Sangue Monstro

2 Mande-me entrar.


Notas iniciais
Espero que gostem. Boa leitura!

Depois disso eles me seguiram pelas estreitas ruelas do parque até à rua como cães perdidos a alguns passos atrás de mim.

—Isso não tá legal!-disse para mim e depois para eles. — Parece até que eu estou levando vocês para algum lugar, quando na verdade estou indo pra onde bem entendo. Dá pra planejarem o que vão fazer? Ou desisto dessa idéia. — que idéia? Eu não tinha idéia nenhuma, na verdade queria um momento para me livrar deles.

Eles se entre olharam. Suspirei notando claramente que eles não tinha um plano.

—Só avisando, como acabamos de nos conhecer: eu não sou mais bonzinho quando estou irritado.

—Acho que vamos pra minha casa. — disse a loirinha incerta e olhando a aprovação dos outros. -Minha mãe esta na casa da minha vó e acabou de me mandar uma mensagem falando que vai ficar cuidando dela.

Durante o trajeto até uma van velha estacionada sob um poste de luz eles se aproximaram de mim, o medo deles estava sumindo aos poucos.

—Entre. — disse um que estava trás de mim após outro abrir a porta e eu obedeci sem muito ânimo.

Chegamos à casa da garota em uns quinze minutos. Um lugar pequeno e arrumado, com um jardim abarrotado de plantas sem corte sendo cortado por um estreito caminho de pedra até a porta de entrada. Lá em uma pequena varanda tinha uma garota de cabelos tingidos de vermelho e olhos castanhos, que se levantou bruscamente dos degraus da entrada claramente irritada com a loirinha que ia à frente da fila indiana. Elas discutiram fazendo a fila parar e eu no meio arquei pro lado para ver o que estava havendo. Voltamos andar depois que elas se acertaram. Na pequena varanda a ruiva esperava todo mundo entrar junto com a loirinha que mantinha a porta aberta. Eu parei bruscamente na frente da porta deixando que os outros me encarassem, desviei para o lado me apoiando na parede do lado direito da porta permitindo que os que estavam atrás de mim entrassem, mas eles não o fizeram.

—Qual é o seu problema?-disse a ruiva franzindo o cenho do outro lado do batente antes de qualquer outro.

—Haa... um problema bem grande. – disse sem expressão e sustentando o olhar dela irritada me achando um doido.

— E qual é?- perguntou alguém curioso enquanto ainda encarava os olhos castanhos na minha frente que compunha um rosto emoldurado com os fios deliciosamente vermelhos sangue sobre a luz branca da varanda.

—Me mande entrar. –disse casualmente olhando agora para loirinha. Ela pareceu confusa e olhou para a amiga ainda fora da casa. – Vamos, isso não é difícil. Já deve ter dito isso para alguém... E vai chover daqui a pouco. — me aproximei fitando seus olhos verdes e brilhantes e falando mais baixo: — E eu não gosto de chuva. — finalizei com um sorriso galante.

—Entre. -disse ela meio desnorteada encarando meus olhos amarelos esverdeados.

Notas finais
:} Até o proximo. ;)