Notas iniciais
Capítulo postado!

Espero que gostem, beijos!

–A senhora só vai comer isso?

A mulher ficou abismada ao vê que sua senhora mal havia beliscado o jantar.

–Estou satisfeita, Yoko. Obrigada.

A criada passou a recolher os objetos e as refeições da mesa e não percebeu que Sakura se inclinou tentando vê algo no imenso corredor.

–Você sabe se Karin já terminou de organizar a viagem?

–Uh. – Yoko pôs as mãos na cintura e fez cara pensativa. –Ah, sim! Não faz muito tempo que ela saiu do salão principal e o Lorde já está com alguns homens ao redor da fronteira. Sabe, ele não quer que nada de mal lhe aconteça.

–Eu sei.

Ela respirou fundo, como se um grande peso estivesse empilhado em suas costas. Pensativa, deixou a sala de jantar, onde fazia suas refeições sozinhas, e foi à procura de Karin.
Deparou-se com a raiva confiscando as últimas bagagens no porta-malas do carro e de longe Sakura notou que ela estava levemente tensa.

–Tudo pronto?

A ruiva virou-se para trás, observando a expressão inquieta da rosada, e encostou-se ao carro cruzando os braços, sem tirar os olhos de Sakura.

–É melhor você tirar essa expressão tensa da cara ou Sasuke desconfiará de algo. – Sakura alisou os braços como se quisesse afastar o nervosismo. –Espero que você tenha pensado melhor sobre seus planos.

–Admito que estou muito confusa, mas sinto que eu não posso voltar atrás.

Karin ficou de pé, se virando para o carro, e bateu o porta-malas com força.

–Vamos para o seu quarto.

Chegaram ao quarto e Sakura logo fechou a porta.

–Que horas Sasuke sairá?

–Antes do sol nascer. – respondeu Karin pensativa. –Mas pode ser que ele se atrase.

–E quando ele retorna?

–Isso é um problema. Normalmente ele nunca avisa quando retornará, mas posso afirmar que ele não ficará por lá mais que dois dias.

–Uh. – Sakura, entretida na conversa, passou a andar de um lado a outro calmamente. –E esse ele pedir para falar comigo por telefone?

–Não se preocupe. Com certeza ele perguntará por você, mas eu responderei todas as suas perguntas.

–Fico mais aliviada agora.

–Não tão depressa. – Karin cruzou os braços e a olhou severamente. –Eu ainda não disse que vou te ajudar.

Sakura estreitou os olhos.

–Faça como quiser, não vou culpa-la por que você não quer arriscar seu pescoço. – Karin não disfarçou o embaraço. –Pode não parecer, mas tem muita força dentro de mim, mais do que vocês pensam.

Karin sorriu para ela, logo em seguida soltou um longo suspiro.

–Você vai precisar de uma capa preta, uma ou duas armas, e um guia.

–Você vai me ajudar? – perguntou Sakura, surpresa.

–Sem minha ajuda você não vai conseguir escapar. – Sakura concordou. –A vigilância foi redobrada e a fronteira está mais inacessível que nunca, mas com um bom guia você pode chegar a seu destino sem dificuldades.

–Então... Você irá comigo?

–Eu não posso sair daqui por nada nesse mundo, mas Suigetsu pode.

–Ele não ia concordar com isso. – disse Sakura não acreditando que o homem que considerava Sasuke como um amigo iria traí-lo só para ajudá-la.

–Suigetsu não tem um cérebro invejável, me admira ele ter um, mas ele acha que tem algo errado com Madara e, consequentemente, com os irmãos Uchiha.

–Ainda assim, não vejo motivos para ele se arriscar tanto.

Karin suspirou alto e se sentou na cama cruzando as pernas.

–Madara foi o responsável pela morte da família dele. – revelou sem muito querer entrar nos detalhes. –Ele nunca pôde vingá-los, até porque ele nunca se achou forte para tentar tal coisa, e nunca pôde contar com Sasuke ou outra pessoa.

Sakura notou que havia peso em suas palavras, como se ela se culpasse por não ter sido o ombro amigo que Suigetsu precisava ter naquela época.

–Mas agora ele vê em você a ajuda que esperou por todos esses anos. – disse voltando a si. –Na verdade, há muitos aqui que vê esperança em você, então não os decepcione.

Ela não iria decepcionar, seja lá quem fosse a pôr suas ultimas esperanças nela. Sua decisão já estava tomada e nada a faria voltar atrás.



8h 00min da noite

Novamente Sakura olhou pela janela, buscando algum sinal que denunciasse a presença de Sasuke, mas ele não estava em parte alguma ali, nem sabia a que horas ele retornaria. Assim era melhor, pensou ela pegando papel e caneta, e foi para o banheiro. Trancou a porta, sabendo que ninguém entraria ali sem antes bater, e se sentou no chão com os joelhos dobrados, servindo de apoio para ela escrever.


Querido Sasuke...

Eu nunca fui muito boa ao me expressar através de uma carta, mas tentarei passar meus sentimentos a você através desta.
Você tem dito Não para muitas coisas e houve um tempo que eu cheguei a aceitar sua tolerância. Mas tanto você, quanto eu, temos ponto de vista diferente, e ao perceber isso, decidi que já estava na hora de muitas coisas mudarem de forma.
Sinceramente, não sei o que vou colher no futuro, nem se Nós estaremos no presente daqui a alguns dias, mas tenho certeza de que viverei sem arrependimentos se esse passo for dado agora. Talvez você nunca entenda meus motivos, nem meus esforços, mas entenda que não fiz isso, unicamente, para que a paz volte a se estabelecer, mas para curar as feridas internas que nunca cicatrizaram em seu coração.
Você nunca parou para pensar se valia a pena ou não saber de onde vem tanto ódio? Por que você não consegue encarar as coisas de frente quando seu irmão está envolvido? Eu gostaria que você fizesse essas e outras perguntas, assim como tenho questionado silenciosamente. Eu quero respostas, como você também deseja ter, mas não pude esperar por elas... Espero que possamos buscar pelo mesmo objetivo, e quem sabe até, encontrar a paz juntos.
Desculpa se te decepcionei...


Com todo amor, Sakura.


Enquanto observava a carta, as lágrimas caíam desenfreadas pelo rosto. Sakura não as repeliam, somente queria apreciá-las, e senti-las como há tempos não sentia.
Ela não sabia que tipo de sentimento se apossava de si agora, a tal ponto de deixa-la profundamente triste, como se tivesse se despedindo ‘dele’. Sakura sabia que poderia falhar e se comprometer seriamente, mas queria correr esse risco. No fundo, ela ainda acreditava que tudo daria certo.



11h 15min da noite

A porta do quarto foi aberta chamando a atenção de Sakura que, imediatamente, olhou na direção da porta, cruzando o olhar com Sasuke.

–Pensei que você nunca chegaria. – disse deixando o livro de lado. –Onde você estava? Fiquei preocupada com seu sumiço.

–Você deveria estar dormindo. – Sasuke pegou uma garrafa de vinho e uma taça. –Essas viagens sempre me deixam estressado, porque tenho que resolver milhares de coisas antes de sair.

De uma só vez ele engoliu o líquido alcóolico da taça, demonstrando está realmente insatisfeito.

–Você... – depositou toda a atenção em Sakura que estava distraída. –, está se sentindo bem?

–Hã? – levantou a cabeça rapidamente e sorriu para ele. –Sim. Claro.

Sasuke continuou com os olhos fixos nela, como se tivesse a estudando, e de um a um botão começou a desabotoar a camisa. Sakura ainda conseguia corar ao vê-lo se despindo e isso agradava Sasuke.

–Te fiz esperar muito?

Sua voz era de malícia e seu olhar era de desejo. Ao constatar que ele estava pensando que ela ficara acordada todo aquele tempo porque queria sexo, Sakura enrubesceu violentamente.

–Então é verdade? Você queria sexo mesmo.

–Claro que não! – gritou ela atirando um travesseiro nele, mas que acertou em cheio a garrafa de vinho que só não se quebrou porque Sasuke apareceu no exato momento que ela ia ao chão.

–Que péssima mira você tem.

–Minha mira é ótima. O problema é que você trapaceou. – acusou ela apontando o dedo para ele.

–Você chama isso de trapaça?

No mesmo instante ele estava em cima de Sakura, com os braços dela acima da cabeça e os pulsos presos numa mão dele. Sakura lutou tentando se soltar, mas se deu por vencida por não ver o resultado; e ela sentia que, quanto maior seu esforço, mais excitado Sasuke ficava.

Levemente a mão fria e áspera dele tocou o rosto dela, fazendo-a fechar os olhos, e segurando o queixo delicado, ele forçou-a gentilmente a ir de encontro a seus lábios sedentos. Sakura acariciou docemente a nuca pálida, maranhando os dedos entre os fios de cabelo negro, e bruscamente aprofundou o beijo.

Ele cheirava a suor e álcool, e isso a excitava intensamente. Completamente envolvida no calor da sedução, ela deixou as pernas macias deslizarem pela calça dele, incentivando-o a se livrar dela. Sem quebrar o beijo ele se livrou das últimas peças de roupas e nu se acomodou novamente entre as pernas sedosas.

Sakura gemeu alto quando o sentiu entre suas pernas, o desejo em si cada vez mais incontrolável, e deixou-se ser despida. A camisola foi arrancada, revelando os mamilos enrijecidos pelo prazer. Suas costas arquearam quando a boca fria dele os tocara, provocando-os, e pouco a pouco ele desceu até encontrar sua calcinha. Ela gemeu baixo ao sentir as unhas afiadas dele passear por ali, em seguida o elástico da sua calcinha se rompeu. Ele acariciou-a naquele lugar, seu doce desejo, e sentiu prazer ao vê-la responder com gemidos toda vez que sua língua a tocava.

Sem mais resistir ele a penetrou furiosamente, como se não pudesse mais se conter, e Sakura abraçou fortemente sua nuca. Os movimentos eram fortes, quase que a sufocando no próprio prazer, mas ela o incentivava a se aprofundar mais. Sasuke apertou-a pela cintura, segurando-a bem forte, e estocou-a até ouvi-la gritar seu nome várias vezes.

Ele estava maravilhado... Completamente apaixonado e vulnerável ao senti-la nua em seus braços... Suada, entregue ao desejo do seu corpo. Pouco a pouco Sasuke aumentou os movimentos e tentadoramente arranhou a curva do pescoço dela com as presas.

‘Sa-su-ke...’

Sakura se contorceu nos braços dele, sentindo medo e prazer ao mesmo tempo. Sasuke inclinou a cabeça para trás, soltando um urro monstruoso; observando Sakura com seus olhos escarlates. Ela não o reconhecia naquele estado possesso, então se arrastou para trás sem tirar os olhos dele. Sasuke se afastou dela, com a respiração irregular, e manteve uma boa distância entre eles.

–Sasuke...

Ele respirou fundo, regredindo as presas, e aos poucos voltou a seu estado normal.

–Você está bem? – perguntou Sakura se levantando.

–Não se aproxime ainda, é perigoso.

Cuidadosamente ela pôs a mão no pescoço, constatando que ele estava levemente ferido.

–Tem sido muito difícil resistir a seu sangue. – Sasuke respirou forte novamente, mantendo de vez o controle. –Eu tenho que transformá-la ou... Não quero deixá-la em perigo.

–Eu entendo. – Sakura foi a ele, e o abraçou com cautela. –Você tem me dado tempo para muitas coisas, e já é hora de eu recompensá-lo.

Sasuke correspondeu o abraço.

–Quando eu voltar muitas coisas será diferente.

–Sei que será. – deitou a cabeça contra o peito dele e fechou os olhos pesarosamente. –Darei o melhor de mim, Sasuke...



7h 2min da manhã

Assim que o carro passou pelo portão de aço e sumiu na densa floresta, Karin correu para o quarto de Sakura, levando consigo um lençol como embrulho.

–Sou eu Sakura, Karin!

A porta foi aberta cautelosamente e Karin entrou, logo em seguida Sakura trancou a porta. A ruiva pôs o lençol sobre a cama e o sacudiu deixando vários objetos, inclusive roupas, caírem.

–Vamos! – Karin ajudou Sakura a se livrar do vestido que usava e foi passando para ela as roupas que deveria vestir agora. –Não tire o capuz por nada, senão logo reconhecerão você.

–Pode deixar.

Sakura vestiu uma calça preta, bota preta, blusa preta e capa preta. Daquela forma ela seria uma vampira como outra qualquer.

–Suigetsu vai te proteger todo o tempo, mas ninguém garante que vocês não serão atacados. Por isso você levará uma arma a laser no cano da sua bota, e outra do lado da sua cintura. – disse entregando as armas e atentamente Sakura examinou os objetos letais.

–Mas... Não há ninguém, além dos meus homens, que sabe fabricar armas como essa. – Sakura olhou Karin, um pouco confusa. –Como vocês conseguiram?

–Isso é muito fácil. Sempre há um ou dois que nos fornece armas como essas, e, às vezes, coisas bem melhores. – Sakura estava perplexa. –Você não sabia?

–Eu sempre desconfiei da lealdade de algumas pessoas, mas nunca tive provas para leva-los à prisão. – ela guardou as armas. –Mas sempre haverá corruptos em qualquer lugar desse mundo, não é? – ajeitou o capuz.

–Seja breve com o Uchiha e não se esqueça de nada o que tem a dizer a ele. Se lembre de que não haverá uma segunda vez e nem mesmo sabemos se seus esforços valerão a pena.

Sakura suspendeu parte do colchão, tirando de lá um envelope que ela manteve longe do olhar de Sasuke, e o entregou a Karin.

–Se algo dá errado... Eu quero que você entregue essa carta a Sasuke.

Karin observou o envelope.

–Se ele chegar a ler essa carta... é porque tudo acabou.

Alguém bateu três vezes na porta, com intervalo mínimo de três segundos.

–É Suigetsu. – anunciou Karin passando uma pequena bolsa para Sakura. –Em uma hora vocês estarão lá. Agora vá!

Sakura acenou com a cabeça, mas antes de sair pegou Karin de surpresa com um abraço rápido.

–Eu nunca vou esquecer o que você está fazendo por mim.

Karin ainda estava paralisada com o ato inesperado da humana, e nada disse.


*x*x*x*x*x*


O chão estava escorregadio, dificultando os passos, e a neblina densa dentro da floresta tornava tudo ainda mais difícil para Sakura.

–Seria bem mais rápido e fácil voar até lá, mas é melhor chegarmos pelo chão.

Suigetsu estendeu o braço para Sakura e assim que ela agarrou sua mão ele a puxou para cima, pulando um pequeno riacho.

–Obrigada. – agradeceu continuando o percurso. –Por que você está me ajudando?

Ele permaneceu calado e olhando-o pelas costas Sakura aguardou a resposta.

–Karin deve ter soprado algo, não?

–Ah, sim, mas ela não quis entrar em detalhe.

–Melhor assim, afinal você não está aqui para bancar a terapeuta. – Sakura esboçou um pequeno sorriso ao ouvi-lo.

–O que há entre você e Karin? – perguntou sem aguentar a curiosidade. –Eu os vejo sempre discutindo, trocando farpas, mas em tom amistoso. Sinceramente não sei definir a relação de vocês.

–Ninguém sabe, nem mesmo nós. – sorriu pegando Sakura pela cintura e voou com ela nos braços.

Aturdida Sakura olhou para baixo e viu centenas de animais empilhados em um buraco. O cheiro ruim era muito forte, e várias moscas sobrevoavam por ali.

–Eu não conhecia essa parte tenebrosa da floresta.

Suigetsu deixou-a de pé, num lugar alto, e dali era possível enxergar a fronteira entre os dois governos.

–Não existia fronteira quando toda a família Uchiha estava viva, mas pouco a pouco eles começaram a se individualizar, e construíram seus próprios impérios.

Os passos prosseguiram.

–E foi Madara que começou tudo isso?

–Não se sabe ao certo, mas tudo indica que sim.

–Então por que Sasuke e Itachi não percebem isso?

–Itachi já percebeu isso há muito tempo, por isso ele se afastou do irmão e do tio.

–Mas Sasuke não quer enxergar o que está acontecendo.

–Talvez sim, mas Sasuke não é um cara ingênuo. Ele odeia Itachi por razões pessoais. – se virou bruscamente para ela. –Mas você saberá de tudo daqui a pouco. – disse antes que ela perguntasse.

–Então você também acha que Itachi é um homem bom.

–Eu não o conheço muito bem, mas posso afirmar que ele é diferente de qualquer outro Uchiha. Às vezes tenho impressão de que ele é humano.

Melhor assim, pensou Sakura sentindo-se mais segura.

–O que você faz nessas redondezas, Suigetsu?

Pararam bruscamente, deparando-se com dois homens.

–Não há nada que me impeça de circular por aqui. – respondeu sendo atento a seus movimentos.

Sakura baixou a cabeça ao perceber que um deles descia ao chão.

–Você foi encarregado de proteger a mansão junto a Karin. Então, o que faz aqui? – perguntou encarando Suigetsu de frente.

–Isso não é problema seu. – deu o primeiro passo a fim de prosseguir, mas o outro homem que voava desceu impedindo-o de passar.

–E quem é seu amigo?

O homem levantou a mão na intenção de tirar o capuz, mas Suigetsu bateu fortemente no braço dele, iniciando um confronto. Sakura deu um passo para trás ao vê todas aquelas presas crescerem, e asas começaram a se chocar no alto. Rapidamente ela sacou a arma que estava na cintura e apontou para os vampiros que atacavam Suigetsu, mas hesitou ao perceber que ela poderia acertar seu aliado.

–Droga!

Sakura correu para um lugar alto, com a arma em posição de ataque, e assim que teve a visão perfeita do seu oponente, atirou contra ele duas vezes, transformando-o em pó. No impulso ela não percebeu que seu capuz caiu, deixando seus fios rosados à vista.

–Seus traidores! – gritou o último vampiro inimigo. –O Lorde vai saber disso!

–Espere, Suigetsu! – gritou Sakura impedindo seu aliado de matar seu oponente.

Sakura saltou e cheia de equilíbrio caiu ao chão, encarando o homem que os observavam com ódio.

–Não somos traidores. Estamos tentando ajudar seu mestre.

–Não importa o que vocês dirão a partir de agora! Estão condenados à morte e ninguém irá poupá-los! – embrenhou-se na mata um pouco desorientado, sendo que estava ferido.

–Sakura, prossiga sozinha, eu vou impedi-lo de chegar à mansão.

–Mas você está ferido. – se preocupou ao vê a ferida no pescoço dele.

–Esse ferimento é de menos. – tirou a capa e rasgou a camisa libertando as asas. –Meu sangue pode atrair vampiros... – voou e a observou do alto. –Ande dentro da floresta e evite lugares isolados. – suas presas cresceram. –Fique viva.

Sakura viu-o sumir na mata e não demorou muito para ouvir algo parecido como um impacto. Dali dava para ouvir o bater e fechar de asas, urros assustadores e gemidos dolorosos.

–Obrigada...

Centenas de pássaros voaram assustados da floresta, incentivando-a a sair dali também. Sakura olhou a fronteira há duzentos metros dela e respirou fundo avançando os passos, sem olhar para trás.



Notas finais
Fortes emoções no próximo capítulo!

Até lá.