Sangue, Amor e Poder

2 A ira de um inocente!


Notas iniciais
Mais um capítulo!

Duas semanas haviam passado e a busca incansável, por algo que seus olhos nunca viram, continuava arduamente, dia após dia. O desespero aumentava cada vez mais. Ela precisava ganhar a confiança `dele´, mas não pensava em nada que pudesse acelerar seus planos.

–Quero flores também pelos corredores, um vaso aqui, outro lá, nada demais.

–Algumas luzes no jardim estão queimadas.

–Há quanto tempo?

–Desde ontem. — respondeu Tsunade, que sumira com Sakura na virada do corredor.

Lain saíra do seu pequeno esconderijo, o lugar mais seguro e perto do quarto de Sakura. Entrara à procura de um poder lendário, não duvidava que seria mais uma caçada em vão.

–Seu reinado está ameaçado, irmãzinha. Sasuke terá a força que deseja e eu estarei ao lado dele. Você, Sakura, será dada como escrava a homens famintos.

Irritada, saíra do quarto sem nada levar.

*x*x*x*x*x*

Observava, do ponto mais alto da mansão, as luzes dançarem de um lado a outro nas terras inimigas. Pensava o quanto estava perto de se tornar invencível, mas o quão distante estava ao mesmo tempo.

–Me disseram que você estaria aqui.

Sasuke nada respondeu, apenas virou o rosto e encarou o homem ao seu lado. Já sabia que se tratava do seu tio Madara, reconheceria a frieza dele em qualquer lugar do mundo.

–Por quê está aqui?

Perguntou Sasuke desconfiado. Não era agradável ter o tio por perto, ainda mais para ser pressionado. Além do mais, no fim do diálogo com o Uchiha mais velho, ele sempre acabava odiando Itachi mais ainda.

–Você sabe porque eu vim.

–Não tenho boas notícias.

–Por quê tanta demora com isso? — perguntou, emburrado. -A tal Haruno está em suas mãos, não é? Aproveite-se disso!

–Estou fazendo isso.

–Mas está indo devagar demais!

–Não tenho pressa!

Madara engoliu o desagrado ao ouvi-lo. Seu coração frio batia com rapidez movido pela raiva. Diante de Sasuke se mostrava paciente, afinal precisava dele para seus objetivos. Aguentá-lo estava sendo difícil, como pensou desde o instante, mas venceria o sacrifício, nada abalaria sua ambição.

–Sei que essa garota é bonita, herdara a frágil beleza da mãe, mas não se deixe enganar. Sentimentos são para humanos.

–E quem lhe disse que estou me apegando à ela? — sorriu, Madara fez o mesmo. -Não podemos evitar o desejo carnal; mas podemos evitar certos desagrado sentimentais.

–Fico mais tranquilo agora.

–Ora, tio! Não deveria duvidar de mim.

–Eu não duvido, mas é sempre bom saber que ainda temos aliados. -Madara olhou a grande lua cheia, cercada por poucas nuvens. -Você está perdendo tempo com essa garota, o melhor a fazer é livrar-se dela.

–Não há outro jeito de chegar até o reino Haruno se não for através de Lain.

–E depois que consegui, o quê fará? -Sasuke calou-se, pensativo. -Ela não sabe de nada, não passa de uma pirralha mimada!

–O quê está pensando?

–Você precisa chegar até a herdeira mais velha. Terá que manipular a garota, fazer que ela seja persuadida assim como a mais nova.

–Não é tão fácil como parece. Ela não é como Lain, os boatos sobre ela são nulos. Nunca a vi em nenhum lugar da fronteira, nem mesmo entre os mortais das grandes cidades. É um ser misterioso, até mesmo para a irmã.

–Não vejo motivos relevantes para você ficar de braços cruzados. Ora, Sasuke! Estamos falando de uma simples mulher, que não resistirá a tentação de se envolver com um lorde vampiro.

–E como farei para chegar até ela? Se eu atravessar a fronteira posso levar um tiro de laser, quem sabe até morrer. Lain me disse que há vários homens vigiando todo o território, inclusive dentro da casa. Entrar naquele lugar pode significar minha morte.

–Você é habilidoso, um dos melhores, vai se sair muito bem.

O Uchiha mais velho sumira num abrir e piscar de olhos. Sasuke continuou pensativo e não temia o pior. Quem teria coragem de medir forças com ele? Quem teria a ousadia de olhá-lo nos olhos e intimidá-lo com um brinquedinho?

A menos que quisesse morrer, alguém lá tentaria detê-lo.

–Isso vai ser divertido

*x*x*x*x*

Batera na porta com dois toques suaves, ninguém respondera, mas Sakura sabia que a irmã estava no quarto. Entrou assim mesmo, dando de cara com Lain, deitada na cama com a perna cruzada na outra, jogando o anel para cima, pegando-o depois.

–Eu não pedi para você entrar.

–Eu bati, mas você não respondeu. — respondeu, sentando-se ao lado da irmã caçula. -Lain, por quê estamos tão afastadas uma da outra?

–Você quer assim, Sakura.

–Eu? Como é capaz de dizer isso? Eu sempre fui sua amiga, mas de um tempo para cá você mal olha na minha cara e quando faz te sinto distante.

–Você se tornou uma aberração nessa casa. Vivi isolada nesse lugar como se todos dependessem de você. Se tornou uma garota chata e cheia de mimos. Ninguém faz outra coisa que não seja venerar você, você não faz outra coisa que não seja sorrir para essa gente. É chata sim e eu não quero ser como você!

–Só estou tentando ser o que nossos pais foram. Essa gente precisa sentir que estamos unidos e...

–Nós nunca fomos unidos! Talvez você e nosso pai, mas eu nunca fui a queridinha dele.

–Você está sendo injusta!

–Eu não me importo. Pra falar a verdade nada nessa vida me importa mais, ao não ser o verdadeiro motivo que ainda me prende aqui.

–O quê quer dizer com isso?

–Ah, você não sabe? Eu pensei que a mente brilhante soubesse de tudo.

–Não enrola.

–Pois bem. Todos nós sabemos que em pouco tempo haverá outra guerra, e dessa vez não existirá acordo entre ambas as partes. Os vampiros destruirão tudo isso e irão transformar muita gente. Eu quero está do melhor lado e não estou falando da gente.

Sakura segurou o braço da irmã com toda sua força, estava há tempos evitando um choque entre elas.

–Se você defender aquela raça de monstros esqueça que um dia você foi um Haruno. E se você for transformada, eu mesma te matarei!

Cheia de fúria, Lain fez o mesmo com o braço de Sakura, apertando-o a ponto de quebrá-lo.

–Será que você é boa mesmo ou está tentando me intimidar?

Dizendo isso, Sakura foi empurrada contra uma mesa de vidro, que se quebrou em mil pedaços com o impacto do corpo da jovem. A Haruno mais velha levantou-se confusa, não esperava aquela reação agressiva da irmã. Lain sorriu vitoriosa, deixando Sakura furiosa. A garota levantou-se em um pulo, mas não pensara que a irmã iria atacar novamente. Lain lhe acertou a perna direita com um chute e continuaria acertando se Sakura não lhe desse uma cotovelada no estômago e a jogasse contra o closet. As portas de vidro se quebraram fazendo um grande barulho.

A porta fora aberta com agressividade e homens armados entraram com suas armas ativadas. Tsunade chegara logo depois e surpreendeu-se ao ver o estado do quarto.

–Não se preocupem, não há vampiros aqui. — dizia Sakura, observando a irmã levantar ofegante. -Tomem seus postos.

Sairam ao ouvir a ordem da Haruno mais velha, apenas Tsunade ficara.

–Eu não posso acreditar que vocês brigaram!

–Infelizmente, Tsunade, eu não sei quem é essa mulher na minha frente.

Disse Sakura, deixando o quarto sem olhar para trás.

*x*x*x*x*

–Eu já disse que preciso vê-lo!

–Não grite comigo, garota, sou capaz de fazer seu pescoço rolar por esse chão! — gritou Karin, mostrando suas unhas encardidas.

–Encoste um só dedo em mim e Sasuke beberá todo o seu sangue, até seu coração frio parar de bater!

Karin sorriu ao ouvi-la. Debochava da importância que a garota acreditava ter para Sasuke. Sabia que ela não passava de um fantoche nas mãos do Uchiha, e quando não lhe fosse mais útil seria escravizada, dada aos homens como objeto ou morta.

–Eu tenho pena de você.

–Não sinta, só me deixe passar!

–Vá, tente não morrer lá dentro. — riu, deixando Lain passar.

Conhecia o caminho do lugar secreto dele; um quarto com apenas uma janela, decorado com móveis e objetos feito por encomenda;uma cama para receber suas belas mulheres, e sem nenhum espelho pendurado na parede.

Sasuke era vaidoso. Estava sempre comprando as melhores coisas do mercado, sem se importar com o preço ou como arrumaria pequenas fortunas para realizar seus desejos.

–SASUKE!

–Lain?

A garota atirou-se nos braços dele, que ficara sem reação. Ela o apertava contra o peito, ele permanecia com os braços abertos como se não soubesse corresponder o abraço.

–Você está machucada... — afastou-a para analisá-la melhor. -Quem lhe fez isso?

–Quero que você mate minha irmã!

*x*x*x*x*

–Eu nunca pude imaginar que Lain seria capaz de atacar a própria irmã.

–Eu não a conheço mais. — enquanto preparava-se para dormir, falava com Tusunade sobre o ocorrido. -Ela olhava-me com ódio, era como se outra pessoa dominasse as vontades dela.

–Não tente justificar sua irmã. Lain sente inveja de você.

–Mas do quê?

–Na cabecinha dela você sempre foi a favorita dos pais, agora do povo.

–Isso é ridículo! Você sabe que fomos criada da mesma forma e temos o mesmo olhar voltado para o povo. Tsunade, eu tenho medo da minha irmã está se envolvendo com aquela gente sombria. Tenho medo desse Uchiha persuadi-la contra mim.

–Acalme-se, não é hora para pensarmos nisso. Descanse, a noite está muito bonita.

Sakura estava muito agitada, nada faria ela se acalmar no momento. Tsunade abriu uma das janelas do quarto para ventilar, depois voltou e sentou ao lado de Sakura.

–É horrível o que eu vou dizer, mas... Lain não é mais confiável. Ultimamente ela andou fazendo coisas suspeitas, como passear nas fronteiras. Ninguém se arrisca em ir por aquelas bandas, sua irmã vai e volta com um sorriso nos lábios.

–O quê está tentando dizer?

–Eu suspeito de um possível envolvimento.

–Não seja exagerada, todos nós sabemos que um vampiro é imcapaz de amar. Parece até piada pensar que Lain está tendo um caso com um vampiro.

–Nós não sabemos quase nada sobre eles, então não duvide tanto. Boa noite.

*x*x*x*x*

–Ouviu o quê eu disse? Quero que você acabe com minha irmã.

–Por quê essa decisão?

Por instantes, a garota exitou a revelar algo. Sasuke pensará que ela é fraca, que não está pronta para segui-lo. Mas não poderia esconder os ematomas e arranhões, cedo ou tarde ele saberia.

–Briguei com Sakura.

–Hum... Interessante. Então quer dizer que foi uma briga de mulheres?

–Qual é a graça nisso?

–Ninguém nunca lhe disse que briga de mulheres é sexy? — inclinou a cabeça para beijar o pescoço alvo dela, resistindo a vontade de mordê-la.

–Vamos, Sasuke, prometa que vai acabar com minha irmã!

–Eu não posso fazer isso, não agora.

–Por quê não?

–Sua irma é a única pessoa que tem a resposta para um segredo, qual é tão importante quanto minha vida. Eu preciso dela, agora mais que nunca.

–Ela nunca lhe dirá uma palavra sequer, nem sob tortura.

Sasuke sorriu decidido.

–Quanto mais me falam sobre ela, mais curiosidade tenho. Quero conhecê-la.

–Impossível.

–Por quê?

–Primeiro porque ela vivi cercada de gente. Segundo porque eu não quero. Como vou saber se você não vai se interessar por ela?

–E por acaso eu não posso? -perguntou, a fim de provocá-la.

–Não, você não pode! -respondeu, obsessiva.

–Não se sinta minha dona, nem agora nem nunca.

Acariciou os lábios dela antes de sumir.

*x*x*x*x*

–Onde está Sakura, Harumi?

–Com Tsunade, querido, não se preocupe.

–No quintal?

–Sim, o dia está tão bonito lá fora.

–Eu não gosto que ela vá brincar no quintal, eu não acho seguro.

–Não seja rabujento, temos fronteiras por toda a parte, ninguém vai se atrever a passar para cá.

–Está bem, acho que eu preciso mesmo descansar. Vou até a estação, um amigo querido está vindo passar uns dias conosco, não me demoro.

–Tenha cuidado.

Terminara de passar as roupas da pequena Sakura, que tomava banho de sol no quintal com a babá. Por mais que tivessem pessoas dispostas a ajudá-la nas tarefas domésticas, ela sempre dava um jeitinho de fazer algo.

Os movimentos do vai e vem do ferro a fez suar, mais ainda devido o calor do sólido metal. Entrou no banheiro e despiu-se, em seguida caiu debaixo da água morna;preparar a banheira levaria tempo, e tudo o que ela queria era um banho rápido.

Saíra do banheiro enrolada numa toalha rosa, como a cor dos seus longos cabelos. Sentiu um vento gélido atrás de si, fazendo-a se arrepiar levemente.

–Harumi...

A mulher deu um grito agudo, mas jurou ter sido fraco. Caiu sentada na cama com certo espanto, segurando a toalha que se apertava nos seios fartos, devido a amamentação.

–Vá embora coisa ruim!

Um homem alto, de expressão nula, olhos vermelhos e manto negro cobrindo o corpo a observava.

–Eu precisava vê-la.

–Eu nunca quis vê-lo nessa vida! Eu odeio sua raça, sua existência! Serei capaz de matá-lo aqui mesmo se não me deixar em paz!

–Eu não consegui esquecê-la, desde que a vi sozinha na fronteira.

–Você é atrevido! Além de não ser bem-vindo, está no quarto de uma mulher casada!

–Por quê você se casou com aquele homem fraco, que jamais terá a força e o poder que eu tenho?

–Ele não é um monstro como você! E eu o amo do fundo da minha alma! Tenho nojo de você! Nojo do seu cheiro de sangue!

–Harumi...

–Não chegue perto! -ele recuou o passo, mas não se intimidou. -Vá embora, seu maldito!

–Eu não posso fugir dos meus sentimentos!

Dizendo isso, sumiu e apareceu sobre o corpo molhado da jovem. Ela gritava contra a palma da mão do homem, deixando os gritos abafados. A toalha escorregou até cair no chão, e os olhos verdes arregalaram-se de terror.Ela lutava contra a força anormal dele, mas parecia uma criança indefesa.

Seus seios fartos eram massageados com ousadia, ao mesmo tempo ela sentia presas pontiagudas arranhando-os. Cansada de lutar, deixou-se ser violentada. Lágrimas de desespero caiam frequentemente, antes de desmaiar, conseguira ver um anel com um símbolo chamativo. Seus olhos escureceram, mas o nome Uchiha ficara guardado em sua mente.

Continua...

Notas finais
Beijos!