Notas iniciais
Mais um capítulo! Beijos!

A confusão na mansão Haruno estava armada!

Tsunade, por ter sido o braço direito dos pais de Sakura, se sentiu na responsabilidade de pôr todos em ordem enquanto Sakura não retorna. Seria difícil!Tanto ela como Naruto e os outros tentavam dar melhores explicações, mas não havia uma alma sequer ali que entendesse a linguagem deles.

Os incrédulos começaram a dar opiniões próprias; muitos chegavam a dizer que invadiriam a mansão vizinha e trariam Sakura. Sem ela, aquele lugar seria dominado pelas criaturas sanguinárias e ninguém ou arma iria impedir essa infiltração. Graças a história do poder lendário àquelas pessoas viviam numa verdade ignorante; acreditavam mesmo que o poder oculto da pedra, que só Sakura sabia onde estava, era o escudo forte e invisível que separava os limites entre o bem e o mal. E para viver em segurança, precisam de Sakura custe o que custar.

–Ninguém fará nada sem que todos nós concordemos -gritou Tsunade, já exasperada com o falatório involuntário. -Sakura está bem. Ela está lá apenas por capricho daquele vampiro... Ela é nossa líder e nós seus protetores. Sakura saberá o que fazer e nós saberemos agir na hora certa. Estão dispensados.

Quando as pessoas se dissiparam e o lugar voltou a ser de paz e tranquilidade, um discurso particular começou entre os membros de confiança.

–Olha, eu quero muito que Sakura volte e continue liderando, mas... -Ino olhava para Tsunade com toda a segurança. -Aquele vampiro é louco. Os olhos dele era de possessividade ao olhar Sakura. E quando Naruto berrou para ele que tiraria Sakura de lá, sua sede de morte salientou visivelmente. Eu não sei o porquê dele querer tanto ela, mas Sakura se tornou uma propriedade particular na vida dele.

–Em resumo, Tsunade — disse Neji. -, se a tirarmos de lá, provocaremos uma guerra.

–Ah, isso está pior do que pensei! -disse Tsunade, extremamente nervosa.

–Só há um jeito de tirar Sakura das mãos dee. -falou Naruto, determinado em suas palavras. -Vamos recorrer o caso a Itachi Uchiha e pedir reforço.

–Q-quê? -Tenten quase engasgou com a pergunta, pois todos sabiam da grande rivalidade entre os irmãos Uchiha. -Mas isso sim seria uma guerra! E nós, como ficaremos no meio da guerra de dois demônios?Duvido muito que alguém queira erguer suas armas e confrontar a batalha. Somos numerosos, mas não voamos e não temos a força de um touro.

O momento não era propício para Neji dá meio sorriso, sem que ninguém percebesse, mas ele avaliava o comportamento da garota de coques e, por conhecê-la tão bem diante de um confronto, sabia que ela se recusaria a enfrentá-los. Ele parou para pensar e concordou com Tenten. Ela estava certa, alguém além dela deveria ter o mesmo raciocínio!Levar o caso à Itachi era uma péssima ideia, além disso, nenhum tipo de ligação existia entre eles, a não ser um acordo feito há muitos anos.

–Tenten tem razão. — Neji resolveu se manifestar. -Itachi não tem nada haver com a loucura do irmão; pensando bem, ele deve ser outro louco, não o conhecemos. Não podemos simplesmente ir lá e provocar uma guerra. Sim, sim, Sakura está lá e corre perigo. Mas desde o momento que ela saíra daqui, previa seu destino.

–O que quer dizer com isso, Neji?Que devemos aceitar o sacrifício dela?Não, eu não concordo com isso!

–Não ponha palavras em minha boca, Naruto -advertiu Neji, já exasperado com a agitação e a falta de raciocínio do amigo.

–Eu concordo com Neji. — falava Hinata. -Não vou sair daqui sem um plano elaborado, de fato, precisamos pensar em algo que tenha chance de, no máximo, noventa e cinco por cento de dar certo.

–Isso é impossível! — disse Ino.

–É melhor poucos de nós nos arricarmos, do que nossa gente -continuou Hinata, acalmando os ânimos. Ela virou-se para Naruto e continuou: — Naruto, não podemos colocar nossos sentimentos em uma batalha, pois dessa forma não saberemos como agir. Não percebe?Você está se deixando levar. Jamais devemos alertar Itachi, isso causaria uma grande guerra.

–Não fui eu quem começou uma guerra, mas aquele vampiro bastardo! -gritou o loiro. -E eu juro que se ele... -o loiro apertou os punhos com toda a sua força, incapaz de continuar.

–Então é isso? -perguntou Hinata. -Você está preocupado apenas com Sakura; com os sentimentos dela por você que, talvez um dia, ela reverta em amor?

Ninguém ousou dar um pio sequer. Hinata estava cutucando a ira de Naruto e, ao mesmo tempo, deixando bem claro seu egoísmo.

–Você...

–Eu, Naruto... — continuou a morena. -, aprendi a mexer em armas contra a minha vontade; porque meu pai me obrigou. Hoje me sinto útil, porque consigo proteger alguém com minha capacidade e esforço. Por isso, não duvide, por menor que seja sua dúvida, que Sakura fará de tudo para evitar uma guerra. E se ela ter que descer tão baixo para fazer o que é certo, fará sem a menor dúvida.

–E se nós, seres do sexo frágil, fôssemos convocadas para enfrentar os piores homens da face da terra... -Ino sorriu e continuou; -sairíamos vitoriosa. Não somos as mais fortes, tão pouco as mais delicadas, mas uma coisa você pode ter certeza: somos as mais preparadas para entrar em um confronto -Ino deu um longo suspiro e deixou o sorriso morrer. -Sakura sempre nos disse para termos controle e é o que teremos no momento.

–Elas têm razão, Naruto -disse Tsunade, terminando aquele ataque verbal. -É com peso no coração que, por hoje, desisto desse resgate. Mas pensem, tentem achar uma solução e iremos nos reunir para avaliar um plano.

E, assim, ela encerrou o debate.

*x*x*x*x*

O relógio dava duas badaladas naquela madrugada. Sakura levou um terrível susto com a canção prática do objeto; se alguém a visse, juraria que ela quase caíra da cadeira. O frio cortava sua pele, ameaçando invadir seus ossos. Ela sentiu-se muito mal ali, como se estivesse em um calabouço. A primeira coisa que fez ao levantar, foi olhar as paredes e ver se não havia câmeras espalhadas pelo quarto. Estranho, não havia uma sequer, bem diferente das paredes da sua mansão.

Ela deixou a capa cair ao chão e andou até o closet.

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–As coisas dele.

Rapidamente ela se afastou do closet, pois tudo que havia ali, pertencia a `ele´. Agora podia reparar melhor o quarto e, mesmo que odiasse admitir, o desgraçado possuía um bom gosto; tanto quanto ela.

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Ora, aquele vampiro estava tirando da cabeça dela seus pensamentos revoltantes a seu respeito. Ela imaginara, que um quarto, com um dono anormal, fosse frio, sem vida, sem cor, sem ítens... Na verdade ela imaginava que ele vivesse em um calabouço e o chamasse de quarto; com restos humanos por todo canto, feito de refeição. Mas aquela fantasia fora a pior de sua vida. Como poderiam viver sem conforto se faziam fortunas há muitos anos?E, por falar nisso, pensava, quantos anos ele têm?Bem, acho que o suficiente para ser tataravô.

A porta foi aberta e Karin entrou. A seu lado estava uma mulher com o semblante cansativo. Devia está na faixa de seus quarenta anos; usava um vestido simples, de cor azul e mangas compridas. Sakura disfarçou seu espanto ao vê-la, pois a conhecia.

–Pensei que estivesse dormindo.

–Nesse quarto? — perguntou Sakura, sem tirar os olhos da criada, mas estava atenta aos movimentos de Karin.

–Por que não?Está acostumada com mais conforto? -indagou a ruiva, que escancarou a porta. De repente várias pessoas adentraram e, com uma eficiência incrível, começaram a arrumar o closet.

–Não, não estou acostumada com tanto conforto. Não usamos dinheiro para benefício próprio. Tudo que ganhamos é investido... Bem, pelo menos não tiramos dos outros o que não temos.

–Está insinuando que saímos por aí assaltando bancos? -perguntou Karin, intrigada, mas Sakura pouco se importou. -Oh, Sasuke ia adorar ouvir isso. Sabe, menina...

–Sakura, por favor.

–Hum. Sabe, Sakura, você deve está acostumada a falar tudo o que quer no seu mundinho, mas as coisas serão diferentes aqui. Fique sabendo que não roubamos nada de ninguém.

–Ah, não?E de onde vem todo esse luxo?

–Você deveria saber que um vampiro vivi infinitamente, não é?Mesmo antes dos pais de Sasuke se tornarem poderosos, seus antepassados já multiplicavam... -ao perceber que a garota não piscava, sendo que estava interessada na revelação dela, Karin encerrou o assunto. -Não misturem as coisas, apenas organizem -instruiu para não deixar as roupas bagunçadas. Virou-se para Sakura e disse: -Isso é provisório. Em dois meses você estará em um quarto melhor e terá seu próprio closet. Bem, acho que o guarda-roupa rosa vai ter que esperar um pouco.

Sakura não deu importância a implicância dela, imaginava, desde o momento que resolvera ir até Sasuke, que sua vida não seria fácil.

–Então quer dizer que ele mandou ajeitar outro quarto?É uma pena que ele ocupe tanto espaço sozinho.

Karin olhou para Sakura com uma grande curiosidade. Terminado o trabalho, todos se retiraram sem pronunciar uma única palavra. Sakura observou a pequena mudança e se irritou por ver todas aquelas roupas à sua disposição. Eles queriam vesti-la como se ela fosse uma boneca!Definitivamente não usaria nenhuma daquelas roupas!Eram bonitas e, estranhamente, do seu gosto, mas não faria o que `ele´queria.

–Acho que ficarão perfeitas em você -disse Sakura apontando para as roupas.

Quando elas duas ficaram sozinhas, Karin tratou de interrogá-la.

–O que quer dizer com essas ironias?Está pensando em fugir daqui?

–Eu só preciso saber como é que consigo fazer isso.

–Impossível.

–Não, Karin, não é impossível se alguém me ajudar.

–Ninguém...

Ela fora interrompida pelo próprio raciocínio. Sakura se referia a ela e parecia ter esperanças.

–Se você me ajudar, eu consigo fugir.

–Eu?Te ajudar?Por que eu faria isso?

–Porque você gosta `dele´. Não sei como isso é possível, mas eu sinto e vejo nos seus olhos que você quer estar com ele.

Karin ficou muda por alguns instantes e quando soube o que dizer, falou:

–Você só pode está ficando louca.

–Diz pra mim... o que você ganharia comigo nos braços daquele... nos braços dele?Nada, Karin.

–Isso não vai durar para sempre. Quando ele se cansar de você, te esquecerá. Tem sido assim com todas e no final de cada aventura, é a mim que ele recorre.

–Quanto tempo?

–Quê?

–Quanto tempo ele passa com alguém?

–Hum... Muito tempo. Sua paixão mais longa durou três semanas.

–V-você está falando sério? -gaguejou, incrédula de acreditar naquelas palavras, ditas com toda naturalidade.

–É, eu não queria estar na sua pele. Mas não se preocupe tanto, Sasuke está encantado com você, com certeza vai ficar com você por algum tempo.

–Quanto tempo?

Karin a olhou de cima abaixo e falou:

–Umas quatro semanas.

–Obrigada por me animar; de vez em quando é bom saber quanto valemos -salientou o sarcasmo.

–Está achando pouco quatro semanas?Considere isso um record...

–Chega! -gritou Sakura, interrompendo a ruiva. -Escuta aqui, eu não sou um objeto, muito menos estou disponível para aquele... Ah, eu juro que meu sangue ferve só de pensar naquele arrogante!

Sakura não percebeu quando Sasuke surgiu e se posicionou atrás dela. Karin ia falar algo, parecia querer adverti-la, mas Sasuke a olhou seriamente. Mesmo se tivesse um espelho na frente dela, jamais poderia ver o perigo que se ocultava atrás de si; então continuou:

–O que ele está pensando?Melhor, o que se passa na cabeça daquele ser?Meu Deus, vocês deveriam trancafiar aquele serzinho em uma masmorra e atirar a chave dentro do oceano!Eu já teria feito isso, não duvide!Eu sou muito fiel com as pessoas, mas juro que seria traçoeira com aquele monstro insensível!E ele que tenha muito cuidado comigo, porque na primeira oportunidade que eu tiver, o mato!E pode devolver essas roupas. Me recuso a usar roupas que ele escolhe, a comer da comida que ele manda me servir ,e, definitivamente, jamais dormirei no covil dele!

Sasuke soltou um gemido gutural no ouvido de Sakura, que a assustou terrivelmente. Ela tombou para frente e, na pressa de virar para ele, caiu apoiando as mãos no chão. Seu peito subia e descia, seus olhos encaravam os dele, que não transmitia nenhuma emoção cordial, apenas desagrado.

–Saia, Karin.

–Sim, senhor.

Quando a porta foi fechada e o silêncio reinou entre eles, Sasuke falou em voz calma e aveludada:

–Tire as roupas.

Sakura ficou mortificada com a ordem dele.

–Como é?

–Mandei você tirar as roupas.

Sakura ficou indignada e, motivada pela emoção desprezível de está sendo humilhada e violada mentalmente, se recusou a obedecê-lo.

–Não vou ficar nua para você nem sob tortura.

Ele respirou freneticamente, tentando manter-se calmo. Se em vez dela ali estivesse outra rapariga, já a teria matado com um único golpe no pescoço.

–Então você quer que eu as tire? -perguntou, mas parecia ter sido uma pergunta retórica, pois assim que Sakura abriu a boca para responder, ele a segurou pelos cabelos e a jogou sobre a cama.

Sakura se debatia contra as mãos ágeis dele enquanto seu corpo era movimentado. Não soube quando nem como, mas encontrava-se nua, como viera ao mundo. Envergonhada ela se encolheu. Ele ergueu o corpo dela com uma mão e com a outra abriu a capa e a aconchegou contra seu corpo. De repente, sem ter tempo para piscar, evaporaram.

Quando ela se permitiu criar coragem para abrir os olhos, o uivo de um lobo a assustou. Ela apertou-se nele e quando percebeu sua insegurança, endireitou os ombros e abriu os olhos. Olhou para baixo e só o que viu foi a floresta cobrida pela névoa. Quando ela ergueu a cabeça para olhar para ele, um grito monstruoso sufucou seus ouvidos. Sakura o abraçou novamente e não sentiu o frio da noite, mas a natureza de seu corpo. Vários gritos foram ouvidos, alguns pareciam está perto dela. Seus pés tocaram o chão e, sem a menor delicadeza, Sasuke deixou que ela escorregasse até deitar no chão frio; pedras gélidas e mal cheirosas. Sakura ouviu mais gritos e levantou-se decidida, pois o lugar estava o bréu; somente a pouca luz da lua chegava ali.

–Que lugar é esse?

–Parece que você gosta muito de calabouço, não é?Também não deixei de ouvir que você não gostou das roupas que ganhou e tão pouco quer se alimentar. Foi pensando nisso que a trouxe para esse calabouço, nua e com fome.

–Não pode me deixar aqui! -sua voz estava trêmula devido o frio que fazia. -Vou congelar nesse lugar.

–Então peça, mas de joelho que eu a tire daqui! -Sakura nada disse. -E não é tudo. Virá até mim disposta a dormir comigo. Só assim terei consideração.

Ele tinha certeza que ela cederia, pois seria bem capaz que o frio a matasse.

–Foi um desprazer conhecê-lo.

A rosada sentou e encolheu-se num canto, abraçando os joelhos. Morreria ali, como um cachorro à deriva da própria sorte numa noite fria, mas nunca se humilharia daquela forma. Sasuke jurou que seu sangue estava fervendo em suas veias, pois só ela tinha o dom de o transformar daquela forma. Sem dizer uma única palavra, ele saiu e bateu o portão, depois o trancou e atirou a chave pela pequena janela acima de sua cabeça. Viria vê-la quando bem entendesse e ninguém seria capaz de dar um passo para dentro daquela cela.

*x*x*x*x*

Quatro da manhã e o Lorde andava de um lado a outro exasperado; desejando matar um toro somente com as unhas para satisfazer seu ódio. Karin aproximou-se, lentamente, e suspirou.

–O que fez com ela?

–Está trancada no calabouço e se alguém tirá-la de lá eu juro que arrancarei o coração com meus dentes.

–E quem fará isso? -indagou Karin, aproximando-se. -Tenho que admitir que... Finalmente encontrei alguém que eu teria muita honra de matar.

Sasuke encarou a ruiva.

–Admira a arte daquela rebelde?

–Eu a invejo -Sasuke nada entendeu, então ela prosseguiu: -Ela sabe que você pode matá-la a qualquer momento, mas não se intimida. Ela espera a morte segundo por segundo e seu espírito não morre. Olhe para mim, com toda essa força e raiva aqui dentro, mas sou incapaz de enfrentá-lo. No entanto, ela não é forte e só sente raiva quando alguém a magoa, mas se sente capaz de enfrentá-lo.

–É tolice.

–É a pura verdade.

–Não, não é!Está fazendo charme para me conquistar, sem dúvida quer se sentir a única.

–Mesmo?Essa é sua verdade?

–Sim, essa é minha verdade!

–Engraçado, pois me parece que é você que está jogando charme.

–Como se atreve?

–Não se deitou com ela porque sabia que ela cumpriria a promessa de se matar no dia seguinte. Para ninguém desconfiar da sua derrota, lhe deu tempo, inventando aquela história de voltar na noite seguinte. A verdade é que ela está desmascarando seu ego; provando para qualquer um que queira ver e entender que você também sente necessidades humanas de atenção e que nem sempre está satisfeito com o que você planeja. E arrisco a dizer que está gostando de ela não ser um brinquedo inútil em suas mãos como as outras foram e... até mesmo eu.

Depois de jogar tudo aquilo na cara dele, Karin sumiu.

–Maldição! -berrou. -É, Haruno, tenho que admitir que você é espirituosa. Mas não pense que conseguirá me transformar, pois se um dia isso acontecer e eu perceber, terei que matá-la.

Continua...