Sanatory: Revelations
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Estávamos no carro de volta ao hotel. Dessa vez tínhamos levado armas para o caso de ficarmos trancados com aquelas criaturas. Estava tudo bem até vermos uma sombra no meio da estrada e Pain virar o carro bruscamente. Sorte que o carro não capotou ou estaríamos perdidos. Quando voltamos os olhos para a estrada, não vimos ninguém, mas quando olhamos pelo retrovisor, vimos uma mensagem dizendo: mantenham distância.
– Só pode ser brincadeira! – Grunhiu Pain.
Seguimos até o hotel. Ele estava da mesma maneira que o encontramos quando viemos passar férias aqui.
– Vamos encontrar logo Hinata e irmos embora. – Disse Shikamaru.
Mal ele terminou a frase e a porta fechou bruscamente. Tentamos abri-la, mas estava trancada. Fomos atacados por um demônio alado, mas o matamos rapidamente. Decidimos nos separar e procurar Hinata. Eu fui sozinho para ninguém me atrapalhar.
Cheguei ao quarto 301. Era incrível que não tinha mudado nada. Vi dois cadernos em cima da cama. Um deles era o meu antigo caderno de desenhos que eu tinha esquecido aqui, o outro era o da Kin.
– Sai? – Eu me virei para a porta do banheiro e lá estava a dona da voz.
– Olá Kin. Faz muito tempo, não?
– O que faz aqui?! Era para você ter ido embora e nunca mais voltado!
– Hinata sumiu e eu e os outros sobreviventes viemos atrás dela.
– E o que te faz pensar que ela esteja aqui?
– Vimos um bilhete no apartamento dela dizendo para virmos aqui. Alguns acham que você escreveu, mas eu não acho isso possível.
– Estou morta, mas não louca. Para que eu pediria para voltarem aqui?!
– Eu não sei, mas não foi você que apareceu na estrada e mandou uma mensagem para a gente sair?
– Não fui eu e mesmo assim vieram até aqui?! Vocês são idiotas ou o que?!
Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, ouvi gritos vindo do andar de baixo. Eu corri para ver o que era, mas fui atacado por uma enfermeira com o rosto deformado. Por sorte foi um corte de raspão. Pequei a pistola e atirei contra ela. Kin tinha saído apressada do quarto e ido para outra direção. Desci as escadas e não encontrei ninguém. Andei devagar, mas outra enfermeira apareceu e eu acabei com ela.
– Sai, há quanto tempo! – Essa voz.
– Sakura? Mas você está...
– Morta? Claro que estou e tudo isso é culpa sua!
– Minha culpa?
– Era para você ter morrido naquele ritual e não eu!
Sua aparência se desfigurou, apareceram áreas do corpo queimadas, outras eram apenas carne e ela também tinha sangue e um sorriso macabro no rosto. Como se não fosse o bastante, ela começou a pegar fogo. Ela avançou para cima de mim, mas eu desviei, então ela jogou uma bola de fogo na minha direção e por pouco eu não viro churrasco.
Eu vi que ela não iria parar até que eu estivesse morto. Não tinha alternativa.
– Desculpe, Sakura.
Pequei a arma e dei alguns tiros nela, a matando, de novo. Não podia acreditar no que tinha acontecido. Fui atacado por uma integrante do nosso antigo grupo que veio para esse mesmo hotel a 4 anos atrás! Andei à procura dos outros sobreviventes para contar o que tinha acontecido.
Eu andava pelos corredores à procura dos outros sem parar de pensar no que tinha acontecido, mas um zumbido irritante, que eu não sabia dizer de onde vinha, afastou meus pensamentos. Cada vez mais o zumbido aumentava. Olhei para trás e vi duas abelhas enormes. Não foi difícil matá-las, mas depois apareceu uma sombra e aí então foi que eu gelei. Era Shino com o corpo cheio de insetos e em alguns lugares dava para ver até o osso.
– Shino?! O que aconteceu com você?! O que este lugar fez com você?!
– Não, o que você fez comigo?! – Confesso que fiquei bastante surpreso.
– Mas eu não fiz nada contigo.
– Você devia ter morrido naquele ritual.
Baratas enormes apareceram e tentaram me atacar, mas eu consegui matá-las. Fui atacado por tás, mas, por pouco, consegui desviar, ganhando apenas um arranhão no braço. Quando eu vi, era uma abelha gigante com um ferrão pontiagudo com meu sangue pingando dele. Atirei na abelha e segurei o ferimento, que começou a arder.
Mais insetos apareceram e eu tive que matá-los e, para variar, a minha munição estava acabando. Percebi que eles atacavam somente a mim e ignoravam Shino, que possuía um sorriso macabro no rosto. Foi então que percebi! Era Shino quem estava controlando os insetos! Eu já estava mal por ter atirado em Sakura e iria ficar pior ainda agora.
– Desculpa, Shino.
Com um tiro certeiro, eu matei Shino, ou o que sobrou dele. Ao matá-lo, os insetos morreram instantaneamente e um cheiro podre emanava de seus corpos que se decompunham em grande velocidade. Vomitei, mas não por que era fraco. Eu tinha visto dois dos meus antigos companheiros reviverem como monstros e os matei. A culpa pesava em mim, talvez eu devesse ter morrido no ritual.
Parei de vomitar, pois não devia ter mais nada no estômago. O corte no meu braço ardia e minha visão estava começando a ficar turva. Não conseguia me mover, tanto que caí no chão. Minhas pálpebras estavam pesadas, mas antes de fechá-las completamente, eu tinha visto uma menina que aparentava ter 14 anos de idade, cabelos castanhos escuros e vestia um vestido azul. Depois disso, tudo eram trevas.
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