Sangue Frio
14 Capítulo 13
Notas iniciais
— Vamos ir para minha casa hoje? – Jacob perguntou quando o honorário deles haviam acabado, ele massageava as costas da ruiva enquanto a mesma aceitava de bom grado fechando os olhos e relaxando – Precisa relaxar depois do que soube...
— Eu sei e é por isso que vou aceitar. – sorriu para o moreno — Só vou ligar para dona Bella, vê se não precisa de algo.
Renesmee levantou-se da cadeira e partiu para perto da grande janela enquanto conversava pelo telefone. Jacob sentou na mesa e abriu o computador da mesma, haviam algumas anotações sobre a descoberta que haviam feito naquela tarde, o moreno comprimiu os lábios com raiva, fazia tempo que queria ter uma conversa séria com Renesmee, mas não sabia por onde começar sem magoa-la.
— Pronto. – Renesmee disse vindo até ele – Podemos ir. – disse de modo caloroso e travesso.
— Vamos. – Jacob respondeu, esquecendo-se de tudo que estava pensando no momento anterior.
Renesmee e Jacob pareciam um casal perfeito, mas a perfeição nunca existe na vida real, há problemas, erros e defeitos de ambas as partes.
— E como está o garotão? – Jacob perguntou se referindo a Petter.
— Está ótimo. Está com Nahuel, faz tempo que ele queria estar na casa do pai... E isso me faz lembrar que estou sendo a pior madrinha do mundo! Tenho que visitar Claire. – Jacob riu enquanto Renesmee divagava – E pior, se eu só ligar é capaz dela não atender...
O caminho todo foram falando do trabalho, de fatos interessantes e jamais colocando o assunto que descobriram naquela manhã.
— Vamos tomar um banho juntinhos? – Renesmee disse corando levemente enquanto tirava o casaco expondo sua camisa azul marinho de renda e em seguida indo até Jacob e mordendo-lhe o lóbulo de sua orelha.
— Safada! – grunhiu Jacob pegando os lábios da ruiva e tomando-os para si. O beijo começou ardente, a mão assanhada de Jacob apalpou a bunda de Renesmee que gemeu, amolecendo-se toda. O moreno segurou-a mais junto de si enquanto sua mão subia até a barra da blusa e adentrava até chegar ao fecho do sutiã o desprendendo, o moreno massageou os seios da ruiva enquanto tecia beijos pelo pescoço da mesma, em algum momento Jacob a levou até o sofá de couro, arrancou a blusa de Renesmee jogando-a em qualquer lugar, enquanto a ruiva arrancou sua blusa voando botões por toda a sala, Jacob grunhiu e tomou os seios de Renesmee que mordeu os lábios enquanto o moreno chupava seus seios molhando-a, sua pele formigava com o tesão, seus dedos procuraram o cinto do moreno e o desfivelou rapidamente, Jacob mordeu com cuidado o bico, arrancando um pequeno gemido de Renesmee que eufórica pegou para si o membro do homem a sua frente e começou a masturba-lo lentamente.
— Quer me matar de tesão não é Nessie? – Jacob perguntou arrastando o apelido da ruiva com a voz rouca de desejo.
— Essa é a intenção. – Renesmee provocou.
— Espero que o faça. – Jacob riu – Pois eu o farei. – disse desabotoando a calça jeans da ruiva e puxando, deixando-a só de calcinha. Lambeu os lábios como um lobo faminto. Renesmee sorriu e em um ato rápido enlaçou sua perna no quadril do moreno e o derrubou no sofá montando em cima dele em seguida, mordeu o ombro de Jacob que retribuiu com um tapa na bunda da ruiva, ela riu com seu corpo se arrepiando todo e então teceu beijos pelo abdômen do moreno até chegar a barra de sua calça que foi abaixada dando a visão da cabecinha do membro do moreno, a boca de Renesmee salivou e então ela abocanhou sem cerimonias, Jacob pegou os cabelos levemente ondulados de Renesmee e começou a ditar a velocidade enquanto a outra mão massageava o seio dela e em seguida trilhava até a barra da calcinha, ela suspirou quando sentiu dois dedos adentrarem-na com uma só estocada e depois ir vagarosamente, ele por sua vez sentiu-se aumentar ao sentir a ruiva tão molhada para si e então gemeu mordendo os lábios sentindo que estava quase chegando ao ápice com as investidas que a ruiva fazia com sua pequena boca, pegou-a e rodou-a, ficando dessa vez por cima novamente e rasgando a calcinha.
— Mais uma Jake? – Renesmee lamentou-se com um sorriso no rosto.
Ele deu um risada rouca.
— Depois lhe compro quantas quiseres. – e então abocanhou sem aviso prévio, chupando e lambendo toda a extensão.
— Oh, merda Jake... Oh, grande merda. – Renesmee agarrou os poucos cabelos de Jacob fazendo-o aprofundar, seu corpo delirando de tesão com a surpresa da língua do moreno estocando-a cada vez mais e mais, Jacob mordeu-a levemente dando um sobressalto em Renesmee e em seguida estocando com a língua novamente enquanto brincava com o clitóris. – Ohh, Jake... Por favor. – murmurava.
— O que?
— Jake, por favor...
— Por favor, o que Renesmee? – Jacob perguntou em seu ouvido enquanto esfregava seu sexo, antes que pudesse dizer a ruiva foi tomada por uma corrente de choque por seu corpo, dando um pequeno gritinho de surpresa, Jacob riu. – Ein, o que você quer? – Jacob perguntou assim que Renesmee teve seu primeiro orgasmo.
— Você. Dentro. De. Mim. – disse pausadamente com a respiração irregular e então Jacob em uma só estocada a adentrou, fazendo com Renesmee gemesse de dor e tesão.
Ele a virou de costas sem tirá-lo de dentro dela e a segurou pela barriga sentindo o pós ápice de Renesmee ainda abala-la, as pernas delas tremiam, mas Jacob sem dor estocava lentamente enquanto com a outra mão friccionava o clitóris.
— Jake... Você é mau. – murmurou Renesmee com um pequeno sorriso gemendo.
— Você que é má. – Jake sorriu estocando lentamente. Quando Jacob percebeu que ela estava mais disposta a soltou fazendo que a mesma se apoiasse, ela abriu mais as pernas dando permissão que Jacob bombeasse mais forte, o moreno entendeu o que a ruiva queria e passou a estocar cada vez mais forte e rápido, Renesmee o parou e o derrubou novamente no sofá, começando a cavalgar no moreno enquanto rebolava.
— Você já judiou demais de mim Jake, é sua vez. – Renesmee sorriu saliente.
A noite seria longa...
— Nessie... Acorda, meu amor temos que ir.
— Hum... Só mais quinze minutinhos.
— Eu tenho que conversar com você Nessie. – Jake suspirou. Assim que ela havia adormecido e ele ficara velando seu sono, ele pensou sobre tudo e definitivamente sabia que teria que ter aquela conversa com ela.
Ela abriu os olhos inspecionando seu celular.
— Oh meu Deus! – ela deu um pulo – Será que a conversa pode ser deixada para depois? Tenho que pegar Petter no Nahuel! Estou super atrasada. – disse se vestindo, pulando de um lado ao outro.
— Tudo bem... – ele suspirou cansado.
— Eu te amo! – ela disse e deu-lhe um selinho enquanto arrumava o cabelo e ia até o banheiro jogar uma água no rosto e tentar tirar um pouco do aroma pós-sexo.
*
Sulpícia bateu duas vezes na porta do filho e então Alec abriu, sua blusa preta de uma banda de rock de um subúrbio com uma calça jeans detonada dava um tom dark ao garoto.
— O que foi mãe? – ele disse assim que abriu.
— Não quero que se meta nos assuntos de seu pai! – ela grunhiu – Ouviu bem? Quer que aconteça a mesma coisa que te aconteceu há meses?
Ele gargalhou.
— Eu me meto quando isso diz respeito a mim! Quando tira o pouco de privacidade que eu tenho. Agora com licença! – e bateu a porta.
Sulpícia grunhiu e andou até o escritório do marido dando as duas batidas ritmadas que sempre se fez presente como sendo sua marca e um código entre Aro e ela.
— Entre esposa. – ele observou-a fechar a porta atrás de si.
— Então? O que ele nos diz?
— Que quando lhe tiram a privacidade que lhe resta é também assunto dele. – foi direta.
— Como? – seu rosto ficando obscuro – Trouxe alguém para nossa casa sem minha permissão?
— Não meu senhor. – Sulpícia se apressou – Nem mesmo ele, não sei o que ele quis dizer quanto a isso.
A mente de Aro começou a borbulhar... Sabia que o filho tinha puxado a inteligência dele e que não falaria algo sem algum sentindo, então...
Ele sorriu para a sua mulher, seus olhos vagando pelo cômodo e sua mão tateando por debaixo da mesa, então sentiu algo quase imperceptível para Sulpícia.
— Não se preocupe. Quero que as empregadas façam uma faxina completa em toda a casa, sinto o cheiro de poeira todos os dias.
— Como?
— Só o faça. Está preparada para o jantar?
— Sim. – ela disse com os olhos brilhando – Escolhi o melhor vestido.
— Cabelo solto?
— Sim, como você gosta.
*
Jacob analisava os vídeos um por um. Tinha deixado de ir na delegacia naquele dia, tinha que deixar tudo em ordem e também queria um tempo para pensar... Mas quando assistiu alguns vídeos gravados naquele dia teve certeza que seu mentor era o causador do sofrimento da sua amada e que ele escondia algo a mais que abusos e pedofília. Uma parte sua estava magoada e outra com raiva. A magoada era porque Aro fora seu mentor durante anos, ensinara-lhe tudo do que sabia de modo honesto... E a raiva era por ter sido tão inocente e por achar que por ele ter sido seu mentor não via o quão frio e manipulador aquele homem que vira nos vídeos era...
Porém o que deixava o moreno se questionando eram as ligações enigmáticas que Aro recebia sempre sobre desembarques, próximas cargas que viriam de tal País. Nunca soubera que Aro mexia com algo assim, a não ser que fosse algo ilegal... Pelo modo que falava.
Ele tomou mais um pouco de seu café enquanto ia para o vídeo seguinte que havia sido aquele dia mais cedo, ele clicou assistindo cada movimentação na casa, achando estranho não estarem na rotina a certo momento parou o vídeo.
“Que quando lhe tiram a privacidade que lhe resta é também assunto dele.” – escutou Sulpícia dizer.
Jacob observou tudo atento sem entender o que aquilo queria dizer, então percebeu uma certa movimentação de Aro em sua cadeira parecendo procurar algo e em seguida ele dizer algo como limpeza... Os olhos dele se elevaram para cima novamente procurando algo nas paredes.
— Droga! – Jacob estourou e chutou a lixeira perto dele.
Aro tinha descoberto o sistema de monitoramento.
*
— Como estou? – Renesmee perguntou.
Já eram cinco horas da tarde e a ruiva estava pronta com um vestido verde esmeralda exuberante que destacava suas curvas, mas escondia seu busto e suas longas pernas.
— Belíssima. – Jacob e Petter responderam juntos e sorriram.
Assim que o moreno viu a descoberta de Aro, Jacob decidiu não revelar a Renesmee o ocorrido, decidindo que era o melhor a fazer.
— Eu posso ir com vocês? – Petter pediu.
— NÃO! – Renesmee arregalou seus olhos e gritou, seu coração se comprimindo e seus pesadelos voltando com força.
— Que tal na próxima garotão? Vai ser um jantar de gente velha. Chato... Prometo que te levo ao Mc Donalds. – Jacob se apressou ao entender o que acontecia com Renesmee.
— Tudo bem... – o garoto disse não muito convencido.
— Da próxima vez tudo bem? – Renesmee disse e deu um sorriso abalado ao garoto. E lhe deu um beijo na testa de despedida. – Dona Bella deve estar chegando, então, enquanto ela não chega, se comporte, viu?
— Ok! – ele disse alegre de repente por estar sozinho – Tchau! – então deitou no sofá e colocou em um canal de desenhos foi a deixa para Renesmee e Jacob saírem.
— Tem que se controlar Renesmee. E se um dia Petter acabar se encontrando com ele? – Jacob disse assim que saíram da varanda e andavam pelo gramado.
— Se depender de mim, esse dia nunca acontecerá. – Renesmee disse amarga.
— Não está mais aqui quem disse. – Jacob colocou as mãos para o alto sentindo a apreensão da ruiva. Toda vez que ela se encontrava com Aro... Ela ficava assim. Mais um motivo para o moreno adiar aquela conversa que era inadiável.
*
— Senhor e senhora Volturi, por favor queira me acompanhar. O senhor Black e a srta Cullen já vos esperam. – disse um funcionário, direcionando-os até a mesa.
— Srta Cullen. – disse Aro pegando em sua mão e tocando seus lábios na pequena mão da ruiva.
Jacob sentiu a estremecer e a apertou um pouco contra si e depois fez o mesmo com Sulpícia mesmo contra a gosto.
Renesmee cumprimentou Sulpícia com um sorriso doce.
— Belo colar e seu cabelo é lindo. Qual hidratante usa?
— Um natural que eu mesma faço, depois lhe passo a receita querida. Mas o que eu mais gosto em mim, são meus cabelos.
— Porque? Você é linda. – Renesmee percebeu então o quão mais jovem Sulpícia era perto de Aro, também ao saber que a mesma era a filha adotiva dele...
— Aro gosta.
— Sim, eu amo cabelos bem cuidados, belos e naturais... – Aro se intrometeu – Posso ver que é ruiva natural, não é?
— Sim, sou. – Renesmee sentiu uma vertigem passageira.
— Pois é, são os que eu mais gosto. – ele lhe deu aquele mesmo sorriso do qual nunca se esqueceria, aquele sorriso de predador e aquele mesmo olhar brilhante cheio de malícia.
Jacob pigarreiou.
— Não vamos ficar falando só de cabelos, não é? – Jacob disse assim que sentiu a tensão no ar e as unhas de Renesmee cravarem em seu braço, nervosa e depois a viu suspirar e ir se acalmando aos poucos. E depois soltou um riso.
— É verdade, amigos. Mas então como vão os casos de vocês? Estão muito quietos... Pegando um grande casa.
— Sim, mas este caso está quase na isca. – Renesmee provocou olhando diretamente para os olhos dele.
— Cuidado para o peixe não mudar de rumo. Coisas sempre acontecem... – disse com um olhar de divertimento.
— Ah, mas ele não vai... – os dois penduraram um olhar ao outro de puro desafio.
— Então, aquele caso sobre aquele menino que morreu baleado na própria casa. O que acha Aro? – Jacob deu uma olhada rápida para Renesmee de “Pare com isso!” o que não saiu despercebido de Aro.
— Acho que foi um mero acidente do irmão menor. Já os pais são uns irresponsáveis por deixarem uma arma tão perto, no fim o próprio irmãozinho deve revelar. Mas acho que isso você sabe, não é? – ele deu um sorriso debochado para Jacob e levantou a mão e estralou os dedos, em poucos segundos um garçom estava ao seu lado. – O que o senhor deseja?
— Um Valentini, por favor.
— Mais alguma coisa? – o casal perguntou. Aro olhou para o restante e todos disseram que não.
— Renesmee querida, antes que um vinho chegue vamos ao toalhete? – Sulpícia perguntou com um sorriso teatral.
— Claro. Estou precisando também. – Renesmee sorriu amável.
Elas saíram desviando das mesas e de algumas pessoas.
— São tão belas não é? Mas tão delicadas. – disse Aro.
— Sim...
— E inofensivas e tão, tão desprotegidas. Às vezes me lamento se algo de ruim acontecer. Acho que a profissão de um delegado ou quem quer que cumpre a justiça não deveria ser para as mulheres, tanta coisa pode acontecer... – Aro disse, sorrindo-lhe esnobe. – Coisas horríveis.
— Compreendo. – Jacob disse sentindo seu maxilar durou e sua mão fechar em punhos – Mas Renesmee é uma mulher forte e guerreira. Já passou por muitas e está viva.
— Quem sabe você esteja certo. Mas no caso se eu fosse você cuidaria bem dela e claro, de você! – ele olhou para o garçom vindo – Aí está!
*
Renesmee sorriu saindo do box e indo lavar a mão. Seu coração se acelerava ao falar com uma pessoa que ela achava que sofria os mesmos traumas que ela.
— Ainda quero os ingredientes para o seu cabelo.
Sulpícia estava séria enquanto retocava sua maquilagem, uma menina fazia o mesmo ao seu lado, mas logo em seguida se foi, sobrando Renesmee e Sulpícia.
— Seu cabelo já é lindo, mas você já deve saber. – ela lhe olhou friamente e com uma voz arrogante que nada lembrava a voz doce e convidativa que ela tinha.
— Como? – Renesmee perguntou atônita.
— Só não fique no caminho dele e você ficará bem. Caso contrário... — uma mulher entrou fazendo com que a frase morresse ali. – Vamos querida. Eles já devem estar ansiosos nos esperando. – seu rosto se tornou suave e amável novamente.
Renesmee sentiu um bolo se formando em sua garganta, porém não choraria ali... Não choraria perto dela e nem demonstraria sua fraqueza.
— É claro, querida... – ela disse da forma mais falsa possível.
Depois do jantar revelador do qual Renesmee quase nunca tocara, pois soltara farpas que eram devolvidas por Aro sem se alterar. A volta para casa foi silenciosa, um silêncio constrangedor, Jacob apertava o volante com força enquanto Renesmee maquinava o próximo passo que daria, algumas vezes pedindo a opinião de Jacob que não respondia, mas parou ao perceber que Jacob estava indo para a casa dele e não a sua.
— Porque estamos indo para a sua casa Jacob? Já dormi na sua casa de ontem para hoje. – Renesmee o questionou.
— Precisamos conversar. – Jacob apertava o volante com força, seu maxilar estava cravado como um aço duro e sua feição era sombria e nervosa.
Ele abriu o imenso portão e entrou com o carro até em frente a porta, Jacob desceu e foi abrir a porta de casa, Renesmee franziu o cenho estranhando o comportamento do companheiro, afinal, ele sempre abria a porta do carro para ela, balançou a cabeça e saiu do carro, adentrando a casa e se embriagou ao sentir o cheiro de Jacob por toda a casa. Na sala, estava um Jacob andando de um lado para o outro.
— O que houve Jacob? Até agorinha você estava normal. — perguntou Renesmee com uma expressão confusa.
— O que não houve Cullen? O que você deveria perguntar é o que não houve Renesmee! – Jacob explodiu.
— Mas o quê? – perguntou atônita com a repentina explosão.
— Faz dias que estou aguentando você assumir o que é o MEU caso Renesmee, o qual você deveria nem sequer se aproximar, porque você foi vítima do mesmo!
— Então é isso? – perguntou Renesmee indignada.
— É sim! Eu juro, que tentei deixar pra lá, deixar você cuidar um pouco do caso, mas não é assim Renesmee, você está agindo como se o caso fosse seu e não é! Não é seu caso e nunca foi.
— Não é meu caso? Não foi você que foi humilhado, abusado das piores maneiras possíveis, tratado como um cachorro de um beco sujo e tendo esses pesadelos... — disse balançando a cabeça como se tentasse tirar as imagens que a atormentavam — Não foi você que teve um filho desse abusador. NÃO FOI VOCÊ!
— E é por esse mesmo motivo que você não pode assumir a porra do caso! Eu deixei pensando que você ia buscar me ajudar, mas fui levando com a barriga e nesses dias vi atitudes que vão te destruir. Aro não está para brincadeiras.
— E você acha que eu estou? – ironizou Renesmee.
— Você está colocando tudo a perder Renesmee! Está cega com essa vingança estúpida.
— Não é vingança!
— Jura? – dessa vez Jacob partiu para a ironia – Então, me diga que se um dia pegá-lo, digamos, que fosse hoje, você não ia enfiar uma bala no meio da cabeça dele?
— EU NÃO SOU UMA ASSASSINA!
— Não é, eu sei. Mas é alguém que guarda muito ódio e vai destruir tudo procurando desse modo.
— Quem soube da verdade entre a Sulpícia e o Aro ein? Fui eu! Quem foi a primeira a reconhecê-lo como o abusador? Fui eu! E muito mais, Black. Eu o estou encurralando e você... — disse apontando um dedo para a peito dele — Não mexeu um dedo!
— Não mexi? – ele riu – Você que acha Cullen, trabalho nesse caso mais do que deveria e tento mantê-la há salvo quando você não quer. E certa você está, você está o encurralando, mas sabe o problema nisso? – perguntou se aproximou de Renesmee – Ele é uma cobra. E sabe o que cobras fazem quando se sentem ameaçadas? Elas atacam antes mesmo de sua vítima obter alguma reação.
— Não se eu for mais rápida.
— Vê o quão insana você está? E eu fui tolo de deixar você pegar esse caso, coloquei meus sentimentos em primeiro lugar e deixei o trabalho de lado, mas daqui em diante farei da maneira certa.
— O que você quer dizer Black? – perguntou com a voz falhando.
— É isso mesmo que está pensando, que daqui em diante você estará proibida de se aproximar do caso e das pessoas envolvidas nele. E se o fizer, eu mesmo irei indiciá-la.
— VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! – Renesmee explodiu, estapeando-o desesperadamente. Jacob a segurou, seu olhar intenso a fitando.
— Posso como devo pela lei. E CÉUS, — Jacob a soltou quando viu que a mesma havia parado e colocou as mãos na cabeça em ato desesperado — eu te amo Renesmee, mas minha profissão é muito para mim e devo honrá-la. E é por esse motivo que devemos dar um tempo, nada disso está fazendo bem para nós.
Renesmee se afastou com um olhar de raiva, as batidas do seu coração ficando lentas e pesadas.
— Se me amasse não faria isso comigo. – sua voz era baixa e falha enquanto dava passos lentos para trás e vira-se de costas para Jacob.
Jacob bufou a seguindo, seu coração dando voltas como sua mente.
— Onde você vai? – voltou a pegá-la pelo pulso.
— Para casa! O que acha? Agora, me solte...
— Sem carro? Isso é burrice.
— É pra isso que existe táxis e meu motorista! Agora me solte.
— Eu te levo. – Jacob revirou os olhos, bufando.
— Você não percebe que quando você disse aquelas palavras... Quando disse que a-acabou. – Renesmee gaguejou, sua respiração forte em seu peito, seu rosto corado pela raiva, mas sem nenhuma lágrima tamanho orgulho.
Jacob deu alguns passos para trás com aquela palavra, como se somente aquela palavra o ferisse muito também e realmente era como se o picotassem por pedacinhos.
— Então, para não piorar nossa situação e para nosso convívio não for insuportável na delegacia, me solte. – sua voz saiu agressiva e baixa.
— Renesmee...
— Me solte ou juro que... Você não vai gostar. – Jacob a soltou e a olhou.
— Você está sendo dramática Renesmee! Comportando-se como uma criança! Então se quer assim, vá! Não vai ser você que fará com que minha conduta apodreça. – sua voz saiu doída e ferida, mas sabendo que era o certo a fazer. Sua conduta, a dela e um caso estava em jogo.
— FODA-SE! – gritou e começou a andar até o portão e depois para fora dele.
[...]
— DROGA DE MALDITO MOTORISTA IRRESPONSÁVEL! – Renesmee gritou no meio da estrada.
A casa de Jacob apesar de perto de Nova Iorque era isolada dos prédios e havia um caminho extenso para chegar até lá. A ruiva voltou a ligar para o motorista que dava para a caixa postal, foi no momento em que um carro lançou os faróis deixando a ruiva cega por alguns instantes e depois parando de frente a ela e assim ela reconheceu o carro prata. Nahuel.
— O que você faz aqui? – perguntou, mas assim que perguntou soube quem foi – Esquece! – disse Renesmee contornando o carro e entrando no mesmo.
— Jacob me ligou...
— Acredita o que ele fez? Eu só queria ajuda-lo e... – Renesmee começou a falar, sua voz alternando entre indignada e com raiva, por oras altas e outras baixas, explicando cada detalhe da briga e Nahuel a escutando e analisando tudo como um bom psicólogo faz. No final, Renesmee suspirou fortemente, mas um pouco mais aliviada.
— Você viu o que fez? – Nahuel perguntou.
— O que? – perguntou confusa.
— Teve sua primeira consulta.
— Tive uma conversa com meu melhor amigo e não com um psicólogo. – Renesmee retrucou – Não paguei nenhuma consulta.
— Mas alguém que te ama, sim.
— Eu não acredito que ele... – a ruiva começou a ficar da mesma cor do seu cabelo, começando das maças da bochecha até se espalhar por todo rosto.
— Não, não foi ele.
— Então quem foi? E eu não quero ter consulta!
— Não vou lhe dizer... E querendo ou não, vai ter. – Nahuel deu a partida no carro antes que Renesmee pudesse sair.
— Vai me forçar a falar? Pelo que eu saiba psicólogos não fazem isso, sequer podem.
— E quem disse que estou te obrigando, você já disse tudo o que queria se sentindo bem e disse tudo o que eu precisava escutar. Acha que está certa?
— Sobre o que? – ela perguntou confusa.
— Sobre a briga com o Jacob...
— E você acha que ele está certo? Você nem sequer gosta dele...
— Você não respondeu minha pergunta...
— É complicado...
— Complicado como?
— É complicado. Eu não sei, ok? Minha mente está um turbilhão, porque não me diz você?
— Se eu dizer algo e você me interpretar mal?
— Eu ficarei calada, eu prometo. – Renesmee suspirou e Nahuel assentiu, era sua deixa.
— Jacob errou em conversar com você na hora em que estava explodindo, consequentemente ele disse coisas que não queria, mas você também errou...
— Eu o que... – Renesmee começou.
— Você prometeu. – disse Nahuel dando um olhar duro para a ruiva que comprimiu os lábios em uma linha e bufou.
— Continuando, você errou, pois ele está certo... Você não está preparada para prendê-lo. Nunca esteve nem sequer preparada para vê-lo.. O caso é que estou com você desde que aconteceu e desde lá, você não chorou, você não extravasou tudo, você fugiu e aposto que os pesadelos continuam... – ele olhou Renesmee que virou o rosto comprovando o que ele acabara de dizer – E aposto dez dólares que você também tem tidos sonhos de que vai mata-lo. Eu sei que não é capaz disto, mas só se você estiver coerente e não está. Renesmee se você tiver provas contra ele agora, ninguém será capaz de conseguir te segurar para não mata-lo... Entende a gravidade de tudo isso? Quando você disse que o havia o encontrado, eu contei para Claire tudo o que eu estava pensando, tudo o que te contei, até previ algumas coisas como se intrometer no caso... A sorte é que você tem o Jacob. Pense nisso e tente se afastar, sei que é difícil, porém é necessário para sua melhora. Aliás, te espero no meu consultório.
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