Notas iniciais
Primeiro, me desculpem não ter postado ontem. O capítulo estava perfeitamente pronto, mas a minha internet resolveu me pregar uma peça...
Esse capítulo eu sinceramente, acabei não gostando muito. Finge que é um arco da história, que uma coisa muito importante vai acontecer e que esse é só o primeiro ep! (~le eu manjando dos animes~)
Acabei ficando meio chateada com uma coisa que um leitor tinha me dito, mas ele esclareceu as coisas comigo, e ficou tudo bem! kkkkk era coisa inútil, mas pra tentar agradar ele, eu fiz esse capítulo maneirando nas psicoses da psico! rsrs
Enjoy~

Azami a segurou pelos pulsos, puxando para mais perto de si. Enquanto a aproximava sem grandes esforços, seu punho cerrado encontrou o doce rosto de Riko. Sangue saltou para fora de sua boca, talvez um dente também.

Azami- Acha que eu sou quem?! – chutou o corpo da moça contorcido no chão pela dor.

Gabe se pôs a correr entrando na frente da ruiva jogada, com as mãos segurando o maxilar ferido, isso não bastaria. Psico o empurrou tomando a frente novamente. Mais uma vez, desferiu um chute na região lombar da menina que já estava estirada pela terra úmida. Riko grunhiu de agonia. Azami não teria misericórdia, apenas a levantou e moveu sua cabeça para chocar-se contra o tronco de uma árvore. Ótimo, agora teriam uma ruiva inconsciente.

Mesmo Riko estando desacordada, psico queria socar-lhe mais. Foi impedida por um loiro de mãos fortes.

Leon- Chega!! – gritava bravo. – Chega!! – tinha suas mãos sobre os ombros de Azami, a chacoalhando conforme falava. – Você quer o que? Matar ela?! Quer ter mais sangue manchando sua vida?

Azami- O que quero...

Leon- Cala sua boca! – interrompeu-a. – Ninguém aguenta mais seus surtos psicóticos!! Eu sei pelo o que você passou, mas isso não é motivo para querer matar tudo e todos!

Azami- A culpa é dela que começou! – se soltou das mãos do amigo, e se defendia cabisbaixa.

Toshio- Ela te deu dois tapas, você a deixou desacordada! – entrou na discussão.

Por incrível que parecesse, todos jogavam a culpa em Azami e a mesma apenas ouvia. Não discutia. Seria arrependimento? Peso na consciência? Alguns diziam em tirar as lâminas do alcance de psico, seria perigoso demais tê-la com tais objetos.

-X-

Era noite, e o grupo já havia jantado. Riko acordara há pouco tempo, e tinha fortes dores no estômago e na cabeça. Azami estava separada, longe da fogueira e sentada à beira da manancial.

Beth e Dave se preocupavam em manter a ruiva bem, dando-lhe tudo o que precisava. Maya e Rin passavam flechas uma por uma, para Toshio afiá-las. Leon limpava a M4 deitado.

Wally- Oi. – disse ao se aproximar da menina de fios castanhos.

Azami- Oi.

Wally- Já falei o quanto essa camiseta, cai bem em você? – sorria malandro, apontando para a camisa do Nirvana cortada em psico.

Azami- Já falei o quanto te acho idiota? – não o olhava.

Wally- Sabe, Leon e o pessoal dizem te entender, mas isso não é verdade. – encarava a lua pelo meio das copas das árvores. – Nem você se entende. — teve um par de olhos ônix curiosos sobre si, não hesitou em momento algum.

Azami- Aonde quer chegar, Careca? – era sarcástica.

Wally- Como você sabe? – surpreendeu-se.

Azami- Você usa essa bandana de caveira o tempo todo, paga de rockeiro mau humorado, mas seu segredo é o câncer. Acertei? – os dois voltaram para a fogueira.

O grupo parecia estar mais calmo, talvez aceitassem uma conversa civilizada com o réu agora. Não foi preciso, todos dormiam em seus sacos, ou no caso de alguns, jogados pelo chão.

Após o sol raiar, alguns do grupo se colocavam de pé. Mesmo depois de um tempo passado do ocorrido de ontem, um clima tenso se alastrava por ali.

Beth- Meninos, vocês poderiam juntar essas cinzas? – pedia gentilmente, tratava-se da fogueira apagada.

Rin- Claro! – o menino de tapa-olhos, foi o primeiro a se oferecer.

O bombeiro dava água para Riko tomar. Ao perceber que a ruiva estava acordada, Azami foi até ela calmamente. Todos pararam seus afazeres, para observar aquela cena bizarra, temiam o pior, talvez tivesse uma adaga escondida entre as mangas do sobre tudo, ou quem sabe até a katana em uma alça secreta. Tudo se passava por suas cabeças, Leon corria tentando alcançar psico, para impedí-la de mais uma vez espancar Riko.

Azami- Desculpa. – bufou, se sentando de braços cruzados ao lado da moça.

O médico loiro parou de correr cambaleando pros lados, como Azami Curtis estaria pedindo desculpas? Dave que estava com um copo de água na mão, teve de se segurar para não deixá-lo cair com o susto.

Rin- Boa menina!! – pulou no colo de Azami a abraçando. A mesma não retribuiu, apenas afagou os cabelos negros da criança.

Leon sorria torto com aquilo, não era comum ver um ato gentil da amiga. Riko afirmou positivamente com a cabeça, confirmando o pedido de psico.

-X-

Talvez ficassem o resto da tarde naquele manancial, era um lugar calmo e tranquilo. A água era puramente limpa, Rin se divertia como uma criança normal deveria fazer ao ver uma cachoeira.

Juntavam suas coisas e pertences, quando um gemido baixo e incessante foi escutado do meio da mata.

Prepararam-se, recarregando as armas e afiando as lâminas. Um zumbi surgiu com um pedaço de madeira enfincado em seu crânio, dando entender ser um dos V8. Mas agora não teriam problema, já sabiam o que fazer, atirar somente no micro-chip.

Dave mirou seu revólver, acertando o tórax do bicho. O mesmo caiu para trás com o impacto.

Maya- Isso aí! – tocou as mãos no alto com Rin.

Toshio- Não tão cedo...

O zumbi se levantou gemendo mais alto, atraindo a atenção de mais cabeças-moles que estavam por perto. Não andou mais dois passos, e teve uma flecha cravada em seu crânio, finalmente caindo morto.

Quando um bando maior começou a cercar o grupo, eles se mexeram de verdade. Toshio pulou sobre as árvores, como fazia antigamente, sendo os olhos de todos.

Dave- Como mata eles de verdade?! – gritava atirando em qualquer bicho que encontrasse.

Leon- Acho que primeiro desativa o chip, e depois mata normalmente! – esgueirava-se pelo canto da formação.

Gabe- Mas porque o zumbi do menininho morreu de primeira? – sibilava calmo cravando seu machado num crânio podre, o sangue jorrou pro lado de Maya que fez cara feia.

Rin- Ele já tinha a cabeça arrancada! – explicou entregando uma pistola pra Wally, que antes estava desarmado.

Corriam matando o que podiam, e ignorando o desnecessário.

Azami não usara a katana, apenas as adagas e a kunai. Corria o risco de ser arranhada, mas não se preocupava. O vírus só podia ser transmitido caso tivesse um micro-chip instalados em si.

Haviam se afastado do maior grupo de zumbis, só restavam alguns pelo caminho agora. Deixavam o trabalho sujo, para aqueles que usavam armas de curta distância. Assim economizavam munição e fariam menos barulho.

O litoral e Yale ficavam ao sul. Assim seguiriam, se encontrassem uma estrada, onde poderiam sentir a iluminação do luar, só parariam de madrugada. Caso contrário continuassem na mata, teriam que parar antes do anoitecer para montar o acampamento. Wally, que sempre morou no litoral dizia conhecer o caminho de ida, todavia Dave sempre guardara uma bússola de seu tempo como bombeiro.

A maior preocupação do grupo não eram os zumbis, e sim os mantimentos. Temiam acabar a comida, e não ter onde parar para reabastecer. Por isso seguiam um caminho meio fora de reta, porque o rockeiro insistia em ter uma cidade.

Wally- Estou dizendo é por aqui! – seu braço mostrava a esquerda.

Toshio- Eu sempre viajei pelo país, e não estou lembrado de ter uma cidade por aí... – puxou seu costumeiro capuz, cobrindo a cabeça.

Maya- Claro que não, você era filhinho de papai! Só andava de carro importado e jatinho particular. – zombou.

Toshio- Foda-se. – resmungou. – Eu não vou por aí.

Dave- Não sei ao certo o que fazer. Mas já estamos muito fora do caminho! – olhava sua bússola.

Beth- Já está anoitecendo, deveríamos apenas decidir logo.

Wally- É por aqui! – gesticulou estressado.

Leon- Vamos por aí então, caso não tenha a tal cidade, o Wally vai ficar um dia sem comer. – riu, ia pro lado do garoto de bandana.

Todos pareceram concordar, já que caminhavam seguindo Leon.

-X-

Chegaram a uma cidade antes de escurecer completamente. Não sabiam o como, mas se surpreenderam ao ver que a mesma ainda tinha luz. Olharam-se felizes, seria mais fácil procurar o que precisassem e depois ainda achar um estabelecimento digno de se passar a noite.

A entrada da cidade, tinha um letreiro velho e enferrujado escrito em latim: “Carpe Diem”. A cidade parecia ser um museu. Casas com janelas grandes e de madeira, tudo muito cheio de detalhes, desde os postes de luz que eram grandes e majestosos aos monumentos históricos que encontravam conforme caminhavam.

Tudo era antiquado e velho demais, a maioria das pinturas estavam descascadas ou desbotadas. Tudo era um declive, a cidade fora feita em um grande morro, conforme andavam, apenas desciam os enormes morros de lá. Mais a frente, encontraram um cemitério grotesco, com mausoléus e estatuas de anjos e até demônios.

De fronte ao cemitério, havia um local com um título iluminado como “armazém”. A maioria se lembrou de suas aulas de história, as que não dormiam, e deduziram que aquilo seria algo como um mercado.

Rin- Nós vamos entrar? – falou receoso. – E se tiver fantasmas?!

Maya- Você mata zumbis melhor que eu, e tem medo de fantasmas? – ironizou fazendo todos rirem.

Os irmãos Dave e Gabe, arrombaram o portão de madeira sem muito esforço, revelando um que vendia de tudo: móveis rústicos, roupas, mantimentos, animais e fermentos agrários.

Algumas coisas estavam podres, como carnes bovinas e suínas. Mas o mais lhes intrigava, eram os produtos enlatados ou ensacados. Suas fabricações datavam de um pouco antes da vacina GNM. Como uma cidade que parecia ser do início do século passado, teria algo tão recente em seus locais de comércio?

Gabe- Eu achei uma coisa muito interessante. – falou sem muita empolgação, voltava do fundo do armazém.

O seguiram, e chegaram numa espécie de celeiro. Procuraram atônitos o algo interessante, até encontrarem.

Beth- Você achou um cavalo? – falou perplexa.

Gabe- Em vez de nós carregarmos as nossas malas e coisas de acampar, poderíamos usa-lo para transportar! – sorria calmo.

Wally- Eu gostei da ideia, — colocou sua mochila sobre o animal. – me sinto mais leve já!

Maya- Seu imbecil! Ele não vai carregar tudo por nós, apenas as coisas que mais pesam...

Rin- Vamos dar um nome pra ele? – se alegrou com ideia, afinal nunca tivera a experiência de ter um animalzinho de estimação.

O cavalo era forte e rígido. Tinha seus pelos mais curtos em um tom de mel, e sua crina era escura, quase preta. Suas patas faziam um baque agudo no chão, demonstrando ter ferraduras. O animal era incrivelmente dócil, não havia se assustado com tantas pessoas lhe observando e nem lhe tocando.

Passaram uma cela por ele, e depois colocaram amarras para que pudessem prender suas coisas mais tarde.

Encontraram uma pequena horta nos fundos de uma casa próxima, e recolheram legumes como repolhos e cenouras. Deram para o cavalo comer, mas o mesmo ignorou as cenouras, comendo somente os repolhos.

Toshio- O nome dele poderia ser Chucrute. – estava de cóquix observando o animal comer calmamente,

Wally- Isso parece xingamento... – pensou alto.

Riko- O que significa? – se aproximou.

Toshio- Repolho em alemão. – riu baixo.

Azami voltara de uma pequena expedição pela cidade, foi acompanhada de Leon e Gabe.

Haviam saído em busca de mais alimentos, cobertas ou objetos que precisariam. Estavam ofegantes, e com faces assustadas.

Leon- Tem um velho... – inspirou. – Dono daqui... – expirou. – Quer que a gente suma!

Azami- Ele correu atrás de nós com uma arma de chumbo... – sentou-se tentando diminuir o ritmo de sua respiração. – Não me deixaram matar ele!

Gabe- Ele tem uma equipe de restauradores, não vai ser bom ficarmos muito tempo aqui...

Dave- Equipe do que? – se segurava para não rir. Os dois mais carniceiros do grupo estavam com medo de alguns restauradores?

Riko- Restauradores de obras antigas? Tipo, eles restauram essa cidade aos poucos quase parando? – ria entre os dedos.

Ouviram alguns sons, parecia cavalgadas, tentaram fechar as portas do armazém, mas já era tarde.

- Rendam-se, ou nós iremos atirar. – um homem de voz forte apareceu montando um cavalo.

-X-

Toshio- Cassete viu! – reclamava enquanto apertavam suas mãos.

Maya- Sério que estamos sendo presos, mesmo tendo um apocalipse zumbi ali fora? – resmungou.

- Essa é uma das poucas vilas que se permanece na lei. – o homem parecia ser algo como um policial dali.

Dave- Por favor camarada, eu fui bombeiro e...

- Vocês invadiram um bem particular. Essa vila pertence a August Brülhart! – seu tom de voz saía frio e grosso. – Eu sou um policial, mas somos voluntários no projeto “Nossa Vila”.

Riko- Somos? – deu ênfase a palavra citada pelo policial.

Leon- Deve ser aquele velho de antes... — deduziu.

Nem todos do grupo estavam nos cárceres. Gabe, Azami, Wally, Rin e Beth, não haviam aparecido ainda.

Provavelmente teriam sido levados a um outro local, onde dariam explicações ou talvez fossem julgados. Era ridículo a situação deles. Estariam mesmo sendo presos enquanto buscavam a salvação?

Ouviram um grito agudo, provavelmente de mulher, ecoando de uma das casas com energia elétrica.

Dave- Beth??! – exaltou-se.

To be continued.

Notas finais
Ér... Eu não tive muito tempo pra betar. Então fiz algo mais com olhos rapidinho! Caso encontrem algum erro, por favor me comuniquem para que eu possa editar!! *-*
Eu sei que é chato pra caramba ficar de mimimi nas notas finais, mas é que eu queria pedir para que alguns leitores comentassem mais. Não vou ligar se só comentarem um "legal, muito bom, gostei desse cap." é que fica difícil saber a opinião de um monte de fantasma... Eu faço a história por mim, mas gosto de agradar vocês. Eu tenho muitos leitores mas nem 5 comentam frequentemente., claro que aqueles que sempre comentam não deveriam nem estar lendo isso... Mesmo assim, obrigada a todos! ;)