Sangue, Amor e Poder

11 Apaixonada pelo inimigo


Notas iniciais
Capítulo postado! Beijos!

Passaria a noite virando de um lado a outro naquela cama, mas o sono fora incapaz de fisgá-la tão cedo. Ela sentou-se na cama e afastou o lençol. A camisola que usava estava quente demais, sem contar o lençol e o quarto que não ajudava na ventilação. Sakura levantou e escancarou as janelas, deixando o vento bater contra as cortinas. Abanou a nuca com uma das mãos, afastando os poucos fios molhados que tinha ali e fez uma trança frouxa. Voltou para a cama e fechou os olhos, ciente que logo, logo, dormiria, mas seus pensamentos estavam bem vivos, tão recente quanto à sede que ela sentia agora.

–Por que tá tão quente aqui?

Depois de tomar um bom gole d’água, ela abriu a porta do quarto e saiu dele. Nenhuma alma viva perambulava pela casa e isso a assustava às vezes, no pouco tempo que estava ali. Ela dedicou sua insônia aos quadros da família de Sasuke, pelo menos parecia que eram seus pais e seu irmão, e os tocou como se tentasse descobrir sua origem.

–O que faz acordada?

Sakura recuou a mão assustada e virou-se para Sasuke sem ter o que responder. Ora ela pensava que ele deveria saber que as lembranças boas da noite lhe deixaram agitada, ou simplesmente diria que estava sem sono e morrendo de calor. Mas estaria dando muita informação a ele por pouca coisa e a verdade é que ela não queria que ele entendesse de outra forma suas palavras.

–Não consegui dormir por causa do calor. Levantei para tomar água e acabei me distraindo e perdendo o sono.

Ele nada disse, mas posicionou-se ao lado dela e observou o quadro sem nada dizer. Sakura o olhava até então, mas ao perceber que ele focava o retrato voltou a observá-lo também.

–Quem são essas pessoas?

–Meus pais e meu irmão.

A resposta saiu o mais rápido possível, tanto que ela não esperava.

–Seu irmão se chama Itachi, não é? –perguntou, mas ele não nada respondeu. –Eu sei pouca coisa sobre a família Uchiha, por isso não sei o que aconteceu com seus pais – ela respirou e maneou a cabeça em nervosismo. Talvez não fosse bom ter feito perguntas sobre a família dele. –Esqueça o que eu perguntei, afinal...

–Foi durante a guerra que eu os perdi – começou Sasuke sem muitos rodeios. –Eu fiquei encarregado de seguir meu tio Madara no lado Leste e meu irmão recebeu a missão de proteger o castelo e meus pais. Naquele dia eu estava determinado a sair da sombra do meu irmão e me mostrar mais para meu pai – ele fechou os olhos por um momento depois os abriu -, mas quando eu retornei já haviam invadido o castelo, e Itachi lutava freneticamente descontando sua raiva em seus adversários – Sasuke fez uma longa pausa depois prosseguiu: — ele não foi bom o bastante para impedi-los de assassinarem meus pais.

Sakura calou-se ao ouvi-lo, sendo que pensara em acariciar o ombro dele como se fosse confortá-lo. Ela esfregou as mãos uma na outra mais de uma vez e olhou o quadro novamente.

–Houve-se falar muito dessa guerra, milhares de pessoas morreram nela – Sasuke não se virou para vê-la e ela agradeceu. –Meus pais ainda eram muito jovens quando isso aconteceu. Na verdade eles não gostavam de falar sobre isso, pois sabiam que eu viveria pensando na nova geração e o tratado de paz. Eles não me diziam nem mesmo com o olhar, mas eu já sabia que um dia eu seria responsável por tanta coisa.

–Por que você aceitou?

–Por que é meu destino, eu nasci para isso e todos confiaram em mim.

–Mas seu destino mudou abruptadamente, assim sendo, aquele não era seu dever.

–Talvez não seja seu destino odiar seu irmão –disse ela receosa -, nem tudo é o que aparenta ser.

–O que você está dizendo?

Sakura afastou-se dele e andou cautelosamente até o outro lado da sala. Segurou um vaso e o avaliou ligeiramente depois o jogou para Sasuke.

–Você quis que alguém fosse culpado pela morte dos seus pais e seu irmão era a única alternativa – Sasuke a olhou intrigado. –Sou vista como um tipo de proteção sagrada, por causa da lenda de um poder que eu não sei se existe. Não havia outra criança lá quando me escolheram como portadora e tampouco pensaram se eu viveria feliz com essa decisão.

Sakura voltou a se aproximar dele e pegou o vaso de volta, levando-o até o lugar onde ele estava.

–Você simplesmente resolveu que as coisas seriam assim, porque aparentavam serem certas, mas se esqueceu de perguntar se seu irmão viveria feliz dessa forma.

Ela encarou um ponto imaginário no chão e não percebeu quando Sasuke sumiu e apareceu ao seu lado.

–Você se sente sufocada por guardar essa responsabilidade?

Sakura pensou por um longo tempo depois respondeu calmamente:

–Talvez minha vida fosse diferente sem ele.

Sasuke acariciou o rosto dela e falou baixinho:

–Poderíamos ser felizes se existisse um lugar só nosso, longe de toda essa perturbação, só você e eu.

Ela reagiu com surpresa e logo foi beijada. Inconscientemente seus braços circuncidou pescoço dele e sua cintura foi abraçada. Quando o beijo terminou, Sakura o abraçou novamente e sussurrou:

–Eu sei que não devo confiar em você, mas toda vez que você se aproxima eu acabo não enxergando o perigo.

–Por que não há Sakura, não mais.

Ela sorriu já se sentindo sonolenta e foi pega no colo e levada até o quarto. Sakura se aninhou no lençol e ficou observando Sasuke. Ele atreveu-se a deitar ao lado dela e confortou-se por não ser rejeitado. Permaneceu quieto acariciando o rosto dela, vendo-a dormir e só ele sentia o quanto suas palavras o faziam refletir.



–Vamos senhora, acorde!

Aihara entrou cheia de pressa no quarto. Enquanto Sakura cobria o rosto a mulher abria as janelas e escancarava as cortinas. O dia estava belíssimo, digno de um dia de passeio.

–Que horas são?

–Quase meio dia.

–Minha nossa!Dormi tanto assim?

Aihara a olhou em meio seus a fazeres e sorriu.

–Meu senhor não quis que eu a acordasse antes – ela recuou o olhar e baixou a cabeça tentando disfarçar o sorriso. –Ele saiu daqui com uma expressão diferente, parecia feliz.

–Lembro-me dele me trazendo até aqui noite passada. Eu acabei dormindo e ele deve ter saído em seguida.

–Do que a senhora está falando? –Aihara deixou de lado o que fazia e ficou ajoelhada diante de Sakura, com os braços estendidos na cama. –Me deparei com ele saindo daqui, já passavam das sete da manhã! –Sakura surpreendeu-se. –Eu... me perdoe, mas eu fui maliciosa ao vê-los juntos no mesmo quarto.

Sakura olhou-a ainda confusa, tão atordoada quanto Aihara. Ficara pensativa ao ouvir falar de Sasuke e sua permanência ao seu lado enquanto ela dormia. Era de admirar seu autocontrole e acima de tudo sua palavra. Ele agia cautelosamente, confiante de que conseguiria conquistar sua confiança e seu coração. Mas ela jurara que ele jamais chegaria a tanto, porém, ele já começava a ultrapassar todas as barreiras que ela pusera entre eles. Não havia mais o que temer, pois seu coração já não estava mais blindado contra ele e seu corpo começava a ignorar os vestígios da repulsa.
Oh, céus!Seu coração não a obedecia mais, seu corpo tramava contra si mesmo. Não seria injusto seguir a trilha de desejo que ele criava sem seu consentimento; abraçá-lo e dar-lhe total confiança, pois ela ansiava pouco a pouco por isso e só agora começava a desacreditar que seu destino seria odiá-lo.

–Onde ele está Aihara?

–Eu não sei, pois ele nunca diz aonde vai e quando retornará – ela viu o brilho nos de Sakura e contentou-se por ela. –Mas não fique tão ansiosa para vê-lo agora. A senhora precisava tomar banho e se aprontar.

–Sim, eu tenho que receber uma pessoa muito importante – saiu da cama e deu uma boa espreguiçada. –Sabe Aihara, estou prestes a tomar a decisão mais importante da minha vida!

–Desejo do fundo do meu coração que a senhora faça a coisa certa.

Sakura se aprontou rapidamente para receber Tsunade. Ela não saiu do quarto e Sasuke não a visitou nesse tempo. Estava ansiosa demais para rever sua boa amiga e mãe, mas às vezes seu coração dava sinal de fraqueza, como se temesse o pior. Realmente estava firme do que diria, ainda assim não deixava de pensar se estava sendo certa ou apenas se iludindo.
A porta do quarto foi aberta e Karin apareceu.

–A mulher está aqui – anunciou ela sem deixar Tsunade aparecer. –Sakura, estamos confiando em você.

–Não se preocupe.

Karin maneou a cabeça afirmativamente e deu um passo para o lado deixando Tsunade diante dela. A ruiva saiu sem nada dizer e bateu a porta.

–Sakura!

Tsunade abraçou-a fortemente e chorou com sôfrego ao vê-la bem. Reparou que Sakura estava um pouco mais magra, porém ainda mais bonita. Vestia roupas elegantes e charmosas e usava joias exuberantes. O quarto era grande e muito bem decorado, como toda a casa, e tinha um cheiro muito bom de erva doce o perfumando.

–Tsunade como está?

–Bem agora que eu a vejo, e olhe para você!Está um pouco magra, mais bonita e com um rostinho animado.

–Estou feliz em vê-la, embora eu tenha motivos para está assim – Sakura apertou as mãos dela contra as suas e sorriu ainda trêmula -, mas não vamos falar de mim por enquanto. Eu quero saber como anda meu povo.

–Estão todos bem, mas preocupadíssimos com você.

–Entendo.

–Não paramos de pensar durante todo esse tempo, ainda sonhamos com o dia que a tiraremos daqui.

–Vocês não precisam pensar tanto em mim, mas em nossa gente. Eu fico pensando dia após dia se todos estão bem.

–Claro que sempre iremos pensa em você!Aqui sozinha, sem ninguém para ser amigo e sofrendo sabe Deus quantas atrocidades! –Tsunade abraçou-a novamente e disse: Vim para resgatá-la, mas preciso que você me escute com atenção.

–Tsunade – Sakura se afastou dela e nutriu o olhar de tristeza ao observá-la -, eu também gostaria que você me escutasse com atenção.

Ambas calaram-se receosas e esperaram uma pela outra até que a insegurança fosse esquecida ou esmagada.

–Muitas coisas aconteceram em pouco tempo – começou Sakura -, e eu juro que ainda estou tentando entender parte delas. – ela fez uma pequena pausa antes de prosseguir. –Não tem sido fácil conviver aqui e eu cheguei a pensar várias vezes que minha vida não existia mais desde o momento que aceitei ser a moeda daquela troca. Eu realmente esperava ser manipulada, enganada e até mesmo abusada, mas tudo o que eu vivi nesses últimos dias tem sido o oposto daquilo que fantasiei.

–Não me diga que o Uchiha se comportou como um verdadeiro cavalheiro.

–Mais que isso, Tsunade! – um sorriso brotou em seus lábios e Sakura sentia todo o prazer de dividir seus sentimentos com alguém. –Ele é a pessoa mais compreensiva que conheci na minha vida. Sasuke realmente se importa com meus sentimentos e se contenta apenas em me ver bem.

–Você está fora de si, Sakura!

–Não, Tsunade!A verdade é que nós continuamos a viver a geração de nossos antepassados e cremos fielmente que apenas nós somos capazes de amar alguém.

–Ninguém é capaz de amar alguém a manipulando, fazendo que ela acredite que o mundo tem uma cor e que todas as pessoas são merecedoras! – Sakura assustou-se ao vê-la se afastar dela. –Primeiro ele sequestrou sua irmã caçula, que não passa de uma garotinha rebelde. Como se não bastasse pediu você em troca e a trouxe para o mundo dele como bem entendeu a troco de manipulação e prazer. É por esse monstro que você se apaixonou?

–Foi por esse monstro mal interpretado que eu me apaixonei e é por esse monstro que vou renegar tudo o que me pertence, para sempre.

Tsunade estreitou os olhos em ameaça. A única vontade que ela tinha era de trazer Sakura ao seu estado lúcido e resgatá-la dali. Mas como poderia fazer isso se a própria se recusava?Por um momento ela esteve a ponto de dizer que Sasuke não era o que ela imaginava, e não hesitaria a jogar uma mentira sobre Sakura. Mas não havia outra pessoa melhor que a própria Sakura para desmentir o que ela e os outros pensavam sobre Sasuke, e seria o pior de seus pecados se ela fosse tão egoísta a ponto de destruir aquela frágil felicidade.

–Então eu não tenho mais nada para fazer aqui – Tsunade se ajeitou para sair, mas Sakura a impediu segurando gentilmente sua mão.

–Me perdoe.

Ela suspirou constrangida por não poder atendê-la e disse secamente:

–Não é para mim que você deve pedir perdão, mas para os seus pais que lutaram tanto para impedir que isso viesse acontecer um dia.



X*X*X*X*X*X



Já era noite quando Sasuke chegou. Karin o recepcionou e prontamente tratou de contar o que acontecera na sua ausência. Sasuke ouviu tudo com muita atenção, mas era a ausência de Sakura que o intrigou.

–Onde ela está?

–Não saiu do quarto ainda. Aihara foi levar o almoço no quarto dela e eu a acompanhei por precaução. Ela lutava contra as lágrimas, mas seus esforços eram inúteis.

–Não foi uma boa ideia deixar essa mulher vir!

–Pelo contrário, foi melhor assim – Karin o ajudou a tirar o casaco molhado e o pendurou. –É melhor deixá-la sozinha por um tempo.

Ele maneou a cabeça em desagrado e suspirou. Chegou ao seu quarto mal iluminado e abriu uma das janelas. A chuva voltou a cair com mais força, mas parara de trovejar.
Tirou a camisa ensopada e a jogou em cima da cadeira. Permaneceu imóvel por muito tempo, observando as gotas d’água que batiam contra o chão. Sasuke foi até a janela e colocou suas mãos para fora, deixando-as molhar como se fosse uma criança curiosa. Seus olhos se fecharam dolorosamente e suas asas se abriram com leveza, como um pombo preparando-se para voar.
Ouviam-se passos cautelosos se aproximarem dele e um corpo menor que o seu se esconder na sua sombra. Não se virou para ver quem era o intruso, pois sabia até a cor de sua alma. Ele continuou com os olhos fechados e aspirou o cheiro bom de sangue que o embriagou.

–Desculpa chegar assim – Sakura esperou que ele dissesse algo, mas Sasuke não se virou para ela tão pouco sabia se ele ouvira o que acabara de lhe falar. –Eu vim por que... por que eu preciso conversar com você.

–Por que você está tão nervosa?

Sasuke se virou para ela e o coração de Sakura balançou ao ver àqueles olhos vermelhos. Permaneceu imóvel, encarando-o, tentando descobrir se ele estava de bom humor para escutá-la.

–Não estou nervosa.

–Seu coração está batendo muito, eu posso senti-lo nesse momento.

Embaraçada, ela desviou o olhar. Estava arrependida de ir ao quarto dele e o que estava para falar não tinha lá muita importância. A verdade é que ela gostaria de vê-lo, contar com todos os detalhes às decisões que tomara ao falar com Tsunade. Ele se importaria, e logo deduziria que ela fizera tudo por ele, em nome da grande admiração que começara a sentir. Mas estava sendo ansiosa demais, dando tanto valor sentimental a tal confiança. Talvez não fosse certo ela agir assim, porém um pouco mais cautelosa. Ainda assim, fazia sentido pensar dessa forma de agora em diante?

–É melhor nos falarmos outra hora.

Antes mesmo de Sakura alcançar a porta, ela foi agarrada pela cintura e abraçada pelas asas de Sasuke. Seus olhos brilhavam encarando os dela e suas presas cresceram no leve roçar de seus lábios no pescoço branco. Ela o abraçou fortemente depois afastou o cabelo da nuca, como se pedisse a ele que a mordesse.

–Não me provoque Sakura.

O sorriso dela, mesmo que tímido, o motivou a beijá-la. A chuva parou por alguns segundos, mas logo voltou a cair com mais força. Sakura afastou-se dele pouco a pouco até que o beijo acabasse. Um relâmpago partiu o céu e iluminou parte do quarto. Pôde ver os olhos vermelhos dele observando-a, mas intensos que nunca. Sentia-se atraída, vivia aquele momento como se fosse o último de sua vida; tão descontrolada fisicamente, dominada por tantos sentimentos em si, deslumbrada pela imagem irreal que ele havia se transformado.
Sasuke fechou os olhos rapidamente e os abriu e Sakura os viu voltarem ao normal. Outro relâmpago cortou o céu, brilhando por mais tempo, e o verde dos olhos dela permaneceram em sua mente até que a escuridão os dominasse. Havia sinceridade neles, mais que antes, e uma profunda mágoa. Sentiu-se incomodado por vê-la tão séria e pensativa e seu coração estremeceu. O que poderia fazer se o destino dela não fosse seu?
Sabia que não poderia segurá-la mais, pois não ia se permitir vê-la sofrer devido o seu egoísmo. Então seria justo deixá-la partir; somente a distância falaria por eles.

–O que fez o dia todo?

–Absolutamente nada.

–Mas deve ter apreciado a chuva caindo de sua janela – Sakura balançou a cabeça negativamente. –Estranho, pois você adora dias nublados.

Sakura que estranhou o interesse dele e deduziu que ele estava se desviando de suas reais intenções. Por que ele não perguntou o que conversei com Tsunade? Perguntou-se.

–Não vai me perguntar o que conversei com Tsunade?

Sasuke parecia pensar e não demonstrou tanto interesse no assunto.

–Não sei se quero fazer isso.

–Por quê?

–Por que tenho medo de ouvi-la dizer que está confusa.

Sakura ergueu a mão direita e fez que ele fizesse o mesmo. Ambas as mãos se uniram e ela sorriu observando-o carinhosamente.

–Por que você acha que até hoje de manhã eu estava certa do que eu queria?E por acaso essa certeza tem haver com você? –perguntou maliciosa.

–Seus olhos me dizem o que sua boca tem vontade de falar.

–Que eu o amo?

Sasuke não concordou, pois não achava que ela o amasse.

–Não acho que você me ame, mas eu acredito que você sente algo por mim.

Ela sorriu e disse com a voz aveludada:

–Sim, eu o amo, Sasuke Uchiha e foi por esse amor que reneguei tudo.

Ela sentiu o coração dele bater contra seu peito, tão acelerado quanto o dela. Sua mão foi apertada com mais força, os dedos dele abraçando os seus. Suas costas foram pressionadas pelas asas dele e ela o abraçou como se sua vida se resumisse naquele abraço.

–O que posso fazer ou dizer agora, Sakura? – ela riu e se divertiu com a falta de conhecimento dele. –Desde que a trouxe para cá, tenho me perguntado o que eu faria se você se apaixonasse por mim.

–E eu me perguntei como seria minha vida caso você me mordesse.



Continua...