Notas iniciais
[N/Destiny] Olá amores, por favor leiam:
As estatísticas estão deixando não somente eu, como todas as leitoras um tanto tristes, são muitos os leitores fantasmas e isso está prejudicando também você leitores que comentam, é triste, mas muitas fics estão sendo abandonados ou colocadas como hiatus por falta de leitores, há sim aqueles autores que estão sem tempo, como eu ou aqueles que estão indo para blogs, etc. Porém, a maioria está mesmo, desanimada. Não estou dizendo isso só por mim, mas por todos os autores aqui do Nyah... É isso e uma ótima leitura.

Os dias foram passando sem muita emoção ou grande acontecimentos, até então. Mas o aniversário de Petter se aproximava com uma rapidez inédita pelo menos para Renesmee que não havia tido coragem e quando ela vira já era o grande dia, o dia em que Petter nasceu.

– Bom dia meu amor! – Renesmee acordou Petter com um beijo na testa – Hoje é seu grande dia seu dorminhoco!

– Porque todo ano tenho que acordar às sete e quarenta. – perguntou tapando o rosto com a coberta sem olhar para o relógio, uma pergunta que fazia há três anos e que sempre era respondida, e depois tirou a coberta da cabeça olhando para a mãe sorrindo, coçando os olhos remelentos e bocejando.

– Pois eu te vi pela primeira vez nesse mesmo horário e nesse mesmo dia, só não no mesmo ano. – Renesmee sorriu alegremente e tristemente. Ela não tinha dado tanta importância ao filho na época, sequer se lembrava direito do rostinho recém-nascido do filho, nem mesmo aproveitara o primeiro aninho dele. Quando ele completara seis anos foi quando ela realmente participou do aniversário dele, mas mesmo assim se sentia culpada por tanto tempo perdido.

Petter abraçou a mãe com carinho, cheirando o perfume leve e suave que só uma mãe tem.

– Eu sempre te amei mamãe. – Petter disse do mesmo modo que fazia desde seus seis anos. Renesmee não poderia entender, mas para o pequeno era o começo de tudo, assim como para ela foi a aceitação.

– Vou tomar um banho! – disse Petter estalando um beijo na bochecha da mãe e pulando da cama – Jake vai vim? – perguntou enquanto se despia.

– Não sei Petter, até ontem ele não tinha conseguido permissão para ser liberado, mas acho que vem. Mas espero que não. – murmurou a última frase.

♥♥♥

– Jacob, você vai mesmo meu irmão? – perguntou uma Rachell receosa.

– Porque não iria Chell? Fui convidado, não fui? – ela assentiu – Então.

– Mas pelo o que você disse Renesmee não te quer na festa de Petter...

– Petter é o aniversariante Chell... – ele suspirou profundamente – O que acha dessa blusa? – perguntou afim de que a irmã parasse com os questionamentos.

– Está perfeito. Mas assim, eu gosto muito da Nessie, mas não a acha um tanto misteriosa? – inquiriu.

– Se quer dizer que ela esconde algo, eu sei que sim, mas ela contará na hora certa.

– Tem ideia do que seja? – insistiu a irmã.

– Que foi algo que aconteceu... Você sabe. – ele suspirou cansado – Ela não é nada minha tá?

– Homens são tão bobos quando estão amando... – suspirou penosa.

– Então o que acha irmãzinha?

– O que acho é muito forte para uma mulher grávida como eu até de pensar e já estou arriscando meu bebê demais, além do mais é ela que tem que contar a você.

Jacob riu enquanto a irmã arrumava a gola de sua blusa.

– Que desculpa esfarrapada, então você não vai? Pode até levar aquele folgado.

– Não, não vou e se eu fosse levaria sim meu folgado. – ela sorriu – Mas o que quer que aconteça, saiba que estarei do seu lado... Só a escute. – pediu.

– Tudo bem maninha, mas bem que você poderia dizer o que acha que ela me esconde, não é?

– Poderia sim, mas não sou a Nessie e não sei se o que acho está certo ou a história está completa. Mas se for o que eu penso tem algo a ver com o Petter. – disse batendo de leve a mão no ombro do irmão.

– O que Petter tem a ver com tudo isso? – perguntou Jacob divertido.

– Você percebeu Jake, sei que sim. Sua mente que não quer aceitar.

♥♥♥

Jacob chegou em frente da casa e suspirou. O que a irmã ficara tanto lhe dizendo ainda ecoava em sua mente e com isso uma dor de cabeça horrível deu-se início, ele fuçou o porta trecos do carro encontrando um remédio de dor de cabeça engolindo-o em seco, pensou mais um pouco, mas isso não ajudava em nada, se não tinha descoberto até ali, não iria descobrir nunca até Renesmee contar.

Passou sua mão com agonia pelo rosto. Sabia que Rachell tinha razão, a prova disso é que sua cabeça latejava tentando juntar as peças que antes não tentara, se tivesse sido um pouco mais observador... Mas com Petter? Balançou a cabeça, e pegando o presente de Petter saiu do carro ainda com uma leve dor de cabeça que ia sumindo devido a ajuda do analgésico.

A casa amarela estava decorada com uma entrada de adornos de balões azuis escuro. Jacob subiu até a pequena varanda, logo batendo na porta, rapidamente foi aberta por uma Renesmee que sorria, mas que ao vê-lo ficou séria, ele não percebeu, a primeira coisa que viu foi o vestido marinho que caia no corpo da ruiva perfeitamente, ele era solto e leve, ela usava uma sapatilha, mostrando uma Renesmee baixinha e com cabelos ruivos soltos. Renesmee por sua vez identificou que Jacob usava uma blusa da mesma cor que o vestido dela em V e uma calça preta extremamente apertada e sexy.

– Oi Nessie. – disse abraçando e beijando-a na bochecha logo em seguida.

– O-oi Jacob. – Renesmee respondeu receosa, contorcendo as mãos em nervoso, seus lábios tremiam de leve pelo nervosismo.

– Então, posso entrar? Vim para ajudar no resto das arrumações.

– Ainda bem que chegou! Estávamos precisando de uma ajuda masculina mesmo. – Bella sorriu amorosamente, puxando Jacob para fazer o que ela pedia.

– Jacob! – gritou Petter sorrindo e dando o cumprimento que os dois inventaram.

– Hey garoto! Feliz aniversário. – disse Jacob entregando o presente que ele logo abriu.

– UAU Jake! É demais, um X-Box, valeu cara, mesmo. – agradeceu ao moreno, abraçando es orrindo com os olhos brilhantes. – Instala pra gente? Vamos jogar videogame enquanto elas arrumam? – perguntou empolgado.

– Nã na ni não, querido, ele veio para nos ajudar. – respondeu – Renesmee venha me ajudar na cozinha. – Renesmee não protestou, somente foi até lá e esperou a mãe que instruía Jacob para fazer algo, quando Bella entrou na cozinha a ruiva quase pulou em cima da mãe.

– Mãe eu não contei a ele! – Renesmee disse com algumas lágrimas ameaçando cair de seus olhos, mas as controlou decidida. – Ele não pode ficar aqui. – disse sufocada.

– Eu te disse, não te disse? Mas você não me ouviu, se tivesse contado, não estaria assim, tão amedrontada. Hoje é aniversário de Petter então tente se controlar, além do mais, ele foi convidado a duas semanas atrás, você teve tempo suficiente para falar tudo.

– Eu pensei que ele não viria, nunca imaginaria que iriam dar a permissão por causa de uma festa.

– Você sabia filha, só não queria ver. – respondeu Bella — Agora não posso falar nada, ele já está aqui e o que podemos fazer é esperar pela reação.

– Ele vai perceber... – Renesmee deixou a voz se perder no silêncio.

– Vai, mas se ele realmente sentir algo por você vai entender seus motivos.

– Prontinho. Mais alguma coisa senhoras?

– Não sou casada Black, sou senhorita. – respondeu Renesmee.

– Por enquanto. – ele murmurou sorrindo.

A campainha tocou fazendo com que um Petter gritasse alto um “Eu atendo!”, Renesmee riu e foi até lá conferir quem eram os convidados.

Seus melhores amigos estavam ali sorrindo para Petter e entregando os presentes que sem cerimônia alguma os abriu.

– Hey Jake, já conhece meu pai? – perguntou Petter.

– Claro. – Jacob tentou entusiasmo – Olá Nahuel.

– Oi Black.

– Oi Jake... – disse Claire sorrindo para ele e indo abraça-lo.

– Ei Claire e como vai o bebê?

– Muito bem... Eu e Rachell já estamos pesquisando os melhores preços para o enxoval. – ela disse com os olhos brilhando.

– Ela me disse. – Jacob sorriu.

– E aí Clay, sabe se vou ter um irmãozinho ou uma irmãzinha? – perguntou Petter com os olhos brilhantes.

Claire fez um muxoxo.

– Não Petter... Seu irmão ou sua irmã, não quer mostrar de jeito nenhum, fizemos 3D para te dar a notícia hoje, mas está sendo um levadinho ou levadinha.

– O assunto está muito bom, mas deixe-me abraçar os meus melhores amigos. – disse Renesmee vindo da cozinha e abraçando Claire e depois Nahuel.

– Obrigada por terem vindo... Clay tem como conversarmos? – Claire assentiu ao ver a expressão da amiga e a seguiu até o quarto.

– Você tem que me ajudar... – disse Renesmee torcendo suas mãos e andando de um lado ao outro pela extremidade do quarto – Ele não pode descobrir assim.

– Quem? Descobrir o que? – Claire estava confusa.

– Jacob. Sobre Petter. – não passou de um murmúrio, mas a amiga escutou.

– Você não me disse que iria conversar com ele? Explicar-lhe tudo? Porque não o fez?

– Como se fosse fácil né Claire? Não foi você que passou pelo que passei. – cuspiu Renesmee nervosa.

– Você sabe que eu trocaria de lugar por você... – Claire encheu os olhos de lágrimas, ameaçando chorar. Renesmee a olhou alarmada, esquecera-se que sua amiga estava frágil e ainda fora injusta com ela. A ruiva ajoelhou-se em frente a loira que tentava inutilmente deter as lágrimas.

– Desculpe amiga... Foi estupido o que eu disse, e é claro que sei que você ficaria em meu lugar assim como eu faria por você. Me desculpe eu que estou nervosa... Eu não vou conseguir dizer isso a ele... E-eu... Estou perdida. – murmurou Renesmee deitando-se na cama ao lado de Claire.

– É, você está. – concordou Claire – Mas será que ele nem ao menos vai lhe ouvir?

– Eu não sei...

– Eu deveria estar te animando. – disse Claire também deitada e olhando uma mariposa que batia incessantemente na lâmpada.

– Deveria mesmo, mas não está.

– Não tem como. O que sua mãe disse?

– Ela disse que eu que tinha que resolver e que deveria ter contado tudo antes.

– Ela tem razão. – disse Claire com uma suavidade excessiva na voz como se tivesse medo da reação da amiga – Mas vamos voltar antes que alguém venha nos procurar.

♥♥♥

– Cuidado! – Renesmee gritou enquanto via as crianças correndo e uma menina cair e ralar os joelhos. – Odeio quando as mães deixam os filhos na festa e vão embora. – a ruiva resmungou enquanto marchava para socorrer a menininha.

Jacob riu enquanto via Renesmee correr com os cabelos brilhando a luz do sol e o vestido azul realçando a pele branca e o subir e descer mostrando as pernas torneadas.

A menina loirinha chorava enquanto colocava as mãos no joelho tentando de algum modo parar com aquela dor, Renesmee chegou perto e disse algo, a menina balançou a cabeça concordando, enquanto os choros foram cessando e tornavam-se somente soluços. Jacob sorriu e nem percebeu o ato.

– Eu me lembro de quando ela se machucou do mesmo jeitinho e eu fui socorrê-la. Ela disse que ardia e “piscava” muito e eu expliquei para Renesmee que a dor era a aprendizagem da vida e que aquela dar era o início da aprendizagem – Bella suspirou – Eu mal sabia que estava ensinando-a certo o tempo todo. Jacob, por favor cuide bem dela. – pediu Bella.

– Como a minha própria vida. – Jacob prometeu e ambos sorriram, enquanto olhavam Renesmee lavando a ferida da garotinha, viu Renesmee dizer algo para a menina e ela foi brincar com os demais.

– O que fofocam? – Renesmee perguntou sorrindo.

– Do dia que você ralou o joelho e eu disse... – Bella foi interrompida.

– Que a dor é um ensinamento da vida. Eu me lembro disso como se fosse hoje.

– Hey Jake, vamos jogar? – Petter apareceu com Nahuel e três amigos.

– Vamos, estou liberado dessa vez né? – perguntou Jacob rindo.

– É claro, divirta-se.

♥♥♥

– Renesmee está na hora, né? – perguntou Bella.

– Mas já?

– Vai anoitecer e há crianças pequenas, meu bem.

Renesmee suspirou profundamente.

– Ok, vou procurar por Petter.

Renesmee entrou dentro de casa olhando para baixo para não tropeçar nas crianças pequenas que brincavam pela sala, avistou Nahuel e Claire conversando felizes.

– Nahu, viu Petter? – perguntou Renesmee, assim que viu Nahuel torcer o nariz soube com quem ele estava.

– No quarto dele com o Black. – disse como uma criança birrenta.

– Vou chama-lo para cantar o parabéns. Podem me fazer o favor de chamar as crianças?

– Claro, pode deixar Nessie. – respondeu Claire sorridente enquanto puxava um Nahuel ciumento e carrancudo

– Obrigada. – agradeceu enquanto se dirigia aos quartos, ouviu murmúrios ao chegar na porta do quarto.

– Porque está me fazendo tantas perguntas desse tipo? – Jacob perguntou bastante curioso.

– Quero ser delegado um dia, pode pegar todos os ladrões do mundo e colocar todos preso. – Jacob riu com a ingenuidade do garoto. Renesmee sorriu ouvindo da porta.

– Então você vai ser um grande delegado, garoto.

Renesmee bateu na porta, abrindo-a logo em seguida.

– Petter, meu amor, está na hora dos parabéns. – Renesmee disse engolindo em seco e olhando para Jacob.

– Ok, então vamos! – disse Petter puxando a mãe, Jacob ficou para trás rindo do garoto. Era incrível como ele podia ser tão inteligente e ingênuo ao mesmo tempo.

A sala estava cheia de crianças falantes e animadas, umas cansadas fitava o bolo com fome, Renesmee posicionou-se juntamente de Petter e Nahuel, as luzes foram desligadas enquanto Bella chegou com o bolo em mãos e as velas acesas soltando fagulhas e um enorme número treze no meio do bolo.

Renesmee batia palmas, e dissimulava o sorriso, mas seu olhar estava de frente a um moreno que sua expressão ia mudando para cada vez pior... Jacob quando olhou para o número no bolo, não queria acreditar, mas não tinha outra verdade, ele já havia visto o relatório policial de Renesmee várias e várias vezes e as contas batiam...

Sufocado e apertado demais, foi o que Jacob sentiu quando tudo fez sentido sem que ninguém percebesse, exceto Renesmee, rompeu pela porta, seu peito parecia explodir e a dor de cabeça retomou com total força.

A cabeça do moreno rodava e doía, ele olhou para o céu já estrelado sem vê-lo, puxou o ar tentando retomar a consciência, pegou a chave do carro no bolso e foi em direção do mesmo. Tudo que Rachel lhe falara, que Renesmee escondia, dos choros, da arma secreta, do DNA que ela dizia ser fácil...

– Vai desistir mesmo? Você me prometeu Black. – a voz da Bella explodiu a noite.

– Eu vou protege-la, foi o que eu te prometi... E-e eu não sei o que pensar. Ela mentiu para mim ou me escondeu, eu não sei nem o que pensar. Droga!

– Você quer ouvi-la? – perguntou – Ela vai te explicar tudo... Ela queria te contar, ela tentou diversas vezes até aqui. Mas não é fácil assim, imagine o quanto difícil é para ela falar desse assunto, ela nunca contou a ninguém, nem mesmo Leah sabe.

– Porra! Estou confuso. – Jacob rosnou.

– Fica dentro do carro e tente se acalmar. Se não conseguir, vá embora.

– Não, eu quero falar com Renesmee e depois... Eu não sei. – disse puxando os cabelos.

– Só a deixe explicar e logo tudo será esclarecido Vou voltar para dar a informação para Renesmee, ela está uma pilha de nervos. – ela suspirou — Renesmee parece ser totalmente forte, mas ela ainda sofre. Só faz da dor o ensinamento para a vida.

Jacob a acompanhou até a varanda sentando-se na mesinha ali, apesar das crianças gritarem alvoroçadas por um pedaço de bolo e uma bela confusão na pequena casa Jacob não escutava nada, sua mente estava bem longe dali e ele sabia que Bella estava certa.

Jacob lembrou-se da vez que viu Renesmee tão vulnerável, o choro que ele presenciara naquele dia e o abraço desesperado da ruiva – o primeiro abraço – e então a primeira vez que viu Petter e Renesmee ficara nervosa, mas mesmo assim ele criou uma afeição pelo garoto de modo surreal, a primeira dança que tiveram, o primeiro selinho, os apelidos...

– Jacob... – a voz da ruiva saiu fraca. Ele olhou para ela através da penumbra do local em que estava sentado, mas não respondeu –Sei que eu deveria ter lhe contado, mas não é tão fácil como parece. – disse sentando-se ao lado dele e olhando para o céu estrelado. – Como você sabe foi Nahuel que me encontrou e também por achar que me amava ofereceu para ser pai de Petter. – o moreno assentiu – Passados alguns meses descobri estar grávida pela médica que havia me medicado, tomei tudo certinho, mas mesmo assim... Aconteceu. Minha cabeça rodou com tantas perguntas que me dava dor de cabeça, mas uma parou... Esse ser tinha culpa pelo o que me aconteceu? E foi quando decidi ter Petter, mas eu não estava certa na minha decisão, quando Petter nasceu convenci-me de que ele poderia ser como o genitor dele, mas não foi e perdi cinco anos da minha vida tendo medo do meu próprio filho. – ela suspirou – Petter sempre foi inteligente e carinhoso, é claro que eu me afastava. Um dia em que eu voltava da faculdade minha mãe assistia a uma reportagem sobre abuso e Petter estava junto dela, repreendi minha mãe com o olhar, queria que ela evitasse qualquer coisa em relação aquele assunto e então senti-o abraçando minhas pernas e tentando chamar minha atenção, não correspondi fingindo prestar atenção no que se passava na televisão, mas eu nunca poderia saber o que viria e então ele disse com uma voz inocente “Mamãe, vovó me disse que eles obrigam as meninas a namorar... Eles são tão maus! Tão nojentos”, eu o abracei me culpando por tudo, pois fui burra, eu disse para ele que o amava tanto... E ele simplesmente disse que sempre me amou. – a ruiva disse chorando pela culpa.

Jacob ainda escutava-a sem expressar nenhuma emoção no rosto, o olhar vago como se imaginasse a cena com um Petter mais novo e uma Renesmee mais jovem e menos madura.

Renesmee tomou ar, continuando:

– Foi ai que compreendi que fiz o certo. Eu não o matei e que por mais que muitos possam me julgar, eu me orgulho dele, eu o amo mais que qualquer pessoa. Eu o amo mais do que amo você, Jacob.

Jacob saiu da penumbra em que estava seu rosto sério, mas suave e leve, como se uma carga enorme tivesse sido tirada de seus ombros. Renesmee tinha pequenas lágrimas que rolavam do seu rosto macio. Ele se aproximou mais e mais... A dor que ele sentia e o desespero haviam sumido. Ele limpou as lágrimas da ruiva com as pontas dos dedos delicadamente, os rostos perigosamente próximos, o corpo de ambos clamando pelo beijo, mas não fora Jacob que dera o passo.

Renesmee aproximou-se dos lábios do moreno em milésimos de segundos, e então sentiu a textura a maciez dos lábios de Jacob sobre os seus, as mãos dele pairaram sobre a cintura de Renesmee aproximando-os mais ainda, a ruiva estremeceu com o contato e ambos gemeram permitindo a passagem da língua, e então o gosto do beijo, uma mistura de chocolate com morangos ou até mais que isso envolviam-se em uma batalha sem perdedores, só ganhadores, os corações batiam juntamente em uma canção de amor, o cheiro, o gosto, as carícias... Só existia eles dois naquele curto momento. As estrelas haviam sumido, a varanda, as cadeiras que estavam sentados, a festa, as pessoas... Eram só eles dois, em um mundo só deles em meio a bilhões de pessoas. O ar foi faltando recobrando a memória de ambos, de onde estavam e quem eram, deram selinhos de leves sentindo pequenos choques, as testas colaram-se, abriram os olhos sorrindo um para o outro, os olhos deram eram de um azul piscina que brilhava como a lua e o de Jacob brilhava como um universo estrelado.

– Você tinha razão*. – Renesmee sussurrou.

– É, eu tinha. – ele responde abobalhado.

– Eu te amo. – ela sussurrou bem baixo, ainda tinha que se acostumar com o sentimento entre homem e mulher.

– Eu te amo muito mais. – Jacob respondeu tomando-lhe os lábios novamente e em meio ao céu estrelado se beijaram mais e mais.

Voy ahogando el miedo en el rio de mis sueños
limpiando las heridas, recuperando el tiempo...

y no es ningun secreto que el amor me daba miedo
pero encontre en tus ojos el valor que le faltaba al corazón

Te ofresco mis recuerdos, te regalo mis silencios
porque al despertar contigo
todo tiene sentido

voy rompiendo esquemas, defendiendo mis ideas
Confiando en el camino que me dicta el corazón
voy con la certeza que al final valdra la pena
angel del destino quiero estar contigo

tu tienes la llave que descifran mis silencios
tu mejor que nadie sabes lo que siento

antes de encontrarte me perdi en el intento...
Pero encontre en tus ojos la raazon para creer en el amor

Notas finais
[N/Destiny] E aí gostaram? Espero que sim, demorou, mas foi feito com muito carinho.
É isso lindos... Finalmente o beijo, só o beijo. Fui melosa? Espero que não.
Beijão e até mais... ♥