Notas iniciais
Heeeeeeeey galera!! ^^ Bom, depois de 10 capítulos postados indefinidamente, decidi que vou atualizar a fic a cada duas semanas em todas as terças ou segundas!! Desculpem por todo esse tempo de espera entre um capítulo e outro, mas é que minha vida é muito corrida! u.úSó pra avisar, esse capítulo eu coloquei bastante coisaaaa, desde humor, sangue, surpresas, e até um pequeno prêmio aos meus leitores lindjoos!!! *---*Sem delongas, que venha o capítulo! Boa leitura... :)

Maya- Eu não entendo... Se eu já tinha sido mobilizada pela Azami, porque você atirou uma flecha ainda sim em mim? — falou prendendo seus cabelos negros em um coque.

Toshio- Ah, cala a boca menina! Já está cicatrizado, para de reclamar... — iniciou uma discussão, algo que já se tornara frequente entre os dois.

Maya- Você não tem moral pra me mandar calar a boca! Foi você que me feriu. — retrucou.

Azami- Foda-se quem feriu ou quem foi ferido. Se vocês não calarem a boca, minha katana não vai mais estar na bainha. — avisou com olhos fechados, sem se importar muito.

–X-

Fazia quase dois dias que o grupo saiu da antiga cidade de Maya e Rin. E por incrível que parecesse, eles estavam se dando bem com o grupo. Obedeciam todas as regras, cumpriam tudo que lhes eram mandados. Maya era um pouco desajeitada e pequena, o que lembrava bastante Yui, já Rin era apenas uma criança e muitas das vezes, parava no meio do caminho para brincar.

Leon- Vamos parar para almoçar ali. — apontou para um clareira de frente a estrada.

Rin- Eu queria batata frita... — fez um biquinho.

Maya- Nós não temos isso. — repreendeu-o.

Leon- Calma Rin, devemos estar perto da Capital, lá deve ter!! — alegrou o menininho de cabelos escuros.

Azami estava muito rabugenta esses dias. Mais que o normal.

Os meninos haviam dito que era TPM. É claro que Maya riu, não conseguia imaginar Azami chorando com filmes românticos e se entupindo de chocolate.

Psico se levantou para limpar o sangue seco da sua katana com folhas naturais, e assim que saiu todos discutiram sobre ela.

Toshio- Estou dizendo... É T-P-M! — sibilou marcadamente.

Rin- O que é TPM? – perguntou sem entender nada.

Maya- Rin, apenas ignore o que você ouvir aqui. Leon, quais são as probabilidades? — olhou-o fixamente.

Leon- P-Porque você est-tá me perguntando i-isso? — corou.

Maya- Porque o Toshio me disse que você e ela já... — nesse instante o arqueiro se jogou em cima dela, tampando-a os lábios.

Toshio- Menina louca!! Eu não disse nada... — disfarçava inutilmente.

Leon apenas fitou os dois ardendo em vergonha. Mas esqueceu-se de negar a afirmação, dando parecer que realmente algo havia acontecido. Passos foram ouvidos, e julgaram ser Azami, todos sentaram e fingiram que nada havia acontecido ali.

Ela chegou com a katana limpa em mãos, e sua franja estava atrás da orelha, mostrando seus dois olhos castanhos escuros e deixando-a com um olhar um pouco mais leve. O grupo olhou fixamente ela, que apenas revidou com um de seus "olhares psicopatas", que os fez parar.

Rin- Azami, o que é TPM? — quebrou o silêncio fazendo todos ficarem com os corações em mãos.

Azami- É algo, que só mulheres tem. — murmurou sem pensar.

Rin- Ah obrigado! — sorriu — É que a turma estava falando... — foi interrompido por Maya, que lhe passou uma rasteira fazendo-o cair de costas.

Maya- Crianças, sempre caindo sozinhas! — riu forçadamente acompanhada pelos meninos.

Azami achou essas atitudes estranhas, mas ignorou o grupo, voltando sua atenção para a lâmina recém limpa.

Assim que terminaram o almoço, se apressaram e saíram da clareira o quanto antes. Afinal, não queriam perder tempo.

Enquanto Leon ia na frente acompanhado por Azami, o resto do grupo estava disperso na estrada, às vezes Maya gritava com Rin para parar de brincar e andar logo ou gritava para Toshio parar de olhá-la com malícia. E de vez em quando eles encontravam pequenas manadas de zumbis ou simplesmente dois cabeças-moles perdidos.

Seguindo o percurso da estrada, encontraram um grande grupo de zumbis, contendo pelo menos quinze bichos. Foi preciso a ajuda de todos os jovens para exterminá-los.

Azami- Maya, fique com o canto direito e Toshio esquerdo! Leon proteja o Rin! – gritou se posicionando, indicava com os dedos que lado deveriam atacar.

Agora eles estavam prontos para a aniquilação, como dizia a psico. Toshio subiu na árvore mais próxima e manejava seu arco de lá, enxergando apenas suas flechas que atravessavam as cabeças dos zumbis. Maya estava se saindo bem com a espingarda, mas sua mira precisava ser aperfeiçoada, algumas vezes errava o alvo ou acertava muito para baixo. Azami apenas se divertia com todo aquele sangue coagulado que jorrava pelo chão, sua katana não estava mais limpa. Uma hora ou outro um zumbi passava por Maya e ia na direção de Rin e Leon, mas durava até Leon metralhá-lo.

Quando acabaram, os corpos podres e decompostos dos bichos estavam esticados no chão, muitos sem alguns membros. O grupo apenas se ajeitou e continuou a caminhada com destino, mas sem direção.

–X-

Era quase noite e todos estavam cansados a ponto de alegarem que seus pés incharam. Rin queria parar para fazer xixi e Azami não aguentava mais os berros de Maya para com Toshio.

Eles pararam e Rin foi fazer sua necessidade escondido na mata. Quando ele voltou, parecia estranho juntamente com Maya, procuravam um cheiro com os narizes ao ar.

Maya- Isso é...

Rin- Gasolina!! – deu um pulinho em seu lugar, empolgado com a situação.

Toshio- E daí?! – perguntou dando de ombros.

Rin- Eu morava perto de um posto de gasolina antes... Reconheceria esse cheiro em qualquer lugar! — comentou sem esconder o enorme sorriso que iluminava sua face.

Toshio- E daí?! – não se importava com aquilo.

Leon- E daí, que não é comum o cheiro de gasolina no meio de uma estrada deserta! E se ficarmos quietos, eu consigo ouvir carros ao fundo... – levou sua mão a orelha.

Era verdade. Primeiro o cheiro de gasolina, depois o barulho de carros. Será que estavam perto de uma cidade? Ou melhor, será que estavam perto de uma cidade que não havia sido infectada?

Azami pediu para que Toshio se pendurasse em uma árvore para descobrir ou procurar algo. Assim ele o fez. Subiu na árvore mais longa que encontrara e ficou lá por uns três minutos, deixando apenas o silêncio abranger a fria mata ao lado da estrada.

Quando desceu, o moreno tinha os olhos brilhantes e estava boquiaberto. Ele quase gaguejava para falar.

Toshio- É perfeita. É o País das Maravilhas. É a Capital. – ao terminar de pronunciar as palavras pausadamente, todos se alegraram, inclusive Azami que não podia esconder seu pequeno sorriso cheio de dentes.

Toshio informou que teria menos de 1 km a ser percorrido, e que parecia que a Capital era cercada por alguns muros. Mas tirando isso, era como uma grade metrópole num dia comum.

Eles assentiram, e continuaram sua caminhada mais acelerada, com anseio de chegar logo ao seu ponto de destino.

Maya estava tão sorridente, que pela primeira vez deixou-se ser cantada por Toshio e deu até um pequeno riso corado.

Azami seguia com Leon na frente ainda, os dois conversavam baixo.

Leon- Você está feliz? — indagou firme.

Azami- É claro Leon! Eu sei que vocês me acham um ser sem coração, mas eu tenho sentimentos e emoções também. – deu de ombros.

Leon- Não que você não tenha sentimentos, mas às vezes você age como tal. Sabe, eu me preocupo com você, e ainda sim, te conheço por dentro... — deixou sua mão pousar no ombro da garota, amansando a voz e encarando-a com seus orbes profundamente azuis.

Azami- Eu faço o que é preciso, e você simplesmente pensa que sabe como eu sou por dentro. O máximo que você me deve conhecer, é a minha anatomia. – diminuiu o ritmo para que não ficasse mais ao lado do loiro.

Depois da frase dita por Azami, Leon ficou pensativo. O máximo que você me deve conhecer, é a minha anatomia, isso o fez lembrar da época que fazia estágio como enfermeiro e fazia curso de medicina. Lembrou de todos os seus feitos como doutor e de todos os sorrisos de pacientes curados. Sentiu-se bem, pois agora estava indo para a Capital, lá poderia trabalhar nesta área novamente.

–X-

Muros e muralhas. Qual a diferença? Pensavam igualmente e olhavam para Toshio. A descrição de muro para ele, eram enormes muralhas com portões avançados e mecânicos.

Sim eles haviam chegado a Capital. Mas ela era completamente fechada, não tinha como adentrá-la de forma alguma!

Azami havia perdido a paciência. Lançou uma por uma das suas adagas na parede da imensa fortaleza no intuito de quebrar, amassar ou simplesmente abrir uma passagem. Inútil. Ao acabar as adagas, se impulsionou a correr e avançar com a katana apontada, desferia cortes que no mínimo arranhavam a lataria do enorme muro metalizado. Leon a puxou pelo braço, antes a amiga ferisse a si própria.

Seus cabelos castanhos claros, caíram sobre sua face e seus ombros arquearam num movimento de desistência. Leon queria abraçá-la, mas se lembrou o que aconteceu quando fez isso da última vez. Azami apenas se soltou para recolher as adagas.

A equipe já estava dando meia volta quando luzes e um alarme irritante começou a soar vindo do grande portão. Ele seria aberto! Todos sorriam reluzentes, talvez algum caminhão de carga se aproximava, por isso seria aberto. Ainda que estivesse feliz, psico não seria levada pelo calor do momento, posicionou uma mão na bainha e outra se ajeitava em um cabo de adaga presa ao cinto em sua coxa.

O portão apenas deu passagem para o grupo entrar na grande Capital. Agora eles tinham certeza, não havia infecção naquele local.

Era uma cidade grande normal. Com parques, restaurantes, lojas, crianças correndo em meio a rua, postos de gasolina... Isso explicava o cheiro sentido antes na estrada. Havia um posto de gasolina encostado com parede da muralha e havia muitos carros se movimento, explicando os sons.

O grupo não poderia estar mais feliz, finalmente chegaram ao seu destino e ele era melhor do que imaginavam. Mas onde estaria o laboratório? Essa era a questão.

Algumas pessoas atravessavam de rua para não passar perto deles, afinal o grupo estava armado e com objetos afiados em mãos. Ninguém sabia o que poderia acontecer. Um guarda civil não gostou do que viu, e foi tirar satisfação com a equipe.

Guarda civil- Boa tarde. Os senhores têm a legalização para portar armas e... Espadas? – arqueou as sobrancelhas notando Azami.

Azami- Não. — fechou os olhos.

Guarda civil- E com que decreto andam em meio a rua com tais objetos? – insistiu.

Azami- Ah, não enche... – em um movimento curto e rápido, ela fez um corte no pescoço do guarda fazendo-o cair e sufocar até a morte, engasgando em seu próprio sangue.

Assim que o ato foi concluído, muitas pessoas corriam e gritavam. Carros buzinavam para poder sair logo do local e até mesmo ônibus deixavam passageiros no ponto para poder fugir. Aquela rua da capital estava um caos, e tudo porque não havia taxa de assassinatos ali quando acontecia um, era um choque para toda população.

Toshio- Qual o seu problema menina?! – segurou Azami nos ombros e chacoalhou-a. – Você não precisava matar o guardinha!

Maya- Estamos fodidos! Estamos Fodidos! Estamos fodidos! – caminhava de um lado para o outro com as mãos na cabeça.

Leon- Putz! Não chora Rin, tudo vai ficar bem... – acalmava inutilmente o menino que não parava de chorar.

Enquanto reagiam negativamente ao momento, não perceberam a rua se esvaziar e somente o barulho da conversa desesperada deles serem ouvidos dali. Se aquietaram ao ouvirem o som de como tropas marchantes se aproximar, não viam de onde vinha, mas se preocuparam com isso.

Eles ficaram sem reação diante daquilo. Não havia lugar para fugir, perceberam estarem cercados pelo barulho que não viam, o que puderam fazer foi se ajuntar num aglomerado e esperar que algo acontecesse. E aconteceu. Um a um do grupo caiu, tendo a visão turva e perdendo-a aos poucos, seus corpos agora sonolentos foram atingidos por dardos tranquilizantes.

To be continued.

Notas finais
Boom... O prêmio é o desenho da minha linda Azami, feita pelo meu amigo José (o mesmo que ia trabalhar no mangá comigo.), a única coisa que faltou no desenho foi o cinto de adagas dela... ;3Eaí, gostaram? Merece reviews? E recomendações??!! *--*Falem comigo, ok? Ah, e só pra deixar vocês mais curiosos (muáhahahaha), próximo capítulos o grupo irá conhecer o Governo e o bendito laboratório... ^^Até maiiiiiis!