As veias pulsam, chamas ardem nas grandes costas enquanto o contorno é feito por uma pedra pontiaguda.
A respiração pesada faz o homem tremer por um milésimo de segundo.
A tatuagem brilha em vermelho vivo, uma fênix envolta a chamas circulares.
— Uma fênix sempre renasce pelo império — A voz masculina ecoa, fria, gutural.
O homem de olhos puxados, cabelos negros, com uma franja discreta, um olho branco e o outro castanho escuro.
Usava uma túnica preta com chamas verdes, broche com o mesmo símbolo da tatuagem do rapaz.
O punho do rapaz se cerrou, as mãos levemente calejadas, pequenas linhas marcadas pelas veias, cabeça baixa, nós dos dedos dedos brancos.
— Serei a fênix do império
— Levante a cabeça e faça o juramento
O rapaz obedeceu prontamente, os olhos quase negros como o véu da noite eram tensionados pelas volumosas sobrancelhas que quase escondiam a cicatriz entre a sobrancelha e os cílios, maxilar acentuado.
A curva da mandíbula mais baixa, quase na altura do queixo, cabelos pretos como penas de corvo, semi presos por um grampo azul escuro com escamas celestes, pele levemente dourada.
— Eu, Kaien Kenshira, juro por esse palácio que defenderei a honra e vida do imperador até o meu último suspiro
O homem com um dos olhos brancos sorriu de canto, fitando Kaien, ergueu os braços no ar
— Tragam a sangria
Um leve engasgo ressoa de uma jovem.
A garota baixou o olhar, vestido negro com chamas rosa escuras, cabelos longos, pretos, semi presos por um grampo roxo escuro com pedras rosas.
Os olhos num castanho quente tão flamejante que à luz daquela manhã ganhava um tom avermelhado como um vulcão ardente, pele pálida, lisa.
Os lábios tensionados levemente, mãos juntas, os dedos se contorcendo mais fortemente que o normal, postura irrepreensível.
Mas os olhos transparecem contrariedade ao ver a bandeja de prata sendo trazida por uma criada.
O estalo foi leve, a bandeja sendo colocada na mesinha de madeira.
Um som de leque contra o ar quente, olhos similares aos da jovem, sombra verde os destacando, adornos vermelhos prendendo o coque, escondeu os lábios rosados ao inclinar-se, o sussurro mordaz:
— Poderia ser você... Mas, pelo visto até Meiyu vai entrar para a ordem antes de você
— Mãe... — A voz do garoto sai baixa, cabelos pretos semi presos por uma fita verde escura com bolinhas verdes claras, levemente desalinhado, olhos castanhos apagados, pele semelhante a dos irmãos, pálpebras baixas.
A mulher levantou a mão discretamente, inclinando-se no trono negro, o símbolo de bronze da parte de cima do trono era semelhante a uma coroa.
— Fique quieto, já basta a vergonha que você é no cotidiano. Detesto quando se faz de vítima, Haruki
Ele trava a mandíbula, baixa o olhar
Degraus abaixo, várias pessoas comentavam pelo pátio.
Kaien se inclinou contra a bandeja, uma tigela carmim, bebeu a sangria num gole seco.
Gritos altos e aplausos preenchem o pátio.
O rapaz limpou o queixo com o dorso da mão, gotas escarlate respingando no chão.
O homem que tinha um dos olhos brancos, desceu pela escadaria de pedra.
Estava com um recipiente prata em mãos, abiru num estralo longo, revelando pó carmim.
O velho inclinou a ponta do dedo no pó e então pressionou sobre a testa de Kaien.
— Seja bem-vindo a ordem da Fênix, meu filho
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