Notas iniciais
Olá, cá estou eu com um capítulo que é mais uma explicação do outro. Para quem perguntou de Renesmee, tem um pequeno trecho dela, mas já explicando que mesmo a ruiva sendo a principal da história, pretendo deixá-la um pouco fora. Espero que curtam esse capítulo mais explicativo e calmo. Boa leitura!

Leah olhou Jacob boquiaberta, não por não acreditar em seu primo e chefe, mas porque não acreditava que tais pessoas fossem tão idiotas a tal ponto de ameaçar uma autoridade diante dos narizes deles e pior, haviam conseguido.

– Por favor, repita Jake. – disse sem pensar duas vezes o apelido do primo – Te ameaçaram aqui na cede? – perguntou Leah ainda levantada com as mãos pousadas diante da mesa de Jacob e o encarando. Eles já estavam na sala para não alertar ninguém mais do departamento.

– Isso Lee... – Jacob disse se encostando na cadeira e afrouxando a gravata, enquanto Leah finalmente caia ainda chocada na cadeira com a boca agora aberta em choque, em seguida ela se remexe e ela bate com a mão bem forte na mesa, se levantando novamente.

– Inferno! – esbraveja Leah furiosa, passando a mão pela testa – Você viu o modelo?

– Não, foi tudo muito rápido e o bilhete provavelmente foi para que eu não pegasse nenhuma informação do carro. – diz em uma voz grossa e preocupada, além de indignada. Jacob sabia que havia caído direitinho no truque.

– De qualquer forma, não somos os únicos prédios que tem sistema de vigilância aqui mandarei que nossos policiais vistoriem a área e pediremos mandados para obter as fitas de segurança da fachada dos outros edifícios. – Leah se assegura.

Jacob olha para trás para uma garota loira e baixa, com olhos amendoados e rosto fino, mas com a maçã do rosto bem rechonchuda.

– Sim senhorita Carter? – Jacob pergunta ao vê-la ali parada diante da porta.


– Gostariam de algum café ou uma água? – pergunta o olhando com um certo sorriso nos lábios.

– Eu aceito uma água, obrigado. – ela assente e sai fechando a porta.

– E da próxima vez bata na porta! – Leah grita antes que ela saia — Não vou com a cara dessa menina... E muito menos o jeito que ela te olha – sussurra para Jacob e ele ri pensando ser ciúmes de prima – É sério Jacob, não ria. E mais, pra quê foi contratá-la? Ela foi muito intrometida entrando assim.

– Eu precisava de uma assistente ou uma secretária, você já fazia trabalho para dois e já falamos disso, agora deixe-me trabalhar. – ela assente com raiva e sai batendo a porta.
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Fabiola Carter anda em meio às pessoas e vai até a área de comida, entrando na dispensa pega um celular que estava dentro de uma lata e digita um número enquanto olha desconfiada para todos os lados.

– Deu certo amor, ele ficou assustado feito bichinho, deu até dó dele... – a garota faz biquinho passando a mão pelo cabelo e se encostando na prateleira.

“Me ligou só para isso?” – C pergunta com ironia na voz.

– É claro que não né amor... – ela diz em uma voz enjoativa e logo o sorriso que tinha no rosto se desfaz, ficando séria – Leah disse que vão procurar vídeos nos outros edifícios.

“Só isso? Se tiver algo de útil de verdade, me liga. E cuidado com o que faz aí dentro, se eu descobrir que deu para o Black, eu acabo com você...” – C diz com raiva e desliga.

A garota revira os olhos e sai da dispensa, após guardar o celular. Pega um copo d’água na cozinha e o bebe, depois coloca mais no mesmo copo e anda rebolando até a sala de Jacob, enquanto arrumava seu decote um pouco saliente.

Ela bate na porta e assim que Jacob consente a entrada dela, e assim que ela entra, ele não a olha de primeira, estava entretido demais em alguns papéis para notar que o blazer dela estava aberto e a blusa que usava por baixo tinha um botão a menos desbotoado deixando o colo da mesma exposto, ela se inclina para baixo o suficiente para que Jacob perceba o copo sendo colocado na mesa, ele pega o copo, deixando os papéis de lado.

– Quer ajuda com a gravata senhor? – pergunta Carter o olhando intensamente nos olhos, Jacob porém não viu malícia nisso.

– Claro nunca consigo arrumar, ia esperar Leah voltar para fazer isso, mas acho que ela não vai arrumar. Consegue não deixar tão apertada? – pergunto Jacob.

– Sim, eu sei, eu faço isso com meu papai. – ela diz e se aproxima de Jacob, inclinando novamente para frente, dessa vez deixando-o perceptível para Jacob os seios da garota que por um momento ele os olha e logo olha para cima esticando o pescoço e olhando para o teto – Quem dá nó na sua gravata? – pergunta enquanto ajeita a gravata, agachada.

– Minha empregada. – ele dá uma risada – É como uma mãe, eu já tentei aprender a dar nó, mas nunca deu certo. – suspira e a garota termina de arrumar a gravata e se afasta mordendo o lábio inferior.

– Bem... Se precisar estou ao seu dispor. – diz Carter em uma voz maliciosa agora deixando bem claro as intenções para o moreno.

Ela era jovial e bela, na verdade a garota era considerada boneca de porcelana pelos caras do Departamento, Jacob sabia disso e por um momento o ego dele se alavancou por ela ser a mais linda do local. Porém, havia um “mas” bem grande... Ele amava uma mulher, ela não saia da sua cabeça nem enquanto dormia e era a mais bela pelos olhos dele e de muitos do Departamento, mas quase ninguém ousava falar nisso, ela era a chefe ali, afinal e ninguém queria levar um tapa no pé da orelha por insinuar que Renesmee é “gostosa”.

– Obrigada senhorita Carter. – diz Jacob pigarreando não querendo ser grosso – Pela água também. – sorri e pega os papéis voltando a lê-los.

Fabiola pega o copo d’água e sai rebolando com um sorriso nos lábios, sabia que havia mexido nem que por alguns segundos com ele e ela o queria na cama, e o teria. Se não, ela não seria a mulher do Senhor “C”.

– Ah Black... – diz deixando o sobrenome de Jacob passar como música pelos lábios dela – Vou te ter nem que seja por uma noite. Ah, se vou...

Jacob viu a garota sair dali e deu um suspiro longo e alto, balançando a cabeça, deixou os papéis de lado e decidiu que era melhor sair um pouco dali, olhou as horas e viu que não fazia nem meia hora que havia chegado no departamento. Porém, lembrou-se que tinha que olhar as obras do seu departamento que estavam por finalizar. Arrumou sua pasta, colocando uns papéis dentro e caminhou para fora da sala, encontrou Fabíola na mesa dela e deu um breve aceno quando a mesma ia se levantando e saiu andando sabendo que não tinha nenhum compromisso se viu livre de dizer aonde iria.

Apertou o elevador e o mesmo rapidamente chegou, ele entrou cruzando os braços a frente do corpo e esperando que chegasse logo ao estacionamento, o elevador parou e nele entrou Renesmee com um cara e ambos haviam dado um selinho assim que a porta estava abrindo, Jacob abaixou o olhar momentaneamente, mas voltou a reergue-la, seu peito parecia se oprimir dentro do mesmo e um bolo em sua garganta se formava, mas ele só engoliu aquilo e sorriu para ambos.

– Boa tarde. — Jacob disse em seu tom normal.

– Boa tarde ér... Jacob. — Renesmee disse sem graça entrando no elevador ao lado de Jacob e o homem entrou logo em seguida ficando na outra extremidade, também ao lado de Renesmee.

Jacob apertou as mãos em punho e respirou fundo, olhando de soslaio para os dois ali.

–Jacob esse é Denis meu psicólogo, Denis esse é o Jacob. — sorri Renesmee para os dois e Denis estende a mão com um sorriso imenso nos lábios

– Olá Jacob, prazer em conhece-lo. – diz Denis com um sorriso ao qual parecia amistoso. Jacob o olhou e respirou fundo, mas por educação, resolveu apertar a mão e logo em seguida a recolheu rapidamente.

Um silêncio desagradável se propagou pelo ambiente, Jacob começou a estralar os dedos impaciente, quase batendo o pé, levou o relógio ao pulso chegando o horário e suspirou.

– Como está indo as investigações Jacob? – pergunta Renesmee o olhando com certa curiosidade a qual o moreno não entendeu.

– Bem, Renesmee. – se limitou a dizer e a porta se abriu fazendo com que Jacob quase saltasse para fora do elevador.

Ele andou pelo estacionamento que há pouco ele tinha sofrido o atentado sem olhar para trás quando sentia mãos apertarem seus braços com delicadeza, toque ao qual ele já conhecia bem e virou-se para olhar a ruiva com raiva e o maxilar travado. Porém, ao ver o olhar dela para ele, seu coração palpitou.

Ela ainda o amava, ele podia ver no olhar dela.

– Jake, você está bem? Eu soube... – ela respira fundo como se tentasse não chorar.

– Eu estou bem, vamos achá-los. – Jacob garante e ela assente com o olhar indefeso do qual só aquele lado ele sabia que só ele conhecia – Confie em mim, ok?

– Nunca deixei de confiar. – diz com um sorriso e se aproxima de Jacob, os rostos bem perto um do outro.

– Renesmee! – grita Denis – Desculpe te apressar, mas se quiser carona, temos que ir logo. Tenho compromisso. – Jacob quase solta um palavrão, mas somente sorri e assente para Nessie dando alguns passos para trás.

– Boa noite Renesmee. – diz com o maxilar travado e sai pisando duro até o carro, dando um click no botão e destravando no carro, entra no mesmo e dá partida.

Renesmee olha tudo quietamente ali, não estava entendo o modo que Jacob estava agindo. Na verdade, as coisas estavam estranhas desde o término e isso lhe dava um frio na barriga, de perdê-lo para sempre.

– Renes- Denis ia gritando-a novamente.

– Já estou indo! – ela gritou de volta antes que ele pudesse terminar, ela só viu o carro de Jacob se distanciar até perde-lo de vista.

**

– Senhor C. – o senhor apertou a mão arrumando o paletó, surpreso de ver o chefe em pessoa ali, apontou a mão para uma poltrona e C andou até a mesma, se acomodando.

O senhor, Ryan, andou até sua poltrona cruzando as mãos diante do corpo. Sabia que se eu chefe estava ali, era porque algo havia acontecido de muito grave.

– Quero que investigue o senhor Volturi. – disse Senhor C.

Ryan ao escutar tais palavras prendeu a respiração. Afinal, seu segundo chefe era o Volturi.

– Como?! – Ryan perguntou alarmado e depois balançou a cabeça – Quer dizer... Hum, o que o senhor quer que eu investigue?

– Quero saber se ele anda me roubando e se ele é um pedófilo. – senhor C diz e se levanta – Espero por informações. – diz arrumando o terno e passando a mão como se limpasse – Dê um jeito nesse lugar.

– Si-sim, senhor. – sussurra Ryan um pouco medroso e anda até a porta quase correndo e abrindo a porta.

Senhor C ao passar por ele, o olha de cima a abaixo pensando que se aquele homem não trabalhasse tão bem e soubesse tanto, já teria acabado com ele.

**

Um homem estava sentado na praça observando Aro Volturi de longe, ele verificou o mesmo por breves minutos esperando que o mesmo saísse da cafeteria, não havia se arriscado porém em efetuar seu trabalho, Aro estava super protegido por muitos seguranças, a praça em si estava cheia. Quem diria que ser um juiz desse um mini exército pagado pelo governo.

O cara tomou da sua garrafa d’água enquanto ainda observava o movimento, pegou sua câmera e tirou algumas fotos, um envelope havia sido entregue a Aro Volturi que apertou a mão do outro que saiu imediatamente do local.

Aro parecia inquieto ao abrir o envelope, ao retirar o mesmo, continha um vídeo cassete.

O homem balançou a cabeça negativamente tentando imaginar, porque uma fita e não um DVD-rom ou algo mais atual. Ele também não entendia muito, era só um matador de aluguel que estava a serviço de um dos seus clientes e que queria receber uma boa grana. Além de matar um pedófilo podre, isso era prazeroso para ele.

Aro finalmente saiu do local, tirando o tédio do homem, ele esperou que todos os guarda costas saíssem dos seus locais e em seguida ele andou até seu carro, esperando que partissem um por um.

Não seria fácil matar Aro, ele já sabia disso, mas não desistiria. Ele nunca desistia e era bem conhecido por seus trabalhos bem feitos e limpos.

Nenhuma pista.

Nenhuma testemunha.

Só o corpo.

Era esse o lema que o homem dava às pessoas que lhe contratavam, além de dar a eles a certeza de que nunca diria quem foi o verdadeiro autor do crime.

Sem cheques.

Sem cartões de créditos.

Sem cliente.

Ele não se importava em ser visto assim, ele só sabia que sentia prazer em matar e em ganhar aquele dinheiro. Pensando nisso o mesmo deu partida no carro seguindo Aro e seu mini exército.

– Mijão. – resmungou o homem com raiva.

Notas finais
Uou! E aí, quem contratou esse matador de aluguel? Alguém me dá palpite? Renesmee e Dennis? Tão rápido assim? Quem é esse senhor C ein? Aro que se cuide... Ou não. Até a próxima e espero que tenham gostado. sz
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.