Notas iniciais
[N/Destiny] Olá corações! Como vocês estão? Bom... Já vou me desculpando pela demora, mas as aulas começaram o que acaba comigo e com a L, e além do mais eu não entro no computador durante a semana, ou seja, escrevo pelo bloco de notas do celular... Bom, esse capítulo me surpreendeu, não era pra ser assim, mas achei melhor dar uma acalorada em SF, não do modo pervetido, vai demorar um pouquinho... Enfim, posso adiantar que o capítulo 8 está em andamento, o que acho que é bom, ideia borbulhando, rs!
Espero que gostem deste capítulo, foi feito com muito carinho. Dedicado à todas vocês ♥

N/L OLÁ GURIAS LINDAS DO MEU CORAÇÃO.
Como a Destiny disse estamos ocupadíssimas e por isso a demora do capítulo.
Porém estamos aqui né, firme e forte.
Então boa leitura lindas ♥

O casal entraram na imensa casa, o lugar onde entraram era uma sala onde dava acesso direto às escadarias dos dormitórios, ali não acontecia a festa, foram direcionados por um senhor que lhe deram boas vindas, Renesmee apertava o braço de Jacob levemente, o senhor abriu mais uma porta e não foi necessário informá-los que ali acontecia a festa. Entraram, a música era tocada por uma mini orquestra em um canto estratégico do salão, melodiosa e sensata, era como um sussurrar harmonioso; garçons deslizavam por todo o salão graciosamente como se até mesmo pudessem dançar equilibrando a bandeja em uma só mão. Uma linda festa. Um terrível pesadelo se tornando realidade.

Aro veio graciosamente e silenciosamente até o casal, cumprimentando-os:

- Olá Renesmee... Uma honra tê-la em minha humilde residência. – disse o Volturi tomando-lhe a mão e beijando as costa da mesma.

- Não tão humilde se o modo que penso seria pequena, mas é uma linda casa Senhor Volturi, belíssima.

- Bom, cada um tem um modo de ver diferente, não acha? Por favor só me chame de Aro. Senhor me acho mais velho do que realmente sou. – disse sorrindo.

- Como queira. – Renesmee sorriu forçadamente.

- Jacob, meu filho, finalmente conhece a minha mais nova residência adquirida!

- Sim, de fato não tinha tanto tempo, o trabalho que exercemos tem-nos na palma da mão, já que não temos quase tempo algum para nós mesmos. Mas quem é essa simpática? Senhora Volturi? – perguntou o moreno percebendo uma senhora com um leve sorriso nos lábios, que se mantinha um passo atrás de Aro.

- Sim, é ela. Sulpícia, minha mulher. – responde de modo que a apresentação fosse irrelevante.

- Prazer senhora Volturi em conhecê-la. Tem uma bela casa e as plantas e as flores são as mais magnificas que já vi. – Renesmee disse amigavelmente dando-lhe dois beijinhos em cada lado da face da senhora. A ruiva viu um brilho se acender no olhar ofuscado de Sulpícia.

- Obrigada menina, eu mesma cuido de todas elas. – Sulpícia respondeu com imenso carinho. A voz era melodiosa e calma.

- Sim, Sulpícia ama a natureza, não é mesmo querida? – Aro deu um sorriso teatral e Sulpícia assentiu levemente com a cabeça baixa, os olhos perdendo o brilho que acabara de aparecer no olhar da senhora – Precisamos receber os outros convidados, se me deem licença.

- Claro. – Jacob e Renesmee disseram ao mesmo tempo e riram da coincidência.

- Até mais. – Aro disse sorrindo para Renesmee e se retirando sendo seguido por Sulpícia.

- Você está bem? – perguntou Jacob pegando levemente na mão da ruiva.

- Sim, mas como vamos conseguir fazer o que queremos?

- Vou dar um jeito Ness, não se preocupe.

- Hunf. – a ruiva se irritou – Você e seus apelidinhos graciosos...

- Sei que gosta do apelido que te dei... – disse convencido.

- Oh, como amo! – Renesmee disse ironicamente, mas um sorriso brincava em seus lábios. Jacob soltou uma gargalhada abraçando-a de lado.

- Vamos beber algo, desfilar... Enquanto formulamos algo mais elaborado. – Jacob disse acariciando levemente a mão da ruiva, ela suspirou.

Os dois andaram cumprimentando alguns conhecidos por hora, Renesmee ligou para Scott pedindo-lhe ajuda já que o mesmo estava atrasado para a festa, ele daria um jeito, ela sabia, apesar de Leah achá-lo fofoqueiro, ele estava sendo fiel e de grande ajuda para a ruiva, se tinha alguém subordinado em que confiava era Scott.

- Black há quanto tempo! – o senhor o puxou em um abraço seguido do velho tapinha nas costas. Renesmee só sorriu por não saber quem era.

- Olá Benjamim, que bom vê-lo aqui. – disse Jacob sorridente.

- Melhor ainda lhe ver aqui, meu amigo. E quem é essa linda mulher? A sua?

- Não, sou somente uma amiga.

Benjamim sorriu sem graça.

- Mesmo assim é linda e Jacob deveria investir em você, vejo que não é casada. – Benjamim sorriu.

Jacob e Renesmee estavam tão corado que até mesmo Jacob que é moreno parecia um tomate.

- Bom... Deixe que lhes apresento Renesmee esse é Benjamim Hills e Benjamim esta é Renesmee Cullen. – disse Jacob tentando abafar o assunto anterior.

- É um prazer conhecê-lo Benjamim Hills.

- Um prazer conhece-la também senhorita Renesmee Cullen, ouvi e li muito sobre você, mas devo me retirar, é mais seguro, mas antes que eu me afaste... Não acham estranho uma casa tão luxuosa quanto esta para um mero Juiz?

- Você não foi o único Benjamim a concluir esta teoria. Que pena que tenha que se retirar, foi um prazer conhece-lo.

- Também e até por aí Black... – o homem se retirou indo para outra roda de pessoas.

- Não entendi, ele não iria embora? – perguntou Renesmee confusa.

- Ele é o nosso juiz, Nessie.

- Gostei dele.

- Hmm, interessada?

- Claro que não! Ele tem a idade de ser meu pai!

- Isso é bom, muito bom.

- Porque?

- Porque quer dizer que não gosta de coroas. Qual é seu tipo Ness?

- Eu não tenho um tipo Black.

- Então tem vários?

A ruiva bufou e revirou os olhos, o moreno sorria.

- Eu não tenho nenhum tipo e mesmo se tivesse, acredite, você não iria ser incluído nessa lista.

- Essa doeu, que pena que essa não cola mais comigo. – o moreno se aproximou da ruiva, acariciando a face de Nessie, aproximou-se do rosto dela e sorriu tocando levemente os lábios dela com o dele em um selinho longo.

Renesmee sentiu ruborizar-se, sentindo um arrepio bom passar por seu ventre quente e confortável, mas logo tomou o rubor de raiva ao sentir o moreno se afastar, ela já ia espernear por ter caído aos encantos do moreno, quando ele disse todo sabichão:

- Não vai dar um piti em uma festa, vai? – ele disse com um sorriso brincalhão.

A ruiva por sua vez apertou as mãos, virou-se de costa para o moreno e avistou Leah em um exuberante e chamativo vestido vermelho vinho. Sem avisar ao moreno Renesmee foi até a morena.

- Lee! – disse Nessie a cumprimentando e abraçando-a.

- O que faremos? O Salão não fica perto dos dormitórios! – queixou-se a amiga em um murmúrio.

- Não se preocupe, já dei um jeito. – sussurrou a ruiva saindo do abraço e sorrindo cúmplices.

Jacob se aproximou e cumprimentou Leah.

- Porque não esperou? – perguntou Jacob para a ruiva.

- Hunf. Porque teria que te esperar? Não somos grudados e muito menos sou sua mãe!

- E não é mesmo!

- Ótimo!

- Ótimo!

Leah riu de ambos com aquela discussão.

- Vocês dois parecem crianças! – a morena disse com um leve riso no tom da voz, mas o riso logo parou e a mesma tomou uma postura ereta e desconfortável.

- Estou me sentindo na casa do Conde Drácula. – sussurrou Leah escondendo a boca por trás da taça de vinho para Renesmee. Aro se aproximou. – Olá senhor Volturi, sua festa está incrível. – Leah o parabenizou

- Modéstia a sua senhorita Clearwater, quero que se sinta há vontade.

- Claro que estou me sentindo há vontade... – Leah disse de um tom irônico ao final, mas sorriu. A morena estava incontrolável.

- Querido há mais convidados... – Sulpícia sussurrou para Aro.

- Oh sim. Me desculpem, mas o dever me chama. – Aro disse. Ele se distanciou dos três e Leah não perdeu a ironia:

- Já vai tarde! – murmurou.

- Lee... Controle-se. – Jacob alertou.

- Ih Black, nem vem! Você não é meu chefe!

- Leah, odeio admitir, mas Jacob tem razão. – interveio Renesmee.

- Tudo bem, mas ele é tão dissimulado! Não lhe dar vontade esmurrá-lo, não? – perguntou Lee.

- Você não imagina o quanto. – Renesmee respondeu sombriamente e de modo feroz. O clima ficou pesado, como se uma nuvem negra estivesse acima da cabeça dos três, a ira que ela sentia era enorme e crescia cada vez mais que o via. Foi o celular dela que quebrou o efeito da tal resposta dada pela ruiva, ela se afastou atendendo o celular, era Scott.

- Scott fez o que eu lhe pedi? – perguntou.

“Sim... Olha, sei que o local de trabalho dele é um dos lugares que é o mais importante, mas não deu! Tem grades na janela”.

- Tudo bem, vou dar um jeito. Obrigado e até.

“Por nada chefia, é meu dever”.

- Trabalho? – Aro sussurrou a três passos de distância de Renesmee e a mesma pulou assustada – Me desculpe querida, é que estava perto e escutei o final da conversa.

- Tudo bem, o senhor só me assustou com essa aproximação sem aviso prévio.

- Novamente me desculpe, minha falecida mãe dizia que meus passos eram tão leves como plumas, mas não venho falar do passado, por agora. Gostaria de me acompanhar até ao escritório?

- Claro, mas há algum problema?

- Nenhum, só quero lhe mostra algo.

- Sendo assim, vou avisar aos meus amigos e iremos.

- Nossos amigos. – a corrigiu com um tom de voz que deu medo. Um tom que ela conhecia bem. – Mas não precisa, Sulpícia os levou para conhecer a estufa. Vamos?

- Bom, queria conhecer a estufa, mas fica para outra hora então. Vamos. – Renesmee soou despreocupada, mas seu coração perdeu uma batida.

Saíram do salão de festas atravessando para o outro lado da casa apressadamente e de braços dados. Entraram no recinto, a porta era madeira pura e o escritório também muito bem organizado, o escritório era enorme, com altas prateleiras de livros, uma mesa ao meio e em um canto especifico iluminada por uma luz fraca estava uma anaconda em um imenso aquário, linda, perigosa e fatal. Renesmee prendeu seus olhos azuis naquela canto do recinto

- Vejo que já percebeu Meredith, ela é inofensiva quando não atacada ou quando não está com fome, é claro, mas hoje ela se alimentou bem, não é mesmo Meme? – disse Aro pegando Meme enquanto fazia um cafuné na mesma. Aproximou a cobra de Renesmee que não deu passo algum para trás. – Passe a mão, se quiser. – a ruiva passou a mão pelo longo corpo da cobra, parecia doentil, mas ela não tinha medo de “Meme”, e sim, de quem estava a segurando. — Quer pegá-la?

- E posso?

Aro não respondeu, só tirou a taça de vinho da mão da ruiva depositando na escrivaninha, colocou a cobra no pescoço de Nessie e a ensinou a segurá-la.

- Não aperte-a, se não ela vai querer lhe apertar também. – ele disse com um brilho sombrio nos olhos. A ruiva não percebeu.

- Ela é linda. – disse com sinceridade depositando Meme de volta ao aquário.

Aro apontou uma cadeira para que Renesmee se sentasse, ela o olhou com curiosidade e um medo vacilante no olhar.

- Era ela que queria me mostrar?

- Também, mas aprecio sua companhia, preciosidade.

“Preciosidade,

Preciosidade,

Preciosidade”.

Renesmee sentiu um dejavu, seu rosto empalideceu e seu olhar foi parar há treze anos depois, pois cada palavra pronunciada não seria esquecida. Nunca.

“Enquanto a garota se debatia na terra molhada tentando fugir do que estava prestes a acontecer, então... Dor, humilhação, nojo, ódio. A menina agora mulher sem consentimento da mesma era possuída pelo monstro sem dó ou piedade... Ele sentia tensão, ela chorava de dor, tristeza e ódio, chorava convulsionamente implorando para que tudo aquilo fosse um terrível pesadelo. Mas não era.

- Você é uma verdadeira preciosidade”.

Alguém bateu levemente na porta fazendo com que Renesmee despertasse um pouco, Aro atendeu um dos seguranças saindo do escritório deixando-a sozinha, ódio se apoderou da ruiva, ela se sentia tremer, bateu no estofado várias vezes da cadeira querendo soca-lo, engoliu o grito gutural que sairia, algumas lágrimas desceram, seu rosto comprimia em ódio e fúria e então jogou a pequena bolsa longe como se aquilo pudesse alivia-la de um modo e esta abriu esparramando as poucas coisas que continham dentro dela.

- Droga! – xingou, juntando tudo e jogando dentro da bolsinha, algo preto e quase imperceptível lhe chamou atenção no chão.

A aparelhagem para pegar o Volturi, ela tinha se esquecido, mas assim que viu a pequena câmera que achou melhor ter uma delas consigo junto de um microfone, tudo fez sentido, ela estava no escritório dele, ele queria abala-la, fazê-la perder a razão, perder e ela não iria, não mesmo. Não usaria da fúria e sim da mesma peça que ele usa, a inteligência.

Ela não sabia quanto tempo tinha, o ataque de fúria poderia ter levado mais do que ela estava ciente, mas não poderia perder tal oportunidade, olhou para cima e subiu na grande escada feita para pegar os livros e no final encaixou a mini câmera, desceu rapidamente nem se abalando se poderia cair ou não e correu até a escrivaninha, se abaixou e encaixou-a de trás da gaveta. Olhou-se no espelho, enxugando os poucos vestígios de lágrimas já que a correria secou-as rapidamente, ajeitou o cabelo e passou pó compacto para tirar a leve vermelhidão que apoderara da pele da ruiva. Sorriu, eu estava perfeita. Aro tinha errado em algo, nunca pode colocar uma inimiga dentro da própria casa. Direcionou-se até Meme que rastejava lentamente pelo aquário, o coração da ruiva foi normalizando-se, ela suspirou várias vezes, pensando em Petter e em um certo moreno...

Ela pensou em Petter, ele não estava seguro, sim, ela tomava precauções com o garoto até demais, mas ainda assim tinha medo e tomaria mais precauções ainda para tê-lo em segurança. A guerra tinha sido anunciada.

Quando percebeu estava mais calma, não bem, que conhecesse a ruiva saberia que ela gritava e chorava por dentro.

Nessie agradeceu pela bendita hora que o segurança chamou Aro, não saberia o que faria, de fato, iria pôr tudo a perder. Faria uma loucura.

- Senhorita? Senhor Volturi teve que resolver alguns assuntos e pediu para que eu a acompanhasse de volta ao salão de festas. – disse o mordomo.

- Ah, claro. Estou há muito tempo aqui?

- Não muito senhorita. Por favor, me acompanhe.

Renesmee o seguiu por não muito tempo, Aro vinha ao encontro dele, Renesmee sentiu todo seu corpo em repulsa.

- Me desculpe deixa-la assim, mas tive imprevistos e como me lembrei de que ainda não dançou, não é mesmo? – ela assentiu inerte – Me concederia uma dança?

- Eu... É claro! – Renesmee sorriu forçado.

- Devo te avisar que sou um péssimo dançarino e ouvi falarem que é uma excelente dançarina.

- Não sou tão boa dançarina assim. – Renesmee ralhou para Aro que sorriu preguiçosamente.

- Só foi o que me disseram, bem, e é isso que veremos hoje, não é mesmo?

- Claro. – ela encolheu os ombros sorrindo mordendo a boca por dentro em sinal de nervoso, sentiu o gosto de sal e ferrugem e logo ficando adocicado na boca dela, sangue, ela engoliu chupando o ferimento. Eles entraram no salão e como se Aro tivesse pedido à orquestra a música mudou para uma mais calma, gélida como um iceberg, mas ainda assim ´parecendo a mais linda cantiga de ninar. Para Renesmee era um iceberg e ela estava no Titanic prestes a ser tragada pelas águas, mas ainda havia os botes.

A dança não parecia ter fim para a ruiva, ela estava enjoada pelo nojo que ele passa à ela, queria empurrá-lo e gritar para que ele não a tocasse mais. Mas não podia, não agora. Escutou a música parando e então Jacob apareceu sorrindo, mas Renesmee não se enganou pelo sorriso que Jacob dera aos dois, ela sabia que o moreno estava nervoso e aquele não era o sorriso que ela tanto amava, não era um sorriso verdadeiro.

- Aro posso dançar com Renesmee? – perguntou Jacob sorrindo falso para o Volturi.

- Claro. – ele disse com voz fingida a qual demonstrava que não estava muito satisfeito – Até Renesmee. – então se afastou.

Renesmee pousou os braços ao redor dos ombros de Jacob esticando os braços para alcança-los, ele pousou as mãos na cintura da ruiva, começando uma dança simples, mas intensa, como sempre faziam quando dançavam juntos. Os músculos tensionados de Renesmee foram relaxando aos poucos encostando a cabeça no abdômen do moreno, ele sorriu triste, sabia que essa não era sua Renesmee, não aquela forte que ele conhecia, e sim, a garotinha que passou por um trauma e que ainda os tinha, a verdade era que ela era vulnerável, ela se sentia corroída pelo passado e Jacob via isso tão claro quanto um céu aberto.

Começou outra música e Nessie não se mexeu, só queria dançar com Jacob até os pés cansarem e foram o que fizeram, sentaram em uma mesa reservada para eles, Jacob não estava mais nervoso, mas ainda assim estava agoniado.

- Quer ir para casa? – ele perguntou aflito. Ele queria fazer algo por ela, mas não sabia o que e como.

- Vamos ficar... – ela não conseguiu terminar a frase. Um garoto com roupas pretas ria histericamente, tinha na mão um bolo amassado com uma taça de vinho na outra e pela segunda vez na vida Renesmee viu Aro descontrolado, mas a conduta estava impecável como sempre.

- Saia daqui seu moleque... – a ruiva leu nos lábios de Aro, ela havia treinado porque sabia que um dia seria útil ler os lábios, mas não pensava em tal situação.

- Eu saio papai... Não por você, só não quero me envolver com gente mesquinha e manipulador como você. – assim que ele disse isso não esperou que um dos “guardas” abrissem a porta, ele mesmo o fez e fazendo com que ela batesse com toda força possível ecoando pelo salão, todos olhavam para o ponto de onde viera o riso histérico e a batida forte.

- É, acho que é nosso toque de recolher. – Nessie disse.

♥♥♥

Após o acontecimento Renesmee ficara mais calada e isso estava frustrante para Jacob, pois ele sabia que qualquer coisa que tivesse acontecido naquele escritório abalara emocionalmente e mentalmente, ela estava calada engulhando tudo aquilo para si mesma e isso o frustrava por mais que não queria se envolver com ela, sabia que já estava envolvido, querendo ela ou não, assim como ele.

- Estou preocupado com você Ness... – a voz dele não passou de um sussurro. Eles estavam em frente à casa dela, mas ela não tinha saído ainda do automóvel.

- Não se preocupe. Jake eu não lhe disse obrigada, mas agora eu digo obrigada por ter me ajudado hoje, sabe, eu não queria dançar... Com ele.

- Jake?

- Sim, se eu tenho um apelido você tem que ter também, não acha?

- Sei não... Jake? Hmm... – Ele fez uma careta com um sorriso querendo brincar nos lábios.

- Jake é mais bonito que Nessie.

- Eu gosto de Nessie. – ele deu de ombros – Mas amei Jake. – ele sorriu para a ruiva que não soube retribuir da mesma forma, no entanto, o sorriso dele sumiu, pois ele ainda via a tristeza nos olhos azuis piscinas da ruiva.

- Eu vou indo. – disse a ruiva apressadamente, Jacob fechou a mão em torno do pulso de Renesmee fazendo-a voltar imediatamente, ele se aproximou um pouco, uma corrente de choque passou pelo corpo dos dois, forte e intensa.

- O que aconteceu quando esteve com o Volturi? – Jacob fora direto.

- Ah, fomos no escritório dele, ele me mostrou a Meredith, a cobra de estimação... – ela virou o rosto para a janela do carro escondendo-o de Jacob, mas ainda assim ele podia ver perfeitamente as feições da ruiva refletidas no vidro. – Depois conversamos... E ele saiu para resolver algo e pude instalar o equipamento, aliás, Scott conseguiu instalar em outros lugares.

- Foi só isso que aconteceu Renesmee? – perguntou já sabendo que ela mentiria.

- Foi.

- Tem certeza?

- Porque eu mentiria? Que droga! Porque não acredita em mim?

- Eu não disse nada. – ele levantou as mãos – Mas me diga você. Porque você mentiria?

- Porque ele me chamou de preciosidade. – cuspiu a palavra com nojo – Satisfeito?

- E o que tem ele ter te chamado de preciosidade? Você é uma preciosidade.

- Nunca mais me chame assim. Nunca em sua vida. – Nessie gritou descontrolada e com fúria – O que tem? O que tem Jacob? – ela o olhava indignada, mas suspirou lembrando que ele não tinha culpa de nada. Ela olhou para a rua escura iluminada somente pelos postes — Ele me chamou assim da primeira vez que o encontrei em minha vida, em um beco sujo. – seus olhos estavam a distância do carro, seus olhos ganharam um brilho doloroso e sofrido – Eu estava sendo violentada por ele, ele grunhia e gemia essa palavra diversas vezes nojentamente em meu ouvido e eu só podia pedir para que tudo aquilo acabasse logo, porque era a única coisa que eu poderia pedir, ele já tinha arrancado o que uma adolescente tem de mais valor, a honra, a última pureza. Me desculpe, eu não devia te lhe dito, mas me pareceu tão certo... Eu tenho que ir. – ela murmurou envergonhada, enquanto abria devagar a porta do carro, Jacob novamente não deixou, puxou-a abraçando. Assim como ela, ele tinha entendido, Aro Volturi era quem tinha a violentado, e mais, lembrava-se dela assim como ela o reconheceu. Jacob apertou-a mais contra si, mas ela não chorou como o esperado, ela parecia relaxar ao sentir o cheiro dele, a fragrância dele a reconfortava de tal modo que a relaxava e era assim com Jacob também ao sentir cheiros de rosas, o perfume dela.

- Nessie, eu sinto muito, me desculpe tê-la forçado a dizer isso, mas eu sabia que você precisava disso. – ele suspirou – Nenhuma palavra que eu lhe disser vai amenizar o que está sentindo, mas quem sabe alguém especializado que saiba como agir e como te ajudar? Talvez alguém como... Nahuel? Ou até ele mesmo? – Jacob fez uma careta.

- Não, eu estou bem, obrigada. Estou bem. – ela dizia mais para si mesma do que para o moreno.

Jacob a abraçou novamente não se contendo, ela retribuiu e depois se afastou abrindo a porta do carro. Antes que ela saísse, Jacob disse:

- Eu gosto muito de você ou até mais que gostar.

Renesmee entendeu, mas não disse nenhuma palavra, virou-se de costas e sentiu-se ruborizar enquanto entrava em casa com um sorriso bobo nos lábios. Mal sabia ela que o destino de ambos estavam entrelaçados por um elo difícil de se quebrar desde que nasceram e que o destino estava lhe dando a chance de viver um grande amor.

Notas finais
[N/Destiny] É ele, não há mais dúvidas. Aro Volturi é o vilão de SF e ainda se lembra de Renesmee, tsc, tsc, isso não me cheira bem...
Renesmee tendo que se segurar para conseguir o que queria dele, enfim, para mim foi o mais doloroso e nojento, ela ter que se submeter à tais atos como a dança, por exemplo, mas foi preciso colocar isso, foi algo que deu um cliquê e tive que fazê-lo...
Quanto ao beijo, é são 7 capítulos e só um selinho... Não me matem! Mas é preciso essa demorazinha, nenhum relacionamento começa assim... Além disso Renesmee e Jacob tem por volta dos trinta anos, se eu não me engano ou perto disso e não são adolescentes, bom de um modo corporal, já que Renesmee está tendo seu primeiro amor (e único) somente agora, mas tem um corte profundo em seu coração, eu diria um abismo, e Jacob está conseguindo construir uma ponte até ele. Além disso, tem o segredo de ambos, Jacob nunca contou sobre a mãe e Renesmee não contou sobre Petter... Por isso a demora.
Então, o que esperam do próximo capítulo? O beijo? É, pode ser e que tal finalmente alguma ação? haha.
Espero vocês nos próximos capítulos...
Beijão ♥

N/L COMO ASSIM ESSE MALDITO LEMBRA DELA?
Gente choquei apenaxxxx
Acho que o premio da noite vai para nossa Renesmee tendo "sangue frio" em aguentar algo assim.
Agora esses segredinhos huh?
Agora vamos esperar o próximo cap, que com toda certeza vai estar baphon kkkk'
Beijos meninas e obrigada por acompanhar :)