Sangue Maldito
7 Intrigas
Notas iniciais

Tora
Depois de colocar a toalha eu fui para o meu quarto rezando para não encontrar nenhum vampiro pervertido lá, infelizmente quando entrei encontrei coisa bem pior, o vampiro mais babaca da casa: Ayato.
— O que você quer aqui? – indaguei sem cerimônias em conter minha irritação e apertei mais a toalha, como se fosse funcionar de alguma maneira contra um vampiro.
— Oe, Jujuba, não precisa ficar irritadinha! – falou na defensiva. Eu olhei para ele e, realmente, não adiantava descontar... o quê? Nem eu mesma sei o que estava sentindo.
— Desculpa, é só que o Shuu acabou de beber meu sangue, será que você poderia, por favor, sair. – pedi cansada. Eu estava frustrada e confusa, não tinha a menor paciência para lidar com o enorme ego do Ayato.
— Você não estava tomando banho? – perguntou desconfiado. Droga, droga, droga! Falei demais!
— E-estava... Etoo, eu preciso me trocar... – desviei tentando mudar de assunto. Ele ficou me observando, estava analisando cada parte do meu corpo. – O que você está fazendo? – questionei tentando entender o motivo da análise. O ruivo veio para perto de mim e parou na minha frente estreitando os olhos, então cutucou meus seios com os indicadores. – Itai!
— Eu sabia! – disse convencido. Eu o fuzilei com um ódio profundo, como ele ousa fazer isso comigo? Ele não tinha o menor direito! – Vem comigo! – ordenou e começou a me arrastar pela mansão até entrarmos em uma sala de jogos, eu acho, lá o Shuu estava deitado em um sofá de olhos fechados e com seus inseparáveis fones.
— Shuu, por que você mordeu os seios da Jujuba? – Ayato interrogou sem um pingo de vergonha na cara. Agora alguém me explica por que diabos ele concluiu que isso era da conta dele pra achar que podia tirar satisfação!
— Qual o problema? Ela não estava reclamando. – retrucou Shuu não se dando o trabalho nem de abrir os olhos. Eu só queria entender o que é que o Ayato estava fazendo, será que o ego dele é tão grande assim que ele se deu o direito de me ter para si sem qualquer tipo de permissão?
— Muchi-chan, eu sabia que você era uma pervertida! – Laito provocou maldoso, simplesmente aparecendo para assistir a palhaçada de camarote.
— Eu também quero fazer isso, Tora-chan. – Kanato pediu mimado ao aparecer nansala me dando um enorme susto.
Espera aí! Ele acabou de dizer que queria morder meus seios? É isso mesmo? Então, apesar de parecer só uma criança, acabou ficando pervertido por influência do bando de irmãos tarados. E eu pensando que alguém ainda tinha salvação naquele lugar...
— O que está acontecendo aqui? – indagou Reiji surgindo junto com Yui, ainda ia demorar um bom tempo para eu me acostumar com essas aparições repentinas dos vampiros, principalmente se eles resolvessem aparecer todos de uma só vez como estava acontecendo agora, pelo jeito eles gostavam mais de reuniões em família do que eu pensava.
— O Ayato está com ciúmes porque o Shuu mordeu a Tora em um lugar indevido. – era só o que me faltava, até o Subaru resolveu dar as caras para essa humilhação, e a idiota aqui pensando que não podia piorar.
— Tora-chan? – Yui perguntou confusa, aparentemente tentando confirmar a veracidade daquela informação.
Que maravilha! Agora todos estariam a par da minha linda humilhação provocada por ninguém menos que BabacAyato. Realmente hoje não era o meu dia, primeiro o Shuu me morde em um lugar profundamente vergonhoso e depois o Ayato e a vontade ridícula dele de ser o primeiro em tudo me transformam na piada da casa. Não vou nem me perguntar se dá pra piorar, porque a lei de Murphy tá aí pra confirmar que sim.
— Tora, qual foi o lugar “indevido” no qual o Shuu te mordeu? – Reiji questionou categórico. E era só isso que eu precisava para perceber até onde ia o sadismo desses seis, ia muito além de qualquer sofrimento físico, eles precisavam fazer a mente sofrer também. Fiquei calada, não iria responder àquela pergunta. Por que o Laito não falava nada numa hora dessas? – Tora, responda! – pressionou, sua voz estava ameaçadora. Decidi que era melhor acabar com aquilo de uma vez.
— Meus seios... – resmunguei com o rosto em chamas.
— Mais alto, eu não ouvi! – ordenou. Mas é claro que ele tinha escutado! Eu respirei fundo e levantei minha cabeça totalmente furiosa.
— MEUS SEIOS! FORAM MEUS SEIOS! – berrei completamente revoltada. – Estão felizes agora? Já não basta me transformarem em uma presa agora vocês querem me humilhar também? Vocês querem pisar em mim como se eu fosse nada? Transformar-me no brinquedinho submisso de vocês? – continuei gritando histérica, incapaz de controlar minha raiva, cerreil meus punhos e abaixei a cabeça. – Então vocês podem. – consenti ofegante, prestes a chorar. – Eu perdi tudo que eu amava, já não me importo mais em ser o fantoche de vocês ou de qualquer outro. Mas... – as lágrimas começaram a rolar. – Mas eu nunca vou deixar de me levantar e cada vez serei mais forte. Não me interessa se eu estou no pior lugar do universo, eu vou procurar a felicidade até meu último suspiro de vida, porque se há algo que minha mãe me ensinou é que devemos lutar pelos nossos objetivos mesmo que não tenhamos nenhuma garantia de que vamos alcançá-los. – terminei de falar, eu nem sei como é que acabei revelando todas essas coisas, porém agora meu coração estava menos pesado.
Eu funguei e olhei para frente, no entanto a única pessoa que ainda estava lá era Yui me olhando perplexa.
— Yui-san, eu estava falando sozinha? – perguntei chateada. Depois de expor tudo que estava preso desse jeito eu percebia que estava falando sozinha, muito bom! Eles eram mesmo uns escrotos! Eu tenho que parar de perder meu tempo me importando.
— Não. – negou, por um momento eu fiquei aliviada. – Eles ouviram até a última palavra. – o modo como ela falou, não sei, parecia que ela estava admirada. Será que era com o que eu falei?
— Yui-san! – exclamei começando a chorar de novo e corri para os braços dela. Em que tipo de mundo eu vim parar?!
Ayato
O que aquela menina estava pensando? Uma hora ela estava toda envergonhada e na outra estava completamente histérica e falando bobagens sem sentido.
Se ela realmente tinha esperanças de encontrar felicidade aqui ela iria morrer tentando, essa nunca foi uma casa feliz e não seria agora que mudaria. É claro que desde que a Chichinashi chegou aqui tudo parecia muito melhor, mas felicidade não chega nem perto de ser a palavra certa para descrever isso.
Por isso só havia uma coisa que eu levaria em consideração no discurso da Jujuba, a parte sobre transformá-la em um brinquedinho.
Reiji
Que menina mais escandalosa, nunca vi uma pessoa tão mal-educada, nem mesmo Yui é tão sem modos como essa garota, porém eu tenho que admitir que ela tem fibra.
Praticamente nenhuma das outras noivas de sacrifício tiveram coragem de levantar a voz para nós nem sequer uma vez.
Eu não sei onde foi parar o senso de perigo daquela mulher, entretanto torná-la minha submissa seria um processo muito divertido.
Subaru
Essa nova noiva que mandaram para nós é muito idiota, ela deve achar que alguma daquelas palavras faria efeito em vampiros. Infelizmente para ela a única pessoa que me interessa é a Yui e eu não mudaria de ideia com relação a isso, no entanto é melhor que ela não tente se aproximar de mim.
Eu não tenho vontade de machucá-la, mas não hesitaria em fazê-lo caso fosse necessário.
Laito
Essa Muchi-chan é mesmo diferente, gostaria de saber o que passa pela cabeça dela, seria muito excitante descobrir o motivo de tanta força de vontade. No fim das contas ela não é muito diferente da Bitch-chan, afinal nunca conheci duas garotas tão corajosas, pois foram poucas as noivas que nos enfrentaram.
Ahh... Será muito divertido fazê-la se apaixonar por mim! Tenho certeza de que não será algo fácil e desafios são orgasmos para mim.
Kanato
— Tora-chan é tão agressiva, não é, Teddy? – comentei com o meu melhor amigo. Ele concordou e disse que seria divertido tentar convencê-la a fazer tudo que eu quisesse.
— Ainda bem que ela não se importa de ser um fantoche, Teddy. – falei apertando-o com um sorriso. Ele disse que me ajudaria, mas advertiu que era melhor eu não esquecer da Yui-san minha boneca número um.
Shuu
Tsc… O Ayato é mesmo inconveniente, não precisava ter gritado para todo mundo a minha pequena travessura com a nova noiva. Se bem que a reação dela diante aquela situação foi realmente interessante, eu estou ansioso para brincar com ela novamente e o melhor é saber que poderia submetê-la a tudo sem precisar fazer muito esforço.
Eu só precisava garantir que a Yui não saísse afetada nessa empreitada.
Tora
Eu já estava de roupa trocada e deitada na minha cama, quando Yui finalmente conseguiu me acalmar eu percebi as idiotices que havia falado, como eu fui tão burra em não perceber... Agora eu estava totalmente ferrada!
Fale com o autor