Same Old Love (HIATUS)
1 Orfanato
Notas iniciais
Isso é apenas um prólogo, apenas para iniciar mesmo. Espero que gostem ♥
Fic dedicada aos meus amores do grupo de HDLTL ♥

Não é exatamente o maior sonho de uma criança simplesmente ser largada em um orfanato sem nenhuma certeza colocada sobre si. Não é nada fácil crescer sem saber de onde veio ou para onde vai no futuro, pois tudo são apenas incertezas em suas cabeças.
Kurt Hummel foi para um orfanato após a morte de seus pais quando tinha quatro anos de idade, onde conheceu Blaine Anderson, uma criança de três anos que estava ali praticamente desde que havia nascido.
No atual momento, Kurt tem oito anos de idade e Blaine tem sete, quase oito também. Eles se apegaram um ao outro tão rapidamente, que sentiam que não poderiam nunca mais se separar em suas vidas. Eles dormem em camas vizinhas e sempre ficam juntos em todo o tempo possível por dentro do local.
Hoje é apenas mais um dia do orfanato, recém amanheceu e eles recém estão acordando.
— B, você acha que alguém vai nos adotar? – Kurt perguntou, saltitando para cima da cama de Blaine para impedir que ele caísse novamente no sono.
— Acho que sim. – Respondeu o pequeno moreno de cabelos cacheados, coçando seus olhos. – Queria que eu e você fossemos juntos...
— Eu também queria. – Kurt disse meio triste. – Não quero me afastar de você.
— Eu amo você, K. Isso não vai mudar. – Falou Blaine, sorrindo a abraçando seu amigo.
— Eu também amo você, B...
O único problema, foi que no dia seguinte um casal foi até o orfanato e adotou Kurt. O menino gritava e chorava enquanto era levado embora na mesma medida em que Blaine ia chorando também e gritando.
Eles não queriam ter se afastado, não queriam que o trem saísse de seus trilhos. Queriam ser adotados juntos, queriam crescer ao lado um do outro.
Eles gritavam que não podiam se afastar, pois eram amigos e se amavam, mas ninguém parecia os ouvir. Ninguém parecia ligar para a dor que eles estavam sentindo.
Uma dor que apenas parecia aumentar conforme a distância deles ia aumentando. Já no carro, Kurt chorava olhando para o lado de fora, enxergando seu amigo gritando por si. Era horrível aquela dor, era horrível sentir o que sentia. Era tudo horrível.
Blaine passou a continuidade dos dias comendo o mínimo possível, chorando por todos os cantos, sempre que possível agarrado ao travesseiro do seu ex-companheiro. Sempre sentindo falta daquele amigo com quem passou os últimos anos. Eles eram tão pequenos para sentirem uma dor daquelas.
Kurt só tinha agora uma certeza em sua mente: ele preferia nunca ter sido adotado.
Pois se não tivesse sido, teria continuado com Blaine e teria seguido sua vida com ele ao seu lado. Não teria feito as decisões erradas que no momento de toma-las pareciam tão certas, não teria conhecido a pessoa com quem divide uma vida, muito menos passaria a não sentir mais a falta daquele que tanto pensava amar.
Claro que ele nunca esqueceu, mas seu amor ficou guardado em uma gaveta.
O único lado bom disso tudo, é que Blaine não pretendia permitir que Kurt deixasse isso guardado e abandonado.
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