Notas iniciais
Sério que fiquei quase um ano sem postar pessoal? Espero que eu ainda tenha leitores e me desculpem mesmo, mas fiquei um ano em um bloqueio criativo fatal, escrevi e reescrevi até sair um capítulo e adivinhem? Meu computador queimar, perdi TUDO até eu conseguir pagar um carinha e ele recuperar todo meu HD todo o antigo pc, foi um sofrimento... Mas aí achei o capítulo uma bosta, não era aquilo que eu queria. E sério, gente, tô muito perfeccionista. Ou seja, se eu pudesse, ainda mudaria e acrescentaria muitas coisas, mas vamos parar né? Espero que gostem e me desculpem mesmo. SF está de volta e prometo que postarei nem que seja uma vez por mês, juro!

Era uma noite fria com as ruas dos subúrbios fedendo a xixi e toda porcaria que poderia ter no mundo, algumas prostitutas se escoravam em alguns postes mal iluminados mostrando suas longas pernas, algumas jogavam fumaça de cigarro no ar e gritavam obscenidades quando o homem passava com sua garrafa de cachaça, ele se afastou mais e mais, entrando em uma rua pouco iluminada, seu corpo esguio. Porém com os passos incertos por conta do alto teor de álcool que havia ingerido. Ele tropeçou e caiu no meio fio, mas a garrafa estava firme na mão, ele tentou se levantar sem sucesso, revirou os olhos e riu.

– Vida de merda. – disse com a voz enrolada e lenta dando uma risada que fazia ecoar pela rua escura e sem nenhuma alma viva.

Ele escutou alguns passos, mas não olhou quem estava vindo. Afinal, entornava sua garrafa e em seguida limpava a bebida que caia pelo seu queixo com a manga do casaco, resmungando ainda sobre sua vida, os passos ficaram mais próximos e a visão do bêbado estava cada vez mais turva, ele olhou para cima e um homem encapuzado estava em frente a um dos únicos postes que ali funcionava do outro lado da rua.

– Hades Volturi? – perguntou a voz do homem que parecia forte e usava luvas, porém para Hades que estava demasiado bêbado a voz da pessoa parecia distante e distorcida.

– Quem quer saber? – pergunta Hades com uma voz de deboche dando um gole rápido.

– Presumo que seja então... – diz o homem atravessando a rua e se aproximando de Hades que ia levantando a cabeça com a aproximação do homem e assim revelando o rosto do mesmo.

– E se for? Não devo nada a ninguém, eu acho... – diz rindo, mas seu sorriso decai assim que vê algo brilhando por debaixo do casaco do homem.

O tiro acerta no meio da testa dele fazendo um barulho do tiro ecoar pela rua, Hades cai estático no chão ainda segurando a garrafa na mão.

O homem olha o serviço com certo apreço e admiração de dever cumprido, coloca novamente sua arma no coldre e sai andando calmamente enquanto gritos histéricos ao longe são escutados e latidos são proferidos pelos cachorros da vizinhança.

– Só mais um. – diz baixinho enquanto some pela rua com tanta calma que ninguém desconfiaria.

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– Mais uma carga para chegar essa semana, depois vamos distribuir tudo e dividir entre as que vão ser de qualidade e para os carrapatos do subúrbio! Vamos trabalhar seus medíocres! – gritava o homem pelo armazém nem se dando conta que alguém saia pelos fundos e andava calmamente até a floresta fingindo tirar do bolso um maço de maconha encontrando com outro homem que o esperava.

– Descobriu algo sobre o Senhor C? – pergunta Wichester olhando para o garoto pálido, de olhos esbugalhados e franzino, ninguém suspeitaria que ele era na verdade um detetive. O modo que agia era tão imperceptível que quase ninguém sabia quem ele era, não dava menos que dezessete para o tal “garoto pálido”, mas na verdade o garoto estava por volta dos seus quarenta e cinco e era um dos melhores de Nova Iorque.

– Não, mas logo vou descobrir, não se preocupe. – diz acendendo o maço de maconha e dando um trago, depois deixando-o queimar em uma árvore ali perto o que faz com que Wichester arqueie uma das sobrancelhas – Se você sai para dar um trago, tem que cheirar como se desse um trago, aprenda Wichester, sei que será um ótimo detetive só tem que aprender umas habilidades, às vezes temos que jogar sujo. – sorri debochado.

– Dizem que o senhor é um dos melhores de Nova Iorque, mas já faz mais de um mês que está aqui e não vejo nenhum progresso, será que não está se juntando ao lado deles? – pergunta Wichester desconfiado.

– Eu já teria descoberto se o número do Senhor C não fosse desconhecido e ele é inteligente o bastante de não ser tolo de ter um telefonema de mais segundos do que precisa, ele nunca deixa chegar a um minuto de ligação, diz o essencial e desliga sempre, além de mencioná-lo sempre por senhor C. e nunca pelo nome, se é que eles sabem. Satisfeito? E porque diabos eu me juntaria a eles? Já viu a porcaria que é isso aqui? – pergunta debochado e joga o maço de maconha no chão – Melhor eu voltar antes que eles deem por minha falta – Segunda feira, depois do almoço. – diz marcando o próximo encontro enquanto anda sem deixar que Wichester dissesse mais alguma palavra.

Wichester anda pela mata resmungando até encontrar uma estrada de terra onde estava seu carro, ele pega seu celular e liga para Jacob dando as últimas informações, desliga e tira do porta trecos um anel com um rubi, as siglas estavam claras “A. V” dentro do anel, ele havia encontrado um mês atrás, após ter voltado ao beco depois de Aro estar a procura de algo, mas nem aquele simples anel havia sido suficiente.

Só haviam encontrado resquícios de sangue da garota, ele tinha uma foto do Aro daquele dia no beco procurando por algo, mas isso só o colocaria como suspeito de um crime de estupro e não dos demais e ele ainda poderia conseguir escapar das acusações, por isso Jacob e Wichester haviam decidido deixar essas evidências seguras, mas Wichester sabia que ele não estava tão seguro como Black achava que estava, ele tinha que achar um lugar seguro para o anel e para a foto ao qual poderiam ser um papel fundamental para a prisão de Aro Volturi. Além do mais, havia o senhor C que ele também tinha que saber quem era e como prendê-lo, mas quem era ele? E será que sabia sobre os estupros que Aro vinha cometendo? Todas essas incógnitas o fazia perceber que estava mexendo com algo grande e fora de qualquer caso que havia pegado e ele sabia que Jacob contava com ele.

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Scott entrou pela porta de Jacob e olhou para a pequena sala um pouco interrogativo, mas por fim deu de ombros achando que sua opinião não era válida quando se tinha em mãos um caso de homicídio.

– Black, temos um caso de homicídio. – diz entregando o envelope com as informações – O corpo ainda se encontra no local e não há nenhuma prova, além da bala que está alojada no crânio do senhor que já foi identificado como Hades Volturi. – diz por fim chamando a atenção de Jacob que olha atentamente o garoto.

– Vamos a cena do homicídio. – diz Jacob se levantando e pegando seu paletó.

– Vamos? – pergunta Scott ainda surpreso.

– Sim, talvez você seja necessário por lá. – Jacob dá um sorriso ao garoto achando que estava mais que na hora de ajuda-lo a passar de um simples estagiário a pelo menos um detetive – Talvez tenha alguma câmera e sei que você é o melhor do departamento quando se é tecnologia. – Scott balança a cabeça tentando prender um sorriso contente, pega o envelope novamente e ambos andam lado a lado até o elevador que parecia que os esperava no andar e o adentram logo chegando ao carro e Jacob dá partida no mesmo.

– Tem certeza que é Hades Volturi? – pergunta Jacob enquanto dirigia, por dentro queria que a resposta fosse outro Volturi, mas não o Hades.

– É isso que diz na documentação dele e se apresentava bêbado, não sofreu já que foi um tiro certeiro. Coisa de profissional.

– Profissional? – pergunta Jacob um pouco incrédulo.

– Sim, pelo que recebi das informações e ainda não está na papelada é que o tiro foi limpo, só um filete de sangue saiu da testa dele, nenhum respingo pela calçada.

– Então não podemos dizer que foi caso de dívida de jogo, com certeza eles teriam feito mais estrago nele e com certeza teriam o matado aos poucos, mas quem o mataria nessas circunstâncias... A não ser que... – Jacob diz pensativo.

– Tenha sido o irmão, Aro, também pensei nisso. Mas porquê? Não faz sentido, Hades sabia quem ele era, mas não tinha provas e ficamos de olho na casa dele e não vimos nada demais todos esses meses a não ser que ele bebia muito, vivia endividado e a casa dele era um chiqueiro. – diz Scott no mesmo contexto.

– Bom, se ter sido o Aro, é mais coisa pra longa ficha que ele terá. – diz Jacob estralando a língua e soltando um riso, enquanto estacionava o carro perto da faixa onde estava escrito “Cena do crime” e saiu do carro já mostrando o distintivo acompanhado de Scott.

O corpo já se encontrava coberto por um pano branco enquanto peritos olhava todo o local ainda a procura de alguma pista. Uma mulher se aproxima e estende a mão.

– O senhor deve ser o delegado Black – diz a perita — Eu sou a perita responsável, Aria Stewart, estou aqui para deixar todo o tipo de informações que o senhor precise. Mas já vou dizendo que só terei mais quando o corpo for retirado e talvez, por sorte, tenhamos o número de série da arma que foi usada.

– O que duvido muito, deve ter sido raspada a numeração de série. – diz Jacob cumprimentando a perita com um aperto rápido de mãos – Posso ver o corpo? – pergunta sendo direto e demonstrando que estava com pressa. Aria passa as luvas para Jacob que as pega e as coloca, tira o lençol de cima do corpo que já estava branco e perto da cabeça onde tinha a marca do buraco do tiro estava arroxeado e era bem pequena – Parece ser um tiro de uma 9 milímetros. – diz Jacob pensando alto – E pelo modo, a pessoa atirou de perto, não sei como a bala ficou alojada com a proximidade, realmente só um profissional conseguiria algo assim.

– Sim, as orbes dele antes de vocês chegarem estavam muito acima, o suspeito tem por volta de um metro e oitenta. Não encontramos nenhum resquício a mais, por isso acho melhor levá-lo ao IML para averiguarmos. – Aria diz olhando o corpo cruzando os braços e olhando com atenção cada detalhe – E ainda morreu agarrado a garrafa de cachaça. – ri balançando a cabeça.

– É, ele é irmão do Aro Volturi, por isso temos que achar o culpado, ele não é qualquer um. – Jacob diz a olhando seriamente.

– Eu sei, ninguém mataria com tanta perfeição uma pessoa sem importância, mas nenhum crime é perfeito. Encontramos filmagens.. – diz começando a andar, Scott ao ouvir aquilo se anima em ser útil – Mas elas terão que ser levadas, não estão boas.

– Como estão? Os pixels de filmagens estão muito distorcidas ou borradas? – pergunta Scott se intrometendo na conversa, Aria para e sorri o olhando.

– Na verdade, estão quadriculadas. – diz arqueando as sobrancelhas – E escura, vai querer ajudar? – diz com a voz um pouco debochada.

– Sim, na verdade, essa é minha especialidade senhora. – diz Scott arqueando uma sobrancelha e já colocando as mãos no notebook que estava aberto, logo achando as filmagens – Mas claro que você não terá os programas necessários instalados aqui, não é? – diz agora debochando da garota que ri.

– Bem, acho que vou precisar de você senhor...

– Scott, Scott Collins. – diz se virando para a garota e estendo a mão.

– Prazer em conhece-lo Senhor Collins. – diz Aria divertida – Teremos um longo trabalho...

Jacob joga as mãos para cima ao ver os dois ali interagindo e quase ri com o olhar que ambos davam um para o outro.

– Bem, eu não poderei ficar, mas um bom trabalho pra vocês.

– Qualquer coisa te ligarei senhor Black. – diz Scott e Jacob assente com um sorriso no rosto.

– Tenho certeza que sim Collins. – diz andando até o carro um pouco pensativo sobre a pessoa ser profissional. Quem, além de Aro, gostaria de ver Hades morto? Não parecia que ele tinha sido espancado nos últimos dias, ele teria que averiguar os grampos na casa de Hades mais tarde quando chegasse em casa.

Jacob estava ainda pensativo quando chegou no edifício da delegacia e estacionou em sua vaga no subsolo, mandou uma mensagem perguntando ao Wichester se ele havia escondido as únicas provas que tinham que algum dia poderiam ser uteis e colocou o celular novamente no bolso, saindo do carro e o fechando, andava calmamente pelo estacionamento quando escutou um carro derrapando e em seguida faróis atingirem sua visão em cheio, dando tempo somente para ele desviar do carro encostando em um ali que havia por perto, um papel é jogado fora do carro.

“FIQUE LONGE BLACK OU VOCÊ SERÁ O PRÓXIMO” em segundos ele vê algo apitar forte e o papel explode em pequenas cinzas voando até o teto do estacionamento, ele pisca atônito ainda se recuperando da ameaça, desencostando do carro que havia sido seu suporte naquela hora, anda desnorteado até o elevador que demora alguns minutos, o necessário para que Jacob conseguisse pensar no que fazer, ele entra e por sorte não há ninguém, o que o faz respirar mais aliviado, mesmo assim em alerta quando chega ao último andar as portas se abrem e Leah o espera.

– Quero peritos na Ala B do estacionamento do subsolo e quero todas as filmagens de câmeras. – diz Jacob a olhando seriamente enquanto saia do elevador, mas ainda com o resquício de suor pela testa.

– Posso mandar os peritos, mas aposto que não temos filmagens das câmeras nos cinco minutos antecessores.

– Como assim? – pergunta Jacob alarmado.

– Houve uma queda de energia, voltou agora. Você deu sorte de pegar o elevador. – diz Leah e Jacob a olha atordoado.

– Não foi uma queda de energia Leah, foi uma ameaça, para mim.

Notas finais
Então, o que acharam? Estão animados para as respostas? Sim, nossa fic está tomando o rumo certo para se deslanchar, peguei o pique e como diz meu professor de desenho arquitetônico: FOGO NA BOMBA!