Notas iniciais
Capítulo dedicado à Demonorvampire e GabyHarunos2! Adorei as recomendações, lindas! Obrigada! Capítulo novo, gente! Beijos!

O coração batia sem parar. À medida que Sakura chegava ao salão vasto, um misto de medo e ansiedade acertava-a em cheio. O momento de levar seus planos aos ouvidos dos aliados tinha chegado e ela não fazia ideia de como todos reagiriam, – principalmente a respeito de Lain.

–Você aceitou a presença de Sasuke nessa reunião?

A pergunta de Lain intrigou Sakura que, aturdida, olhou para baixo, e viu Sasuke sentado em seu trono; como sempre fazia em momentos iguais àquele.

–Não. – disse sessando os passos. –Não vai dar certo. – suspirou alto e desanimou-se. –Ele deve achar que bolaremos um plano de fuga sem ele por perto.

–Como se ele não fosse capaz de nos ouvir à distância. – comentou Lain se posicionando ao lado de Sakura. –Ninguém vai me aceitar de novo e isso me dá um pouco de insegurança.

Sakura observou o nervosismo da irmã e, admitiu para si, que estava na mesma situação dela.

–Tenho que enfrentar a todos. – disse a si mesma antes de prosseguir.

O falatório era moderado entre os mortais. Posicionados de cada lado, os vampiros comportavam-se como guerreiros prontos para atacar qualquer um que se manifestasse.

–É Sakura! – falou Ino chamando a atenção de todos.

–Sakura!

No topo da escada Sakura parou e, perdida diante da visão do seu povo, ficou imóvel.

–Sakura! Por favor!

Atordoada com outra voz, qual ela não conhecia, a rosada virou o rosto bruscamente, tentando achar a pessoa que chamava por ela.

–Sakura! Sakura! Sakura!

–Sakura! Sakura!

De repente, uma infestação de vozes, desconhecidas, chamou por ela. O alvoroço na multidão se alastrou rapidamente. Impacientes com a balbúrdia, vampiros que tentavam manter o controle da situação golpeou alguns dos homens que tentaram ultrapassar a barreira.

–Não os machuquem! – ela gritou, paralisando ambos os lados. –Mantenham o controle, por favor! – pediu chegando às pressas na multidão. –Eu vou libertar todos vocês! Eu só peço um pouco mais de calma. – falou virando de um lado a outro. Diante de tantas pessoas desiludidas e estressadas, ela era um ponto minúsculo no centro deles. –Por favor! Mantenham a calma! Eu preciso falar com todos!

–Já ouvimos essa mesma história antes! Você é incapaz de nos proteger! – gritou uma mulher tentando chegar perto de Sakura.

–Por que não diz logo que você se tornou um deles! – gritou um homem.

–Não é verdade! – defendeu-se sem sucesso.

–Você é tão incompetente quanto os seus pais! Nós também acreditamos neles! – gritou outro.

–Não a queremos como líder!

–Você é um deles agora!

A multidão se desesperou em meio ao protesto. Atento à movimentação conturbada daquelas pessoas incrédulas, Sasuke se levantou bruscamente da cadeira, e avançou os passos em direção da multidão. Ele não mais avistou Sakura, mas conseguia escutar a voz dela, firme e já esgotada.

–Saiam da frente! – disse derrubando homens e mulheres que se aglomeraram em completa desordem.

–Vocês não entendem o que está acontecendo!

Novamente ele a viu e no mesmo instante ela desapareceu. As pessoas complicavam a chegada do vampiro até o centro da confusão e isso o irritava profundamente. Perdendo de vez a paciência, ele voou alto, e teve uma visão privilegiada de tudo abaixo dele.

–Por favor! – tentara, inutilmente, conter as pessoas, mas aquela tarefa era árdua e quase inalcançável. –Eu...

–É inútil seus esforços. – disse Sasuke segurando-a pela cintura, que ele facilmente abraçou com as mãos.

–Mas... – tentou protestar, mas respirou em alívio quando se viu protegida. –Eu sei me cuidar. – embora quisesse tirar as mãos dos braços fortes dele, ela não conseguiu soltá-lo.

Eles ignoraram a confusão da multidão e se permitiram apreciar um ao outro, mesmo que nada fosse dito. Seus olhares diziam mais que palavras. Toques gentis e leves de mãos diziam mais que palavras.

–Preciso contê-los. – constrangida, devido o tempo que manteve o olhar, Sakura afastou-se de Sasuke, de forma repentina. –Eles não me escutam.

Impaciente com o barulho infernal de homens e mulheres, Sasuke olhou em volta da multidão de pessoas, e fez um aceno sutil de mão aos homens que, prontamente, chegou a ele.

–Traga os cães.

–Sim, senhor! – disseram juntos, sumindo entre as pessoas.

–Sasuke... – apavorada com o que poderia acontecer àquelas pessoas, Sakura observou Sasuke com certa indignação. –O que pretende fazer?

–Acalmá-los. – respondeu sério. –Da pior maneira possível, se assim eles quiserem.

Rangidos de dentes e latidos ensurdecedores alarmaram a todos. Ao vê os monstruosos animais, Sakura lembrou-se do dia que suas habilidades foram testadas neles. Eram animais ágeis, bravos, e incapazes de obedecer a um chamado autoritário. Ela não imaginava como Sasuke poderia controlar aquela gente usando cães monstruosos.
A cada latido vociferado dos animais, as pessoas recuavam assustadas. As feras babavam e observavam suas vítimas atentamente.

–Quanto mais barulho vocês fizerem, mais irritados esses animais ficarão. – disse Sasuke, indo até os cães.

Sakura observou a cena e surpreendeu-se ao vê os animais recuarem para trás com a aproximação de Sasuke. Então ela pôde enxergar os olhos dele, vermelhos e ameaçadores.

–Eles são todos seus, Sakura. – falou o vampiro em tom sério.

–Obrigada. – agradeceu virando-se para a multidão. –Eu sei que vocês esperavam que eu viesse aqui na frente e os libertassem. Eu prometi a mim mesma que farei isso, cedo ou tarde, mas para isso, precisarei da compreensão de todos. – atenta a cada olhar enraivecido, ela deu um passo à frente. –Como todos sabem, Madara Uchiha está preparando seu grande ataque. Estima-se que ele manipulou uma grande quantidade de homens para lutar a seu lado, outros estão com eles por que assim planejaram sem que soubéssemos. – explicou avançando alguns passos. –Estamos em menor número agora e não sobreviveremos se lutarmos com individualidade.

–Aonde você quer chegar, Sakura? – perguntou Tsunade.

–A única maneira de sobrevivermos ao ataque de Madara, é unindo nossas forças com os vampiros. – como ela já esperava, os cochichos dominou a paz. –Parece uma ideia horrível, mas é a única maneira de...

–O que vai acontecer quando essa guerra acabar? – indagou Naruto, calando a multidão. –No fim da guerra, vamos todos ser bons amigos? – perguntou com ironia.

–Quando isso acabar, todos terá o direito de fazer escolhas para suas vidas. – a surpresa foi evidente no olhar de todos. –Estarão livres para escolherem onde morar. O reino Haruno não existirá mais.

Sasuke observou Sakura com fixação. Sem dúvidas levar àqueles planos a público estava sendo um verdadeiro martírio para ela.

–Eu só peço que vocês aceitem essa aliança. É para o bem de todos. – reforçou o pedido, fechando os olhos lentamente.

O abrir e fechar de asas despertou a curiosidade da multidão. Olhares atentos e preocupados focaram o teto; parecia que milhares de pássaros pousavam sobre ele.

–O que significa isso? – indagou Sasuke, percebendo a agitação dos cães.

Lain, que estava afastada de Sakura, levantou a cabeça em abrupto, enxergando sombras gigantescas sondando o lugar.

–Sakura... – assustada a Lain deu passos urgentes para trás e virou-se rapidamente na direção de Sakura. –Mas o que... ?

Interrompeu-se ouvindo um estrondo monstruoso na porta. Atordoada, a caçula dos Haruno saiu correndo, provocando pânico nas pessoas.

–Sakura! – gritou tentando chegar até a irmã, mas uma montanha de escombro desabou sobre ela.

–Lain! NÃO! – desesperou-se ao vê a irmã sendo soterrada por uma enxurrada de concreto e aço. –Lain!

Sasuke agarrou-a pela cintura e a levou ao topo da escada. Um exército de homens invadia a mansão.

–Sakura, preste atenção.

–Lain... Eu tenho que salvá-la!

–Ela morreu! – disse segurando delicadamente o rosto conturbado. –Temos que unir forças ou toda essa gente morrerão.