele.

Azami se aprontou, com suas roupas molhadas. Seus cabelos estavam úmidos, e ela carregava seu sobretudo em mãos, para não molhá-lo com sua roupa.

Eles saíram da mata, e voltaram para a estrada, Toshio não havia comentado nada, mas os chips que ele retirara mais tarde dos zumbis, eram mesmo diferentes. Ele só tocaria nesse assunto caso alguém perguntasse, ele não queria admitir mas sentia medo, e não sabia se ir pro laboratório era mesmo uma boa escolha.

–X-

A noite escureceu rapidamente. Teriam que montar um acampamento, já que não existia nenhum sinal de civilização por perto. Acenderam a fogueira, e recolheram algumas folhas que tinha pelo chão, para utilizarem como cama. Eles não estavam conversando muito durante esse dia. Algo os deixava tensos.

Azami- Toshio, você conseguiu retirar os micro-chips dos zumbis? – puxou assunto, lembrando-se da tarefa.

Toshio- Sim. – encolheu-se devida ao vento gélido.

Leon- E porque não disse nada? — indagou.

Toshio- Eu estou com medo. Os chips são mais tecnológicos que os primeiros, tipo, eles são mesmo diferentes. E eu sei que esse não foi o trabalho do meu pai. — se apressou em contar.

- Diferentes? – Leon e Azami disseram em uníssono.

Azami- Como... Assim? — se concentrou no,lugar, esquecendo a vareta que brincava no fogo.

Toshio- Olha só. — tirou do bolso três chips e entregou na mão dela, que deu um para Leon também.

Observaram o chip de olhos saltados. Era algo novo e realmente mais tecnológico, algumas luzes piscavam de diferentes extremos.

Azami- Acho melhor descobrirmos logo o que é isso, mas vai demorar muito se formos a pé para o laboratório. — concluiu.

Leon- Deve ter alguma cidade aqui perto, único fato que explica os zumbis novos, talvez ela tenha acabado de receber a vacina GNM. Poderíamos mudar de curso, pegar um carro emprestado, e ir mais rápido. — ofereceu a ideia.

Toshio- Concordo.

Leon- E sem falar, que só Ash tinha munição para a wing shooter dele, agora que eu fiquei com ela e com a M4, preciso recarregar as duas...- lembrou falando consigo mesmo.

Azami- Eu preciso polir a katana. – assentiu se aproximando de Leon.

Toshio- Eu não preciso de nada por enquanto, mas seria bom se eu tivesse um arco que não fosse feito manualmente...

Eles concordaram em dar uma passada na cidade que nem sabiam se existia mesmo, para se preparem para a ida à Capital.

–X-

Depois de amanhecer e eles fazerem sua higiene matinal, saindo apressados para procurar a cidade, Toshio foi mais esperto e subiu numa árvore grande olhando em volta. Não demorou a perceber movimento ao norte. Partiriam para lá.

A cidade não era muito grande, e os zumbis estavam localizados nos comércios dali, sem desperdiçar tempo, se focaram em achar o que desejavam. Azami passou em uma butique, procurando uma calça ou shorts melhor. Mas ela só encontrou uma calça jeans boca de sino, como iria atrapalhar em uma luta, ela rasgou a calça transformando num shorts do mesmo tamanho que o outro, mas agora não era mais moletom e sim jeans, trocou sua blusinha por uma igual a de antes, e pegou uma bota cano alto de couro.

Os meninos a esperavam do lado de fora, e por incrível que pareça Azami não foi como outras meninas, que demoravam em escolher a roupa. Em menos de sete minutos ela saiu. O shorts estava um pouco mais apertado, deixando suas pernas volumosas mais esbeltas. Leon disfarçou, enquanto olhava para elas, tomou um soco no braço de Azami sendo descoberto.

Um som de imediato baixo, inundou as ruas vazias. Isso os fez entrar em alerta;

Leon- Vocês estão ouvindo isso? – perguntou procurando um certo som.

Azami- Ouvindo o que?! — olhou-o como louco.

Toshio- Sei lá, parece criança chorando... — concordou levantando as mãos até a nuca.

Azami- Se eu encontrar, ela morre. – sorriu diabolicamente.

Leon- Deixa de ser psicopata, Azami! – encarou-a sério. – É de lá, vamos ir ver!! – apontou para uma casa velha.

Toshio ficou em uma árvore do lado de fora, caso alguém entrasse. Leon arrombou a porta com a M4 carregada e apontada, Azami estava com uma adaga em cada mão. Os dois se surpreenderam ao ver um menininho de pelo menos seis anos chorando em um berço.

Leon- Quem será que fez isso com uma criança?! – disse saindo da posição de ataque.

Azami- Vamos embora logo... – neste momento, uma garota saiu de trás da porta, com uma espingarda apontada para a Azami.

A menina vestia roupas simples, e tinha um olhar sério, não parecia brincar. Alguns fios do cabelo negro mal preso, caíam rente seu rosto bem desenhado.

Maya- Larga as armas e munições, e vaza daqui. – falou rouca.

Leon- Calma moça! Nós só vimos ver quem estava chorando!! – levantou as mãos mostrando rendimento.

Rin- Ah, era eu! – o menino que estava chorando se levantou sozinho do berço.

Maya- Eu já disse pra vocês... — algo subitamente a interrompeu.

Toshio achou estranho a demora, e foi ver o que estava acontecendo. Ele se deparou com Leon e Azami sendo feitos reféns, sem pensar atirou uma flecha na perna da menina que os mantinha assim, dando tempo para Azami se recompor e imobilizá-la no chão. Leon fez o mesmo com o garoto.

Azami- Quem são vocês e o que querem conosco? – ameaçava-a com uma adaga prendendo seu pescoço indefeso contra o chão.

Maya- Meu nome é Maya, e o do meu irmão é Rin. Somos dessa cidade, e a gente ainda não sabe o que quer. — respondeu confiante.

Azami- Não me convenceu! – um rasgo fino foi feito pela adaga, e o pescoço antes limpo escorria sangue.

Rin- É sério, por favor!! Nós sempre fazemos isso para conseguirmos armas para sobreviver, não sabemos arrombar portas... – desesperou-se. – Nós montamos essa armadilha para pegar turistas, ou sobreviventes da cidade! — parecia dizer a verdade.

Toshio- Azami, larga a Maya, eles são confiáveis. — guardou o arco.

Leon- Como você sabe? — desconfiou.

Toshio- Olha pra cara deles! Estão com mais medo que um rato preso em uma ratoeira!! — apontou para os irmãos, fazia movimentos insignificantes.

Azami e Leon os soltaram, e perceberam que o garoto não tinha seis anos, aparentava ter pelo menos nove.

Maya- Nos perdoem, depois que começou toda essa loucura, a gente não sabe bem o que fazer. — apertou o ferimento com a mão.

Toshio fitou bem a garota. Era um pouco menor que ele, devia quase catorze anos. Ela tinha os cabelos negros presos em um coque mal feito. Era um pouco magra, mas tinha certas curvas. Seus olhos eram azuis claros, como os de Yui. Seu irmão era uma miniatura dela, de sexo oposto.

Rin- Por favor, não nos deixe aqui!! Nós não temos a mínima chance de sobreviver, vamos aonde vocês quiserem. – implorou.

Maya- Cala a boca Rin!! Não vamos a lugar nenhum com esses maníacos! – deu um tapa na cabeça do menino.

Toshio- Azami, são apenas duas crianças. E a menina ali, poderia nos ser útil em algo... – sorriu de canto.

Azami- Decida você Leon, não estou com cabeça para isso, não quero bebê chorando no caminho. — voltou a adaga para o cinto na coxa.

Leon- Vamos levá-los, mas vão amarrados. Não vejo problema em ter mais pessoas no grupo. — decidiu sem se importar.

Toshio arrancou uma corda que segurava uma placa de fora, e os amarrou.

Rin estava sorridente, pois teria companhia. Maya estava de cara fechada, tentando desviar dos olhares maliciosos que Toshio lhe lançava.

Eles explicaram tudo para os dois novos integrantes, e disseram aonde o grupo pretendia seguir. Eles concordaram e por obedecerem certinho, foram desamarrados. Maya desconfiava de tudo e de todos. De certo modo, dividia essa personalidade com Azami. Andava com a espingarda em mãos.

Escureceu mais uma vez, o grupo parou para um lanche, com os mantimentos que Maya e Rin tinham, montaram o acampamento, mas a noite ainda esperava muito deles.

To be continued.

Notas finais
Bom, o capítulo ficou maior do que eu esperava... Mas assim que eu acho que vocês gostam!! kkk
Obrigada por terem lido, espero os reviews!! :3