Sangue, Amor e Poder
3 Encontro eterno!
O tempo parecia ser infinito. A ruiva movia-se de um lado a outro, já não tinha paciência nem mesmo com ela. Suspirou com raiva, frustrada pela demora considerável do seu Lorde. Milhões de perguntas vagavam por sua mente, talvez inúteis, mas com sentido. O que Sasuke representava na vida fria e infinita dela?Essa era uma pergunta confusa para ela, confusa até demais. Ela é uma vampira!Uma mulher que às vezes se torna impiedosa;que vivi para matar e proteger sua raça sanguinária, era tudo o que Karin precisava saber e ter em mente para sempre.Mas não podia negar que a presença daquela humana estava lhe incomodando absurdamente!Pensara várias vezes em matá-la ou contar a verdade sobre os verdadeiros interesses de Sasuke nela. Mas não podia se precipitar, estaria traindo a confiança de Sasuke, e traição não era perdoável para ele.
–Pensando, Karin?
Ela assustou-se com a voz do rapaz atrás de si. Nem precisou virar-se para ele e reconhecer seu sorriso debochado. Ouviu ele da alguns passos, arrastando sua espada pesadíssima até ela.Com os olhos estreitados Karin perfurou o olhar do homem, agora em sua frente, com o seu. Tinha vários motivos para desprezar aquele homem, mas não era hora de fazer picuinhas, pois seus pensamentos confusos estavam além dele e seu sorriso implicante.
–Estou tão furiosa que sou capaz de matar um rato com um sorriso insignificante no rosto.
–Hummm... Adoro essa falta de humor em você, só isso para te deixar sexy.
–Não diga besteira!Não percebe que estou preocupada e que eu gostaria de estar sozinha com meus pensamentos?
–Calma, não precisa virar uma loba. — resmungou de cara amarrada. -Você está doidinha para saber o que Sasuke faz com aquela humana no quarto, não é?Faz um bom tempo que eles estão trancados. Karin calou-se como uma pedra, então ele continuou:
–Sasuke é tão seguro de si que não percebe onde ele está se enfiando.Essa garota vai acabar desarmando ele, e quando nosso Lorde perceber estará preso nas garras dela.
–Então você não o conhece!
–É você que não o conhece!Ora, Karin!Você acha que ele é o primeiro a ter esses comportamentos?Não é o primeiro e não será o último!
–Cale a boca!
De repente suas unhas foram parar no pescoço dele, que ficou imóvel, mas negava-se a retirar seu sorriso.
–Esse joguinho entre ele e essa humana está apenas começando.
–E se eu pará-lo?
–Então vá em frente, mas muito cuidado com seus passos.
Karin parou de apertar suas unhas contra o pescoço do rapaz, que em vez de suspirar de alívio,suspirou de tédio.
–Eu vou tirar essa garota daqui, Suigetsu, e já sei como fazer isso. -sorriu.
–Como?
–A irmã, vou procurá-la ainda hoje, e vou relatar perigosamente os passos de sua querida irmãzinha nas terras inimigas.
–Você ficou louca? -segurou o braço dela com força- Isso é traição, Sasuke não terá consideração por você.
–Prefiro ter meu pescoço degolado do que ver essa garota aqui!E fique sabendo que Sasuke também é um traidor!Sim, um traidor por arriscar todos nós com essa mulherzinha!Vou procurar essa tal de Sakura, e vou infernizá-la a tal ponto dela arrancar a irmã daqui!
–Ele vai te matar...
–Morrerei feliz se minha vontade se cumprir!
Lançara, contra a mesa de madeira, uma faca assustadoramente afiada. A ponta da faca enterrou com facilidade e o cabo movia-se de um lado a outro. Karin saiu batendo o salto da bota contra o chão com muita força, Suigetsu sorriu e suspirou pensativo.
*x*x*x*x*x*
Sua vida era tão movimentada quanto a vida de uma pessoa num grande centro financeiro. O dia parecia ter duas ou três horas a menos para ela, e quando a noite chegava agradecia por está no seu quarto desfrutando de sua cama.Naquele momento ela estava na companhia do seu livro romântico, que era contraditório a tudo aquilo que aprendera com a mãe, e com ela mesma, ainda assim o lia. Lera somente algumas páginas, mas mantinha sua opinião formada e rígida sobre o romance. Ela via em Natasha, a personagem, uma mulher guerreira e espirituosa, que vivera sua vida livremente, sem achar que por ser mulher precisava de proteção. Via em David, o personagem, a própria arrogância em pessoa e espírito, que não se deixava abalar por sentimento algum e tinha uma ideia machista sobre as mulheres. Mas o encanto surgia a cada página virada, quando Natasha e David deixavam o egoísmo e a rigidez de lado e se entregavam a um único amor.
Será que existe amor verdadeiro entre duas pessoas completamente diferentes?Perguntou-se Sakura, que refletia sobre sua própria pergunta. Bobagem!Isso é tolice!Não passa de um romance, escrito por alguém que simplesmente quis dar vida às suas fantasias, pensou.
Mas eu nunca amei ninguém nessa vida... talvez eu esteja sendo radical demais. Minha mãe sempre fora uma mulher reservada em relação aos seus sentimentos;eu passei a vida toda ouvindo-a dizer que o amor deixa as mulheres submissa e vazias...
Gostaria de entender seu raciocínio, mas não bastava apenas entender. Eu só preciso ser forte e guerreira, assim como minha mãe me ensinou, disse no seu íntimo. Fechou o livro e pegou-se pensativa outra vez. Não parava de pensar na irmã caçula. Sentia que precisava salvar Lain de si mesma, mas não tinha ideia de como fazer isso. Suas perspectivas estavam desesperadoras, quase mortas diante da realidade. Seria infantilidade sua pensar que a irmã passava por uma fase de rebeldia. Sua mente pedia para que ela reagisse com sabedoria, que fosse tão sorrateira quanto uma leoa na caça. Lain nunca fora uma pessoa flexível, pensava ela com certa derrota, herdara o jeito teimoso do meu pai, e a superioridade da minha mãe. Como farei para protegê-la de si mesma?Se pelo menos ela...
Seus pensamentos foram cortados com agressividade. A janela fora aberta com sutileza, como se um fantasma estivesse abrindo-a, o vento balançava as cortinas com força. Ouvira passos firmes indo até ela e a figura de uma mulher aparecer. Sakura abalou-se secretamente, mas não cedeu ao espanto que sentia. Encarava a ruiva que adentrara seu quarto sem hesito algum. Estava prestes a abrir a boca quando a mulher se curvou e reverenciou-a.
–Vim em paz. -declarou, erguendo a cabeça. -Meu nome é Karin, sou tua inimiga por pertencer a meu Lorde Sasuke, mas estou aqui em missão de paz.
–Uma vampira em meus domínios? -Sakura saiu da cama em pulo. -É uma mulher muito atrevida por invadir minha casa. Se você morrer aqui ninguém irá me culpar.
–Você não vai me matar, pois não terá motivos para isso.
–Como posso saber? -desafiou-a.
–Sei que não é capaz de matar se teu inimigo não te atacar, também sei que você nunca matou.
–Sabe pouco sobre mim... Karin. — disse com certo desprezo, para que ela não notasse verdade em sua afirmação. -O quê veio fazer aqui? E como passou por meus homens?
Karin sorriu satisfeita com a pergunta dela.
–Não é para me gabar, mas teus homens deixou-se dominar pelo sono, outros mal perceberam minha presença, parecem cansados demais.
–É porque nós humanos sentimentos sono e cansaço, não somos mortos vivos como... vampiros.
Karin controlou-se o quanto pôde. Sakura tinha uma língua ferina, não que lhe incomodasse, mas perturbava seu orgulho.
–Vim por causa de sua irmã. — tratou de abrir o jogo. -Talvez você não saiba, mas aquela garota vivi enfiada no quarto do meu Lorde.
–Como disse?
–É o que ouviu. Eu não sei o que vocês pretendem com...
–Não é possível!
Sakura caiu sobre a cama, tamanho era seu espanto. Respirava com certa dificuldade, assim Karin percebeu. A ruiva balançou a cabeça negativamente. Estava claro que ela não fingia surpresa e isso a fez pensar que poderia estraçalhar Lain o quanto antes.Se entrou ali e guardou seu orgulho foi por obrigação. A herdeira mais velha dos Haruno's era uma nobre, e se foi em missão de paz lhe devia respeito.
–Isso é traição, não é? -indagou Karin, atenciosa. -Eu não sei o que ela pretende, mas não estou a fim de descobrir. Se não tirá-la de lá vou matá-la.
–Ela é minha irmã!
–E Sasuke é meu Lorde, mas eu não hesitaria em matá-lo se ele traísse minha confiança.
Sakura refletiu.
–Sua irmã está hipnotizada por ele, é submissa e compreensível a tudo o que ele fala.Está dominada por ele, e mal sabe que ela não passa de um plano.
–Um plano?
–Sasuke quer uma pedra que contém um poder oculto dentro dela. É uma existência lendária, e se for mesmo verdade você a esconde. Lain está encarregada de achar essa pedra, e será capaz de matá-la para satisfazer o desejo de Sasuke.
–Mas... Agora compreendo o interesse dela nisso. Mas nem mesmo eu sei o que isso significa e onde está escondida!
Karin surpreendeu-se. Não poderia confiar nas súbitas palavras de Sakura, mas não deixava de ver verdade em seus olhos.
–Se isso for mesmo verdade, Sasuke matará sua irmã. — Sakura empalideceu- Ele não é um homem de atitudes monstruosas, não às vezes, mas odeia quando brincam com ele, até porque ninguém chegou tão longe. Lain está embriagada pelas promessas dele e eu arrisco dizer-lhe que você a perdeu.
–Não vou perdê-la!
–Então pense, mas com muita atenção, pois se Sasuke não a matar, eu a mato!
Sakura não a viu mais.
Duas semanas se passaram e a notícia do baile de primavera corria como vento. Fora a única coisa que Sakura conseguira pensar para atrair a irmã, e concedê-la um pouco mais de confiança, mesmo que ela não tivesse mais nenhuma para depositar. Lain, nesse meio tempo, agia com certa arrogância. A decisão de Sakura a excitava ainda mais diante do poder, era como se todos se curvassem diante dos seus desejos e mimos.
A relação entre elas ficara insuportável, parecia que abrir a boca e respirar já incomodava as irmãs. Sakura não a odiava, nem poderia, mas existia um sentimento rancoroso dentro dela, que dia após dia ela se esforçava para ocultá-lo. O descaramento de Lain era visto como traição, e se seus pais tivessem vivos lhe dariam uma terrível punição. Ela não mexera apenas com Sakura, abalara, mesmo que implícito, a segurança de muita gente. Se descobrissem ela seria morta sem nenhuma consideração. Pensara várias vezes em desabafar com Tsunade, mas a velha era impaciente e levava tudo muito a sério, poderia não se controlar diante dos fatos. O melhor a fazer, pensou, era desfrutar da festa e fingir que estava tudo bem. Ela acreditava que poderia mexer em algum ponto sensível da irmã.
Ouviu dois toques na porta, e logo Tsunade entrou. A mulher não deixou de elogiar a mais nova, que invejaria até a lua se visse seu brilho. O vestido era de um azul ligeiramente apagado, que sobressaiam suas curvas, e realçava sua beleza. A sandália de salto lhe causava desconforto e Sakura mexia seus dedinhos para aliviar a pressão nas pontas deles. O cabelo estava preso em duas mexas alta, as longas pontas, que lhe caiam até cintura, estavam caracoladas com volume. A máscara lhe cobria parte do rosto, mas destacava os olhos verdes, e sua boca realçada com o batom vermelho.
–Estou me sentindo estranha.
–Está linda, isso sim!
–E o salão?
–Lotado!Eu não pensei que nosso povo gostasse tanto de festa. Olha, Sakura, devo confessar que, por mais que eu tenha sido contra, estou terrivelmente animada!
Sakura sorriu.
Descia os degraus da escada em passos curtos, estava mais concentrada em ver a alegria das pessoas que não deu atenção ao cenário da casa. Era a primeira vez que se sentia tão ousada na vida. Bobagem minha, pensou encabulada. O quê havia de mal naquela festa?Nada, preferiu pensar assim.
Avistara seus amigos dançando, e como Tenten remexia os quadris!Neji babava ao longe, mas não reagia à manifestação do seu corpo. Gaara rodopiava Ino de um lado a outro e a loira se perdia nos braços fortes do rapaz. Naruto lhe avistara e sorriu, Sakura devolveu o sorriso e procurou se afastar o quanto antes. Hinata estava com ele, divertindo-se como uma criança no parque. Ela não queria atrapalhar o momento e sorriu por pensar em ajudá-lo com a Hyuuga.
–Como está o baile?
Todos gritaram com a pergunta de Lain, que surgiu em grande estilo. Estava acompanhada por dois homens fortes, que exibiam sua musculatura em trajes elegantes e um pouco apertada para eles. A caçula usava um vestido vermelho, aberto na coxa até os pés, apertado na cintura e decote. A máscara era muito parecida com a de Sakura, com exceção das pedras de diamantes coladas em cada lado. Os cabelos róseos estavam soltos, muito liso por sinal.
–Se me dissessem que vocês duas são irmãs eu riria abertamentamente. -declarou Tsunade.
–É o jeito extravagante dela.
Sakura já havia dançado com Neji, que se soltou depois de tomar um pouco do ponche de vinho. Em seguida dançara com Naruto, e ela agradeceu mentalmente por ele não expôr seus sentimentos a ela. Horas depois ela beliscava o camarão empanado e o empapava no molho agridoce.
–Estou sentindo falta de ar. — reclamou Lain perto de Sakura. -Comi feito um animal na selva, estou envergonhada!
–Quer ajuda?
–Não vou demorar no quarto. Só preciso achar um vestido que combine com meus sapatos.
Sakura sorriu ao vê-la se retirar, podia sentir sua fúria. Ela concentrou-se nas pessoas no salão, mas sua atenção foi capturada por um certo homem, que julgou não conhecê-lo. Ela manteve-se ereta enquanto ele movimentava os olhos pelo salão. Até que ela tentou ignorá-lo, mas o terno preto em seus ombros largos lhe chamou a atenção. Com certeza suas pernas têm músculos fortes, pensava Sakura. O rosto estava escondido numa máscara preta, ainda assim ela não deixou de pensar na sua beleza por detrás dela. Os cabelos espetados com grosseria, como se os dedos dele fossem seu único pente para penteá-los. As luvas lhe chamaram sua atenção, na verdade aquilo era mais um detalhe para fazê-la virar o rosto e contemplá-lo.
Eu não acredito que ele virá até mim, pensou vendo o homem se aproximar. Ela corou subitamente e Sakura irritou-se com sua fragilidade. O homem desconhecido aproximava-se dela em passos curtos, como se fosse um guerreiro estudando seu adversário. Como ele é alto, pensou, centímetros dele.
–Está mais bela que o normal.
–Como disse?
Perguntou Sakura, mas sua pergunta fora ignorada completamente.
–Venha comigo, quero ficar sozinho com você.
–Mas como se...
–Shiii. — impediu-a de falar com um simples toque de seus dedos nos lábios dela. -Venha.
Ela não entendeu, mas decidiu segui-lo. Que cara egocêntrico e mandão, pensou irritada, certamente está me confundindo com alguém.
Sakura fora levada até a sacada de uma das janelas do amplo salão.Ele mantinha sua mão na dela, guiando-a entre as pessoas que dançavam. Assim que atravessaram o salão, ele a segurou firmemente pela cintura, e a embalou no ritmo da música lenta. Sakura ficara aturdida com o atrevimento daquele homem, mas não conseguiu ignorá-lo. A mão grande e firme dele circundava a cintura fina dela. Ele tem pegada firme, pensou enquanto corava. Ouvira, entre os corredores da mansão, uma mulher dizer que um homem de mão firme tinha pegada boa. Será que isso se aplicava a mão dele apertando sua cintura?Perguntou-se corando ainda mais.
–Parece espantada... Não esperava que eu viesse, não é?
–Eu... quem é você?
Ele sorriu exibindo seus dentes brancos que se escondeu atrás da máscara, dando espaço a seriedade outra vez.
–Não precisa fingir, estamos sozinhos nessa sacada.
–Mas eu não estou fingindo!
–Está se tornando irritante. — disse ele com a voz mansa.
–E você não passa de um convencido!
Ele franziu o cenho com o comportamento dela, mas não se importou, parecia ter gostado daquele temperamento explosivo.
Fixou os lábios dela e sentiu vontade de beijá-la, e assim fez. Encontrou certa resistência e podia jurar que ela tentava afastá-lo. Irritado ele apertou-a contra seu corpo, e a ergueu sem dificuldade. Pouco a pouco sentiu os braços dela deslizar por seu pescoço, e se aconchegar. Suas mãos prenderam a cintura dela e ele penetrou sua língua com desespero. O quê há com você, Lain? Pensava. Parece destreinada dos meus beijos. Não que ele não estivesse gostando, mas gostaria que ela fosse mais experiente. Afastou tais pensamentos e tratou de sentir o vigor da garota em seus braços. Ela tinha um jeito rígido de ser comandada. Possuía um cheiro muito bom e seus lábios eram uma verdadeira tentação. Ele se viu embriagado por aquela mulher, que parecia está no corpo de outra pessoa. Suas mãos desceram até as costas dela e ele apertou os cachos macios que encheram sua mão. Algo estava estranho, pensou. Duvidoso foi forçado a quebrar o beijo. Ela o olhava com confusão, ele também fazia o mesmo. Se tivesse reparado melhor teria notado que essa mulher tem cabelos longos. A cintura parecia mais fina e delicada, os quadris mais sensuais, e os seios eram redondos mesmo dentro daquele decote. Confuso ele tirou a máscara dela e assustou-se por não conhecê-la, mas não deixou de achá-la lindíssima. Os olhos eram mais verdes, pareciam mais espertos e inocentes. O nariz era curto e fino. Os lábios eram carnudos, e incrivelmente sedutores.
–Quem é você?
–Essa é minha casa, e você é um estranho. Não é justo que eu lhe faça essa pergunta?
–Seria educada também se me respondesse.
–E você deixaria de ser mal educado se parasse de insistir.
De Lain ela não tinha nada, nem mesmo a voz firme e exigente!Será que ela não tinha medo dele para falar a sua altura?Perguntou-se, estranhamente pensativo.
–Ah, e se me beijar de novo não viverá para contar história.
–Está me ameaçando?
–Quer quê eu seja mais específica?
Ele sorriu desafiante. Ela não sabia quem ele era e não estava nenhum pouco interessada em saber.
–Quem é você?
Perguntou ele, exigente.
–Vou responder se não serei obrigada a ser grosseira diante de todos. Sou Sakura Haruno, herdeira medieval desse lugar.
Ao ouvi-la ele sentiu seu sangue movimentar-se em suas veias a toda velocidade. Parece que sua revelação fora um pontapé certeiro em seus instintos, que se transformavam em sedução. Ele podia sentir o cheiro do sangue dela, tão puro quanto de uma criança. Sabia que se demorasse ali acabaria mordendo-a para satisfazer seu corpo e excitação, que já comandava todos os seus sentidos.
–Se você... -deu um passo para trás, parecia assustada ao vê-lo respirar com agitação. -Se você não sabe quem eu sou então... — afastou-se com espanto. -UM VAMPIRO!
Todos escutaram o berro dela e a confusão foi certa. Ela tentara correr, mas ele a impediu. Olhou bem fundo nos olhos dela e deixou que sua língua penetrasse os lábios entreabertos. Um tiro foi dado sem direção, então ele afastou-se e sumiu. Sakura caíra ao chão ainda consciente, segundos depois só conseguiu ver o rosto de Lain antes de perder os sentidos.
–Vamos, Sakura, acorde!
Exigiu Ino. Sakura abrira os olhos com certa dificuldade e assustou-se com a quantidade de pessoas no quarto.
–O quê houve?
–Você desmaiou depois de gritar. — disse Naruto.
–Não se preocupe, aquela coisa não te mordeu. — falou Tsunade.
–Do que vocês estão falando?
–Do vampiro! — gritou uma pessoa desconhecida.
–Sim, acho que eu lembro dele.Onde está Lain?
Todos baixaram a cabeça e não ousaram olhá-la nos olhos.
–Sua irmã... — hesitou Tsunade. -Lain foi embora e disse em voz alta que nunca mais voltará.
Continua...
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