Same Old Love (HIATUS)
2 Anel Infinito
Notas iniciais
FLASHBACK ON
Kurt e Blaine brincavam animados dentro do pátio do orfanato na hora do “recreio” deles. O dia estava bonito, ensolarado e com poucas nuvens. Eles corriam por tudo, até que quando estavam perto de uma mesa, onde normalmente ocorriam os almoços ao ar livre, eles encontraram duas latinhas de refrigerante vazias e uma ideia brilhou na cabecinha do pequeno Anderson.
Blaine tirou o lacre de ambas as latinhas e guardou no bolso, deixando Kurt confuso, logo o tirando desses pensamentos e voltando a brincar com ele. Mais tarde naquele dia, enquanto todos dormiam e Blaine supostamente deveria estar fazendo o mesmo, o moreno pegou uma de suas blusas de dormir e rasgou-a com a maior dificuldade existente, fazendo dois cordões de tecido e colocando os lacres um em cada cordão. Ele amarrou o seu próprio no seu pescoço e sorriu contente com o seu trabalho.
Ele iria acordar Kurt, mas ao ver o castanho dormindo tão serenamente, simplesmente lhe faltou coragem e ele preferiu se manter em silêncio e tentar dormir um pouco.
Foi acordado no dia seguinte por um Kurt saltitante ao seu lado. O moreno abriu um pequeno sorriso enquanto se espreguiçava e sentou rápido, pedindo para Kurt sentar-se ao seu lado e assim o Hummel fez.
— Tenho um presente para você, K... – O pequeno Blaine disse contente. Mal sabia ele que dali poucas semanas o seu Kurt estaria indo embora do orfanato, talvez para nunca mais vê-lo novamente.
— Oba! – Kurt disse animado. – Eu nunca ganhei um presente. Além de você. – O Hummel terminou sua frase um pouco mais baixo.
— Feche os olhos. – Blaine disse e, ao ver Kurt de olhos fechados, amarrou o cordão no pescoço do castanho. – Pode abrir.
— Amei! – Kurt disse ainda mais animado. – Mas por que está me dando isso?
— Não caberia em nossos dedos e poderíamos nos machucar, então coloquei como um pingente, mas é para significar um anel. Um anel infinito da nossa eterna amizade. – O pequeno e esperto Blaine explicou, recebendo um abraço de Kurt em seguida, que o prometeu que nunca mais iria tirar aquele colar de seu pescoço.
FLASHBACK OFF
Tempos atuais… vinte anos depois
As ruas de New York estão agitadas como sempre. Blaine andava apressado em direção ao café mais próximo, já que não teve tempo de comer nada em casa. O moreno de quase vinte e oito anos está sempre com pressa, nunca parece ter tempo para arrumar sua agenda da maneira que deveria. Sente que se chegar atrasado ao trabalho irá ser chamado para a sala de seu chefe e ele certamente não quer ouvir o que o mesmo poderá falar.
Entrou no café apressado, logo indo até o balcão e pedindo uma torta de morango e um cappuccino. Aguardou pelo seu pedido e buscou por uma mesa vazia, mas todas estavam cheias. Quase derrubou o seu café ao olhar para uma pessoa que estava sentada em uma mesa bebericando seu café e com as mãos em um colar muito conhecido por Blaine.
Seu choque foi tanto, que ele resolveu sair o mais rápido daquele local. Não... aquele não podia ser quem ele pensava ser, não é? Não podia ser Kurt, não depois de vinte anos...
O moreno, tentando se recompor, arrumou sua gravata e tomou seu café dentro do carro mesmo, dirigindo para o seu trabalho em seguida. Ter visto Kurt, ou alguém que supostamente era ele, tinha o tirado de seus eixos e agora seria difícil voltar a pensar normalmente.
Dirigiu então para a universidade onde trabalhava como professor de música, cumprimentando o reitor assim que adentrou o local, agradecendo mentalmente por não ter se atrasado. O reitor da NYU não era uma das pessoas mais amigáveis.
[...]
Kurt terminou seu café da manhã e dirigiu-se para a sua própria revista. Sim, ele é um jovem de vinte e oito anos que é dono da sua própria revista. Ao chegar lá, cumprimentou todos por quem passou com um grande sorriso nos lábios. Andou diretamente para a sua sala e logo encontrou-se com Elliot, seu subchefe e melhor amigo.
— Bom dia, Elli. – Kurt disse animado, sentando em sua mesa, com o moreno sentando em sua frente.
— Bom dia, Kurt. Vim avisar que as modelos para a sessão de fotos irão chegar nessa tarde e marquei as fotos para às três horas. Tudo bem por você? – Elliot perguntou, colocando os papeis das modelos contendo as fichas delas na frente de Kurt.
— Tudo certíssimo. Como sempre você fez o melhor trabalho que poderia. – Elogiou ele, sorrindo.
— E por um acaso o seu marido poderá tirar as fotos? – Kurt sorriu bobo com a pergunta.
— Claro que sim. Seb é muito profissional. Você sabe disso.
— Acredito que alguém tenha dito o meu nome. – Sebastian entrou na sala, sorrindo para Kurt e Elliot.
Kurt se casou com Sebastian aos vinte anos e eles adotaram duas meninas, uma chamada Melanie e a outra chamada Natalie, por elas serem irmãs gêmeas o casal não quis pegar apenas uma, então adotou as duas. Quando foram adotadas tinham sete anos, agora já estão com quase quinze anos.
[...]
Assim como Kurt, nesses vinte anos que se passaram Blaine também se casou, aos dezenove anos ao engravidar a moça com quem tinha um caso, Marie. Marie tem seus vinte e sete anos hoje e junto com Blaine teve três filhos. São três meninos: Robert é o mais velho, tem nove anos; Vincent é o do meio e tem seis anos; Alexander é o mais novo, tem três anos.
Blaine nunca foi feliz com seu casamento. Ele nunca foi feliz com nada, principalmente depois de Kurt ir embora do orfanato. Ele ficava feliz pelo castanho ter sido adotado e ter tido uma família, coisa que ele nunca teve, já que foi liberado apenas porque fez dezoito anos.
É óbvio que o moreno ama os seus filhos, os ama mais que tudo. Mas que nunca foi feliz com sua esposa ou ao menos gostou dela, isso não pode mentir. Ela não a ama, não a quer. Apenas mantém o casamento em respeito aos filhos.
Na manhã do dia seguinte, Blaine novamente se dirigiu ao café, na esperança de encontrar aquele que era tão parecido com Kurt. Se prometeu que iria até lá para checar se era mesmo o castanho.
Fez o seu pedido de sempre e encarou as mesmas, colocando seus olhos sobre o mesmo rapaz do dia anterior. Aquele cabelo, aqueles olhos e aquele colar demonstravam que claramente aquele era o seu Kurt, aquele que conhecera vinte anos atrás, porém ainda mais lindo.
O moreno sentiu seu coração ficar cada vez mais rápido na mesma medida em que ele e aproximava da mesa, sentando-se em frente ao garoto, que o olhou assustado enquanto passava a mão pelo pingente de seu colar.
— Posso ajudá-lo em algo? – Perguntou o castanho, aumentando o nervosismo de Blaine.
— Oi, Kurt. Não se lembra de mim?
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